Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

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Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Ter Jan 13, 2015 9:22 pm


@ Todos menos Thomas

A chuva caia suave e constante do lado de fora, era por volta de quatro horas da manhã e ninguém ali sabia o por quê do chamado repentino, os que estavam dormindo foram acordados por um mensageiro batendo na porta que levava ordens do General LEONI, que ocupava temporariamente o lugar de Maes, sumido desde sua substituição. A sala em que foram todos colocados era grande com uma távola de pedra redonda no centro. - Sentem-se - Convidou Leoni, ao entrar na sala através de uma porta, ele trajava uma armadura detalhada, branca com dourado e carregava uma espada, a mesma espada que Maes sempre levava consigo... " Coração Sagrado" Era o nome da lâmina.

Entre a armadura panos vermelhos se desdobravam diversas vezes, e em sua cabeça estava localizada uma coroa que indicava a liderença absoluta entre os Guardiões das Sombras, Maes havia sido o único comandante a não usar a coroa, chegava a ser estranho ver um general usa-la novamente. Atrás dele vinham dois guardas carregando lanças, Leoni olhou para cada um dos escolhidos, analisando.

- Devem estar se perguntando o por quê de serem convocados a essa hora - Puxou uma das cadeiras em volta da távola e sentou-se, fez um sinal para um dos guardas que carregava um grande pergaminho, o guarda aproximou-se e jogou o pergaminho por cima da mesa, era um MAPA, ele novamente se afastou e trouxe um pincel, Leoni marcou no mapa um local com a tinta, Longe das fronteiras.

Era uma área totalmente inexplorada e o que eles tinham no mapa era apenas o que um dia o mundo já foi, a melhor aposta ali era esperar que não estivesse tão diferente.

- Vocês foram escolhidos para uma missão, eu mesmo tratei de escolher os melhores membros dos Guardiões independente de suas posições para essa tarefa... Acho que já ouviram o rumor das armas divinas, capazes de matar demônios. - Ele fez uma pausa, falava tudo com ansiedade e talvez até mesmo... Medo? - São verdadeiros... Nós finalmente conseguimos a provável localização delas, mas não somos os únicos, os demônios tem as procurado também e temos de chegar a elas antes, esse lugar que eu indiquei... É lá, deixo com vocês o caminho que vão escolher seguir, apenas garantam que vão estar lá o mais cedo possível - Ele parou de falar e olhou para os rostos de cada um ali - Perguntas?



@ Thomas

Thomas havia sido acordado e levado para o quarto de Argo. Ele dormia quando o garoto chegou, e a primeira coisa que sentiu foi aquele cheiro de morte no quarto, um cheiro pesado, doce e desagradável que se agarrava às coisas, criados iam e vinham trazendo lenha para acender a fogueira, Argo se encontrava deitado em uma cama entre os lençóis e cobertores emaranhandos - Ele pediu para que o trouxessemos - Disse o guarda que o guiou no meio da noite.

Argo já estava velho... E cansado. Estava mais magro que o normal, e seu corpo suava bastante, mesmo assim ele não deixava as cobertas, tinha adoecido recentemente e o corpo já não aguentava mais, se fosse jovem tinha certeza de que a doença nem o afetaria mas naqueles dias ele não aguentava mais nem mesmo uma gripe. - Thomas? - Ele chamou baixinho sem abrir os olhos quando os criados já haviam deixado o quarto - Thomas... Eu devo partir logo, chegarei ao reino de deus - Ele disse e abriu um sorriso amarelo e medonho, considerava o garoto quase que como um filho e queria dizer a ele suas últimas palavras, e Thomas Darwishi sabia que talvez não falasse mais com ele. - Meu garoto, ouça bem. Debaixo da minha cama... A caixa, pegue-a - Cada palavra que ele dizia parecia ter um esforço colossal, como se falar fosse algo extremamente difícil para Argo.

A Caixa era detalhada a ouro e um pouco pesada, mas nada que um esforço não conseguisse resolver. Ao abri-la totalmente ele veria um anel. - Esse é meu anel... Esteve presente em todas as gerações da minha família... Estou passando ele para você, tem grande significado Thomas. - Então parou de falar por um tempo... Descansando, ultimamente era tudo o que Argo conseguia fazer, descansar.




OFF: Então, vocês podem decidir se se conhecem ou não e narrar todo o percurso que fizeram se quiser, desde que acordaram.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Ter Jan 13, 2015 10:44 pm

O sibilar da esperança!!

Ainda mergulhado no universo de sonhos sombrios e memórias póstumas, Blake se pegou em um momento de confusão, já não sabia se era sonho ou realidade e um som estranho, ritmado e repetitivo soava em sua cabeça como se fosse um badalar de um enorme sino tocando dentro de suas têmporas... toc toc toc... o barulho era seco como o bater de madeira... toc toc toc... o som aumentava e por mais que olhasse a sua volta não encontrava nada assim em meio a todo aquele caos mental... TOC TOC TOC... dessa vez o barulho foi alto o suficiente para puxá-lo a força de volta a realidade e abriu os olhos. Um feixe de luz prateada que vinha por um buraco na cortina empoeirada daquela espelunca era suficiente para doer-lhe a cabeça e levar a mão a cabeça, com o olhar vasculhou onde estava, estava bem no meio de uma cama grande de madeira velha e colchão com o forramento escapando para fora, haviam duas silhuetas deitadas a seu lado, ainda sem despertar com as batidas... Toc Toc Toc... - Tsc... JÁ VOU, JÁ VOU PELO AMOR DESSAS TERRAS CONDENADAS!!!- Com aquela ressaca cada batucada torturava mais forte sua audição avantajada.

Olhou para a direita e havia uma mulher nua sobrecoberta pelos lençóis meio transparentes, era ruiva e de pele bem branca, já do lado esquerdo uma moça de pele mais bronzeada com cabelos negros e compridos, com uma boca carnuda ainda enroscada em seu braço apoiado, começava a ficar claro onde estava e flashs de memória da noite passada começavam a vir a mente e fazer com que o homem se situasse. Se desvencilhando do abraço da moça foi para a beira da cama, tentando não acordar suas companhias e lá sentou-se, podia ver sua roupa no chão e procurou em seu sobretudo o maço de cigarros e os fósforos, levou um a boca e com o outro riscou uma chama para acendê-lo, deu uma tragada profunda e se levantou indo a janela, tomou o cigarro com os dedos e soltou a fumaça pela narina enquanto abria a cortina, o dia nem havia começado ainda e já o estavam incomodando. Foi até a porta no estado que estava, abriu e quando viu quem era se espreguiçou recolhendo os ombros para trás e esticando os braços para cima - E mais essa agora... oque querem de mim agora?- Perguntou ao mensageiro dos guardiões da sombras. Assim que lhe foi explicado a situação ele simplesmente acenou positivamente com a cabeça e fechou a porta em suas caras para ir se arrumar.

Colocou as calças, suas botas e sentiu uma mão deslizar pelo seu peito vindo das costas e logo o suave toque dos seios da morena que lhe mordera a orelha já o provocando - Sinto muito minhas ladys, mas ao que parece há mais alguns demônios a matar hoje logo cedo... quando voltar, sabe-se lá quando continuamos de onde paramos esta noite!!! Assim se levantou e pegou seu sobre tudo, apagou o que havia sobrado do cigarro na parede ao lado da porta, piscou para a mulher e saiu para fora daquela taberna.

Ao lado de fora já o estavam esperando e então os seguiu por entre os subúrbios da cidade até a base dos guardiões. Lá foi guiado junto a um pequeno grupo de pessoas até uma sala onde estava Leoni o general temporário, que os mandou entrar no lugar com uma mesa de centro e os convidou a sentar-se. Blake assim o fez do lado oposto ao de Leoni, naquela mesa redondo enquanto o observava, sua armadura reluzente, vestimenta fina e aquela coroa na cabeça, aquela visão o incomodava, não o achava merecedor de usar tal coisa uma vez que o próprio Maes não tinha o costume, mas não iria fazer esforço desnecessário por algo tão trivial.

Um mapa foi posto ao centro da mesa e todos ali, assim como Blake, foram esclarecidos do que se tratava tudo aquilo, deu "todos" os detalhes da missão e desenhou no mapa para onde deveriam seguir atrás das lendárias armas divinas. Pode sentir a aflição do general e nesse momento já sacava mais um cigarro e levava a boca enquanto se recostava sobre a cadeira após observar o mapa para memorizá-lo, após uma tragada e o término de Leoni logo disse - - Ir até o local e achar essas "armas divinas" para trazê-las para cá... esse será o grupo?! Por experiência própria, nunca chegamos tão afastados das nossas fronteiras e mandar um grupo com seus melhores homens a uma missão dessa, não é apostar contra a sorte? - parou um pouco, mas continuou antes que Leoni o cortasse- Bem... todos estão cada vez mais desesperados e com poucas esperanças... sorte já não é algo que está do nosso lado mesmo, espero vocês lá fora!! Se levantou e começou a se retirar para esperar o resto do grupo do lado de fora, era do tipo que trabalhava sozinho, porém algumas das caras la de dentro eram familiares e esperava que não fossem apenas fórmulas para falhar com essa missão, apenas mais pobres almas a ver serem ceifadas sem poder protegê-las, só estava certo de que, dessa vez, as coisas iriam ser complicadas como nunca antes.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Ter Jan 13, 2015 11:36 pm

Era noite, Spark se encontrava deitado na copa de uma arvore não muito longe da entrada de Valiheim, a criatura desde a época em que foi resgatada criou o habito de patrulhar a noite para assegurar o sono de seus companheiros. Mesmo que Valiheim fosse invisível aos olhos do inimigo, Spark não conseguia confiar 100% nas defesas do lugar, afinal nem uma muralha se prestaram a levantar para proteger contra um ataque iminente ou coisa do tipo. Encontrava-se aparando seus cascos com uma de suas adagas quando suas orelhas se moveram reagindo ao som dos passos que vinham de dentro de Valiheim, sabia que eram os guardiões para convoca-lo novamente para um expedição, rapidamente pulou para o chão e se escondeu atrás de uma das arvores, esperou silenciosamente até que passassem por ele e começassem a anunciar :

- Viemos a mando do General Leone convocar a ti, Spark, para uma reunião urgente!

Deixou que os soldados gritassem mais duas ou três vezes, até que resolveu esgueirar-se por trás deles e dar-lhes um susto, não houve falhas, o sátiro foi até as costas de um dos homens e pulou em cima deles.

- Senhores guardas, devem ficar mais atentos aos seus arredores. – Disse  Spark enquanto sorria de orelha a orelha. – Nunca se sabe quando um ataque surpresa pode acontecer. Os soldados não estavam nada felizes com a brincadeira do receptor da mensagem, pareciam um pouco nervosos por estarem na presença de tão estranha criatura, lhes passaram a mensagem um tanto quanto afoitos e se retiraram para provavelmente irem buscar os outros que também participariam da missão
.
Como já fazia tempo que Spark não saia em aventura pelos guardiões resolveu ir o mais rápido possível para o ponto de encontro, ele conhecia a cidade como a palma de suas patas, então seria fácil conseguir chegar antes de qualquer outro. Pegou atalhos pulando sobre os telhados da casas e entrou, como de costume, por umas das janelas do segundo andar do salão de reuniões, assim que adentrou o ressinto, Spark logo se pós invisível e desceu as escadas que levavam até o local onde a reunião ocorria, sorrateiramente passou por trás dos lanceiros e ficou abaixado ao lado de Leoni e sussurrou em seu ouvido:

- Spark se apresentando para o serviço senhor. – Leoni não pareceu muito surpreso com a apresentação do mesmo, provavelmente já havia previsto que Spark não mostraria sua face ao grupo.

Viu todos do grupo entrarem na sala e conhecia todos de nome e rosto, o sátiro se orgulhava de saber o nome, a face e a posição que todos os membros dos guardiões da sombras ocupavam, sempre achou melhor conhecer seu grupo, caso precisasse agir contra eles. Esperou até que o general terminasse de explicar a missão e disse:

- Servirei aos guardiões com orgulho meu senhor.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por tibi em Qua Jan 14, 2015 12:41 am

Cof, cof, cof, cof. O som fraco porém penetrante da tosse preenchia todo o cômodo, quase tornando inaudível o som da fina chuva que batia na janela. A fraca luz da lareira projetava uma sombra trêmula de Aharon na parede. O cavaleiro estava vestido apenas com seu gibão sentado em uma poltrona ao lado da cama de seu pai, um homem fraco e acabado para lá de seus oitenta anos, uma criança frágil comparada ao caçador que era em seu auge. Esse pensamento não saia da mente de Aharon e ver seu pai naquele estado era uma tortura para seu coração.

Cof, cof, cof, cof; No meio do que parecia um sonho, Saul abria fragilmente seus olhos e vislumbrou a imagem de seu filho encoberto em sombras, olhando-o com seus profundos olhos vermelhos.

-Você está ai, meu filho... Cof, cof, cof... Vá depressa, eles estão lhe esperando... Cof, cof, cof, cof -Suas palavras soaram claras, mas Aharon parou por um instante tentando entender o que seu pai queria lhe dizer com aquilo. De repente, alguém bateu à porta do quarto no mesmo instante que Saul sofria de outra crise de tosse. Aharon se levantou e abriu a porta, entrando de repente a enfermeira de seu pai. Contudo, uma outra figura mantinha-se um pouco mais afastada, escondida nas sombras. Um mensageiro.

-Entendo. Mande dizer que logo estarei lá -Desse modo o mensageiro se retirou e deixou Aharon sozinho com a enfermeira e seu pai, que naquele momento já havia retornado para seu sono. Com um beijo em sua testa o nobre paladino se despedia de seu pai, retornando para seu próprio cômodo.

Vestiu-se como de costume quando lhe convocavam a uma reunião. Substituiu seu gibão por uma camisa e calças de fino algodão branco e pôs por cima de tudo a sua armadura leve, cobrindo-lhe praticamente todo seu corpo por exceção de um elmo. Pegou seu terço e rezou para que Deus lhe concedesse mais um dia de vida, então o guardou por dentro de suas vestes e pegou suas armas, retirando-se de sua casa naquela madrugada chuvosa rumo a sede dos Guardiões das Sombras.




Diversos homens estavam reunidos à távola redonda no centro da sala de reuniões. Muitos deles Aharon já havia visto, principalmente o líder, Leoni, que naquele momento decidira usar uma coroa que a muito não se via entre os Guardiões. O experiente líder da vanguarda olhava com maus olhos para aquele ornamento. Para ele, um homem que ousava usar uma coroa ou qualquer outro ornamento acima de sua cabeça não sabia quem era o verdadeiro Rei, o Líder Supremo e o Pai de Todos.

Leoni logo revelava o motivo de uma reunião naquela hora: uma busca pelas Armas Celestiais. Aharon ouviu tudo com atenção, até mesmo as palavras dos meio-demônios presentes ali, a escória da sociedade e membros que Aharon nunca concordara com a participação nos Guardiões das Sombras. Ergueu-se de sua cadeira e olhou com atenção aquele mapa, balançando sua cabeça enquanto o fazia.

-A existência das Armas Celestiais nunca foi confirmada até esse momento. Conseguimos expandir nossa rede de contatos mas ninguém soube nos dizer, com certeza, que elas estariam lá. Com quem você conseguiu essa informação, Leoni? Não podemos arriscar tanto sermos descobertos sem nem ao menos ter certeza quanto a localização dessas armas! -Uma seriedade impressionante acompanhava cada palavra de Aharon, que se mantinha de pé à espera de uma resposta. Questionava aquela missão não por medo e sim por preocupação. Se fossem capturados pelos servos de Lúcifer os inimigos poderiam descobrir a localização de Valiheim. Não arriscaria um algo tão importante sem uma recompensa digna do risco
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Qua Jan 14, 2015 1:12 am

Awakening

"When the shadows cast out the light, it's time for a savior be born"



Sentia a cabeça pesar com as dúvidas e questionamentos. Estaria tomando a escolha certa, ou me arrependeria amargamente do caminho trilhado? Juntamente daquele grupo, sentia-me imbatível, sozinho com um bando de desconhecidos, temia o menor dos demônios. Não conseguia realmente conter a ânsia sentida, aquela era a primeira vez em anos onde não poderia contar com nenhum dos outros Caídos, além de também ser esta a missão, em que mais temia a falha. Perder nunca havia sido uma real opção, mas naquele caso, não era apenas a vida de alguns soldados que estava em jogo, havia muito mais a ser perdido. Coisas que não deveriam nunca ser postas em uma balança como aquela.

Como um presente de despedidas, tinha conseguido algumas informações de Nyx, na maior parte fichas do restante dos convocados, seus nomes, profissões, e feitos já haviam sido guardados em minha mente. Shade os havia seguido por alguns dias, para confirmar a veracidade das informações. Enquanto isso Lyn tinha se esgueirado por locais normalmente inacessíveis, em busca da missão que seria oferecida. Já havia estudado tudo que deveria ser estudado, então por que sentia as mãos fracas? Até mesmo o ar do pequeno esconderijo em que me refugiava parecia pesado demais, uma velha casa abandonada há muito tempo, repleta de pó e de um silencio absoluto, iluminada apenas por um par de velas localizadas no cômodo. Uma iluminação precária que dificultava o delicado trabalho no castelo de cartas a minha frente, uma distração útil, que me poupava das dúvidas desnecessárias. Era desta forma que esperava, apenas ouvindo o som da chuva cortando o silencio com gotas ritmadas no telhado da casa, um barulho que não demorou a ser sobreposto pelo ranger de uma porta, os mensageiros haviam chegado. Eles paravam próximos a entrada do cômodo, e antes de falarem o porquê de sua vinda, me levantava, não precisava ouvi-los, sabia sobre tudo que acontecia.

Com o capuz sobre a cabeça caminhava lentamente pelas ruas da cidade. Quando finalmente chegava a sala destinada tinha a capa encharcada, motivo esse pelo qual removia o capuz e pendurava a capa na cadeira na qual sentava. Alguns chegavam antes de mim, mas já esperava, pouco desejaria ser o primeiro e mais desesperado naquela sala, e seria apenas após todos chegarmos que Leoni daria a explicação para aqueles que não sabiam o que se passava ali. Mantinha-me calado, decorando cada linha daquele mapa entregue a nós, cada curva e cada medica métrica, precisaria de sua imagem gravada em minha mente tão logo quanto possível. Quando tudo era finalmente esclarecido, sentia algum desconforto na cadeira, provavelmente vindouro da forma rígida que me portava, a espada na lateral esquerda da cintura, e o livro preso por correntes a direita, ambos pesados e desconfortáveis, tanto quanto o clima daquela sala. Uns já se mostravam apressados, outros orgulhosos, e alguns temerosos.

- Na situação em que estamos, sermos descobertos é apenas uma questão de tempo. Mesmo que seja uma noticia falsa, uma pista sobre armamento capaz de eliminar demônios é rara e preciosa demais para ser ignorada, não concorda comigo senhor Aharon? Levantava-me alcançando a capa. - Temos nosso mapa, e a equipe necessária, mas onde buscaremos o restante dos suprimentos e equipamento necessário? Creio que já tem algo preparado, estou errado? Perguntaria a ultima parte para Leoni com uma dúvida clara no rosto.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Qua Jan 14, 2015 2:27 am

Mais uma noite qualquer, de um dia qualquer. Nada havia mudado desde que fiz meu acordo com os guardiões. Me concederam uma casa, mas a mesma deveria ser vigiada 24 horas por soldados. Era uma casa simples, havia apenas o necessário para uma pessoa viver. A cozinha simples e humilde, uma mesa no centro, em um dos cantos um fogão a lenha e no lado oposto uma bomba d’agua. Um banheiro, auto-explicativo creio eu, e um quarto.   O quarto não era grande, com uma cama no centro e em sua volta nada mais, nada menos, que bonecas, tinha também um guarda-roupas, mas era camuflado com a falta de iluminação e a montanha de bonecas do recinto. E lá estava eu, dormindo, quando escuto vozes do lado de fora, me levanto e me retiro do quarto, vou em direção a janela e avisto um mensageiro, ele parecia com pressa. Mas também, quem não teria pressa de sair de perto da casa de uma assassina?

Os guardas batem na porta apenas uma vez, e a pequena abertura que os possibilita me ver se abre, era uma missão, a tão esperada missão. – Estou a caminho! – Disse com um sorriso no rosto e sai saltitando em direção ao meu quarto. Finalmente poderia sair da minha “cela”, tiro minha camisola branca e começo a colocar minha armadura, elas tomavam minhas pernas e parte do braço, as mãos também, já que uso tesouras como arma, dentre meus vestidos pego o que usava quando fui presa, os guardas foram legais o bastante para não o jogarem fora, mas devo confessar que tive um belo de um trabalho para tirar o sangue dele. Sem mais delongas, peguei minhas armas e dei três batidas na porta, ela se abre e eu entrego as armas para um guarda enquanto o outro me revista, depois de toda a baboseira de segurança da população primeiro, me coloco no meio dos dois e vou andando em direção a sede dos Guardiões.

Quando chego na porta, paro e prendo o ar por uns segundos, logo após abro a porta e adentro a sala. Já havia muita gente, conhecia quase todos, mas apenas suas faces, afinal, vamos todos morrer, porque criar laços. No centro da sala havia uma távola redonda de pedra, e encima, um grande mapa de Valiheim e arredores. Leoni estava sentado no centro da távola, isso na minha perspectiva, me sentei em um lugar entre um homem estranho e extremamente alto e um outro, alto também e com braços de metal. Escutei com atenção ao que Leoni disse, e quando terminou me levantei e fiz uma breve reverencia. – Servirei os Guardiões com prazer, senhor. – Me afastei e fui em direção aos “meus” guardas dei uma risada e sorri. – Isso não maravilhosamente excitante?
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Qua Jan 14, 2015 6:30 am

- Uma bela vista...mesmo estando nesse estado... - Olhava do topo do maior recinto que a cidade tinha a oferecer. Estava a muito tempo sem caçar direito, fugia da cidade para poder matar a vontade ou utiliza para caçar bandidos e assustar pessoas a noite. Mas Esse local era para poder fugir do meu corpo e pensar direito. Hoje tirei para passar o dia pensando e apreciando a vista. A chuva fica mais bela daquele ponto de vista, encobrindo a cidade inteira.

Espero que um dia essa coisa de crença ganhe mais respeito, só por não acreditar da mesma forma que eles e ter um pensamento diferente já tornam motivos de ser considerado louco. Prenderam-me para ser monitorado e analisado pelos especialistas dos guardiões das sombras, que cuidam de problemas mentais e todos outros assuntos semelhantes que os guardiões pudessem ter.

Da onde estava, deixava as horas passarem sem nem mesmo perceber, até o momento em que vi alguns guardas passarem frente a minha casa, pareciam estar a minha procura. Respirei fundo, coloquei minhas botas e manoplas e saltei, manobrando minha queda com a ajuda da capa, dos prédios e minha lança, para algumas acrobacias que gostava de fazer. Com o aviso em mãos, fiquei feliz em saber que estava novamente requisitado e sai pulando pelos prédios para chegar mais rápido até lá.


(...)


Acabei chegando antes de todos, mas sempre gostei de entrar pelos lugares que ninguém pensava em entrar ou ficar em locais que ninguém pudesse ver com exatidão, o que acabei fazendo como sempre. Fiquei esculpindo uma águia na madeira com a ajuda de minha adaga.
Como o chefe sabia que sempre estava presente de alguma forma, começou a explicar a missão quando todos os outros chegaram. Com seu termino, meu punho formigava, assim como meu peito, de tanto ódio que sentia por só agora está recebendo aquela noticia. Deixei todos partirem para seus respectivos lugares, longe daquele aposento e quando o chefe estivesse indo, arremessava a adaga em cima da mesa saindo da onde estivesse.
-- Está de brincadeira comigo? – Segurando a vontade de soca-lo. – Se não tivessem me afastado, provavelmente já teríamos em mãos ao menos uma dessas armas. Sabe quanto tempo passei infornado aqui? SABES? – Pegando a adaga da mesa e controlando a raiva. – Sei do que os outros são capazes, mas precisaria analisar as coisas antes, não achas que é uma missão suicida? Jogar-nos em um ambiente em que nos foi proibido analisar por puro medo... Que seja. – Andei até a porta e antes que pudesse sair de uma vez, olhei pelo canto do olho. – Que o seu deus nos proteja – Indo para meus aposentos preparar-me para o pior.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Qua Jan 14, 2015 4:51 pm

Dormia tranquilamente na sua casa. Mesmo com apenas quinze anos, tinha uma casa própria, perto da Sede Principal para onde ia todo dia. Ser um Capitão não era fácil e além das missões, existia muita burocracia, principalmente por Darwishi ter de controlar e saber o movimento de todas as outras divisões. Entretanto, ele só tinha que repassar as informações para Maes ou Leoni, sendo ele os Generais, qualquer convocação ou alteração, quem daria as ordens seriam eles. Não estava sonhando, sendo um dos raros momentos em que isso acontecia. Tal fato ajudou que despertasse rapidamente com as batidas na porta. A voz grossa e ligeiramente rouca por causa do sono, bastante incomuns para alguém de quinze anos ecoou pedindo que aguardassem. O clima lá fora angariava uma chuva insistente, mas que não ousava piorar. Colocou suas roupas costumeiras e saiu: Argo estava querendo vê-lo.

Seguiu em silêncio até o aposento do ancião. Quando entrou, o ambiente decrépito e aquela essência de morte que algum tempo já não queria se desprender se faziam presentes. Num breve momento seus pensamentos vasculharam e procuraram matematizar quantos anos tinha Argo. Ao que parecia, ele estava ali desde a fundação de Valiheim e isso não fazia pouco tempo. Sabia que ele era um Elohin, o único Principado sobrevivente. Fora com ele que aprendeu sobre todas as Castas e os ensinamentos divinos. Certamente, Argo fora mais que um professor, Argo era o motivo de Thomas estar no caminho correto naquele momento. - Estou aqui, Argo. - Respondeu quando o mesmo falou seu nome.

Entretanto, o tempo de Argo na terra já estava no limite. Ele voltaria. O receptáculo humano já tinha alcançado seu limite e era tempo de ele retornar para próximo de Deus e seus irmãos. Pegou a caixa de ouro como lhe fora ordenado. Colocou o anel no dedo e observou por um tempo. Certamente o guardaria com estima. Argo não falara mais nada. Descansava. E Thomas sabia que depois que saísse daquela sala, ele descansaria para sempre. Inclinou-se sobre Argo e deu-lhe um beijo na testa. - Vá para Deus. - E despediu-se. Saiu do quarto e fechou a porta.

Subitamente uma inquietação cresceu dentro de si. Argo era o único que mantinha as defesas sagradas de Valiheim erguidas contra Lúcifer, pois ele era o único dentro todos que tinha poder sobre as linguagens e símbolos enoquianos, típicos de seres angelicais. Com a sua morte, Velihiem ficaria desprotegida, o que significada que Leoni iria começar a se mover para tentar garantir a sua sobrevivência e a do povo, sendo que isso só levava a um caminho: a busca pelas Armas Celestiais. Saiu a passos rápidos, com seu destino em mente.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Jan 14, 2015 7:08 pm

Leoni acenou com a cabeça positivamente, e Spark sabia que aquilo era um sinal para ele, não se assustava facilmente  e sabia que o meio-demônio estaria ali, algo sem graça. Mas Maes por outro lado era frequentemente assustado pelas brincadeiras de Spark e suas aparições surpresa, nunca havia aprendido a se acostumar com aquilo. Observou Blake se afastar da mesa e sair da sala, sabia que ele tinha audição aguçada então ainda poderia ouvir as explicações, não fez questão que ele estivesse presente naquele momento, fazia questão de que ele estivesse na missão. Respirou fundo como se desaprovasse a atitude dele mas não falou nada.

Em seguida Myra concordou em fazer parte da missão, Leoni acenou positivamente em resposta. Ela foi até um de seus guardas, e ele concordou com ela amigavelmente. Aqueles guardas foram designados para tomar conta dela desde sua prisão, e já tinham chegado a conclusão de que não tinham o por que ter medo da garota, e só a vigiavam por ordens superiores, aparentemente alguém no alto escalão não confiava nela.

Em resposta a Aharon Leoni se levantou da mesa e andou até um pequeno móvel com muitos outros pergaminhos, procurou um em especifico e o levou até a távola, deixando que o próprio Aharon obtesse a resposta de onde a informação havia sido adquirida. Quando o abrisse veria um símbolo enoquiano desenhando em grande proporção.

- Maes já havia o decifrado a algum tempo, mas deus sabe quantas vezes eu tentei convencê-lo de fazer essa missão, e ele não queria arriscar soldados... Argo não tem mais forças para nos dizer o que tem ai, ele apenas desenhou e nos deu... A forma que usamos para descobrir não é importante, Argo é o único em Valiheim que sabe como nos manter longe da visão dos demônios, e não falta muito para ele partir. Se o véu que nos protege for rompido precisaremos de algo, e acredito que não falta muito para isso acontecer... Nossa última "carta" são as armas - Depois de terminar de falar Leoni recolheu o pergaminho e colocou contra o mapa que havia deixado, o objetivo marcado a tinta havia começado a brilhar.

- Nós precisamos fazer algo... Não podemos ficar aqui parados esperando que os demônios nos achem - Ele disse, preocupado, então continuou respondendo ao Tenente agora. - Os suprimentos serão dados a vocês, obviamente vocês não vão aguentar levar o suficiente para a viagem toda então terão de se reabastecer... Se forem pela Atalaia dos Guardiões serão acolhidos e poderão continuar a viagem normalmente, se forem para Marqen ele será obrigado a ajudá-los, não apenas com suprimentos mas também poderá ajudar vocês a chegarem lá... As ruínas de Salazar ainda são cheias de suprimentos, comidas, roupas e tudo o que você imaginar, não conseguimos tirar tudo de lá desde que a limpamos, tenho quase certeza de que a ex-atalaia também possui algo... Com o que vocês conseguirem por esses caminhos tenho certeza de que devem chegar ao objetivo.

Não demorou muito até que Asgard se pronunciasse, palavras carregadas de raiva e desrespeito. Leoni ouviu cada uma delas quieto, esperando que ele acabasse, antes que pudesse sair dalí o general ordenou para que um dos guardas o parasse, fechando a porta.

- Fale assim comigo de novo e você não falará mais pelo resto da sua vida, Capitão da caça - Ele lançou um olhar de ódio para ele, e continuou - Eu trago uma solução para a humanidade e você quer brincar de soldado revoltadinho?, vá chorar pro Maes, se o achar. Estou fazendo tudo o que posso desde que assumi como general - Então deixaria que ele saísse pela porta se quisesse - Mais alguém tem problema com essa missão? - Perguntou para todos na sala - Ótimo, então me digam, por onde vocês vão ir? - Alguns segundos depois a porta se abriu novamente com Thomas entrando agilmente por ela, ele podia ver o mapa com o símbolo enoquiano brilhando em cima da mesa.



Frist não precisa postar, por que tá do lado de fora escutando a não ser que queira. E Leo também não se tiver saído da sala. Símbolo Enoquiano do pergaminho:
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Prazo: Até as 00:00 de 16/01
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Qua Jan 14, 2015 11:34 pm

Assenti com um sorriso sarcástico das palavras vindo do general. Mas meu ato era pelo o que haviam feito comigo antes, ele sabia que não era de costume agir daquela forma, ainda mais com superiores, mas o incomodo passara de meses.

-- Não banque o idiota agora, não estaria nessa situação se confiasse ao menos um pouco mais em seus soldados, se realmente somos os melhores, já estaríamos muito mais prontos para seguir com uma missão segura. – Respirei fundo para não começar um alvoroço. – Não culpe ninguém por querer carregar tais pesos, sabes que estamos para ajudar. – Esperei que entendesse a mensagem, mas sem ficar para ver. Parti para meus aposentos, atropelando quem estivesse em meu caminho para que não me parasse de novo e os nervos voltassem a tona.

Deixando tudo pronto, voltei para a torre em que estive durante o dia e fiquei ali até todos se aprontarem, ainda apreciando a vista e ficando mais calmo, já que estava a um passo de conseguir voltar a ativa.

(off meio bosta mesmo só pra adiantar, caso eu suma e pa... enfim :l)
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Qua Jan 14, 2015 11:58 pm

Mas uma vez o general Leoni não se surpreendeu com a presença de Spark, isso deixava o pequeno sátiro um pouco frustrado e com saudades de Maes, sempre ria bastante com os pulos e gritos que o seu antigo “chefe” dava ao vê-lo aparecer de repente. As coisas começavam a ficar mais sérias no lugar, até houveram ameaças, mas nada havia mudado para Spark, a única coisa que ele queria fazer era ser útil a seus salvadores.

Resolveu se mostrar para seus parceiros de equipe, sabendo que não lhe restaria muito tempo de invisibilidade sobrando caso se movesse, ele foi até a garota estranha do sorriso assustador, pôs sua cabeça sobre os ombros dela sem a tocar e respondeu a pergunta que ela havia feito para um de seus guardas e ao mesmo tempo se tornando visível a todos: - Sim, Spark também acha que isso vai ser “maravilhosamente excitante”. – O sátiro se pega falando da maneira que era obrigado a falar na época em que trabalhava para o outro lado e continua. – quero dizer, eu também acho que vai ser!

Andou um pouco pela sala para analisar o clima das coisas, todos pareciam estar muito tensos ou animados com aquilo tudo, novamente foi até o lado de seu general e disse:

- Senhor, Spar... Eu gostaria de poder ir na frente para fazer o reconhecimento, porém também gostaria que me concedesse um parceiro para isso, a movimentação dos animais da floresta vem andado um pouco estranha nos últimos tempos.

Spark sorria de orelha a orelha enquanto esperava a resposta de seu general.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Qui Jan 15, 2015 12:07 am

Leoni pareceu irritado com o comentário um tanto quanto brusco do homem com roupas estranhas, o clima ficou tenso e o mesmo se retirou, atropelando todos a sua frente. Eu sinceramente não via nenhum problema com a missão. Arriscada? Óbvio. Mas o que podemos fazer, se Argo morrer todos de Valiheim se prejudicariam, melhor os poucos no recinto, do que todo o resto da população. Eu não pensava assim, mas só queria poder ter a chance de poder descontar a raiva e frustração em algo.

Enquanto observava o lugar, escuto uma voz próxima demais, dou um pulo e fico em guarda, vejo um homem meio animal, um veado talvez, não sabia ao certo, ele era roxo e tinha um chifre legal, falou em um modo estranho mas logo depois se corrigiu. –Há, viram não sou a única! – digo com um sorriso e cruzando os braços, tomando uma posição de vitória. Mas mesmo tendo me descontraído um pouco, recuo para trás de um dos guardas e volto a ficar quieta.

O sátiro de antes questiona Leoni sobre ir na frente, não era má ideia, pensei em me candidatar mas não o conhecia, sabia apenas seu nome, o que foi uma mera coincidência. Mas..não iria me arriscar mais uma vez.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Qui Jan 15, 2015 1:38 am

Quando estava se aproximando da sala, viu que o Capitão da Sub-Divisão de Caça tinha acabado de sair pela porta. O cumprimentou com um rápido aceno de cabeça que ele pareceu não ligar. Pelo visto, a reunião já tinha começado e Thomas tinha chegado um pouco atrasado. Quando chegou à porta, conseguiu ouvir a última frase de Leoni. Logo na saída, Blake estava parado, fumando seu cigarro. Thomas o cumprimentou rapidamente e adentrou na sala, seguindo até a mesa de Leoni, ficando cara a cara com o mesmo e encarando-o friamente. Não gostava dele ali com aquela coroa e toda aquela posição de General. O problema de Leoni era que em primeiro lugar vinha ele, depois o povo, diferentemente do que pensava Maes. - Você poderia ao menos ter esperado ele morrer. - Comentou antes de baixar os olhos para o papel na sua frente.

Olhou os símbolos na sua frente. Infelizmente não os conseguia compreender. Sabia produzi-los para se defender, mas não entendia sua escrita. Puxou o mapa que estava logo abaixo e deu uma analisada rápida no papel. Os objetivos estavam em terras nunca exploradas, o que era perigoso demais, entretanto - mesmo não gostando - teria de concordar: as armas eram nossas únicas esperanças se quiséssemos sobreviver. Analisando o ambiente, existiam três rotas possíveis de se fazer, que diga-se de passagem não seriam nada fáceis. Entretanto, eram melhores do que nada. Pegou o mapa e virou-se para o grupo atrás de si, que pelo visto seria o que iria comandar... Porque bem, ele tinha tomado a recuperação daquelas Armas como a sua missão naquele momento e não deixaria que Leoni fodesse com isso.

Deu uma pequena olhada no grupo selecionado: Um Capitão de Caça bastante explosivo. Um fumante não tão sociável. Um pseudo-bode. Um Tenente de uma das Sub-Divisões. Uma Soldada de Elite com sérias tendências psicopatas e um Líder de Vanguarda. É, podia ser pior. E incrivelmente eles eram os soldados mais destacáveis e que nunca tinham falhado em missão alguma, por conseguinte, o melhor grupo disponível. Isso agradava Darwishi. - Temos três rotas possíveis. A primeira é seguir até a Atalaia dos Guardiões e em seguida forçarmos passagem pela Passagem de Caronte. A segunda é ir por Marqen ou pelas Ruinas, atravessas os dois rios que ficam acima do Olho de Amom e seguir em diante. Ou, o mais longo, seguir até as Ruinas de Salazar e depois descer até a Atalaia e passar pela Passagem de Carontes. - Deu uma pausa para todos assimilarem. E continuou.

- A primeira rota é bem direta e menos cansativa, podendo nos render bons suprimentos, além disso vamos enfrentar menos perigos. A segunda rota pode nos render bastantes utensílios e suprimentos, mas é mais demorada e temos mais perigo pois vamos passar próximo à Fortaleza de Agares. A terceira rota é a mais cansativa. Subir até as Ruínas, pegar suprimentos e retornar até a Atalaia para seguir por Carontes. Como não temos tempo, sugiro pegarmos a primeira rota, a não ser que alguém tenha alguma objeção quanto a isso. - Terminou e encarou todos nos olhos, procurando saber se alguém discordava da decisão. Thomas conhecia todos ali, mas não sabia seus nomes. Sabia quem eram e o que faziam, mas nunca se importou em saber mais do que isso. Até agora. - Meu nome é Thomas Darwishi, sou o Primeiro Capitão Geral, e irei comandá-los nessa missão. Quem são vocês e quais são suas utilidades? - Perguntou. Tinha que saber o poder de seu grupo, assim poderia pensar melhor de que forma iriam prosseguir depois que cruzassem as fronteiras.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Qui Jan 15, 2015 2:45 am

Angels among demons!

A fumaça lhe escapava pelas narinas, tragava com calma e serenidade seu cigarro, queria aproveitar cada momento que tinha antes de aquela missão e enquanto observava a dança disforme da fumaça e os buracos que as pequenas gotas de água da chuva faziam por entre elas, podia ouvir o que acontecia dentro daquela sala, as vezes podia jurar poder sentir os corações deles, mas não se prendia a essa falsa ilusão. Logo Asgard saiu batendo a porta e ainda bufando por conta de toda essa situação, pobre jovem, quem poderia culpá-lo por estar com a alma tão flamejante num momento como esse? Ele assim como Blake entendia oque estava para acontecer e que vidas já estavam com seu tempo marcado nas areias do destino em algum lugar onde nem Deus pode alcançar.

Uma ultima lufada de de ar ia preenchendo seus pulmões, o papel estava sendo consumido pela brasa assim como os egos por aquela situação, o breve momento de pausa e olhos fechados, estava na hora de botar um pouco de juízo nesse grupo para prepará-los para o que os aguardavam, Blake não se excluía dessa situação, mais uma vez iria com um bando de pessoas a uma missão, sabendo do que acontecia fora daquelas fronteiras como ninguém. Arremessou a bituca do cigarro para longe a vendo cair no chão molhado e em pouco tempo ser extinguida pela água, aquelas terras choravam como um presságio do que iriam enfrentar, isso fez o homem se desencostar da parede, franzir a sobrancelha e entrar no local indo direto a távola e ao mapa.

Era admirável a seriedade de um jovem tão novo como Thomas, assim como muitas das crianças que viviam nesses tempos nunca tivera uma infância e adolescência como deveria. Tomou o mapa para si, ali na beira da mesa apoiou o punho esquerdo fechado sobre a mesa e com o indicador da mão direita apontou para o mapa, mais especificamente para o objetivo, nesse momento olhava a volta nos olhos de todos, dessa vez estava sério, sério como em poucas vezes podia se lembrar - Escutem bem agora!! Sendo a pessoa que mais vive fora das fronteiras do que dentro eu vou lhes enfiar a realidade disso tudo... quanto menos tempo ficarmos para fora da zona segura, menos baixas sofreremos... sim exatamente... VAMOS sofrer baixas nessa missão! A demônios espalhados por todos os lados dessas terras condenadas! - Tirou o dedo do ponto e o deslocou até onde estavam e começou a traçar lentamente um caminho enquanto falava e olhava para Thomas - Atalaia... Passagem de Caronte... Bosque das sentinelas... e daí direto para o objetivo! Passando Caronte já vai haver aqueles malditos para todo canto, mas talvez com esse grupo seja possível matar umas poucas dezenas e que todos cheguem com vida ao bosque, estradas estão fora de cogitação, são de longe os caminhos mais bem guardados por eles, mesmo sabendo isso, nunca cheguei mais longe do que a entrada do bosque, então de lá para frente seremos verdadeiros desbravadores e que pelo menos uma alma chegue viva a esse maldito destino! - ficou novamente de pé e passou uma das mãos em seus cabelos, levando os mais rebeldes para trás com os demais - As outras rotas são fórmulas para o fracasso, seria jogar cada vida desses melhores homens e mulheres no lixo a troco do desespero do alto calão! Como disse quanto menos tempo ficarmos lá fora, maiores são as chances de que pelo menos cheguemos até o local, já se alguém vai voltar isso é outra história! -

Blake acabou de falar e foi voltando para a cadeira onde estava acomodado de início, a puxou para trás, sentou-se calmamente e então cruzou os pés em cima da mesa - Quanto a ideia de usar o bode como batedor, talvez sozinho ele conseguisse passar sem nenhum embate e cobrir uma distância significativa para o proveito da missão, mas com um companheiro isso não vai dar certo, nem todos ficam invisíveis e os demônios não tem apenas a visão para foder com nossas vidas, sentem o cheiro de humanos e bodes a milhas e por mais baixa que sejam sua casta esses malditos vagam procurando por isso!- cruzando agora os braços atrás da cabeça e se recostando ainda mais terminou - Blake Angel, Vanguarda Especialista, sou aquele que pegas as missões que ninguém consegue realizar ou tem a coragem de tentar para fora da zona segura! - Seu aviso estava dado, podia soar como ordem, mas que isso importa essa era a verdade e a realidade a qual eles pertenciam no momento, estavam desde o momento que entraram por aquela porta se preparando para essa jornada, só cabia ao homem agora, esperar.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Qui Jan 15, 2015 11:13 pm

Roll The Dice
"May the fate guide us all"



Em silencio, observava cautelosamente as diferentes reações do grupo. Sentia o medo, o animo, e o orgulho, as emoções tão claras e solidas que poderia quase toca-las com as mãos, todos tinha opiniões divergentes e pensamentos antagônicos. A mim era improvável um grupo tão oposto, se manter unido até o final do dia, uma missão como aquela era pura estupidez. Logo após a explosão súbita de raiva de Asgard, um novo jovem chegava até a sala, a ultima peça que faltava naquele tabuleiro tão bem organizado, o jovem capitão Thomas Darwishi, um soldado que mesmo tão novo já havia escalado tanto na hierarquia daquela organização, um prodígio  era com o chamavam, e deus sabe como os prodígios podem ser perigosos.

De uma forma ou de outra, parecia ser um dos poucos que não estavam desesperados em sugerir nada, tínhamos uma missão a nossa frente, partiríamos para o desconhecido pelo território inimigo, buscando algo que poderia muito bem não passar de uma mentira. A ferocidade com a qual debatiam qual o caminho certo a se tomar era quase hilariante, não realmente importava para onde fossemos, estaríamos em território infestado por demônios. A morte seria nossa companheira mais amigável, abraça-la ou nega-la, não era uma tarefa para nós decidirmos, como sempre aquele que nos guiaria seria o próprio destino. Sem a menor das reações, continuava a observar a reação dos presentes, aguardando até que Blake terminasse de se apresentar, para só então demonstrar aquilo que pensava sobre tudo que acontecia.

- Infelizmente parecem se esquecer de algo, todo nosso trajeto é desconhecido. Como dizer com certeza que o caminho para as Ruínas de Salazar não está tão infestado quanto o aquele que passa pela Atalaia? Tudo que temos são suposições, nenhum fato concreto. Falava percorrendo com os olhos o restante do grupo. - Capitão Thomas, entre nós é aquele que possui a posição mais elevada, não vejo motivos para discordar de sua liderança, assim como penso que é aquele que deve decidir a rota a ser tomada, mas não por meios convencionais. Manteria os olhos fixados no jovem, enquanto apoiava a mão sobre a mesa, e deixava o sangue demoníaco fluir, gerando três cartas idênticas, com suas faces voltadas para baixo, cada uma delas continha uma das rotas que poderíamos tomar. - Codinome Joker, tenente e antigo líder do pelotão de extermínio Sombra. Em todas as missões que já cumpri sempre foi o instinto que manteve a mim e ao meu esquadrão vivo. Parava atirando as três cartas para próximo do loiro. - Se possui a determinação necessária para deixar que algo maior que o ego o guie, puxe uma das cartas, e permita que o destino fale a nós qual o caminho que devemos tomar. Mantinha a voz gélida e séria, a espera de uma reação para o jovem, desejava saber até onde poderia confiar na confiança do garoto, aquele seria o teste perfeito.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por tibi em Sex Jan 16, 2015 12:07 am

Após indagar Leoni sobre a origem daquela certeza toda, Aharon se viu sendo questionado por um dos meio-demônios que compunham os Guardiões das Sombras, um jovem que se denominava Joker. Novamente voltou sua atenção ao líder e ignorou completamente a pergunta, não a considerando digna de ser respondida.

Ouviu com atenção as palavras de Leoni e a seriedade da situação. Aharon sabia do quanto precisavam daquelas armas, mas não sabia que fora o próprio Argo quem marcara aquele local no mapa e que seu tempo entre os humanos estava acabando. Aquilo soou como um golpe atordoante no paladino, que dali em diante se manteve calado, apenas refletindo sobre a atual situação em que a humanidade se encontrava.

Abalado como se encontrava, Aharon mau deu atenção aos acontecimentos que se desenrolavam ao seu redor. Viu com indiferença a atitude infantil de Asgard e as brincadeiras sempre fora de hora de Spark, mas quando o jovem capitão entrou pela porta, Aharon endireitou sua postura e observou com atenção suas próximas ações.

Depois daquilo, Blake retornou para a sala com toda a sua atitude acompanhada. Aharon ouvira falar dele em diversas ocasiões passadas, da sua escolha em seguir sempre sozinho para fora das fronteiras de Valiheim. “”Ao menos se esse meio-demônio morrer não levará ninguém junto.”” era o que Aharon sempre pensara.

Blake dizia o que Aharon pensava, mas ver como ele agia fazia com que o preconceito do paladino crescesse. Queria poder dizer algo, mas logo em seguida Joker se pronunciou e não demorou para que viesse com uma sugestão tão suspeita que Aharon não poderia se segurar mais. Pondo-se a frente e indo em direção as cartas que Joker pôs à mesa, o paladino pegaria elas e as devolveria ao meio-demônio grosseiramente, empurrando elas contra o peito do jovem.

-Não! Não devemos escolher qual caminho tomarmos pela 'sorte' em suas cartas -Enquanto o dizia, encarava com rancor diretamente nos olhos do meio-demônio. Depois, voltar-se-ia à Thomas e, batendo continência, apresentar-se-ia -Aharon Kedar, Líder da Vanguarda. Sempre ponho a vida de meus homens acima da minha e até hoje nunca falhei em retorná-los para suas casas -Relaxando sua posição, continuaria -Acabei de saber sobre as condições do mestre Argo. Que Deus lhe conceda uma partida em paz... Nas condições atuais, realmente não podemos perder mais tempo fazendo longos desvios. Devemos seguir até a Atalaia dos Guardiões e possivelmente seguirmos pela Passagem de Caronte. Até o momento atual não sabemos o que nos espera por lá, mas não teremos outra escolha a não ser essa.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Sex Jan 16, 2015 1:40 am

O rumo que as coisas tomaram, só evidenciava o quanto seria difícil manter todas aquelas pessoas na linha. Dali pra frente, desde o discurso de Blake, Thomas tinha ficado calado. Seus olhos observavam atentos a reação de cada membro. Uns eram totalmente emotivos, em compensação existiam aqueles que tinham a cabeça fria e, por fim, existiam aqueles que eram totalmente indiferentes. Todos esses perfis tinham suas vantagens e desvantagens e Thomas teria de saber usá-las na hora certa. Antes que os últimos dois que estivessem na sala decidissem se apresentar, Thomas voltou a tomar a palavra. Seu tom de voz não tinha sido abalado em nenhum momento por causa de todas aquelas confusões. Ele fora treinado pra isso, tinha que saber manter seu grupo em ordem.

- O objetivo dessa missão não é fácil. A nossa existência depende do sucesso dela. Entretanto, se vocês continuarem dessa forma, não vamos passar nem mesmo da Passagem de Carontes. - Os encarou com seriedade e continuou. - Ou nos curamos agora como um time, ou já começaremos fracassando. - Colocou então seu olhar em Joker. - Não vou escolher uma das suas cartas; mas vou precisar delas lá na frente. Já decidimos o caminho. - Voltou então a colocar seus olhos sobre todo o grupo. - Eu sei que confiar em alguém que você só conhece de vista não é nada confortável, mas é o mínimo que vocês têm que fazer.

Pegou o mapa para si, o enrolou e colocou por entre suas vestes. Com um rápido deslumbre, as pessoas puderam ver a marca dos Guardiões no peito esquerdo de Thomas, que certamente doeu ao ser marcada ao fogo quando ele era mais novo. Para encerrar o assunto, disse. - Vocês tem dois motivos para estarem aqui. O primeiro é o fato de serem os melhores da sua geração; os melhores dentre os Guardiões. E o segundo motivo... É que vocês estão vivos por isso. Entendam uma coisa: eu não vou aceitar pessoas medíocres, fracas ou inúteis na equipe. Até onde eu sei, eu estou com os melhores, então se algum de vocês acha que não tem capacidade de voltar vivo dessa missão, nem olhem na minha cara. Voltem para suas casas e peçam baixa dos Guardiões. Vocês não merecem esse título. Quanto ao outros que se acharem capazes, me encontrem daqui a duas horas no portão principal. Temos uma longa jornada. - Dito isso, passou por entre todos e saiu da sala. Tinha que arrumar seus pertences e dizer aos seus pais que voltaria logo.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Sex Jan 16, 2015 3:28 am

Prazo: 18/01 - 1:00

Não houve muita discussão depois daquilo, Leoni havia ficado surpreso com a atitude de Thomas, não tinha se acostumado ainda com um garoto de quinze anos tendo o controle de toda a situação, mesmo já tendo passado algum tempo com ele. O caminho a ser tomado finalmente estava decidido: A Atalaia dos Guardiões seria o próximo passo. Todos haviam concordado com a decisão do Capitão no final, e se juntariam novamente em duas horas como combinado.

Era seis horas da manhã quando todos finalmente haviam se reunido, a chuva já havia parado deixando para trás diversas poças de água pela cidade.  A cidade de Valiheim se encontrava no centro da área sagrada e tinha muros sim, mas eles não eram grandes o suficiente para proteger caso houvesse alguma invasão, a verdade era que ninguém la dentro temia uma invasão... Até o momento. Com a ida de Argo as pessoas haviam começado a falar, só que ninguém ousava comentar sobre isso na frente dos guardas ou em público. Quem quer que tivesse audição aguçada no grupo iria ouvir algumas pessoas comentando em becos e afins, o primeiro pensamento de alguns poderia ser que alguém estava escapando informações mas eles tinham problemas maiores para lidar.

Do lado de fora da cidade se encontravam grandes fazendas e campos abertos, algumas formas de se auto sustentar. Então vinham as florestas que cercavam Valiheim, e depois delas nada mais era seguro. Spark havia sido o último a se juntar ao grupo, isso por que havia usado grande parte do seu tempo livre certificando-se de que não haveria nenhum problema até o primeiro rio, sua agilidade e conhecimento da área fizeram com que o processo demorasse bem menos do que o normal. Um grupo de Leoni os alcançou antes que partissem da cidade, três homens que pareciam bem cansados, traziam cavalos treinados e fortes, mochilas repletas de alimentos e água, aquilo certamente não faria falta e duraria por bastante tempo, principalmente quando reabastecessem na Atalaia dos Guardiões.






Quando todos finalmente estavam prontos Thomas tomou a dianteira guiando o grupo até que os bosques se fechassem em volta deles, então Spark que já conhecia o local perfeitamente tomou um lugar ao seu lado garantindo que ninguém se perdesse ou saísse pelo lado errado. O Sol começou a nascer quando ainda estavam entre as árvores, iluminando o caminho e garantindo que os cavalos não tropessassem e causassem um acidente, o grupo deixou de lado as tochas.

O frio da manhã cortou por entre as vestes dos Guardiões, os tempos estavam começando a esfriar e não deveria demorar muito mais para que um inverno eminente chegasse. A Viagem estava sendo tranquila e o sol já estava totalmente de pé, ainda sim a paisagem era cinzenta. Haviam finalmente chegado ao Rio " Lágrimas de Deus " um rio puro... Provavelmente o único puro naquele mundo, era dali que os civis tiravam água para reabastecer Valiheim, normalmente não teriam de parar ali, seria uma simples tarefa atravessassem a ponte, então já estariam do lado de fora e poderiam seguir para a Atalaia. Havia apenas um problema: Não tinha ponte.

Spark tinha certeza de que quando olhou pela primeira vez a ponte estava intacta, mas agora, ela era apenas um monte de pedaços de madeira retorcidos como se algo a tivesse explodido, os restos dela estavam caídos na água e a distância era muito grande até mesmo para Asgard pular. O rio ficava no fundo de um abismo, qualquer um que caísse ali não sairia vivo... Era uma distância muito grande do chão, eles tinham duas escolhas: Descer o abismo e atravessar o rio, então subi-lo novamente para chegar ao outro lado ou escolher outro caminho, obviamente se fossem descer não poderiam levar os cavalos, sabiam que se os soltassem ali eles achariam o caminho de volta, talvez conseguissem novas montarias na Atalaia. Talvez.


Música Maneira e pá
https://www.youtube.com/watch?v=IPCsUHKZEh8
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Sex Jan 16, 2015 5:53 pm

A jornada na alvorada!

O ar naquela sala continuava carregado, as almas inflamavam gritantes diante de uma situação com tão pouca esperança e as manifestações físicas em cada um ali eram diferentes. Três cartas foram acomodadas sobre a mesa, cada uma carregando uma proposta de escolha pela sorte, Blake agora se mantinha apenas na posição de observador, percebeu que aquele jovem era parecido com ele quando mais jovem, um tanto indiferente e autoconfiante, porém sabia que o caminho apresentado era a melhor opção, não era um simples chute ou dedução, seu corpo era marcado pelos conhecimentos dessas regiões por mais que não parecesse um grande território, naqueles tempos era muito mais do que podia se dizer por outro. Aharon tomou a palavra a si com mais do que apenas convicção no olhar, demonstrava muito mais do que apenas opinião naquele assunto, o líder da vanguarda realmente tinha algo contra meio-demônios que passava além dos rumores. Oque realmente surpreendeu Blake foi a compostura do jovem Thomas, aquele ar seguro, o sangue frio e a cabeça no lugar, realmente era um desperdício jogar tamanho talento em uma missão suicida, em muito ainda poderia contribuir para o futuro da humanidade,  mas seu destino já não tinha mais um rumo certo e agradável como deveria.

Os olhos do grande homem se apertaram um pouco e um suspiro escapava-lhe - Tsc... não demorou muito para se levantar da posição acomodada e sair da sala logo após Thomas, podia ver aquela pequena figura andando com atitude, sem ao menos olhar para trás, com certeza de que suas palavras haviam sido entendidas por todos. O impacto em Blake talvez já fosse esperado por ele, talvez só não houvesse percebido que era maior do que o esperado, ele mesmo já se condicionava inconscientemente para proteger os demais e principalmente aquele jovem garoto.

Não tinha muito oque arrumar para se preparar, apenas uma parada seria necessária, de volta a taverna onde estava, entrou pelo lugar que já não era tão vivido quanto a algumas horas atrás, tirando os poucos fantasmas de homens desgastados que bebiam em silêncio ou já haviam cedido ao álcool em seus sangues e adormeciam como inocentes crianças sobre as madeiras das mesas ou a terra batida do chão. Foi até o balcão onde estava o velho senhor Snail, um homem vivido e que já carregava as marcas do tempo, sua careca era reluzente sem um único fio branco para atrapalhar a luz, suas bochechas rechonchudas e avermelhadas se destacavam ainda mais perto do pequeno nariz em formato de "batata", sempre com um sorriso estampado por entre aquela grisalha e espessa barba que descia além da altura do queixo, um pano costumeiro ficava apoiado nos ombros, o mesmo que o homem usava para limpar os canecos apoiados sobre sua imensa barriga, ao contrário do que muitos pensavam sobre ele, seu coração era grande, talvez tão grande que não coubesse nem na saliente barriga dele, por isso era uma das poucas pessoas que Blake considerava amigos naquelas terras. Chegou ao velho homem também sustentando um sorriso no rosto, palavras não eram precisas para que o homem soubesse o que Blake voltara fazer ali e já lhe preparar um fino copo com uísque, um dos poucos que ainda tinha. Blake o bebeu de uma vez só apreciando, oque poderia ser um de seus últimos drinques, descer-lhe pela garganta, retirou uma bolsa de coura repleta de moedas(100 moedas) e colocou no balcão empurrando para Snail  - É tudo oque tenho como sempre... continue cuidando das crianças da redondeza, espero que elas possam crescer melhor do que eu... - seus olhos antes perdidos nos pensamentos e lembranças agora olhavam para o senhor como se olhasse para uma figura paterna e um sorriso surgiu novamente na boca e começou a se levantar e virou de costas e andando para saída da taverna onde parou na porta e ainda de costas terminou de falar - Pegue 10 moedas para você também... vou me assegurar que haja um futuro para elas viverem! - E saiu.





Tomou seu caminho convicto do que tinha de fazer e preparado esperou todos do grupo no lugar marcado. Ao momento da chegada de Spark todos já estavam lá e a cidade já estava acordada havia pouco, podia ouvir os barulhos das portas se abrindo, dos passos e também das conversas que surgiam e algumas o chamavam a atenção fazendo os olhos se moverem para o canto e as sobrancelhas se franzirem de leve, talvez não fosse a hora de revelar sobre isso, mas era bom tomar conhecimento de tal fato. Não demorou muito e os cavalos preparados para viagem foram trazidos por homens de Leoni e todos estarem prontos para viagem, partiram guiados por Thomas e Spark, passavam pelo bosque onde as ondas de luz invadiam por entre as folhas das árvores e o vento gélido profetizando o inverno lhe tocava a pele, os balançares dos cavalos e os ritmados sons de seus cascos era a musica coreografada que o  acompanhou pelo trajeto. Esperava que assim continuasse até a Atalaia, mas logo oque havia ouvido antes de saírem em marcha começou a se mostrar verdade, deixou o cavalo seguir até ao lado de Thomas onde puxou suas rédeas para que parasse, encarava a ponte caída e suas palavras saíam com um tom um pouco mais sério - Eu temia que isso fosse verdade... antes de sairmos da cidade pude ouvir algumas conversas e tudo dava a se entender que as informações estavam vazando, alguém não quer que façamos essa missão e está trabalhando para aquele bastardo do Lucifer!!!-

Desceu de seu cavalo e começou a olhar ao redor - Não há dúvidas que temos de ir por esse caminho, mesmo que sem os cavalos, mas também não podemos continuar sendo rastreados por quem quer que seja... tenho uma ideia do que podemos fazer!- Nesse momento já havia parado e observado os arredores - Acho que devemos continuar por esse caminho, mas temos que dar um jeito de antecipar essas coisas e despistar quem quer que esteja fazendo isso... Spark, consegue ir na frente e fazer o reconhecimento do caminho enquanto atravessamos o abismo?! - Esperaria sua resposta e se fosse fosse afirmativa diria a ele enquanto calculava o melhor lugar para arremeçá-lo - Venha cá... vou te jogar do outro lado!! Não precisa ter medo, amarre esta corda na sua cintura assim se achar que vai cair pode pedir para nos o segurarmos!- e assim tirava uma corda dos cavalos e dala ao rapaz, assim que ele estivesse pronto, ou assim Blake pensasse que estava, seguraria ele com uma mão pela vestimenta presa a seu peito e dando a segunda de apoio para pelo menos um de seus cascos, se não coubessem ambos. Cravando seus pés ao chão abertos, flexionava os joelhos - Talvez uns 40%.. 50 só para garantir.. - Falava para si, mesmo sabendo que ninguém o entenderia. Começou a fazer seu poder correr por seu corpo, os vincos dos braçcos começaram a brilhar e uma espécie de vapor também escapavam por lá, sentia o poder aumentando até estar pronto - TA NA HORA DE VOAR AMIGUINHO!! OOOOOOOAAAAAAAAAGH! - Com toda sua força tentou girar o pequeno sátiro no ar uma vez, duas vezes e chegando a beira do abismo o arremessar com toda a força para o salto, como se arremessa um saco de batatas para o alto de uma pilha e já se preparava para segurar a corda se fosse necessário. Uma vez que essa situação se resolvesse, andaria a seu cavalo para poder pegar o máximo que pudesse carregar em seus bolsos na descida e escalada do abismo e se prepararia para o fazer junto do resto do grupo.



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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Sex Jan 16, 2015 7:53 pm

Depois de se despedir dos seus pais, seguiu para o local marcado chegando com meia hora de antecedência. O sol já começava a nascer e a chuva tinha parado. Sempre que Thomas via seu reflexo nas poças da cidade, lembrava-se que muito estava sobre seus ombros. A vida de muitas pessoas estavam em jogo. Sabia também que aquela missão seria difícil de ser sucedida com pleno sucesso. Blake tinha razão... Voltar com todos vivos seria um Milagre. Mas se Darwishi acreditava em Deus, ele também acreditava que Milagres podiam acontecer.

Pouco a pouco, todos os que estavam na sala foram chegando. Repassou com eles rapidamente o plano, enquanto outros soldados chegavam com os cavalos e os suprimentos. Por fim, partiram. Spark estava sempre ao lado de Thomas, ajudando-o a guiar o grupo por entre a floresta, já que o Batedor do grupo tinha feito o reconhecimento antes. Por ser de manhã, ainda estava frio. As roupas de Thomas eram sensíveis à sensação gélida, mas aquilo não incomodava. Existiam coisas piores do que o frio lá frente.

Por fim, alcançaram o leito do principal rio que abastecia, Valiheim... Mas não poderiam passar. Olhou para Spark procurando alguma explicação, mas a expressão do Sátiro demonstrava tanto desapontamento quanto o de Thomas. A ponte estava ali e alguém a havia destruído, isso era um fato. Foi então que Blake se aproximou com de Thomas com o seu cavalo. Darwishi absorveu a informação tranquilamente por fora. Não imaginava que existia um traidor entre eles. Entretanto, a vontade era voltar até Valiheim e interrogar um por um. De qualquer forma, não adiantaria. Estavam sendo observados agora e tinham que tomar cuidado, além de pensar num modo de atravessar a ponte.

Com sorte - ou não - parecia que Blake tinha tomado a iniciativa. Sinceramente não imaginou que ele fosse arremessar Spark. Só esperava que ele pudesse conseguir. Teve um leve deslumbre de Blake lhe olhando e balançou a cabeça em negativa. Ele definitivamente não ia ser arremessado. - Vamos, temos que descer e atravessar o rio. - Disse, tomando a dianteira. Em seguida, aproximou-se de Blake. - Temos que nos reunir antes de chegar a Atalaia. Quem quer que esteja nos vigiando, tem passagem livre e certamente vai conseguir estar lá antes de nós. Precisamos traçar um plano... Porque na pior das hipóteses, Lúcifer já saber que estamos nos movimentando. - Comentou baixo, para que apenas ele pudesse ouvir. E então seguiu adiante, até chegar ao outro lado.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Sex Jan 16, 2015 9:05 pm

Tudo estava parecendo dar certo, Spark não ligava nem um pouco para a discussão inicial do grupo na sede dos guardiões, ele simplesmente só queria sair e poder cumprir sua missão o mais rápido possível. Durante toda aquela discussão nada tirou o sorriso do rosto de Spark, apenas a informação de que Argo estava morrendo, ao ouvir isso o bode tomou uma expressão um tanto quanto fúnebre e até desesperada, com Argo, parte das esperanças de uma vida boa para Spark se iam, afinal ele junto de Maes foram os únicos a favor de torna-lo um membro dos guardiões.

O grupo estava pronto para sair, decidiram que iriam pelo caminho escolhido pelo pequeno capitão, Spark sempre teve muito apreço pelo menino Thomas, mesmo nunca tendo falado com ele antes, esperava coisas grandes daquele garoto, porém, temia que por ele ter muito talento ficasse arrogante assim como o sátiro foi quando ainda não era um sátiro. Antes de sair para o reconhecimento do caminho, Spark foi até sua casa e pegou uma mochila com algumas coisas, um casaco de peles, corda, muita corda, alguns docinhos que ele gostava, seu arco e sua aljava com 20 flechas, nem precisava se falar que trazia consigo seu par de adagas, Spark nunca se separava de seus bebês. Depois de preparado Spark partiu com sua égua Susan em meio a madrugada para checar se tudo estava seguro pro grupo sair em sua jornada.

Como esperado durante todo o caminho Spark não viu nada além de alguns coelhos e esquilos quais matou e retirou a pele caso necessitasse de comida no futuro, tudo estava tranquilo e a ponte estava intacta e perfeita para uso, voltou para o grupo com um sorriso no rosto para lhes dar as informações, todos estavam preparados e pareciam animados para aquilo, cada um do seu jeito, porém estavam de fato animados. Depois de receber a informação o pequeno capitão liderou gloriosamente o grupo para seu destino.

Ao chegar até a ponde e ver que ela agora estava despedaçada, totalmente destruída, as orelhas de Spark abaixaram quando seu líder olhou para ele com uma expressão de duvida,  não entendia também como aquilo pode ter acontecido, juntou as coisas que havia na cidade e concluiu: talvez alguém de dentro dos guardiões está vazando informações para o outro lado. Desolado e sem saber oque fazer, Spark esperou para que o grupo tomasse uma decisão conjunta, não demorou muito até que Blake, o brutamontes decidisse que iria tacar Spark sobre o abismo para fazer o reconhecimento, não temia que algo pudesse dar errado, conhecia cada uma das habilidades do grupo e sabia que o vanguardista era capaz de fazer isso, mas não podia perder a chance de fazer um drama.

- Eu poderia descer esse abismo e fazer o reconhecimento de lá, afinal não sabemos oque pode ter ali em baixo né? – Spark com um expressão falsa de preocupação continuou – Olhe essas pernas, são belas pernas de bode, DE BODE MONTANHÊS! – Mentiu o sátiro que sabia claramente que era um bode do campo. – Mas vejo que não temos tempo para isso.

Spark guiou sua égua até o lado de tomas e tirou o casaco que carregava de dentro da mochila: - Para você pequeno capitão, eu deixo um casaco que preparei para te proteger do frio, crianças da sua idade tem que tomar cuidado com a temperatura. – Spark se põe de pé em cima de Susan e abraça a cabeça do pequeno capitão enquanto sussurra. – Quando nós encontrarmos de novo, tenho algumas coisas para falar com você meu líder, Spark suspeita que já sentiu o cheiro dessa pólvora na cidade um pouco mais cedo.  –  guiou sua égua até o lado de Asgard e o entregou seu arco e sua aljava, sabia que o caçador se sairia melhor com aquilo do que qualquer um do grupo. – Vá e mate alguns monstros com isso meu colega! – Foi até Myra a entregou sua bolsa com 100 peças de ouro e disse: - Para você garota dos cabelos bonitos, eu deixo meu dinheiro, eu vi o estado das bonecas na sua casa e sei que precisa dele pra repara-las... E também gostaria de dizer que seu cabelo cheira muito bem.

Com aquilo Spark estava pronto para ser arremessado, a ultima parada foi a frente de Joker, para pedir que usasse uma de suas cartas para que Spark pudesse manter o contato com o grupo e também lhe dar sua mochila com os doces, depois de receber a resposta do menino mago Gambit/Twisted Fate foi até Blake para ser arremessado, foi pego pelo o homem e um pouco antes de girar Spark urinou no rosto do mesmo e disse: - PARA VOCÊ SPARK DEIXA SUA URINA BASTARDO!  

E então o sátiro foi girado e jogado por cima do abismo sem temor ou arrependimento em seu coração.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Sex Jan 16, 2015 10:41 pm

Depois da chegada de Thomas as coisas se agitaram, como capitão do grupo, não perdeu o controle da situação em momento algum, mesmo sendo jovem, tinha a maturidade de um homem, isso dava para notar só de olhar sua postura diante de todos do grupo e de Leoni.

Me juntei aos meus guardas depois que a decisão fora tomada e partimos para casa, eu não tinha muito o que fazer, não tinha ninguém para me despedir, nada para deixar pra trás, estava ciente de que não voltaria, seria a missão da minha vida, e estava mais que honrada em poder completa-la e morrer gloriosamente, ou pateticamente, contanto que as pessoas possam ter um futuro e uma vida melhor que a que eu tive.  Tomei um banho antes de ir, seria o ultimo muito provavelmente. Em uma bolsa coloquei um agasalho antigo de minha mãe, alguns pedaços de pano, caso alguém precisasse de curativos, e algumas frutas, peguei também a boneca de que minha mãe me deu, havia algo a ser feito antes de ir. Fiquei observando o meu quarto, tudo que tive no final da minha vida foram apenas desilusões e parte de um teatro sem fim.

Ouço as batidas em minha porta, já era hora de ir. A porta se abriu assim que me aproximei dela, eu tinha mais um pedido, o ultimo pedido para meus soldados. – Eu... sou grata por não me tratarem como uma assassina, sei que nunca foram de falar muito, isso me deixou muito solitária, mas feliz por sempre poder gritar e saber que alguém apareceria. – dou um sorriso forçado e uma pequena reverencia, volto a olhar para eles. – Tenho um ultimo pedido. Gostaria de poder ir sozinha até o ponto de encontro, eu não sou louca, e sei que sabem disso. – Eles me olharam e concordaram, sai saltitando e dei uma ultima olhada para trás, me surpreendi com a imagem, os dois curvados, com a mão no peito, um sinal de respeito, entre nós. Sorri e  me afastei, fui em direção ao meu antigo lar, sentia repulsa daquele lugar, mas havia alguém que eu queria me despedir. Vi de longe meu amigo, um traidor, mas ainda sim meu amigo. Me aproximei e sorri, deixei a boneca que minha mãe me dera em sua frente. – Adeus, espero poder te ver no céu, ou no inferno. – Me virei e sai correndo, já devia estar atrasada.

Me encontrei com o grupo e sem hesitar fomos andando, Thomas e Spark tomavam a dianteira, o resto assim como eu apenas os seguia. O vento gélido acariciava minha pele, era uma sensação tão boa, nunca estive tão...livre em toda minha vida. A floresta já nos cercava, não dava para ver de onde tínhamos vindo, nos aproximamos do leito e todos ficaram olhando com duvida, afinal mais cedo Spark havia dito que a ponte estava em perfeita condição. Thomas disse que teríamos que descer o abismo, eu não podia dizer nada contra e não queria, teria que confiar no capitão. O homem com braços de ferro se aproximou do sátiro e disse que iria joga-lo para o outro lado.

Seria engraçado, estava ansiosa por essa cena, antes de ser arremessado deixou seus pertences com os outros membros do grupo, a mim, deixou suas moedas e fez um comentário um tanto suspeito, como sabia de minhas bonecas...olhei para ele com os olhos cerrados, mas não me pronunciei. Ele era interessante, isso eu não podia negar, ele era um sátiro e era roxo, minha cor preferida. Guardei suas moedas em minha bolsa e cruzei os braços, esperando até as ordens de Thomas. Mas antes, algo incrível aconteceu, como Spark deu algo para todos, não podia deixar o homem dos braços de ferro sem nada, seria rude. Antes de ser arremessado urinou em seu rosto, e lá estava  ele, “voando” para o outro lado, sem saber o que encontraria lá. Foi uma cena incrível, desde este momento sabia que seria uma missão que valeria a pena.

Antes de partirmos para o fundo do abismo sumonei um pequeno demônio, o primeiro que aprisionei, ele era inofensivo, servia apenas para me fazer companhia e também pra iluminar caminhos se preciso. Ele tinha a forma de uma boneca e era do tamanho da minha mão, eu o chamava de Eins, afinal não tinha um sexo fixo. Ele se sentou no meu ombro e segurou uma mecha de meu cabelo, ele flutuava, mas preferia ficar por perto, haviam pessoas no grupo que não eram fãs de demônios, temia pela segurança do meu amiguinho. Fiquei um pouco atrás de Thomas, o seguiria para onde fosse preciso, até que a missão fosse concluída.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Sab Jan 17, 2015 12:16 am

Fly High
"The order must be protected"



Sentia o sangue começar a ferver perante a reação de Aharon, como alguém de tão baixa posição ousava falar desta forma com seu superior? Sua estupidez preconceituosa era uma grande falha, algo que estaria pronto para corrigir com métodos rígidos se necessário. Ignorar o chamado do destino, nunca havia sido uma boa escolha, temia que Thomas aprendesse aquilo da pior maneira, o jovem capitão era direto e sério, tinha uma personalidade madura para a idade, mas sentia que nele faltava uma esperança dirigida a algo maior, sentia que isso faltava em todos. Não me referia à fé cega, que alguns tolos ainda tinham naquele que nos abandonava, não duvidava que o tão chamado Deus tivesse sido morto a anos, juntamente de suas hordas celestes, vivíamos em um mundo simples, onde não tínhamos espaço para debater qual de nós estava crendo no deus verdadeiro, tudo que via eram humanos e demônios.

Com o desapontamento pesando na cabeça, tomava novamente a capa sobre os ombros, rumando de volta para a noite. Todos nós sabíamos o que viria, éramos chamados de melhores, mas quais seriam as chances de um bando de desconhecidos, que secretamente se odiavam? Tínhamos um plano imaturo em mãos, era incerto tolo, pensar que poderíamos contar com nosso conhecimento, algo assim poderia nós levar a ruína, mas cedo ou tarde eles perceberiam isto, apenas rezava pelas vidas que seriam perdidas no processo. Sem destino apenas caminhava enquanto todos se afastavam, não tinha um real lugar para ir a esta altura, tinha sido o ultimo a ser despachado para uma missão, então a menos que um milagre tivesse acontecido, não teria nenhum membro do esquadrão Sombra por perto. Desejar o conforto dos companheiros era infantilidade e estupidez minha, sabia disso, mas mesmo assim caminhava em passos curtos até uma antiga casa abandonada nos limites da cidade, o único lugar que ousávamos chamar de casa. As paredes eram velhas, mas solidas, o teto parecia prestes a desabar, mas nunca havia visto uma goteira naquele lugar, era pequeno se parasse para pensar, mas nenhum de nós via problemas naquela casa. Um lugar que em não tinha nada de diferente comparado a minha ultima visita, alguns dias atrás. Todos já haviam partido, e a pressão na casa era demais para que suportasse, buscar outro local para ficar me parecia muito melhor do que aturar aquilo, era engraçado como minhas pernas tinham me tragado até aquela casa, havia prometido a mim mesmo que voltaria apenas quando a missão estivesse completa, mas agora, nem ao menos sabia se poderia voltar.


Abandonando os temores e os medos, ia até o ponto de encontro. Alguns já tinham chego, outro, entretanto pareciam contentes em se manter sempre atrasados. Apenas mantinha o capuz por sobre a cabeça, mantendo o silencio gélido ao meu redor, precisava de espaço e de tempo para refletir sobre os perigos a frente. Meu maior aliado era o vazio entre as palavras. Pouco a pouco todos chegavam, nossos cavalos estavam selados e prontos para a viagem, então partíamos naquela viagem assombrosa, deixando que o silêncio falasse por nós. Algumas pessoas haviam comentado coisa ou outra durante nossa caminhada, fuxicos no pior dos casos, mas tinha a cabeça repleta de outros pensamentos para me preocupar com pequenos detalhes. Na verdade, não conseguia deixar de pensar em Iri, aquele clima tão gélido não me permitiria fazê-lo, como ela estaria agora? Ela estaria tomando os devidos cuidados em suas missões? Estaria segurando seus impulsos sem ninguém para para-la? Até onde podia dizer ela poderia estar prestes a ser interrogada após fracassar em um assassinato, havia testado a sorte de todos antes de partirem para eliminar seus novos alvos, e mesmo não vendo a morte de nenhum companheiro ainda me sentia inquieto.

- O destino é inexorável.

Falava as palavras me despertando do transe que tinha imposto a mim mesmo. A ponte a nossa frente jazia aos pedaços naquele rio, atravessa-la seria impossível nestas condições, se apenas tivesse a presença de Seed tudo seria diferente, mas teria de me acostumar a não tê-los por perto. Tinha de pensar em uma maneira de passar pelo obstáculo com nossas próprias forças, não discordava que tinha alguém nos vigiando, assim como sabia que descer até o rio e atravessa-lo seria a melhor alternativa, mas sinceramente a ideia de Blake era ariscada demais. Estava a um passo de interromper sua ação, mas Thomas se mostrava disposto a atirar o meio-demônio pelo abismo, não tinha posição alguma contrariando sua autoridade. Por isso me mantinha quieto, imóvel, até que Spark se aproximava de mim, ele próprio havia aceitado seu destino. Descia do cavalo, aceitando a mochila que me era oferecida, um presente amigável e útil.

- Vejo que fez sua pesquisa. Mantinha o olhar implacável e gélido, enquanto esticava a mão para Spark, criando duas cartas aparentemente inofensivas, ambas contendo as capacidades da arcana dos Amamentes, oferecia uma a ele antes de continuar. - Enquanto segurar uma destas cartas saberei onde está, então não importa o que aconteça mantenha-a consigo o tempo todo. Falaria dando uma pequena pausa. - Boa sorte Spark. Terminaria as falas já usando o poder das cartas, falando com o pequeno ser através da mente.

Então ele era lançado, não sem antes realizar um ato infantil e pouco necessário, talvez uma forma de aliviar a tensão, mas nem por isso menos tola, assistia quieto, vendo o pequenino ser arremessado, voando contra seu objetivo. Em seguida começávamos a nós mover para descer até o rio, poderia saltar até o outro lado com uma de minhas cartas, mas usa-la agora poderia se provar um desperdício, deveria manter tanta energia quanto pudesse, sentia que precisaria logo de toda ela, justamente por isso sacaria o livro preso por correntes a cintura, e usando as capacidades arcanas conjuraria sequencias das cartas do Julgamento, prendendo as contra as páginas em branco do grimório, seria bom poder tê-las próximas caso algo acontecesse.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Sab Jan 17, 2015 10:28 pm

Ter equipamento demais é bom, mas o ambiente torna-se um equipamento melhor para uma boa caçada”. Repetia a frase em memoria de meu mentor, mas também por ser um belo conselho, pois se ficar dependente demais dos equipamentos em que leva, não terás recurso suficiente para poder criar chances de aumentar qualquer benefício que procure. Enquanto pensava nessas coisas, ia arrumando os objetos realmente necessários para ajudar em qualquer situação que estivéssemos suscetíveis a passar, sendo elas: muitas cordas (normais, finas e grossas); machadinhas; bombas de fumaça e armadilhas no geral. De resto, pegaria no caminho, como galhos, folhas, pedras, etc.

Faltando uma hora para encontrar com todos, olhei pela ultima vez a cidade do mais alto pico que existia nela para sentir o pouco de felicidade que me causava ao fazer aquilo. Até mesmo acabei vendo o Spark, o único ponto roxo atravessando a cidade com uma égua ao lado, saindo para o reconhecimento do local em que passaríamos. Pulei pelas casas para adiantar caminho para visitar antigos amigos de caça e aldeões da vila em que fui adotado com minha mãe, abraçando-lhes e dizendo palavras de esperança como já era de costume, assim como eles me darem alimentos para aproveitar na viagem. Quando finalizei, acabou que minha chegada foi junto a todos os outros, pois assim como eu, todos tinham assuntos a tratar ou coisas para arrumar na cidade, aproveitando que também que ela acordava bem cedo. Sei que é costume da cidade acordar cedo, mas estava estranho como as pessoas estavam se comportando, sei que havia seus cochichos, mas seus olhares, jeito de estarem, estavam suspeitos demais. Talvez isso me perturbasse o dia todo, já que a missão era de grande risco. Aprontamo-nos mais um pouco, arrumamos o que precisava, revemos a missão e partimos.

Como já havia sido averiguada a região, chegamos mais rápido que o previsto, o que acabou sendo uma coisa muito boa, pelo fato de que teria mais materiais para eu recolher que não fosse encontrado pelo caminho que já havíamos passado. Como não me sinto tão confortável a cavalo, fiz minha montaria como suporte de carga para os objetos que ia coletando (cipós, galhos grossos de arvores, folhas, cogumelos, frutas, pedras pontiagudas) e encaixando da melhor forma para não deixar a montaria com só um lado pesado. Como estava andando sempre no final do grupo, fui o ultimo a ver do por que eles haviam parado repentinamente. Atravessei o grupo para analisar melhor a situação, e em meio ao caminho, mexi no cabelo do Thomas rapidamente por vê-lo com uma expressão pesada, esperando que, talvez, minha ação amenizasse os pensamentos do garoto, sem precisar de palavras, trazendo com a ação um sorriso agradável no rosto. Quando cheguei próximo à borda, logo de cara, soube que mesmo correndo meu salto não seria o suficiente para chegar ao outro lado, e se tentasse, bateria de cara com a parede e teria que escala-la, o que não era nada fácil sem as adagas ou um material adequado, por ver a superfície meio lisa da parede. Enquanto cogitava por mim, Spark e Blake apressaram-se e planejaram algo imprudente, ainda mais pra um batedor.

De volta ao meu cavalo segurando o arco e flecha de Spark, que deixei ao lado de meu cavalo que descansava, e começo a movimentar-se para por o plano em prática. Pego os galhos das arvores, os mais resistentes que pudesse sentir e começo a detalhar para encaixar as pedras pontiagudas e amarrar com os cipós, assim como as cordas na ponta, criando algumas lanças para poder arremessar. Quando prontas, subo alguns degraus de pedras próximas para ter uma melhor visão. Só arremessaria quando achasse um ponto seguro o suficiente para que quando acertasse não desprendessem quando estivéssemos atravessando, caso contrario, miraria mais em cima procurando um ponto tão seguro quanto e faria de balanço, até mesmo para as montarias. Se tudo isso desse errado, pularia abismo abaixo e utilizaria de minha capa para planar, sendo o segundo batedor, tinha que verificar se estaria tudo seguro para podermos atravessar ou se devêssemos ficar mais do que alertas.

Em meio a tudo isso, estava perdido e concentrado nos meus pensamentos e afazeres que nem me toquei em falar com alguém para saber suas opiniões ou reclamações.

-- É...alguém quer um pedaço da maçã? – Dizia olhando para todos com uma expressão de leveza após ter finalizado e retirado a mochila da minha mochila.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Dom Jan 18, 2015 12:51 am

( Crianças não repitam isso em casa )
@ Todos

Alguns do grupo já tinham suas suspeitas sobre o que estava acontecendo em Valiheim, mas ninguém tinha tempo para ir lá descobrir quando o que se estava em jogo era uma das últimas esperanças da humanidade. Não foi uma decisão do capitão mas o grupo resolveu se separar e ele não impediu, Spark foi lançado para o outro lado do abismo mas não antes sem deixar um presente para cada um deles, e um especial para Blake.

Pegaram as mochilas e mandaram os cavalos de volta para Valiheim, e eles sumiram no meio das árvores... Eles sabiam que a viagem agora seria muito mais difícil, conforme desciam o abismo aos comandos do Capitão Thomas podiam ver o céu se tornar vermelho no horizonte, isso significava que estavam perto da área de Lucifer. Mas antes que pudessem continuar, a idéia mais genial foi dada naquele momento por Asgard: Usar cordas para balançar até o outro lado, e ele conseguiu, balançou com leveza fazendo com que parecesse uma coisa simples... Estava do lado de Spark.

A idéia se mostrou genial, eles não precisariam passar pelo abismo e o primeiro a ir na idéia de Asgard foi Joker, ele não pesava tanto e fazer o mesmo que Asgard não seria difícil: Ele segurou a corda com força e foi... A corda não se rompeu mas não tinha sido fincada com firmeza fazendo com que Joker caísse no abismo, o tenente tomou um susto quando viu a corda se soltar e começou a cair, ele não despencou para a morte por que uma mão o puchou para cima... Uma mão na parede... Uma mão de um demônio. Ela o trouxe para dentro da parede, e ele atrevessou como se não houvesse parede nenhuma.





@ Spark e Asgard

Spark não estava com uma sensação muito boa, apesar de ter aterrisado com segurança, e ela tinha motivos. O mundo do lado de fora de Valiheim era muito diferente. Eles não podiam ver de onde vieram, no lugar do outro lado do abismo ao invés de florestas se encontravam apenas campos mortos com árvores também mortas, se olhassem para o abismo não veriam o mesmo abismo mas sim um com rio seco e sem árvores, sem vegetação alguma... Ainda sim ele estava lá.

Do lado que eles estavam existia vegetação morta. O chão escuro e o que um dia já foram árvores espalhadas por ali, poderiam usar elas como cobertura se precisassem. Foi então que Asgard e Spark ouviram um barulho... Algo estava se aproximando, e esse algo fedia... Fedia a carne morta e fazia sons estranhos, certamente era uma criatura fofa e delicada.

Ela se aproximou rapidamente vindo de trás de algumas árvores. Era um demônio troncudo e alto, provavelmente teria a mesma altura de Blake e se mostrou simplesmente assustador, mas principalmente nojento. Era notável que sua pele era reforçada e não seria simples furar uma coisa daquelas. A parte boa era que ele não tinha olhos e Asgard não demorou para notar isso evitando qualquer escândalo ou ação barulhenta.

A criatura andava de um jeito desajeitado e desengonçado, parecia que estar prestes a cair a qualquer momento, seus dedos eram pontiagudos e provavelmente serviam como arma, seus dentes ficavam de fora a todo momento e também eram afiados. Ele também tinha dois chifres um em cada canto da cabeça, mas ele se movia como se estivesse procurando algo, talvez tivesse escutado Asgard e Spark passarem para o outro lado.





@ Thomas, Blake, Myra, Aharon

Tudo o que restou aos quatro foi o abismo. Não podiam se jogar igual Joker havia feito e não tinham como atravessar para o outro lado, então teriam que descer o abismo e talvez levasse algum tempo para isso. Se apressaram descendo cuidadosamente até o chão, se agarrando e pendurando no que dava. Myra quase escorregou por causa da armadura mas o jovem Darwishi a segurou impedindo uma queda que resultaria em morte, agora com mais cautela eles seguiram descendo.

Quando finalmente chegaram ao chão o rio molhou os pés deles e estava mais gelado do que esparavam... O ar também era gelado ali, a água escorria de uma lado para o outro suavemente e se andassem mais um pouco pra frente chegariam ao pé do abismo, a parede que teriam de escalar para chegar ao outro lado, mas não seria tão fácil.

Em cima de uma pedra sobre o rio estava um demônio sentado, os observando sem qualquer expressão facial, talvez por quê ele não conseguisse, afinal, ele não tinha nada a não ser seus olhos e nariz no rosto, que também eram medonhos. Seus corpo era tatuado por marcas vermelhas e em seus ombros estava algo que pareciam ser galhadas, carregando pingentes de ossos. O formato de sua cabeça não era nada humano e ele também tinha dois chifres que se curvavam para dentro.

- Quatro... Mais do quê eu consigo em uma semana... - Ele pensou, e os quatro ouviram seu pensamento, sabiam que era a criatura falando, mas como ele fazia aquilo era a pergunta, a primeira coisa que pensariam seria a mais óbiva: Ele falava através da mente.



@ Joker

Seus olhos se abriram. Tinha desmaiado por alguns segundos e sua cabeça doia fortemente, talvez aquela idéia genial tivesse sido realmente estúpida. Analisando o lugar onde estava ele encontraria um corredor quase totalmente escuro se não fosse por algumas tochas que iluminavam o caminho. No final do corredor havia uma divisão para dois lados, na direita não tinha nada a não ser tochas iluminando o caminho, quando olhou para a esquerda ouviu um uivo... Tinha de sair dali, tinha de escolher um caminho.





OFF: http://imgur.com/AAHSDPN,KCUrFqM#1 Aqui tá as imagens deles de corpo todo, beijos no nariz. Prazo: 20/1 as 1:00. Gregar - 10 de hp
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