Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Seg Out 19, 2015 1:29 am



Grupo Thomas



A confusão do lado de fora parou com as armas já sacadas quando Thomas e os outros saíram do quarto, e puderam ver quem era a garota que estava protegendo a porta. SARAH a filha de Maes, faziam provavelmente alguns anos que ela havia partido para a Atalaia, e no entanto, ela havia mudado muito pouco. Os longos e belos cabelos castanhos continuavam caindo sobre os ombros, e seus olhos azuis continuavam encantadores.

Ela no entanto não estava com uma expressão boa. Teria dito alguma coisa mas depois da confusão não parecia ter qualquer palavras para aquilo, apenas olhou Thomas fez uma breve reverência e saiu andando. Estranhamente esbarrou em Myra no caminho, mas continuou como se nada tivesse acontecido. Os guardas se posicionaram atrás e na frente dos guardiões e os levaram pela Atalaia. Não viram qualquer sinal de destruição do que viram quando encontraram com Crowley, e isso deu a certeza a eles de que nada daquilo havia realmente acontecido.

As pessoas que os observavam os viam com olhares estranhos e algumas comentavam, mas baixinho para que não ouvissem. Não tinha como saber o que estavam falando. Chegaram a uma torre separada da atalaia, estava velha e não parecia ser usada a muito tempo, diversos buracos na parede faziam com que o vento gélido atravessasse as paredes negras, não tinha realmente qualquer beleza. – Entrem aí – Ordenou um deles que parecia ser o líder, apontando para uma jaula suspensa por uma corrente. Após serem colocados nos elevadores de ferro que não pareciam ter qualquer segurança, subiram por entre as paredes da torre, através de um mecanismo de manivelas controlado por um homem extremamente forte.




Track... Track... Track. O elevador era frio e parecia demorar mais do que deveria para subir, o som da corrente e dos mecanismos metálicos constantes eram estridentes e irritantes, principalmente para o grupo que naquele momento estava sem suas forças totais. Fora um longo tempo dentro daquela fria e insegura jaula até chegarem no fim. O elevador parou e um portão de ferro a frente se abriu... Estavam no topo daquela torre.

Era provavelmente a única torre a céu aberto ali, e a mais velha também mas podiam identificar os selos rúnicos de proteção pairando no céu, brilhantes e belos. Era um local largo e circular, exatamente como uma arena, não deixaram de notar que uma fina crosta de neve já havia se formado.

– Capitão Thomas! – A voz do velho era reconhecível. Ele estava sentado em seu trono, posto sobre uma elevação, ao lado dele havia outro trono, apesar de não ser tão belo nem tão cheio de joias. – Junte-se a mim! – Ele apontou a cadeira ao seu lado – Estava ansioso por esse momento – Afirmou. Ele vestia roupas pretas e  cheias de pelo de animais para proteger do frio, a sua direita se posicionava um homem encapuzado de guarda. – Então, pensou bem sobre quem seriam seus campeões? – Perguntou em toda a sua falsa simpatia.

Em quanto Aegon conversava com Thomas, Myra notou algo pesando em seu bolso. Eram três joias brilhantes e azuis, não sabia como aquilo havia ido parar ali, mas podia sentir a grande quantidade de magia destrutiva dentro daqueles objetos. Spark e a garota então sentiram um arrepio na espinha, um presságio ruim e então uma palavra surgiu na cabeça deles: “ Alice “. Myra de alguma forma sabia que aquilo não era coisa boa, podia quase que tocar a energia negativa no ar. Aegon se levantou de seu trono, bateu as mãos e continuou tagarelando – Bem, devemos começar com isso logo não? ... VENHAM! – E um portão se abriu, dele saíram três guerreiros.


A garota da lança LYELA, o garoto que Joker havia visto quando entrou na atalaia, o que brincava com as cartas, e um homem com a lâmina partida ao meio. Lyela no entanto não parecia normal... Ela não tinha mais expressão. O garoto das cartas não mostrava nada de diferente, apesar disso não parava de encarar Joker, os olhos se moviam constantemente sob o guardião.

- Meu... Nome... É... Shin – Falar para aquele garoto parecia uma grande dificuldade, mas ainda sim ele conseguia.

E ALEXANDER tinha sua espada quebrada, mas ainda sim, a erguia com orgulho, como se nem notasse. Thomas conseguiu ver através daquilo com a magia de seu anel, existiam duas energias em todos eles, uma pura e branca que se misturava com algo negro e terrível como a de Aegon.

- Assim que estiver pronto... Jovem – Ele disse esperando o comando para o combate se iniciar.



Asgard



- Hora de sair daqui – A dimensão negra em volta deles se desfez lentamente e Loki deslizou para a pele de Asgard. A energia negra que entrou pela boca, olhos, nariz e orelha de Asgard de forma violenta o desligou por alguns segundos. Tudo era apenas escuridão, a mente havia se tornado nada senão névoa... E sussurros. O deus iniciou sua nova vida na pele do guardião se pondo a levantar, revelando a nova face.


A máscara de um lobo branco escondia a sua face, e de trás de suas orelhas dois grandes chifres se erguiam, o corpo havia sido restringido por correntes e uma ombreira maligna havia surgido a sua direita, os cabelos haviam se tornado longos e quase vermelhos, e ele segurava duas armas que logo desapareceram. Asgard sentia o poder correr através de suas veias e apesar de poder ver, não podia controlar seu corpo, não podia moldar aquela energia que o atravessava de forma tão bruta. O ser se esticou como se tentasse se acostumar com o novo receptáculo. – Vai servir – Disse e de repente estava recebendo um ataque do príncipe do inferno.

- De que adianta o corpo de um mortal? – Disse Ahazor o provancando.

Mas Asgard pode sentir a mudança dentro dele, algo havia acontecido. Apesar do soco ter acertado o peito de Loki/Asgard, ele simplesmente não sentiu o impacto.

– Ai vai minha última carta – Disse  nórdico. Loki/Asgard Socou Ahazor, e o príncipe do inferno fora obrigado a dar um passo para trás, recuando. E então mais um soco, e mais um passo para trás. Até que o terceiro soco veio, e a mão direita ficou totalmente negra, chamas se ergueram de seu pulso até seus dedos e o atravessaram, então uma energia negra queimou o príncipe do inferno  – ADEUS! – Gritou em quanto saltava para trás, em direção ao portão do qual tinha saído. E as chamas explodiram.

O salto atravessou totalmente a ponte, enquanto isso uma das correntes presas ao corpo dele se soltou e correu na direção da companheira de Asgard caída no chão, a enrolou e a trouxe para ele, quando aterrissou a mão esquerda se ergueu e um martelo grande e pesado se materializou, Loki o ergueu com tanta facilidade que fez parecer leve, então ele acertou o portão a sua frente. As enormes portas gêmeas tombaram, causando o impacto na caverna, e tudo começou a tremer, e mais uma vez o mundo do guardião das sombras desabou, deixando a confusão e o príncipe do inferno para trás, junto de Darius.




Atravessaram algum tipo de portal, e quando a mente de Asgard se deu conta, ele estava voando, asas negras se estendiam em suas costas, flutuava pelo céu com facilidade enquanto a neve caia sob seus cabelos e ele sentia o ar puro entrar em seu pulmão... Mas não sentia o frio, sentia um calor interior, o poder queimando dentro de si.

Foi ai que se deu conta de que Loki ainda controlava seu corpo, ele se pôs a descer – Você aguentou muito mais do que imaginei – Comentou Loki com sua voz duplicada. Conforme descia novamente o martelo surgiu em sua mão, leve e bruto. Asgard sentiu centenas de presenças ameaçadoras abaixo de si, e duas eram magnífica, talvez tão poderosas quanto Ahazor. As asas começaram a se inclinar junto a seu corpo e ele ganhou velocidade, uma velocidade absurda.

Avistou abaixo de si uma grande construção negra, com bandeiras, guardas e tudo mais que se agitaram ao vê-lo, as bandeiras não enganavam. Era a Atalaia dos Guardiões. De lá de cima conseguiu ver Thomas, Myra, Spark, Blake e Joker. E um dos homens de grande presença, o velho sentado no trono, por algum motivo Loki voou contra ele.



TODOS



Loki/Asgard atravessou a barreira de runas no céu da torre como uma flecha, quebrando todas as defesas mágicas. Ele pousou com violência no chão, caindo de joelhos, e as asas de energia negra se guardaram em suas costas, sumindo. – Mephisto – Ele disse, então se levantou e partiu para cima de Aegon com seu martelo.


O homem encapuzado a direita dele se pôs na frente de Aegon, criando uma barreira. Mas aquilo não era suficiente para segurar ele e o martelo a atravessou quase que por inteiro, o encapuzado jogou fora seu manto e revelou sua face. Era um homem com uma máscara medonha, ele apontou para Loki/Asgard e sugou parte de sua energia, então materializou a foice em sua outra mão e a usou para contra atacar, fazendo com que o deus recuasse.

- Quem é você? – Perguntou o guarda de Aegon, mas o próprio se manteve sentado, ele apenas se limitou a olhar para Thomas e perguntar – Conhece essa besta? – E ele conseguiria reconhecer um dos seus homens.

Loki/Asgard pôs a mão entre a neve no chão, caído de joelhos. A energia correu por seu corpo e vazou, alguma coisa estava errada. - A barreira Asgard... Eu estou acabado... Vou deixar o resto com você, garoto. – Disse, e de repente Asgard sentiu seu corpo novamente, e soube que estava mais uma vez no controle.




OFF: Esse é provavelmente o penúltimo post nesse tópico. O prazo é até domingo, dia 25, mas se postarem antes eu respondo antes.

__AOD__
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Seg Out 19, 2015 2:36 am

Quando deu de cara com Sarah, os olhos de Thomas aquiesceram por um momento breve. Ainda conservava a mesma beleza de alguns anos atrás, apesar de estar um pouco diferente, o que já era de se esperar. Com um leve aceno de cabeça, recebeu suas condolências e por fim, junto a todos os seus soldados, seguiu caminho para sabe-se lá onde. Os olhos passeavam pelo local procurando vestígios da batalha da noite anterior, mas não conseguia encontrar absolutamente nada e diante de tudo aquilo a resposta de Thomas fora apenas um longo suspiro, em parte por estar cansado e em parte por, por algum motivo, estar decepcionado consigo próprio. Em sua mente, o estado do grupo era sua culpa. Naquele meio tempo que se direcionavam para um local aparte da Atalaia, Thomas tentava criar um plano para que seus soldados pudessem combater da forma mais eficaz possível, mas sua mente não conseguia trabalhar em nada concreto.

Consciente de que simplesmente deveria acreditar no esforço de cada um, Thomas seguiu adiante para a gaiola de ferro que o esperava. Aquele local não poderia traduzir melhor como estava se sentindo desde que tinha chegado ali: completamente enclausurado. Não estavam tão distantes de Valliheim. Em um dia ou dois poderiam estar de volta para suas casas, suas famílias e talvez viver o resto das vidas ordinárias que ainda lhe restavam, talvez com um pouco de peso na consciência, mas pelo menos levaria seus soldados vivos. Os pensamentos na cabeça de Thomas se mostraram conflitantes pela primeira vez em toda sua vida. Nunca imaginaria que fosse duvidar de sua própria capacidade de liderar. Nunca tinha se sentido tão fracassado.

O olhar das pessoas vinha constantemente como forma de lembranças apena para perturbá-lo naquela longa espera em silêncio no elevador. Parecia sempre que Thomas era inatingível e ele também pensava ser, mas pelo que via tinha se enganado. Contudo, ao chegar - finalmente - no devido local e sentir a brisa gelada em seu rosto, Darwishi sorriu. Um sorriso sincero. Existia uma saída e um modo de, possivelmente, vencer aquela batalha. A verdade era que se ele quisesse alcançar seu objetivo, assim como todos , deveria fazer certos sacrifícios. Escutou a voz de Aegon e estreitou os olhos, seguindo até o mesmo. Mas não sem antes dizer à Spark. - Preciso que você faça o seu melhor quando a situação pedir. Pra isso, você não pode entrar em combate. - E então seguiu de vez, sentando-se ao lado de Aegon.

Logo que sentou, conheceu os três oponentes que teria para aquele dia... Oponentes corrompidos. Sentiu nojo de Aegon naquele momento. Tinha corrompido seus próprios soldados, soldados que eram fieis a um propósito digno, para que lutassem contra suas vontades e valores. Respirou fundo e estava prestes a indicar seus soldados, quando algo inesperado aconteceu, fazendo o Capitão exprimir surpresa, para logo em seguida seu rosto ser preenchido de seriedade. Contudo, não respondeu a pergunta de Aegon de imediato. Os olhos analisaram a situação por um momento e só então, aquele sorriso surgiu no rosto de Darwishi. Pelo que pôde ver, Aharon tinha perecido. Infelizmente, não tinha tempo para chorar sua morte. - Então Mephisto é o seu nome? - Disse, encarando Aegon. - Myra, Joker e... Asgard. São esses os três que irão lutar. - Lançou um olhar compenetrado para os três, que pedia credibilidade e confiança.

Contudo, antes que Aegon pudesse iniciar o combate, Darwishi interrompeu.- Mas antes... O que levou você a crer que iria ganhar? O fato dos meus soldados estarem cansados e deteriorados? - Sentia a raiva e a humilhação pelos golpes tão baixos de Aegon crescerem em sua garganta. Aos poucos sua voz se fazia mais alta. - O fato de estarem acabados mentalmente? O FATO DE TEREM TIDO SUAS FORÇAS ROUBADAS COM A SUA MAGIA REPUGNANTE? - E agora suas palavras já saiam em plenos pulmões, enquanto Thomas se levantava irado.

- POIS EU NÃO MENTI SOBRE O QUE EU DISSE, AEGON. EU VOU TOMAR A ATALAIA. E TODO MUNDO QUE SE COLOCAR NO MEU CAMINHO, VAI SER TOCADO PELAS CHAMAS DA MINHA ESPADA. - E então Thomas sacou a arma, empunhando-a com força. - NENHUM DOS SEUS VAI SAIR VIVO DAQUI HOJE. HOJE A ATALAIA VAI QUEIMAR SOBRE OS MEUS PÉS.

E então, subitamente, aquela frase veio na sua cabeça.

"Meu nome é Alsdran"
"Estou disposto a ajudar a vocês, vou dar poder a vocês, mas o preço virá."
"Quando se arrependerem ... Chamem por meu nome."


- ALSDRAN!


Foi a última palavra que ecoou da boca de Darwishi e todos os seus soldados sabiam o que aquilo significava: Guerra Declarada.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Seg Out 19, 2015 5:08 am

Ter o corpo invadido não é muito legal, ainda mais presenciar tudo e nem ao menos sentir que estava fazendo cada coisa,  e como tudo estava acontecendo muito rápido pude acalmar um pouco a mente e poder discernir e decifrar cada palavra dita até o atual momento: a conversa com o demônio que surgiu  na caverna, a conversa com Loki e o que poderia acontecer com meu corpo por conta da escolha que fiz, a espada divina, nossa missão.

Enquanto calmo, a sensação do poder do deus fazia com que quisesse ficar no comando do meu corpo, ter toda aquela energia e força... Fazia quase o instinto falar por si, virando uma pessoa ignorante e exibida, achar que nenhum humano pudesse encostar em mim de tanta força. Realmente era impressionante.

Socando um demônio poderoso, explodindo porta e saindo voando de um local que era uma caverna-labirinto, sendo que era um humano comum, realmente precisava rever meu conceito sobre fé e a existência sobre os deuses.

- Obrigado.

Levantei um pouco mais devagar do que deveria, sentindo cada canto do meu corpo, abrindo e fechando os dedos da mão livre e pressionando e contraindo o que segurava o martelo por aquilo ser uma grande novidade. Deixei Christine ali, provavelmente estaria espantada e surpresa pelo que tudo aconteceu. Respirei fundo, sentindo o ar gélido entrar pela via nasal e tocar cada parte possível pelo caminho que chegasse até os pulmões, era uma sensação incrível e quase indescritível. Parecia ter renascido.


Não entendia do porque Thomas estar próximo de quem tanto emite presença, mas por ser o Thomas, deveria ao menos dar um sinal de que estaria pronto para o que viesse. Ergui o braço reto apontando diretamente para Thomas, como se estivesse dizendo que meu novo martelo estava a seu serviço assim como seu portador. Ele não precisava olhar diretamente, sabia que a visão periférica dele seria o suficiente para captar meu ato. Talvez estivesse ficando otimista demais com o novo poder.

Com o grito de Thomas iniciei minha corrida, parecendo tudo estar em camera lenta logo na partida. Nos primeiros passos, passos de adaptação do corpo com a nova força, deixei invadir mais ainda o poder para cada canto, cada músculo. Em uma explosão de impulso da corrida e do giro do corpo, quando cheguei perto o suficiente do que havia criado o escudo, pausei subitamente, criei uma base fixa o suficiente para atacar lateralmente com o martelo da direita para a esquerda, tentando destruir de vez o escudo e acerta-lo tão forte na barriga a ponto de faze-lo sair do meu caminho para bem longe. A presença sentida estava mais a frente ao lado de um aliado, e ele deveria ser morto logo.

(obs: só imaginar o rebatedor do baseboll)
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Qui Out 22, 2015 7:30 pm

Estava calmo e confiante, ver que seu capitão havia concordado em salvar a mulher deixou o sátiro aliviado, não era de seu feitio deixar pessoas que precisam de ajuda para trás. Passaram pela porta para uma grande surpresa, a mulher que havia se posto a frente para defende-los eram ninguém menos do que Sarah, a filha de Maes, os olhos de Spark brilharam, ele esticou uma de suas mãos para tentar alcançar as dela, porém se conteve e ao perceber o ar fúnebre com que Thomas a olhará sussurrou esperando que a mesma o ouvisse:

- Eu sei que ele não está morto... Heróis não morrem antes de completar sua missão.

Seguiu o grupo até a gaiola de ferro e entrou nela sem nenhum temor, todos parecia muito quietos, talvez estavam amedrontados? Era engraçado pensar nisso, porquê até ele mesmo no fundo de seu ser sentia-se um tanto quanto aterrorizado. O fato de ter visto aquelas auras negras nos soldados, as coisas que havia visto lá em baixo, aquele lugar era mais um solo profanado, uma terra santa que foi tomada pela malevolência dos demônios. Ao subir conseguiu sentir o cheiro dos demônios, sentia o enxofre no ar, mesmo que sutil. Conseguiu perceber que precisariam de forças, então se pós ao canto e começou a rezar, rezou baixinho pedindo a ajuda de dois dos anjos que tinha esperanças em ainda estar vivos, pediu para que o Arcanjo Michael desse forças aqueles que ia lutar e para que Uriel os fizessem impiedosos e capazes assim como ele, pediu que deus olhasse para seus companheiros pós nessa noite, eles fariam justiça em seu nome e começariam a tomar de volta aquilo que era dele.

Ao sair da gaiola seus pelos se eriçaram, a energia demoníaca era forte mesmo que camuflada, Spark sentia que no meio daquelas pessoas, alguém grande se escondia e provavelmente se escondia dentro de Aegon. Ouviu as palavras de seu líder, pedindo para que não entrasse em combate e agisse conforme o momento pedisse, não pode evitar a não ser se conter, foi obrigado a se conter, pós sem nem mesmo perceber estava tomando uma pose feral, estava acuado e com as presas a mostra, pronto para dar o bote. O sátiro pós suas coisas no lugar, tomou a postura de um homem e de pé resoluto acenou com a cabeça para seu capitão.

A raiva havia se acalmado e a sanidade estava retomada. Não havia porque se descontrolar, se caso deixasse ser levado por seus instintos seus companheiros talvez poderiam se machucar ou até mesmo morrer. Assistiu Thomas se sentar ao lado do Aegon sem dizer nenhuma palavra, e viu sem se surpreender Asgard surgir, surgiu quebrando barreiras e purificando o local. “Mais um possuído?” pensou consigo mesmo, mas sabia que dessa vez era algo angelical ou até mesmo uma deidade no corpo de seu companheiro. Ouviu o discurso de Thomas e nada mais fez além de uma reverencia mostrando sua lealdade e respeito a seu capitão, ver o menino perder o controle daquele jeito era algo novo, algo que só o fazia confiar mais ainda em seu fervor e capacidade, os momentos de respeito não duraram muito tempo, pós o como sempre atirado Asgard pulou a frente indo golpear Aegon, Aegon qual a pouco tempo havia chamado de Mephisto, o sátiro penso em disparar e tentar parar seu companheiro, pós aquele ato seria totalmente desonroso ao combinado, soldados não deviam agir daquela maneira, mas não o fez, pós sabia que não seria rápido o suficiente para para-lo sem o ferir, então a única coisa que fez foi gritar:

- PARE! NÃO VÊ QUE NOSSO LIDER DESCEU TÃO BAIXO PARA TER UMA DISPUTA JUSTA COM ESSES DEMÔNIOS! CONTENHA-SE E MOSTRE O QUÃO BOM SOLDADO VOCÊ É.

Spark estava furioso com a insubordinação de seu parceiro, mas não tomaria ação nenhuma que contradiria suas ordens.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Qui Out 22, 2015 10:35 pm

[dohtml]

Ace Number

Do you even know magic?





Éramos guiados. Saíamos e éramos guiados sem uma única tentativa de ataque. Aquilo me incomodava. Só dessa vez, só queria lutar por um momento. Estava cansado de planos, de demônios, de criaturas imbatíveis e repletas de poderes. Guarda de elite? Se fosse preciso eu mesmo os mandaria para o inferno, podia mandar eles e qualquer outro imbecil que encontrasse. Desejava uma desculpa, qualquer coisa serviria até mesmo um pequeno esbarrão que poderia virar algo a mais. A missão vinha em primeiro lugar, é claro que vinha, mas naquele exato momento...ela não parecia ser assim tão importante. Um breve desvio faria com que brandisse a espada, um maldito desvio que não vinha quando desejava.

Era hilário aquilo. Havia passado a maior parte dos últimos dias, apenas tentando me manter vivo, fugia sempre que possível, precisava guardar forças para missão. Apenas agora que desejava um demônio saltando das sombras me deparava com a escuridão silenciosa. Eu apenas...desejava. Desejava do fundo de minha alma por algo a mais. Um único fragmento de qualquer coisa que me convencesse que ainda estava vivo. Para ser franco eu não dava a mínima a gaiola, não ligava para ela, nem para o fedor de podridão que dominava aquela arena. Então havia demônios por ali? Mas que grande novidade era essa. Se tivesse a palavra, apenas diria como eram dignos de pena aqueles soldados, corrompidos por sabe-se lá o que. Como se estivessem meio machados pela escuridão. Sabia que eram, pois sabia reconhecer iguais.

Poderia enumerar as mais diversas ações naquele ponto. Podia falar sobre como Asgard entrava no local, sobre o nome que era dado aquele homem, sobre a própria palavra que o jovem capitão invocava. Sinceramente...ainda não via razão para fazer nada do ponto, não estava interessado em nada daquilo, nada além do nome que era providenciado por Thomas, os três nomes dos campeões. Caminhava à frente, ainda com a expressão em branco por sobre o rosto enquanto removia o capuz com ambas as mãos. O livro atado à cintura? Pesado demais, apenas o removia com um tranco atirando-o ao chão. Tinha a palma da mão coçando quando tocava o cabo da espada.

- Ace number...Wildcard Joker...Mover-me-ei pelas ordens de meu capitão. Que tuas palavras tornem-se verdades, quando tuas cabeças não mais se mantiverem grudadas em seus corpos.  Com a lamina sacada riscava o solo a minha frente. - S ugiro que se preparem, pois aquilo que vem de encontro a vocês é única certeza da vida.

Estava em direção para com o trio com o qual lutaríamos. Nunca havia sido o mais forte de meu esquadrão, a um lado era sobrepujado em força, outro por agilidade, eram tempos difíceis, nos quais nunca pude saber o que ocorreria caso encontrasse qualquer um deles em um verdadeiro campo de batalha. Ainda assim tinha uma simples razão por ter sido eu a ser indicado como comandante. Era inquebrável, não derrotado por qualquer uma daquelas pessoas. Não era o que tinha mais poder, apenas me mantinha como aquele que não conhecia a amargura da perda, a obra-prima e perfeição dos combatentes. Tinha o sabre em mãos, pronto para retalhar o menor movimento com a ponta da lamina. Estava tão atento quanto possível para esquivar e perfurar, enquanto os olhos brilhavam, transbordando daquela energia caótica que fluía dentro de mim. Todos têm demônios dentro deles próprios, apenas mostraria os meus para aquelas pessoas.




Post: 000 ~ Rename: -X- ~ Location: Atalaia

Notes: -X-  

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars
[/dohtml]
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Dom Out 25, 2015 5:37 am

As portas se abriram e pude ver Sarah, não tinha visto ela por muito tempo, mas sua beleza era inesquecível, mas sendo sendo bela, pode ser esnobe, esbarrou em mim e nem um perdão recebi. Nós a seguimos juntamente dos outros guardas, entramos em uma espécie de elevador. Começamos a subir, e um vento gélido percorria minhas pernas e braços, já estava exausta e aquele frio me deixou mais fraca ainda, meus ossos doíam e a cabeça começava a latejar devido aos sons que as correntes faziam. Chegamos ao topo e pude ver runas, algo como um selo de proteção para a torre, deveria ter algo para se proteger que estivesse  fora da torre ou algo para aprisionar lá dentro.

Olhei em volta, tentando encontrar alguma pista, mas uma voz chamou minha atenção, o velho Aegon estava lá, estava dizendo coisas mas não me interessavam no momento, o frio estava me deixando lenta, minha visão ficava turva e voltava ao normal, pois mesmo tendo minha armadura e vestimenta, ainda estávamos em uma torre, com uma grande quantidade de ar circulando, abracei meu braços e os esfreguei para ver se o frio diminuía. Me lembrei de Eins e resolvi checar como ela estava, ela estava encolhida abraçada a uma jóia azul, que não lembro de ter colocado lá, eras três, e podia sentir apenas de olhar, que era extremamente poderosas. Quando fui tocar uma delas, um calafrio percorreu minha espinha e apenas um palavra estava em minha cabeça, "Alice". Sabia que não era coisa boa, poderia nos ajudar, ou nos matar, olhei para o lado e vi Spark, ele ainda estava tremendo, deve ter sentido a mesma coisa que eu.

Quando Aegon gritou lhe concedi minha atenção, um grande portão se abria enquanto ele batia palmas, de lá saíram três pessoas, Lyela, uma das guerreiras que havíamos conhecido, ela parecia diferente, como se não estive dentro de si, como se sua alma estivesse fora de seu corpo e algo ruim a tivesse possuído. Junto dela estava um garoto que disse se chamar Shin, e Alexander, um guerreiro também.  Olhei para Thomas, e percebi que a hora de lutarmos pelo nosso capitão havia chegado, retirei minha bolsa com cuidado,  e a alojei em um canto escuro, pensando e desejando que ninguém encontrasse as jóias, por precaução, peguei uma delas e coloquei na armadura do meu peitoral, me virei em direção a eles e algo caiu do céu, me surpreendi, sim, mas nada me faria recuar, as palavra proferidas pelo capitão fizeram minha energias voltarem, eu queria ganhar aquilo, queria mostrar que era digna de estar ali. E pra isso, lutaria até minha morte.

- Acho que a brincadeira vai começar, boa sorte queridos. - sorria maliciosamente em direção a eles, queria devolver a honra de meu capitão, e assim o faria, nem que tivesse de matar quem já consideramos aliados.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Dom Out 25, 2015 6:27 pm

Thomas disse as palavras, e nesse exato momento um berrante soou, e depois de uma longa pausa ele soou mais uma vez, em quanto Aegon se levantava de seu trono de imediato – Não pode ser – Ele disse olhando para o horizonte pela beirada da torre, em seguida olhou para Thomas – Maldito garoto! – Berrou em Fúria. – VOCÊ SÃO APENAS HUMANOS!, INSETOS PERTO DE NÓS! – A falsa calma e simpatia havia se esvaído por inteiro. – ATAQUEM, SERVOS INÚTEIS – Ordenou, e a luta havia começado. A arma que Thomas havia empunhado queimou em azul sem que ele ordenasse, e as chamas consumiram seu corpo.

Thomas estava literalmente, pegando fogo. Mas o fogo não o feria, ele se moldava em volta de sua pele cada vez mais até se tornar algo físico, até se tornar metal. Finalmente, ele vestia a armadura que havia visto no subterrâneo, ela brilhava constantemente, e de alguma forma fazia Thomas parecer ser mais velho. Os olhos faiscaram e a energia a sua volta explodiu, o anel em seu dedo indicador se transformou em uma manopla de metal, que queimava intensamente, a espada em sua mão se alongou e até mesmo o material alternou para algum tipo de aço desconhecido.


Eu sempre acreditei em você, Thomas “ A voz do antigo general e fundador dos guardiões, Maes ecoou em sua cabeça.

A mesma chama azulada queimou em Joker, nascendo em seu peito e se espalhando por todo seu corpo, pelos primeiros segundos ele sentiu que a chama fosse machucá-lo, diferente de Thomas mas ela se acomodou a ele, e se transformou em um manto de pura energia mágica, ele sentiu as costas sendo arranhadas conforme algo era escrito, não podia ler mas sabia que aquilo era enoquiano... De alguma forma, sabia. E as palavras ecoaram em sua mente.

“ Faça de seu medo a sua arma, vista-o e transforme-o em uma lâmina, liberte o demônio azul “

E a espada de Joker caiu ao chão, fincando na pedra. Ela passou a mudar de aspecto, se tornando branca como a neve e com três espécies de ganchos atados a lâmina flamejante. Assim que o tenente se pôs a sacá-la Shin avançou contra ele, com uma velocidade absurda. Mas Joker não deixou.


Apenas com a vontade uma onda de energia lançou-se contra ele, aura azul que o fez cair e então veio a segunda onda de energia com a imagem de uma caveira, uma onda terrível de magia, ódio e medo misturados e lançados contra o inimigo. Shin ergueu um braço para se defender e com velocidade equivalente uma energia negra saiu por suas costas e o puxou para trás.

Mas Shin já havia perdido o braço que encostou na onda, que se desfez após tê-lo ferido.


- Me... Mate... – Uma voz esganiçada que parecia lutar para sair – VENHA GAROTO! VOU TE DAR O QUE MERECE! – Disse novamente, mas era uma outra vez duplicada como a de um demônio. Shin ergueu a mão que lhe restava e uma centena de cartas voaram contra Joker, e antes que precisasse fazer algo o livro que havia caído no chão se abriu sozinho, envolto pela mesma energia que seu dono e as cartas voaram contra as de Shin, metal contra metal faiscaram no espaço aberto a frente deles, centenas de projéteis se anulando e voando uns contra os outros com uma violência absurda.

Spark viu que o fogo não havia consumido ele, mas os olhos do guardião começaram a arder, e em seu rosto se formou uma máscara de ouro, que não parecia sair e em questão de segundos ele não via mais nada. Era como estar cego. Sabia que os olhos estavam abertos mas não conseguia enxergar nada, apenas a escuridão... A visão voltou depois de pouco tempo no escuro. “ A máscara de Quetzalcoatl te escolheu Spark, veja com a sua alma agora “ A voz do leão ecoou em sua cabeça e concentrando Spark conseguiu ver, mas diferente de sua visão normal ele via auras.


A aura de Thomas era brilhante e azul claro, a de Joker era puro branco... Mas havia centenas de buracos por todo seu peito, como se tivesse sido perfurada centenas de vezes, a de Myra... Era carmesim mas simples... E Asgard carregava duas, uma branca e uma laranja escuro, duas em um mesmo corpo.

Aegon era pura maldade e escuridão, diferente da de seus soldados que era branco e preto lutando entre si. Mas não era isso o que mais importava. Ele podia ver toda a estrutura da Atalaia, podia ver através de cada parede e cada cômodo, e podia até mesmo com grande dificuldade ver que havia alguém dentro da porta trancada com as chaves que Aegon carregava... E havia mais. A Distância que via agora era tão distante que podia ver a floresta de onde tinham vindo, e sentia de lá uma grande presença. Na verdade não era apenas uma, eram milhares... Milhares de demônios aglomerados, cobertos por algum tipo de magia de invisibilidade, e uma peculiar... Uma garota a frente de todos eles, emanando poder.

- MALDITOS! – Berrou Aegon em quanto Spark ainda despertava seu poder e os outros batalhavam. Blake então explodiu em chamas instantaneamente, os braços queimaram mais forte que as chamas de qualquer outro, mas o guarda que se mantinha ao lado de Aegon repeliu mais uma vez o ataque de Asgard e saltou contra Blake, ignorando o possuído atrás de si – Você... Não vai ! – Ele gritou em quanto pulava no comandante da vanguarda, e com a foice erguida ele acertou o peito de Blake, atravessando-o com facilidade e fazendo jorrar sangue por todo o campo de batalha, e com um impulso ele o jogou de cima da torre para o abismo de neve, era uma distância absurda para qualquer um que caísse sobreviver...

Alexander se moveu para frente de Aegon para tentar protege-lo em quanto o outro guarda tomava conta de Blake.
Antes que o batedor pudesse avisar o grupo do exército posicionado ao lado de fora as catapultas e os trabucos já haviam sido armados e haviam atirado, as esferas de chama, magia e algum tipo de metal desconhecido bateram contra a barreira que protegia a Atalaia, elas se despedaçaram do lado de fora e não entraram, então uma segunda vez elas chegaram, e três delas atravessaram a barreira, colidindo contra a base da torre que estavam. Lyela avançou contra Myra e antes que pudesse chegar a ela o chão começou a inclinar, e a torre passou a despedaçar e cair, a consciência de todos se apagou segundos depois, fazendo com que a última visão de todos ali em cima fosse apenas uma: O terrível exército de demônios que avançava contra a Atalaia dos Guardiões. Morte estava chegando.




Fim de " Simpathy For The Devil "


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Death is Coming for Everyone and Everything... A Darkness that Will Swallow the Dawn
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

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