Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por tibi em Sab Fev 14, 2015 3:06 pm

Asgard agira como um verdadeiro Guardião das Sombras, superando a dor para um bem maior. Com uma força de vontade sobre-humana, pulou por trás do Djinn e decepou o demônio com sua adaga, manchando o recinto com o escarlate do sangue esparramado. Aharon abaixou seu escudo e observou aquele corpo morto diante de si, ao mesmo tempo balançou o escudo para tentar limpar um pouco do sangue que nele se impregnou. Asgard já não tinha mais condições de continuar. Já havia feito sua parte.

Aharon queria ajuda-lo, mas ainda não podia abaixar a guarda. O demônio que causara as labaredas de antes havia surgido de um dos corredores, suas mãos projetando chamas por meio de alguma magia. Serão essas chamas são mais poderosas que as de Thomas? Novamente o paladino levantou seu poderoso escudo e se pôs na frente de Asgard. Não podia deixa-lo levar mais nenhum dano ou poderia morrer.

O demônio dizia palavras, mas elas não serviram como distração contra Aharon. Não o responderia e muito menos esperaria ele terminar de falar, com rapidez avançaria contra ele com todas as suas forças, tentando superar uma possível labareda que fosse lançada em sua direção. O atingiria com seu escudo, empurrando-o e desequilibrando-o, logo em seguida o atacaria com sua maça na cabeça, visando acabar com aquilo o mais rápido possível. Enquanto não visse as mãos do demônio brilhando em sua direção, Aharon atacaria, mudando de estratégia apenas para se proteger atrás de seu escudo.

Faria questão de exorcizar aquele ser da Terra. Quando o demônio não possuísse mais forças para reagir, empunharia seu terço e começaria a usar sua Fé para expurgá-lo. Quando terminasse de fazer isso, iria socorrer Asgard da melhor maneira possível. Tentaria usar sua Fé para purificar o ferimento e depois cortaria sua própria vestimenta para envolver o cotoco que surgira no lugar da mão. Seria um curativo temporário até alcançarem a Atalaia e o máximo que Aharon poderia fazer nessas horas seria rezar pelo bem de seu parceiro.


Obs: Glauco, só no caso de tudo dar certo... Não nos tire dessa caverna sem antes me deixar olhar para essa mesa com várias coisas macabras. Provavelmente vou ler/pegar esses pergaminhos e olhar o que é o resto antes de partir.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Seg Fev 16, 2015 12:21 am

Depois daquele plano falho, seguiram na direção combinada. O caminho realmente tinha sido cansativo, mas a determinação do grupo era realmente inspiradora. Poderiam reclamar e brigar o quanto fosse; até mesmo falar que morreriam, ou que estavam apenas seguindo ordens, contudo todos eles eram movidos por um ideal. A vontade de ver um mundo livre de todas as coisas ruins e maléficas e por fim, viver uma época de paz Santa. Thomas também acreditava que eles eram capazes de conseguir fazer isso. Acreditava no seu grupo acima de qualquer coisa e estava disposto a fazer o impossível para conseguir. Então, ele sempre seguia adiante, não importando o que pudesse acontecer.

No local combinado, encontrara com Spark, que lhe passou as informações. Tudo aquilo fazia a Atalaia ser uma enorme suspeita. Antes de prosseguirem, Thomas parou o grupo para dar-lhes um aviso. - Eu não sei quem eram aquelas pessoas, mas se fossemos por ali poderíamos ter entrado em combate. A Atalia é totalmente suspeita agora. Lembre-se da descrição que o demônio deu sobre o traidor. E lembre-se: Vocês estão sob minhas ordens. Ninguém naquela Atalaia manda em vocês, então não baixem a cabeça pra ninguém. Honrem os seus títulos. - Determinou e então depois de um breve período de descanso, seguiu para o seu objetivo principal. Cada vez mais entravam em território inimigo e depois da Atalaia, só poderiam contar com ajuda de Deus.

Nunca tinha estado na Atalia, mas o frio ali e aquela imensa construção denunciava o que lhes aguardava além daquela ultima linha de proteção. De certo, admirava aquelas pessoas. Thomas já tinha saído em diversas missões, algumas poucas além dos portões, mas nada próximo da Atalaia, então tinha fico surpreso com sua magnitude, mas não abalado. Queria que sua recepção fosse mais calorosa, mas não foi o que aconteceu com aquelas flechas de prata apontadas para ele e seu grupo. O Capitão não gostou nada daquilo, mas teve que se manter calmo. Os olhos selvagens, porém, permaneciam firmes. Sacou a adaga do chão e a segurou na lâmina com a mão, pressionando-a e fazer um corte se abrir na mesma. Ergueu a mão e deixou pingar sobre a neve, tingindo-a de vermelho vivo.

- Capitão Geral Thomas Darwishi, quinze anos, Protetor de Valiheim. Somos o Grupo enviado por Leoni que seguirá em busca das armas. Sob meu comando estão o Tenente Joker, Batedor Spark, Soldada de Elite Myra e Capitão de Vanguarda Blake. Os outros dois do grupo... Estão a caminho, foram designados para outra missão. - Thomas ainda confiava que Asgard e Aharon iriam chegar. Sabia que eram capazes. - Sob meu comando, eles não vão provar nada, nem derramar uma gota de sangue. Eu não trago demônios em meu encalço. Nunca o faria. Temos uma missão a cumprir, Senhores. Precisamos passar. - Concluiu, rígido e preciso, como uma criança nunca faria.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Seg Fev 16, 2015 1:10 am

Finalmente se reecontrara com o grupo, já estava ficando entendiado com aquilo tudo, Spark sabia que não conseguria mais informações com aqueles soldados. Após contar tudo que havia ouvido e o veredito sobre os homens serem traidores ou não ele ouviu o discorso do pequeno capitão e concordou completamente com ele, sabia que alguma coisa errada tinha na atalaia, afinal havia ouvido um dos homens falarem que Crowley, um dos principes do inferno estava preso lá, mas resolveu ir até os portões até dizer alguma coisa, uma incrível supresa e até um pouco suspeito, como os vigias da ataláia não saberiam sobre a vinda deles? Leoni é um homem sério, certamente mandária uma mensagem, nem que fora atráves de pombos correios para avisar que estavamos a caminho, mas mesmo assim não disse nada, antes de que pudesse dizer os homens já estavam dizendo o nome do "salvador" e jogando uma adaga de prata para eles, porém não teve de se ferir, como esperado o pequeno capitão tomou uma atitude, bela atitude por acaso, mas mesmo sendo tão forte só parecia uma criança tentando impressionar alguem.

- Sinto algo estranho vindo daquele lugar, uma pressão... uma energia nada agradavel. - Sussurrou o Sátiro para seu grupo.

Algo dentro dele não queria entrar ali, mas ele sabia que deveria, sabia que tinha que descobrir os segredos guardados dentro da ataláia, estava com medo, porém curioso de mais para propor que não entrassem.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Seg Fev 16, 2015 2:39 am

A Atalaia do guardiões I !!

Todos estavam preparados e o grupo começou a agir, aquela tensão, aqueles momentos em que tudo parece passar mais devagar, aos olhos de Blake eram bem comuns uma vez que suas habilidades potencializavam suas capacidades, porém a sensação de dever quanto a proteção de companheiros de grupo era algo que mesmo nos tempos atuais eram tão sombrias quanto seus pesadelos de seu passado. Isso o deixava tenso, preocupado, porém tambem era nessa hora que se sentia realmente forte e as frases que aquele rapaz uma vez lhe disse, talvez uma das ultimas vezes que havia se aventurado em grupo antes de se mover para especialista, ficaram marcadas em sua memória e em momentos como aquele pareciam saltitar em seus pensamentos "Humanos são mais fortes quando tem algo para proteger!".

Mal sabia Blake, que se preparava para sacrifícios por motivo nenhum, logo que o plano começou a ser efetuado, os enormes Wyverns simplesmente ignoraram ao grupo todo e seguiram seu caminho, olhos duvidosos ainda sem entender oque estava acontecendo podiam ser vistos, e foi só então que o homem pode entender a desenvoltura pela qual passavam. Uma enorme e bizarra criatura, outro demônio de classe baixo provavelmente, caçava os Wyverns saltitando pelos paredões e tentando alcançá-los nas alturas, menos uma batalha a ter que se travar e isso naquelas terras era um ótimo motivo para se aproveitar. Blake seguiu caminho assim como lhe foi instruído e lodo as terras sem vida e secas começaram a ser tomadas pelo frio e a neve dos arredores da Atalaia, quanto mais se aproximavam, mais Blake sentia uma inquietação dentro de si, não sabia se eram seus novos poderes ou o fato de saber que existia um traidor ali no lugar, mas sabia que quanto mais se aproximavam, seu próprio corpo se colocava em alerta assim com se permitia esquentar um pouco os braços ao ponto de combater o frio sem muitos problemas.

A recepção não era das mais honrosas, como já era acostumado, porém os guardas estavam com um diferente do costumeiro, ou do que achava que era comum, e aquela seta de prata mirando contra o grupo incomodava Blake, normalmente não o faria, mas naquelas circunstâncias com a missão, o traidor e etc... sentia que o projétil poderia se liberar a qualquer momento. Viu Thomas tomar conta da situação a seu jeito e quase se deu ao luxo de relaxar seus músculos e braços que já estavam preparados para partir ampliando dessa vez sua velocidade para render os guardas, quase. Estava preparado, ter novamente seu nome dito na posição que ocupava antes de se afastar dela para virar um especialista, um lobo solitário desbravando essas terras malditas, lhe trazia certa nostalgia, mas não era digna de uma correção também, afinal para quem não conhece o enorme homem com cicatrizes por todo o corpo e braços de um metal negro, talvez Capitão da Vanguarda fosse mais cordial e propício para a situação em que estavam, agora só restava aguardar o desfecho.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Seg Fev 16, 2015 8:33 pm


O arqueiro desencaixou a flecha do arco e a colocou nas alijava, prendeu o arco nas roupas e se afastou, uma movimentação pode ser vista através da pequena janela de onde o comandante estava falando. - LEVANTEM O PORTÃO! - berrou alguém, demorou dois minutos até que algo acontecesse após aquilo. Um estrondo alto elevou-se no ar fazendo-os saltar. O barulho foi seguido de um hediondo som àspero e arrastado, o portão se movia lançando faíscas e poeira em quanto se levantava, rocha contra rocha, o som esmagador fazia os ouvidos deles doerem e os ossos tremerem, engrenagens encaixavam-se e depois de um tempo demorado ( já que ele havia sido aberto lentamente ) o ruído finalmente parou.

Eles conseguiam ver um grande corredor que provavelmente levava a atalaia, dele sairam dois guardas e em seguida uma cachoeira fina de água escorreu no lugar do portão. Um sistema de defesa o qual demorou décadas para ser completado, já haviam ouvido histórias sobre como a Atalaia era grande e ameçadora, com defesas impenetráveis mas estar lá era algo totalmente diferente.

De trás da fina camada de água benta saiu um terceiro homem segurando uma besta grande o suficiente para derrubar um Wyvern, ou causar sérios danos a ele. Ele tirou o manto com o símbolo da atalaia e o jogou para um dos guardas posicionados ao lado da entrada e caminhou até o grupo com pressa. - Perdões - Ele pediu e fez uma reverência, olhando para Thomas, o incômodo do guarda era quase palpável, não parecia estar acostumado à uma criança de tão alto cargo - Fomos informados de um grupo com sete pessoas que deveria ter chegado a Atalaia um dia atrás... Já tinhamos nos preparado para o pior - O guarda moveu a besta para junto da alijava em suas costas e se virou na direção da Atalaia - Vamos - O grupo entrou pelo portão principal. Finalmente estavam lá.

De trás do portão a primeira surpresa do dia apareceu: Ogros, dois deles e eram terrivelmente feios e grandes, eles seguravam correntes em quanto ficavam sentados em bancos de madeira que tinham o tamanho de mesas. O olhar que emitiam podia ser amedontrador mas não moviam um dedo, ficavam lá parados como estátua.

- São fiéis a nossa causa, são realmente raros mas não pensam direito e quando oferecemos uma aliança contra os demônios não pensaram duas vezes e aceitaram, não é como se conseguissem pensar uma primeira de qualquer jeito - Comentou sorrindo amigavelmente - Além disso, eles são meio surdos. - Disse normalmente em quanto passava entre os dois gigantes. - Ah sim, a propósito eu sou Aerys, comandante da guarda negra. - Se apresentou - A guarda negra defende os portões da Atalaia - Esclareceu. - Serviçais ! movam-se ! - Ele gritou para qualquer um. E cinco simplórios garotos com roupas negras se moveram trazendo vestes novas e secas, além de toalhas quentes. Eles ( os garotos ) andaram até os Guardiões das Sombras e entregaram a eles ( vocês ). Quando viraram o último corredor de acesso aos portões o que antes parecia ser uma caverna havia se tornado um local majestoso.

Corredores se espalhavam, o lugar lembrava a base principal em Valiheim, um interior de um castelo com cores azuis e vermelhas, estátuas nas paredes e soldados simples caminhando pelo local. Um céu falso e azul se projetava em cima deles, através de vidros e mesmo que fosse falso era belo. O chão refletia de tão limpo e grandes pilastras se erguiam pelo local, além de um item estranho pendurado em uma parede, com um nome do autor mais estranho ainda. Nunca haviam visto aquilo antes, o objeto se movia de forma circular fazendo " Tic...Tac...Tic...Tac " A cada minuto que se passava. Subiram alguns degraís de escada e lá de cima viram um Círculo de guerreiros rindo e gritando dois nomes: Danye e Lyela.

No centro do círculo duas mulheres lutavam entre si, como em uma arena. Uma segurava uma lança e trajava couro leve, leve como seus passos, ela era capaz de dar mortais quando sua inimiga a atacava com uma espada. A segunda lutadora no círculo era loira e tinha o cabelo com tranças balançando, essa usava uma armadura de metal que também não parecia ser tão pesada mas com certeza protegia bem mais que a de couro.

- Eles fazem aquilo para se divertir, algum entreternimento nesse mundo caótico - Explicou, e continuou falando - Verão o capitão Aegon agora, quando terminarem poderão descansar - Disse indo na direção de uma porta principal. Ele bateu duas vezes e alguém o atendeu, um outro guarda. Ao entrarem na Sala o grupo notou o tamanho daquele lugar, que apesar de ser gigante não tinha qualquer alma viva a não ser o próprio Aegon sentado em um trono com a cabeça baixa, ele olhou para Thomas e disse

- Thomas - De alguma forma o conhecia, ele se levantou do trono de pedra e caminhou até o garoto estendendo a mão para o comprimentar - E Spark, acredito. Não tive o prazer de conhecer os outros ainda - Havia algo peculiar emAegon: Ele carregava uma corrente no pescoço e era velho e feio, ainda sim, ele não parecia emitir perigo. E ele encarou Myra por alguns segundos então voltou a atenção a Thomas. - Qual o nome de vocês? -




Aharon, Asgard

O fogo bateu contra o escudo de Aharon que se mantia firme em quanto defendia Asgard, que estava caído no chão e se recuperando como podia e através do que tinha na mochila. As chamas queimavam constantemente a frente do escudo e não pareciam acabar, Aharon decidiu que avançaria. O fogo porém não parou em momento nenhum e conforme ele se aproximava mais forte ele se tornava e mais dificil ficava para o paladino avançar, o aço do escudo começou a esquentar a ponto de queimar o braço dele mas ele não iria parar até que alcançasse o demônio.

E conseguiu, desequilibrou-o e ele caiu no chão parando de lançar chamas, a caverna tinha se tornado um local abafado e quente demais, erguendo a maça e o acertando na cabeça Aharon derrubou a criatura e começou a exorciza-la através do terço em seu pescoço. - NÃO! VOCÊS NÃO PODEM ME VENCER - ele berrava o mais alto que podia em quanto começava a se agonizar no chão, um buraco no seu peito começou a se abrir e ele explodiu em chamas gritando de dor... Havia sido mandado de volta para o inferno.

Mas naquele momento Aharon tinha problemas maiores: Seu braço. Assim que terminou o exorcismo largou o escudo pesado no chão meio que involuntariamente, uma parte do seu braço estava queimada e aquilo iria demorar um bom tempo para se recuperar. Ardia de uma forma extremamente intensa que o paladino precisaria se segurar muito para não gritar de dor.

O que restou foi um corredor a frente que se separava em dois. Na esquerda encontraram uma luz brilhante e chamativa vinda de uma estrutura que parecia uma porta, poderiam tentar atravessar e descobrir o que era aquilo. Na direita um caminho escuro e sem qualquer luz.

Foi então que o terço de Aharon brilhou sozinho e essa luz do terço se afastou e parou na frente dos dois, ela fazia com que os Guardiões se sentissem calmos, por um momento esqueceram da dor em seus corpos e essa esfera de luz começou a se materializar e mudar sua cor para azul. Duas espadas cairam na frente deles, eram gêmeas. Se analisassem encontrariam inscrições em alguma língua estranha mas que reconheceram: Enoquiano ( Língua dos Anjos ). A espada brilhava levemente e era de algum material extremamente cortante e resistente.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Qui Fev 19, 2015 7:41 pm

A Atalaia, finalmente. Depois de uma longa viagem e de batalhas exaustivas, conseguimos chegar. Não recebemos uma recepção muito boa, flechas de metal apontadas em nossa direção, prontas para serem lançadas contra nós, só era necessário um simples comando do Capitão, que parecia não estar feliz com a nossa presença, eu também não estaria muito confortável com pessoas que eu nunca sequer vi na minha vida entrando pelo portão da minha casa, ou seja lá o que a Atalaia se tornou pra eles. Thomas se impôs e disse em alto e bom som quem éramos e o que precisávamos, não mostrou medo ou qualquer hesitação, fora ríspido e claro, e com o tempo um grito fora ouvido por todos e os portões começaram a se levantar.

O grande portão começou a se elevar, um som estridente e alto tomou conta de nosso ouvidos, a euforia me deixava cada vez mais ansiosa para entrar, com o atrito entre as pedras,  faíscas e poeira toram os arredores do portão e não demorou muito para que pudéssemos passar. Pude ver um grande corredor que provavelmente nos levaria a Atalaia, dois guardas apareceram e o portão fora substituído por uma fina cachoeira, como esperado da Atalaia, seu sistema de defesa havia se tornado impecável ao longo dos anos. Outro homem se aproxima do nosso grupo, este vindo de trás da cachoeira e portando uma grande besta, ele não me pareceu muito confiável, não que eu não confiasse nas pessoas...hum é, eu não confio, dei uma risadinha e Eins voou em círculos a minha frente, parecia estar mais feliz, o homem começou a andar e o seguimos. Após passarmos pelo portão principal, pude ver ogros, eles possuíam um olhar ameaçador, não pareciam hostis, fofos até, mesmo sendo horríveis, mas não havia o que temer, com aquelas correntes presas em seus corpos não iriam em lugar algum. Um grupo de garotos nos deram roupas secas e e toalhas quentes, as coloquei nem dentro nem fora de minha mochila, e voltei a caminhar.

Continuamos a andar pelo interior da Atalaia, seguindo o mesmo homem estranho que nos recebeu no portão. No caminho nos deparamos com um grande corredor, me lembrava muito a base de Valiheim, grandes estatuas e o chão tão brilhante que refletia, fiquei prestando atenção pra ver se dava para ver por baixo do meu vestido, mas não dava pra ver nada. Uma coisa que me chamou muita atenção foi uma grande escultura que se movimentava em círculos e fazia o mesmo som de um relógio, talvez fosse um relógio, mas eu não saberia interpreta-lo, imagino quem fora a pessoa que o construiu, tinha muito tempo livre em suas mãos. Me juntei ao grupo e continuamos a ir em direção à sala do capitão, afinal estávamos todos cansados e só poderíamos descansar depois que falássemos com ele. Passamos por uma roda onde haviam duas mulheres lutando, deveria ser legal, queria tentar, mas sabia que não teríamos tempo para isso.

Chegamos a uma porta e fomos recebidos por outro guarda, havia apenas ele e Aegon na grande sala. O capitão estava sentado em um trono, quando nos viu, se levantou e cumprimentou Thomas e Spark, aparentemente não nos conhecia ainda. Me encarou por alguns segundos, e com isso tomei a liberdade de me apresentar. – Me chamo Myra Shawcross, soldada de elite de Valiheim. – Faço uma semi-reverência, não lhe devia respeito, afinal não estávamos ali sob ordem de ninguém da Atalaia, a única pessoa que me daria ordens seria Thomas. O velho se vira e fita o resto do grupo, seu olhar não parecia ter nenhuma maldade ou malicia, mas mesmo assim me deu um calafrio quando me olhara com aqueles olhos caídos, me encolhi e recuei um pouco, não gostava desse lugar, nem um pouco. Segurei Eins em minhas mãos, e encostei meus lábios em sua cabeça – Vai ficar tudo bem, não precisa temer esse homem bobo. – sussurrei para que apenas Eins pudesse me ouvir.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Qui Fev 19, 2015 11:13 pm

Tom de voz imperativo de Darwishi fez com que o resto ficasse mais fácil. Os guardas reconheceram o Grupo e em seguida o deixaram passar. O barulho, porém, daquele portão lhe irritou profundamente, mesmo que nada tivesse dito durante o momento em que ele estava sendo aberto. Para completar, aquela água benta caindo em seu corpo. Confessou que lhe fora refrescante e já nem ligava mais, visto que tinha se sujado tanto até chegar à Atalaia. Thomas ainda não tinha achado aquele lugar nada demais... Até ver aqueles olhos. O corpo retesou, pronto para qualquer movimento, só se acalmando depois que todos passaram tranquilos por eles. Definitivamente, aquilo era um outro local. Um local diferente e bem mais ameaçador do que eles poderiam imaginar. De qualquer forma, Thomas confiava em si e em seu grupo para qualquer eventual problema.

Sempre que Aerys falava alguma coisa, Thomas se limitava a acenar com a cabeça sem dizer nenhuma palavra. De fato, o garoto era lacônico. O convívio com a Elite dos Guardiões o fizera assim e sabia que o silêncio valia ouro. Logo depois de receber a toalha e as roupas dos pequenos jovens Guardiões, Thomas seguiu Aerys, observando a beleza e magnitude daquele ambiente. Realmente, aquela construção, mesmo com aquele céu falso, passava uma segurança inabalável. Era difícil acreditar, porém, que uma corporação tão importante como aquela tinha se corrompido. Passou pelo segundo andar e viu aquela roda com duas garotas lutando. Se permitiu um sorriso. Lembrava-se que o mundo ainda estava guerra. Mesmo que lenta, mas em guerra e soldados tinham modos engraçados de se divertirem.

Por fim, foram direcionados à Sala principal, onde depois de adentrarem, encontraram com Aegon, o homem que liderava a Atalaia. Quando seus olhos bateram em Aegon, tudo ficou claro como água e sua decepção pelo local somente aumentou. Respirou fundo. No fim, estava tranquilo. Sabia o que tinha em mente e não iria voltar atrás. Esperou Aegon se apresentar e o corrigiu quando terminou. - Capitão, Sr. Capitão Thomas Darwishi, afinal, a hierarquia ainda existe. - Disse, confiante ao mesmo tempo que com um tom de respeito para com o mais velho. Deixaria que os outros se apresentassem e por fim, quando tivessem terminado, Thomas iria direto ao ponto, afinal, ele nunca fora de rodeios. - Sr. Aegon, passaremos por aqui para pegar suprimentos e partir... Ou era isso que eu pensava até torturar e interrogar um demônio um dia atrás. E ele me revelou coisas interessantes. - Concluiu e deixou o silêncio se espalhar.

- Eu quero o controle dessa Atalaia. Reúna seus três melhores homens. Blake, Myra e Joker são os meus. No caso da derrota de algum dos lados, podem recorrer à ultima ratio: Eu combatendo contra você. Já sei que você é o traidor e sei que existem muitas coisas aqui dentro que seus soldados nem sequer imaginam. Além disso, Aegon. Mande um recado pra Lúcifer, ou pra qualquer que seja o demônio pra quem você vendeu sua alma: Eu sou indestrutível. Eu vou conseguir essas armas; meu grupo vai conseguir essas armas. Você sabe que não fui escolhido por acaso. - E levantou o punho, mostrando o Anel que recebera de Argo. - Amanhã essa Atalaia terá um novo dono... Ou sangue dos seus soldados espalhados nessas belas paredes. Sugiro aceitar meu conselho e fazer isso de forma pacífica. Acima de tudo, eu sou justo. Se eu perder, eu pego meus suprimentos e vou embora... Como eu disse, não importa. Eu não vou ser derrotado. Não por pessoas como você. - Disse, colocando fim em tudo e chamando seu grupo para se retirar da Sala. Tinham que descansar.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Sex Fev 20, 2015 6:21 pm

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"A deck full of surprises"



A fuga das criaturas era decepcionante. De fato desejava possuir o comando sobre algum dos Wyverns, a forma que os via se afastando era melancólica e frustrante, na verdade o próprio aparecimento daquela outra fera já era inesperado o bastante. Aquela era uma fera tão boa quanto qualquer outra, um pode de combate a se considerar, um ser como aquele facilitaria todo o desfecho da missão. Confesso que ficava tentado a correr atrás da fera, mas a ordem dada pelo capitão me estancava, descartando qualquer possibilidade de perseguis são. Concordava com um aceno de cabeça e era assim que via as feras escaparem. Era certo que tínhamos um objetivo, mas não podia evitar o arrependimento pela falha, precisava pensar na causa da falha.

E era assim que caminhava até a Atalia, perdido em pensamentos, vagueando por reflexo por aquele caminho traiçoeiro. O frio era cortante, e a estrada parecia nunca nos guiar até nosso objetivo, não demorava até que sentisse necessidade de cobrir a cabeça com o capuz. O vento gelado agarrava meus ossos, e dificultava a caminhada, sentia-me cansado e pronto para o repouso, mas na verdade sabia tão bem quanto todos os outros que precisava do foco necessário para continuar a missão. Por sorte chegávamos até a Atalia antes de qualquer um mencionar a exaustão. Uma construção massiva, repleta de ferro e de guardas, assustadoramente frágil em meu olhar. Cada sessão, cada atitude dos guardas, não podia evitar sentir que caso um verdadeiro demônio atacasse o lugar, tudo que sobraria seriam cinzas e sangue. De fato ela era larga, e ao menos parecia ter pessoal que preenchesse a base, mas não podia evitar o sentimento de amadorismo que sentia no local. A luta simulada era o ápice da falta de controle daqueles soldados, treinos como aquele já carregavam grandes perigos, mas aquilo estava além de simples treinamento, na verdade farejava o fedor das apostas e do álcool naquele lugar. Correr riscos de ferir deliberadamente qualquer soldado que possa ser minimamente útil é a maior estupidez em campo.

Seguia quieto, minha opinião não era perguntando tampouco nosso capitão demonstrava repulsa ao ato, não tinha motivos para agir. Ao menos não teria até reparar no homem que vinha nos encontrar, Aegon era seu nome, e curiosamente batia com a descrição do demônio, corrente em volta do pescoço e o fedor que exalava. Confiar naquelas palavras traiçoeiras tão cegamente era arriscado, uma figura como aquela poderia ser facilmente conhecida, muito mais facilmente citada para buscar o caos em nosso caminho. Não tinha provas, mas não era o único a pensar aquilo, o capitão tinha uma ideia muito bem definida do que gostaria que fosse feito. Mantinha-me calado, analisando cada palavra do jovem capitão, cada reação do velho não passando despercebido pelos olhos frios que mantinha. Era um soldado e como tal completaria minha missão, honrando a confiança depositada em mim. Não concordava, nem discordava, apenas mantinha-me quieto, silencioso e vazio. Seguindo o capitão quando ele deixava a sala, não esboçaria reação inicial, não era preciso.

- Senhor, creio que é melhor que fique com isto. Entregaria a carta dos Amantes que carregava comigo a Thomas, possuía duas delas comigo, seria tolice manter ambas. Precisávamos de repouso era verdade, e eu precisava me preparar, ao que tudo indicava teríamos um combate brutal a nossa frente, desejava fortemente a soberania, reinaria contra aquele a minha frente, mas para isso precisaria manter-me sempre pronto.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Dom Fev 22, 2015 5:23 pm

Nem precisei fazer muita coisa em relação ao outro demônio que aparecera naquele instante, Aharon nos protegeu dos ataques provenientes dele, mesmo eu tendo rolado para o lado enquanto tentava fazer uma cura improvisada. Virei-me para saber o resultado e isso me fez acalmar os nervos e sentir mais afundo a dor do corte, Aharon derrotara o inimigo, mas seu braço acabo em um estado bem semelhante ao meu, aquela queimadura iria tornar-se pior caso não fosse tratado. Lembrei que estava com algumas ervas medicinais no bolso, o suficiente para somente nos dois.

Peguei panos soltos que ficavam amarrados em meus braços e pernas, amassei um pouco da folha da erva e as juntei com o pano, que logo envolvia na ferida de meu braço. A erva iria ajudar a amenizar a dor e a cicatrizar mais rápido. Fiz o mesmo preparo para Aharon e lhe entregava o pano para ele envolver o pano de forma mais confortável para ele.

Talvez devesse realmente começar a acreditar e ter fé nos tais deuses que tanto falam e acreditam, pois nesse instante o terço de Aharon subitamente ergueu-se perante a nos, trazendo um brilho azulado, além de paz e descanso, nem parecia que tínhamos acabado de sair de uma batalha com perdas de amputações e queimaduras. Ainda ficava descrente do que realmente estava acontecendo, minha concentração antes de acontecer tal fato era a dos corredores a frente, sem contar da cura improvisada que tinha que fazer mas, aquilo trazia um novo conceito para minha visão. Em momentos, duas espadas materializadas apareciam posicionadas no chão, ambas semelhantes e com escrituras estranhas. Estava um pouco assustado, mas pasmo com aquilo. Ainda mantinha meu modo de pensar e só mudaria e começaria a ter um crença maior se elas fossem como as lendas diziam serem.

- Aharon... como...? - Dizia sem muito o que expressar. - Bom...tirando o que acabou de acontecer, se puder esperar um pouco, quero vasculhar um pouco mais dessa caverna, se não for problema para você. - Erguendo-me para ficar ereto em relação a posição anterior. Comecei a olhar o que tinha em volta para ver se poderia colher bons recursos, lembrando que o Djinn continha espadas com ele e verificaria se ainda estariam ali para carregar comigo, além de qualquer coisa que ele pudesse ter soltado. Vasculharia a mesa que foi vista logo de cara antes de começarmos com os combates aos demônios e deixaria o assunto das espadas com Aharon, já que seu terço foi o provedor da aparição delas, nada mais justo ele ter o consentimento do que fazer com elas.

(...)

Apos averiguar tudo que queria fiquei a espera. - Tudo pronto?
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por tibi em Dom Fev 22, 2015 6:51 pm

Com uma determinação incrível Aharon cruzou a cúpula em direção ao demônio com um simples objetivo. As chamas logo lhe atingiram, pressionando seu escudo contra si com uma pressão imensa que em instantes se transformou em um calor insuportável. Cerrou seus dentes enquanto sentia seu braço queimar por inteiro, tentando ignorar a dor em vão e pressionar seus pés contra o solo, um passo mais próximo de seu alvo. Foi então que o alcançou.

Balançou seu escudo de guerra e desestabilizou o demônio na hora. Aquele era o momento de acabar com aquilo. Aharon partiu em frenesi contra aquela aberração e o derrotou com sua maça e seu terço, exorcizando-o até que ele explodisse em chamas diante dele.

A dor e o alívio tomaram conta de Aharon ao mesmo tempo.

Seu escudo estava pesado demais para seu braço, largando o grande pedaço de metal no chão incandescente. O paladino não sabia dizer se sentia congelar ou queimar seu braço, mas sua visão não lhe enganava: a manga de sua camisa estava totalmente queimada junto com seu braço sem pele, carne viva e sangue substituindo sua vestimenta. A dor era enlouquecedora e de repente Aharon estava rindo para si mesmo, imaginando a nova cicatriz que adquirira.

De repente seu terço começou a brilhar e algo divino aconteceu diante dele e de Asgard. Uma esfera de pura luz se projetou acima dos dois Guardiões e logo uma sensação de paz tomou conta deles. A dor antes insuportável se transformara em uma vaga lembrança em sua mente. Memórias tranquilizantes tomaram conta de Aharon, deixando-o calmo mesmo diante das adversidades que estava encontrando em seu caminho. Em um ato inconsciente, ajoelhou-se perante a luz e fez o sinal da cruz enquanto lágrimas de felicidade escorriam pelo seu rosto.

A luz se materializou e dela surgiu duas espadas gêmeas de uma beleza incomensurável. Algo realmente divino. Infelizmente a luz os abandonara, mas como todas as ações divinas, aquilo possuía um significado mais profundo que o paladino sabia que não compreenderia. Sabia apenas que aquelas espadas lhe foram confiadas e serviriam para cumprirem seus deveres. Aharon seguraria uma delas e a apreciaria, ao mesmo tempo tentaria decifrar o que estava escrito ali em Enoquiano. Pegaria uma das espadas e a outra jogaria para Asgard, esperando que mesmo ferido o caçador conseguisse manejar uma espada -Fique com uma delas. Tanto eu quanto você só temos um braço bom agora... E é melhor não demorarmos muito mais tempo aqui. Seguiremos pelo caminho da luz.

Ajudaria Asgard a verificar a caverna e se ocuparia principalmente com aquela estranha mesa. Queria analisar tudo que estava ali e tentar decifrar o que estava escrito nos pergaminhos, e mesmo se não conseguisse, os levaria consigo até a Atalaia. Seu escudo penduraria nas costas e a maça na cintura, carregando em mãos apenas a sua nova espada.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Seg Fev 23, 2015 9:24 pm

Aegon concedeu um sorriso a Myra ao ouvir o nome dela e os outros aparentemente não haviam se apresentado. - E você acreditou nas palavras de um demônio? - Aegon perguntou após ser ameaçado ser um traidor. Algo inesperado aconteceu quando Thomas ergueu o anel, mas apenas ele notou isso, poderia saltar com um susto quando piscou e viu Aegon coberto por uma energia negra e seu rosto se desfazendo, em um segundo tudo voltou ao normal ... Thomas continuou falando e saiu da sala com o grupo com aquela imagem na mente, a pergunta que ficara no ar era: O que ele havia acabado de ver? Aegon continuou a falar - Muito bem então Thomas... Capitão Thomas. Meus homens lutaram com os seus. - Ele sorriu.

Aerys ficou parado na frente do grupo após sairem da sala, olhou de relance para Aegon esperando qualquer ordem mas apenas recebeu um aceno, então continou os guiando pela Atalaia dos Guardiões. Talvez o que mais tenha chamado a atenção de Joker fora um garoto fazendo truques de mágica com um baralho de cartas na mão, ele sorriu ao ver o tenente como se já conhecesse ele ou algo assim. Voltaram alguns corredores e viraram outros novos, subiram dois andares, direita, direita denovo e esquerda. Era um caminho definitivamente longo, conforme andavam pelo local não podiam deixar de notar a limpeza e o cuidado como aquilo era organizado. Finalmente haviam chegado, um corredor sem fim repleto de portas.

- Vocês vão ficar por aqui - Disse ele - Capitão Thomas - O chamou pela patente dessa vez, e abriu a porta de um dos quartos. Por dentro era bonito e grande, uma janela estava fechada mas se olhasse através dela veria que poderia enxergar o lado de fora da Atalaia, era pequena mas Thomas também era então se tentasse conseguiria escorregar para o lado de fora. Uma cama de casal estava lá apesar dele ser apenas um, e também uma mesinha com cadeiras no outro lado e velas sobre ela para iluminar o quarto caso precisasse, em cima da mesa um jarro com uma flor, Aerys entregou a chave do quarto para Darwishi e se afastou, dirigindo-se para as outras portas.

- Myra - Chamou já abrindo a porta e entregando a chave a ela. O quarto era mais aconchegante do que aquele que uma vez já tivera, tinha um odor agradável de rosas e realmente haviam rosas no quarto, em potes e jarros de diversas cores, roxas, vermelhas, amarelas e até mesmo as mais estranhas como azul, assim como no outro quarto uma cama de casal encostada à parede, uma lamparina estava em cima da mesinha ao lado da cama e algumas velas também.

- Joker - Disse em quanto destrancava a porta e entregava a chave para o tenente em seguida, o quarto dele era simples e de coloração vermelha, as paredes vermelhas e os tecidos da cama também, um espelho em uma cabeceira e uma cama apenas para um. Apesar de simples era bem agradável, também tinha duas janelas para o lado de fora porém bem pequenas servindo apenas para espiar.

- Spark - O quarto do batedor era o mais estranho. Espadas de diferentes tipos e formas estavam penduradas na parede, adagas, flechas, arcos e machados, haviam alguns baús no canto da parede e uma cama no lado oposto. Um grande tapete redondo com o símbolo da Atalaia e uma janela coberta por cortinas escuras que era direcionada para o caminho que haviam seguido antes de chegar la. Aerys entregou a ele a chave e se afastou - Amanhã conversaremos mais, até lá, descansem, uma servente estará trazendo alimento para vocês - Comentou e perguntou - Alguma dúvida? - Se não houvesse nenhuma apenas caminharia para longe dali.

- Blake - Quando o chamou demorou um pouco por ter errado a chave na porta mas finalmente conseguiu. No quarto de Blake projetava-se uma cama de casal e uma mesa rodeada de velas que servia para leitura. Também uma poltrona e um espelho grande o suficiente para que ele pudesse se ver, na mesa encontraria diversos livros sobre diversos assuntos diferentes mas nenhum deles parecia ser tão importante quanto um que parecia estar ali sem querer: Livro de relatos da atalaia. Nele continha registro sobre muitas das ações da atalaia.

Os guardiões notaram que as paredes atrás da cama eram finas e poderiam conversar com a pessoa do quarto ao lado se quisessem, ou até mesmo abrir buracos na parede se usassem as espadas, estavam livres para fazer o que quiserem: visitar o quarto de outro membro, andar pela atalaia, descansar, trocar as roupas molhadas por novas ( Todas elas eram pretas exceto as de Myra que eram azuis, mas o mesmo padrão: Uma camisa/regata e calças de algodão ) ou por fim, esperar a comida chegar.

Caso Spark decidisse abrir o baú encontraria um monte de papéis com informações sobre demônios e estudos sobre... Anjos? saberia isso pelos desenhos mas não estavam em uma língua que conhecesse, ou era enoquiano ou eram papéis brancos com uma marca no canto de uma chama. Os poucos que eram sobre demônios e eram legíveis falavam sobre as três bestas e alguns outros sobre um chamado Belphegor.

Aharon e Asgard

Após improvisarem o que tinham para se ajudarem os dois se aprontaram e foram ver o que tinha na mesa. Papéis de invocação. Alguém tinha invocado aqueles demônios na caverna e talvez se tivessem apenas os destruido antes evitariam toda a briga que tiveram mas agora já era tarde. Seguindo para explorar aquele lado descobriram um longo corredor imenso e com um cheiro terrível: Cheiro de morte. Mas notaram também que durante o corredor se encontravam várias portas que serviam de acesso a outras salas. Eram seis portas. No corpo do Djinn ( que já tinha sumido ) encontraram uma espada longa e afiada, também a cabaça que não parecia ter qualquer função.




Prazo: 27/2

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Ter Fev 24, 2015 3:07 pm

- hum... - Estava um pouco decepcionado com o que soube sobre os demônios, o que talvez seria bem efetivo a explosão caso acertasse a mesa na hora em que tacasse. Minha tristeza também era devido aos poucos recursos que a caverna tinha a oferecer, e como estava sem equipamentos de escavação, não poderia colher nada, se tentasse algo com os utensílios em que tinha em mãos, iria desperdiça-los por estragá-los pelo mal uso.

Aharon decidiu entregar uma das espadas para mim, o que seria excelente em situações futuras. Com a espada em mãos, comecei a sentir o peso, verificando se teria problemas em movimenta-la, e a flexibilidade dela para saber o quão maleável tornava-se em minhas mãos. Apos verificar, peguei a espada que o Djinn havia deixado para traz testando as mesmas coisas para saber sua qualidade e se poderia utiliza-la como primaria, para não haver desgaste na espada em que Aharon acabou de entregar.

Referente a cabeça, analisei a estruturação dela, se era semelhante ao de um ser humano, pelo menos em alguns aspectos. Com a noção de que não encontraria muita coisa, com a adaga em mão, começaria a arrancar os dentes e o par de chifres dele e carregaria comigo, pois ali não conseguiria criar nada, mas ainda sim serviriam de armas improvisadas.

Apos terminar tudo que tinha que fazer, chego ao lado de Aharon em frente ao corredor com as portas desconhecidas e saco a "espada santa".

- Vamos saber se ela somente corta demônios. - Erguendo a espada a frente de meu corpo, com o intuito de transforma-la como uma bussola, apontando para as portas conforme fossemos passando ou até mesmo abrindo-as. Esse intuito era com a crença do que ela poderia fazer a mais, talvez a avisar do perigo, indicar uma saída. Tudo o que tinha que fazer agora era começar a crer.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Sex Fev 27, 2015 9:11 pm

Finalmente havia adentrado a atalaia com seu grupo, talvez houvessem acabado de entrar na base do inimigo, mas isso não parecia os impedir de entrar lá e conseguir suprimentos para dar continuidade a empreitada. Foi um tanto quanto engraçado ver que a primeira linha de defesa da atalaia eram alguns homens assustados e nervosos e a segunda era um pouco de agua benta, talvez aquilo machucasse demônios pequenos, mas em tão pouca quantidade só seria uma ducha para demônios mais fortes, por falar em ducha, o sátiro resolveu aproveitar aquela agua benta para limpar a terra que estava em seus pelos e tenta remover um pouco do odor deixado nele pelos demônios que haviam enfrentado.

Pelo visto um homem que se apresentou como Aerys seria o guia do grupo. Aerys, Spark não conseguiu segurar a risada a ouvir esse nome, um homem que portava uma besta que mais parecia uma balista com um nome feminino era de alguma forma engraçado para ele. O Grupo foi guiado pelos cômodos da Atalaia, puderam ver dois ogros, feios como só eles, supostamente de guarda atrás do portão, sua feiura os davam um tom um tanto quanto ameaçador, começava a ver que talvez tivesse debochado das defesas um pouco cedo de mais, mesmo as criaturas não sendo tão espertas, sabia que elas poderiam fazer um grande estrago caso inimigos atacassem. Aerys chamou serviçais que vieram trazendo roupas e toalhas quentes, não pareciam ter roupas que cabiam nele, era bem raro achar camisas que coubessem em seu torso e calças que se adaptassem as suas pernas curvadas, porém aceitou uma das toalhas e se sentou ao chão secando os pelos, enquanto se secava deu uma olhada em seus arredores analisando o local caso necessitasse passar por ele de forma furtiva em um futuro próximo. Novamente se puseram a andar, o lugar mudou completamente de aspecto assim que ultrapassaram o último dos corredores que davam acesso aos portões, aquilo que antes parecia uma caverna suja e mal protegida, havia se tornado uma fortaleza, sim uma fortaleza com um belo céu falso em seu topo e paredes fortes e robustas, os olhos de Spark brilharam por alguns instantes, já houvera passado antes pela atalaia mas já havia feito anos que isso tinha acontecido, o local certamente havia mudado, Spark não reconhecia quase nada do que via. Subiram as escadas e viram duas mulheres batalhando, e uma delas chamou a atenção do sátiro, uma bela guerreira de cabelos negros, não sabia como ela se chamava, já que gritavam dois nomes, mas certamente mais tarde descobriria. Não deu muita atenção para o divertimento dos homens da atalaia e continuou a analisar o local, procurando por coisas suspeitas, algo que pudesse o ajudar a descobrir mais sobre aonde Crowley se encontrava encarcerado.

O Tour parecia ter terminado, finalmente iriam ver o líder da atalaia, e assim que entrou na sala e viu Aegon, Spark lembrou-se das palavras do demônio que havia torturado:
- O Homem das correntes, ele tem um colar de corrente, e é feio

Quase que certo de que era sobre ele que o demônio falava, começará a achar que suas desconfianças não estavam erradas, talvez o demônio tivesse tentando falar que Aegon era um melhor torturador que ele ou algo do tipo, mas não podia deixar passar também o fato de que ele poderia estar tentando dizer que estava ali a mando dele. Ouviu seu capitão desafiar e acusar o velho feio e não tomou atitude nenhuma sobre isso, mesmo achando burrice agir assim tão na cara em um lugar que desconfiavam estar tomado por traidores. Então foi junto ao grupo para os quartos.

Após receber a chave, Spark entrou no quarto e esperou até ouvir os passos de Aerys sumir e então começou a vasculhar o local, olhou cada canto procurando por alguma coisa suspeita, até mesmo nas laminas e nos cabos das armas penduradas nas paredes, viu que dentro do baú haviam uns papeis esquisitos escritos em uma língua desconhecida a Spark, os que pode ler falavam das grandes bestas e de Belphegor, mas nada que ele já não sabia sobre, sorrateiramente esgueirou-se até o quarto de Thomas levando consigo os papeis que havia encontrado no baú, o falou sobre o que havia em seu quarto e disse ao capitão que iria vasculhar o local e procurar mais informações sobre a traição e o possível príncipe preso na atalaia e então saiu em busca de respostas e talvez algumas novas perguntas a serem respondidas.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Sex Fev 27, 2015 10:21 pm

O velho sorriu, e aparentemente, fui a única que se apresentou, mesmo não gostando dele, fui educada, diferente dos outros da equipe. Thomas falava com Aegon sobre lutarmos contra os guerreiros da Atalaia, e parece que tivemos nosso desejo concedido...em partes, eu não queria lutar com ninguém, queria poder guardar energia parar o resto da jornada, mas o capitão quem manda. Saímos da sala de Aegon e o outro homem que nos guiou desde a entrada estava ao nosso lado novamente, nos apresentou nossos aposentos.

Disse meu nome e dei um passo a frente, com as chaves já no trinco, destranquei-a e adentrei ao meu novo quarto, temporariamente. Era grande e com as minhas cores favoritas, um doce aroma de rosas preenchia o local, e logo a frente pude ver a origem, uma mesa com rosas de cores variadas, eram belas rosas, davam um ar feminino ao quarto. Eins pareceu gostar também, pulou de meu ombro e flutuou até uma rosa que não havia desabrochado ainda, a abriu com cuidado e ficou dentro da rosa, parecia que ela já tinha onde dormir. Continuei a olhar o quarto, nada de diferente do normal, uma cama e uma mesa ao lado com uma lamparina, sua luz era suave e não machucava os olhos caso olhássemos diretamente a ela, bisbilhotei o resto do quarto pra ver se achava algo de interessante, mas nada, as paredes eram extremamente finas, dava para perceber só de tocá-la, e pra quem viveu enclausurada em uma casa de pedras espessas, isso era fácil. Me deitei na cama e fiquei olhando para o teto  - Ganhar ou perder, não tem muitas consequências, mas preferiria ganhar, só para poder ter controle desse lugar todo.  - dizia a mim mesma com um sorriso. Eins saiu da rosa e se deitou em minha testa, não demorou muito para adormecer e infelizmente, eu não poderia mover um musculo, acordar a pequenina não era uma decisão muito sábia. Provavelmente os outros devem estar desbravando a Atalaia ou seus próprios quartos, mas eu não estava com vontade, e mesmo se estivesse, não o faria. Fechei os olhos e meu quarto veio em mente, era tão confortável e tão eu...só de pensar me acalmava, e com a minha antiga vida em mente, adormeci.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Sab Fev 28, 2015 12:40 am

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"They can't imagine, the thing that will chase then"

Tudo parecia correr fácil demais. Fosse a aceitação em Aegon, ou seu desejo de aceitar prontamente o duelo, sentia quase como se tudo aquilo fosse forçado demais. Como se já fossemos esperados de alguma maneira, de fato era desconfortável pensar que nos movíamos exatamente como o esperado. Ainda assim, não encontrava mais do que algumas incertezas teóricas, não tinha uma real prova, nem razão para buscar uma delas. A ordem entregue bastaria tanto quanto devia, teríamos algo concreto em mãos assim que entrássemos em combate, era justamente isso que mais me deixava cauteloso, enfrentaríamos os melhores daquela Atalaia, tudo poderia dar extremamente certo ou não, suas identidades eram curiosas, assim como era a do garoto que vislumbrava brincar com cartas.

Com nosso destino traçado, éramos guiados aos nossos quartos. Todos estranhamente diferentes uns dos outros, e admito que não ficava satisfeito por completo com aquele designado a mim. De fato era simples, funcional em seu melhor estado, mas o problema estava e toda aquela mobília vermelha. Sentia-me preso entre um mar de sangue, uma alusão ao que aconteceria em poucas horas, precisava me preparar para o pior. Assim que entrasse ao quarto, trancaria a porta com a chave e me sentaria na cama apoiando o cinto da espada em sua cabeceira. Em seguida pegaria o livro e começaria a folhea-lo, buscando a carta dos Amantes que guardava nele, separaria ela e me colocaria a trabalhar enquanto me comunicaria.

- Senhor? Consegue me ouvir? Usaria da carta para falar diretamente com aquela que estava juntamente a Thomas. - Penso que a comunicação através das cartas é mais segura em nossa situação. Posso estabelecer uma ligação com o outro par de cartas se assim desejar. Esperaria uma resposta, mas antes de tomar outras atitudes continuaria. - Senhor, eu creio que tudo segue fácil demais, a aceitação de Aegon para as acusações me pareceu peculiar, em meu olhar ele já esperava ser acusado por nós, então por que deixar que entremos em sua fortaleza quando poderia fazer chuvas de flechas caírem sobre nós? Indagaria enquanto abriria o livro carregado sempre comigo, era minha maior arma, a mais completa e complexa. Aos poucos concentraria a energia que tinha dentro de mim, usando-a e a fundindo em algumas cartas, a primeira delas seria a carta destinada ao Imperador, enquanto outra seria a carta guiada pela Fortuna,  guardava ambas no livro, em seguida começaria a produzir cartas do Julgamento, tantas quantos possíveis, colocando-as cautelosamente no livro, como em uma hobby meticuloso.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Sab Fev 28, 2015 2:45 am

Tempo de reforma!!


Blake uma vez dentro da Atalaia, preferiu se omitir e deixar que o próprio Thomas ou os demais companheiros tomassem conta das interações, ele por sua vez estava focado como poucas vezes antes ao seu redor usando cada sentido que conseguia para formar suas linhas de pensamentos de acordo com as reações, o que via naquele lugar, para tentar descobrir quem seria o traidor da humanidade. Os ares estavam ficando cada vez mais pesados, principalmente entre Thomas e o encarregado daquele lugar, que aceitou serenamente as indagações e e acusações sem qualquer resistência, algo cheirava mal naquele lugar e dessa vez não era o pequeno bode roxo.

Blake estava em alerta, porém não achou brecha alguma para contatar os demais do grupo, então se contentaria por apenas estar atento as reações fora do lugar onde fora acomodado, ainda não sabia do que era capaz após o estranho ataque de luz que ele e alguns de seus companheiros sofreram, sabia que tinha mais poder, mas não sabia se era tangível controla-lo ou utilizá-lo junto de seu lado demoníaco. Entrou no quarto e logo observou todo o local, a enorme cama, a mesa de leituras e o imenso espelho, apesar de seus impulsos narcisistas aquilo não lhe agradava em um local tão suspeito e preferiu vira-lo de frente para uma parede, foi só então que percebeu que um dos livros em cima da mesa era particularmente interessante, aquilo vinha muito fácil para suas mãos nessa situação e achou melhor começar a lê-lo para relatar ao capitão a conclusão que tiraria de tudo aquilo, principalmente se aquelas eram informações manipuladas.

Após trocar suas calças molhadas, acomodou o sobretudo sobre a cadeira e se sentou na enorme cama para começara leitura, suas habilidades aumentadas traziam algumas vantagens que as vezes eram um tanto quanto agradáveis, assim como conseguir ler e processar aquilo de maneira mais rápida, porém não avançou muito até que percebeu que a parede era fina o suficiente para ouvir o cômodo do lado e que era o quarto de um de seus companheiros. O grande homem se levantou, acomodou o livro sobre a escrivaninha novamente e afastou a grande cama um certo tanto da parede, a encarou por um minuto enquanto coçava a barba que crescia em seu queixo, já havia se decidido, estava na hora de deixar seu quarto maior para seu próprio conforto e então deu de ombros e se preparou para o enorme golpe - Ei se afaste da parede que eu estou para fazer uma reforma aqui!! - Avisou a quem estava do outro lado enquanto jogava os cabelos para trás, e então deu um... dois passos de distância da parede e concentrou uma pequena quantia de poder em seu corpo, o que achava suficiente para romper o fino obstáculo e então se projetou para frente, levando ambos braços para o alto e trançando os dedos, para então descer em um grupo bruto e com força contra a parede, tentando abrir caminho. Assim que o fizesse no comodo seguinte diria - Precisamos nos reunir!! Me libere aquela parede que vou abrir caminho para nossos companheiros!! - e assim continuaria o caminho.

Uma vez que conseguisse que todos estivessem juntos em sua nova construção, aquele enorme hall feito por suas próprias mãos, voltaria e pegaria o livro e seu sobretudo, explicando do que se tratava e indagando a Thomas oque aquilo poderia significar, tanto um prova concreta como uma armadilha e assim procuraria pelas ideias do grupo.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Mar 01, 2015 10:38 pm

Thomas já tinha certeza de suas ações, mas quando ergueu o anel para Aegon, teve absoluta convicção de aquele lugar estava tomado de más intenções e de pessoas que tinham traído a causa. O apocalipse estava voltando a acontecer, com a própria raça traindo seus semelhantes. Thomas apenas deixou aquilo de lado e seguiu para seu quarto, tomando um tempo para si. Não demonstrava, mas todo sabiam que ele estava cansado e que comandar o grupo não estava sendo fácil. Além do mais, o desfalque de duas pessoas no grupo não era nada agradável, mas ele era um Capitão. Tinha que lidar como tal.

Trocou as roupas sujas e colocou as novas para se sentir confortável. Pensou em descansar um pouco, mas o ambiente não lhe permitia isso. Além do mais, Spark fora o primeiro a entrar ali com para falar com Darwishi. Recebeu os papeis de Spark e, antes de realmente dar uma olhada, o aconselhou. - Tome cuidado. A Atalaia não é mais um lugar seguro. Além do mais, nossa posição aqui está em xeque. - Dito isso, voltou-se aos papeis para tentar obter alguma coisa daquela leitura. Porém, não chegou a terminar.

Joker o indagou mentalmente sobre a situação. Pegou a carta que estava consigo e respondeu ao Tenente. - Querendo ou não, eu acusando ele ou não, a batalha na Atalaia ia ser inevitável. Aegon não vai querer nos deixar passar. Provavelmente já estamos valendo alguma recompensa. Acho que existem mais traidores do que podemos imaginar. - Estava prestes a falar mais alguma coisa, mas ouviu um estrondo enorme... Seguido por outro... E outro... Até chegar ao seu quarto. Thomas olhou para aquilo de forma inexpressiva, encarando Blake com um ponto de interrogação no olhar. Qual era o problema dele?

De qualquer forma, recebeu o livro em mãos e deu uma olhada rápida se baseando no relato de Blake. Mas a verdade ali era só uma. - Tudo isso daqui pode ser tanto verdadeiro, como falso. Não faria sentido eles nos colocarem em um quarto, com informações gratuitas. Então à priori, vamos assumir que tudo isso é mentira. - Colocou categoricamente para todos os presentes ouvirem. - Ademais, descansem e mantenham os olhos abertos. Amanhã o dia vai ser longo. E fiquem longe de Aegon. O que eu vi com esse Anel - Disse levantando o punho. - Não foi nada agradável. - E finalizou.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Seg Mar 02, 2015 10:45 pm

@ Spark

Spark fez questão de olhar cada centímetro do quarto mas não achou nada de especial nas armas, achou porém, em um lugar óbvio para se esconder coisas: De baixo da cama. Identificou o cheiro de tinta que estava quase extinto mas agora que tinha o olfato mais apurado conseguia notar. Caso afastasse a cama encontraria um símbolo em tinta vermelha, obviamente um mágico. Em quanto olhava para o símbolo ouviu um barulho vindo do corredor: Um dos vasos na parede se rachou e após uma pausa de tempo se quebrou totalmente. Finalmente ele foi até o quarto de Thomas e entregou os papéis a ele.

@ Joker

O garoto loiro estava falando através das cartas quando de repente o som parou, a magia simplesmente fora cancelada sem mais nem menos, e a fala dele fora cortada ao meio, em seguida uma energia em volta das paredes se revelou e balançou como se alguém jogasse uma pedra em um rio calmo, ondas e ondas de energia quase invisível se espalharam pelo quarto e então sumiram. Sentiu-se incapaz, isso por quê todas as magias que tentou fazer simplesmente não aconteciam, não conseguia controlar as cartas através do poder agora.

@ Blake

Notou algo peculiar quando virou o espelho. Um símbolo provavelmente mágico, feito a tinta. Não precisou de muita força extra para quebrar aquelas paredes que eram de um material fraco. Mas quando o fez sentiu uma resistência que não vinha da parede em si, e sim do... Ar? Fora mais dificil do que esperava mas despedaçou o local de uma forma desnecessária, e então seguiu despedaçando todas elas, e todas tinham o mesmo campo de energia semelhante que parecia segurar a força de Blake, mas não eram fortes o suficiente para impedir que ele passasse por cima. Primeiro atravessou pelo quarto de Spark ( que não estava lá ) e então pelo de Joker, em seguida pelo de Thomas e por fim o de Myra.
@ Myra

Quando dormiu sentiu como se o ar, inexplicavelmente sólido a esmagasse. De início, sentiu um pouco de pânico. Ela estava em uma ilha, na verdade não tinha nada que a fizesse saber de fato que era uma ilha mas ela sabia. Em volta de si uma grande planice verde mas nenhuma sensação agradável, uma jaula começou a se formar em volta dela, metal horrívelmente frio e a luz do céu passou a escurecer e as sombras se levantaram para pegá-la, e em meio as sombras notou dois olhos vermelhos a observarem. - Venha para mim - Chamou quem quer que estivesse na escuridão. Pouco a pouco uma luz fraca e um barulho irritante começaram a preencher o quarto, estava novamente acordada. Sentia-se, por algum motivo, descansada. Sabia que tinha dormido por volta de cinco minutos mas sentia como se tivesse dormido tudo o que precisava. Descobriu a fonte do barulho irritante quando se levantou: Uma parede quebrada na sua frente e Blake lá, de pé e cheio de pó em suas roupas.

@ Grupo A

Todo mundo estava, de certa forma reunidos. Joker com a parede quebrada podia ver os outros membros do grupo, assim como Myra também podia. Thomas passou as ordens ignorando o fato das paredes derrubadas e ergueu o anel, reparando nele. Uma pedra azul brilhante e realmente bonita, amarrada em um tipo de corda que não se soltava e fazia com que o anel ficasse em seu formato. Voltou a atenção aos papéis em enoquiano. Thomas tinha muita pouca noção do enoquiano e não podia ler ele exatamente mas conseguia pelo menos ter uma idéia sobre o que se tratava.

Seus olhos doeram com o esforço, como se olhasse para algo que brilhava de forma a machucar a vista, foi ai que o anel brilhou. A bela pedra azulada se tornou amarela e então começou a tomar outra forma, um triângulo com uma energia vermelha vazando do meio, as cordas que o seguravam se tornaram pedras com escrituras também vermelhas. As letras no papel pareceram pular para ele, saltar de um lado para o outro e se reescrever e então estava perfeitamente legível.

De alguma forma mágica ele e apenas ele podia ler o enoquiano no papel.

" Eu, Castiel, agora comando uma das guarnições de Anjos, graças ao comando de Rafael. Auriel, Tsaphkiel e Tsadakiel e Zaniel agora confiam sua vida a mim e tenho a tarefa de guiar o profeta Thomas Darwishi mas antes encontrarei o Arcanjo Vergil na junção dos cinco rios e então partiremos em busca do profeta... Espero que ele ( Rafael ) esteja bem. Se tudo der certo, ele conseguirá resgatar a profeta Aemy. Ainda não me acostumei com esse corpo humano, não entendo muitas coisas e toda essa terra corrompida... Todo esse sofrimento, meus poderes parecem estar diminuindo conforme o tempo passa, a descida não me fez nada bem. "

E dessa vez todos ouviram o barulho de janelas trincando. E então tudo estava de volta ao normal. Os outros papéis não tinham qualquer informação relevante, exceto o de Belphegor:

Quando Lúcifer inicia sua rebelião contra o Criador, todos as hordas de anjos aliados ao Senhor pegam em armas para enfrentar as forças rebeldes, porém um dos anjos mais poderosos do paraíso se recusa à participar daquela batalha, seu nome era Bastiel. Bastiel, abandona o sétimo céu e segue as "terras posteriores" onde o combate ainda não tinha atingido. Porém quando a guerra acaba, e as forças celestiais encontram Bastiel, ele é considerado desertor e enviado ao Inferno. Após ser enviado ao Inferno, Bastiel é hostilizados pelas hostes infernais, porém Lúcifer, o Imperador do Inferno, acaba por firmar uma aliança com Bastiel, nomeando Belphegor. Ele mostrou grande importância e recebeu a honra de ser um dos " Cavaleiros Infernais ".

Sobre o livro de relatos, realmente não havia nada de importante e a maioria das coisas estavam velhas mas havia um interessante. " Depois de muito sangue conseguimos capturar Crowley e prendê-lo, está em sua prisão, aquela sala está protegida contra tudo o que se possa imaginar. "

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qui Mar 05, 2015 6:59 am

@ Spark 2
De volta aos corredores da Atalaia. Tinha feito o caminho contrário pelo qual Aerys o levou, era um caminho único até que chegou no " pátio " da Atalaia. O corredor que antes era único se separou em diversos caminhos. Em meio a tantos cheiros diferentes Spark conseguiu identificar um no mínimo interessante: Pólvora. Viu passar três guardas empurrando uma caixa pesada para algúm lugar da Atalaia. Notou também que um dos corredores era iluminado por várias tochas e elas começaram a se apagar seguidamente, uma por uma como se indicasse um caminho. Agora tinha novamente que decidir o que fazer.

@ Aharon, Asgard.
A espada do Djinn podia ser perfeitamente usada, era mais parecida com um facão do que com uma espada de verdade, uma arma que não precisava de "precisão" exata e sim baseada na força. Aquilo poderia causar um estrago realmente grande caso aplicasse a força necessária. Asgard arrancaria o que podia do demônio se ele não tivesse começado a se desfazer em pó assim que o tocou, como as criaturas do inferno geralmente faziam.

A espada nova que ganharam não pareceu fazer nada em relação às portas, talvez a função dela fosse algo diferente. Não havia acontecido nada de especial, conforme passavam pelas portas e adentravam mais a fundo o corredor ouviam estalidos nada normais.

Um balanço em toda a caverna fez com que a dupla quase se desequilibrasse e caísse. Mais uma vez o estalido fora escutado, ecoou por toda a estrutura, havia algo interessante marcado nas portas: O símbolo da Atalaia, ao que tudo indicava Guardiões já tinham estado ali antes, mas por quê?

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Mar 08, 2015 3:54 am

Thomas tinha de confessar que aquela missão guardava muitas surpresas, dentre elas o fato daquele anel que tinha em mãos. Até então, ele tinha presenciado apenas uma função para aquele artefato, que fora justamente quando ele o ergueu para Aegon, fazendo aquele homem tomar uma forma grotesca. Talvez fosse seu verdadeiro eu ou sua alma corrompida, não sabia dizer. Entretanto, quando recebeu aqueles papeis em suas mãos e viu o seu anel se transformar, certamente achou um tanto quanto... Fantástico. Argo não tinha lhe dado um anel, mas sim a resposta para muitas possíveis pistas pelo caminho. Entretanto, o texto que leu não lhe arrancou nenhum sorriso. Estreitou os olhos quando o viu seu nome ali, mas o nome daquela outra profeta lhe chamou mais atenção. Ao que parecia, talvez ele não fosse o único com uma missão importante em terra.

Depois de ler todos os relatos - inclusive os de Belphegor - Thomas sentou-se na cama e analisou a situação. Primeiramente comentou sobre os símbolos encontrados na parede. - Creio que esses símbolos reduzem ou anulam nosso poder mágico. Não devemos conseguir usar nossas magias aqui. Só não sei se esse efeito é permanente. Provavelmente não. Deve ser só alguma contenção. - Comentei, explicando a situação. Em seguida, passei a responder sobre os papeis. - Eu não sei qual a intenção de deixar essas coisas ao nosso alcance, mas esse texto em Enoquiano me incomoda. Primeiramente porque apenas anjos sabem essa língua. Nenhum demônio ou humano poderia ter falsificado isso. Em segundo lugar... Porque é um relato direto de Castiel, provavelmente um dos Arcanjos de Deus. Segundo os relatos, eles estariam procurando os "Profetas". Pessoas capazes de ser seu receptáculo, muito provavelmente. Aemy é o nome de uma pessoa considerada como "Profeta". - Finalizou.

Não mencionou sobre seu nome estar ali no meio também. Achou que não seria necessário tal coisa e nem mesmo Thomas acreditava que ele podia ser um Profeta. Até então, ele só tinha uma missão em mente e era recuperar a paz naquele mundo de caos. - Os outros relatos não são muito importantes. Considerações sobre Belphegor e sobre uma sala onde Crowley estaria preso. Não duvido que possa ser aqui. A verdade é que a Atalaia não recebe muitos visitantes faz um bom tempo. Não sei a quanto tempo estes quartos foram utilizados, mas talvez pessoas importantes estiveram aqui muito tempo atrás... Anjos. De qualquer forma, tudo é uma hipótese. - Concluiu, esperando ouvir as considerações de seus companheiros que talvez tivessem algo de interessante a comentar em tudo aquilo.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Dom Mar 08, 2015 7:25 pm

- Hum...um belo substituto...e nas mãos certas... – Uma analise final sobre a arma pega do Djinn. Qualquer arma realmente serviria para utilizar com força bruta, umas mais que outras, mas quando bem manejadas, a força fica só para cortar mais rápido. Em contra partida, a carcaça sumindo perante minhas mãos deixava com um sentimento de tristeza por eu pelo menos não conseguir repor um pouco de recursos, e aquela caverna no geral não me oferecia tanto quanto gostaria.
Pelo visto estava com duas novas armas em mãos, e só isso mesmo, a espada “vinda dos céus” não brilhava e nem fazia nada que imaginava que faria para encontrar ou avisar sobre um mal, talvez devesse saber se ela cortava pessoas também, vai que transformaria na arma em que empunharia até o fim?
Um estrondo com força para quase me derrubar, em seguida da descoberta do símbolo da Atalaia, talvez o resto do grupo devesse ter seguido caminho conosco, chegamos mais rápido do que estávamos imaginando. Assim gostaria de manter o pensamento, pois estava estranho demais e a sensação ruim de tentar abrir uma das portas deixava as coisas ainda mais “animadoras”. Estava pronto para um eminente combate, mesmo ainda se sentindo cansado pela amputação e pela batalha. Ainda empunhando a espada, comecei a abrir as portas cortando-as ao meio, já que não tinha a outra mão para ir à surdina.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por tibi em Dom Mar 08, 2015 7:53 pm

Com suas dores saciadas pelo poder divino e acompanhado com as espadas sagradas, Aharon e Asgard decidiram que ainda havia algo a ser descoberto naquela grande cúpula.

Porém, antes mesmo de conseguirem entender o que eram aquelas portas, tremores atingiram a caverna inteira com muita força, fazendo o paladino tombar para o lado e obrigando-o se apoiar na parede para não cair. Terremotos? Improvável visto que estalidos ecoavam por todo o local -Melhor nos apressarmos aqui. Essa caverna não vai suportar muito mais se continuar desse jeito -Seguindo seu próprio conselho, Aharon analisou rapidamente as portas, reconhecendo de cara o símbolo dos Guardiões da Atalaia entalhada em cada uma delas.

Qual era o significado daquilo? Seria aquele lugar um antigo posto dos Guardiões que havia sido tomado pelos demônios? Se sim, porque Aharon nunca ouvira falar disso? Se não, porque o símbolo da Atalaia estava entalhada em um local repleto de demônios?

-Mas que merda, Asgard! Mas que grande merda! Não podemos deixar isso passar em branco, eu irei na frente com meu escudo e você fica na retaguarda. Se tiver alguma arma de arremesso, fique pronto para usá-la a qualquer momento. Ao meu sinal -Caso conseguisse, usaria o escudo em sua mão queimada e a espada na outra, mas caso não, preferiria usar o escudo para se proteger do que quer que pudesse estar ali atrás -1, 2, 3... Agora!

No melhor dos casos, investigaria o que havia atrás daquela porta, seguindo em diante por todas as outras repetindo o mesmo processo até que encontrasse alguma resistência.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Seg Mar 09, 2015 10:26 pm

Discovery
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Tudo naquele castelo parecia mais suspeito a cada segundo passado. A forma simples como nós podíamos transitar de um ponto ao outro, a aparente calma de Aegon, sentia como se tudo estivesse minimamente calculado. Era quase como andar sobre uma trilha predefinida, sem surpresas para todos que a conhecessem, mas ainda contendo seus perigos para desavisados. Se estivéssemos em um caminho como este, não podia deixar de temer o que aconteceria, em muito não pensava que éramos animais indo indefesos em direção ao abatedouro. Lógica essa que não tardava em amadurecer ao ver a magia falhar diante de meus olhos,era quase como se não desejassem que ficássemos prontos para o  combate, não que tivessem culpa neste sentido, apenas pensava naquilo como cauteloso demais.

De toda forma, após as ações do meio-demônio, todos podíamos nos entreolhar por buracos nas paredes, seria realmente mais fácil monitorar uns aos outros daquela maneira, ainda mais com a interferência sobre o potencial das cartas. Spark se apresentava com algumas cartas para o jovem capitão. Ficava curiosos sobre o que aquilo se tratava, uma curiosidade incrementada pela falta de informação sobre aqueles papeis. De fato era estranho, tanto quanto o fato do anel que o jovem matinha em um dos dedos começar a brilhar, um brilho mutável belo e aterrorizante. Deixava uma das mãos recair sobre o punho do sabre, esperando alguma reação adversa do capitão. Nada acontecia, nada além de uma calma explicação sobre o que acontecia. Ele parecia abalado, ainda que pudesse esconder isso detrás daquela mascara analítica que era seu rosto jovem. Ouvia a explicação sobre as cartas com uma surpresa muda, como ele conseguia ler enoquiano? Pensava que algo assim era impossível para comuns, estaria enganado sobre a linhagem daquele homem, ou algo mais estaria ocorrendo naquele lugar.

- De fato pode ser uma pista, inútil a principio, mas ainda assim um ponto de partida interessante. Ponderava calmamente. - Mas de nada adiantam estes documentos, caso não saibamos de quando são datados, os profetas podem até mesmo estarem mortos, impossível sabermos com certeza. Creio que a melhor opção é repousarmos, e aguardarmos a hora do embate, sinto minha magia fraca e inconstante, tentar realizar qualquer ato preparatório me parece desperdício de tempo. Concluiria me sentando na cama a espera do restante do grupo.
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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Ter Mar 10, 2015 3:30 am


Atrás do espelho Blake pode perceber um simbolo pintado, provavelmente uma runa mágica, seu significado não sabia e nem muito tempo tinha a perder ali, atravessar as paredes foi complicado, eram demasiadamente finas e fáceis de se transpassar, porém em seus movimentos pode sentir uma certa resistência vinda do ar, algo um tanto quanto incomum. Não foi difícil ligar os quartos e assim reunir o grupo mais uma vez, Thomas esclarecia algumas coisas e começava a arquitetar um plano de ação, talvez agora houvessem algumas pistas, talvez não, Blake se convenceu de que até que seria possível descansar ali, mesmo com aquele ar "denso".

- Isso deve ter algo haver com aquela runa mágica que achei no meu quarto, devem haver mais delas por ai, não estou sendo tão afetado uma vez que eu mesmo "selei" meus poderes mágicos... Vou cobrir vocês enquanto descansam... - E assim o enorme homem foi voltando a seu "quarto" onde colocou uma cadeira bem a frente do seu corredor improvisado, de onde poderia observar os outros quartos sentado. Fazia um tempo desde que não podia apreciar um de seus cigarros e logo foi sacando um deles e acendendo, a sensação da fumaça inflando em seus pulmões o relaxava um pouco, agora estava perfeito, uma coisa é passar a noite em claro em campo aberto rodeado por demônios, outra coisa é em aposentos de humanos desonestos e de mau caráter, humanos são muito mais frágeis e suscetíveis ao medo e uma coisa Blake podia sentir no ar,seu grupo representava medo nos corações dos traidores.

Blake recostou em postura folgada e relaxada,comas pernas esticadas e cruzadas a sua frente, um braço apoiado em um dos descansos da poltrona e o outro indo e vindo da boca alternando junto das tragadas. Seus olhos estavam atentos em um ponto fixo, seus sentidos afiados e a atenção na visão periférica, audição tentando discernir os sons dali de dentro e os de fora, jurava que podia até mesmo sentir na pele os rodopios das correntes de ar que resultavam de todas as ações dali, estava totalmente concentrado em proteger seus companheiros, estava totalmente pronto para realizar essa missão pessoal.

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Re: Simpathy For The Devil [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Mar 18, 2015 8:10 pm

@ Blake , Thomas, Joker

O grupo tirou suas conclusões e escolheu deixar o símbolo onde estava, sem alterá-lo. Por precauções Blake ficou de sentinela no local, havia algo de intrigante: Spark não havia voltado até agora. Fora isso a noite continuou calma sem nenhum acontecimento demais, e dessa vez, eles não sonharam com nada. Blake não viu nada demais até que adormeceu, não descansava desde o dia anterior e pareceu dormir sem conseguir resistir, mesmo que lutasse contra o sono ele o abateu com uma força extrema, como se tivesse sido desmaiado. Os três acordaram, aparentemente não havia nada de diferente da noite anterior... Exceto a falta de Myra e Spark no local. Uma voz ecoou na cabeça dos três " Venham até mim "

Já haviam sentido aquela sensação antes, era como se alguém penetrasse os seus pensamentos e falasse diretamente dentro da cabeça deles, era como a telepatia do primeiro demônio que haviam enfrentado... Mas quem estava fazendo isso? A porta do quarto se abriu com força. E quase não reconheceram o corredor com o tapete ensanguentado, as portas e quadros quebrados e as janelas estilhaçadas. " Venham até mim " Mais uma vez a voz ecoou, e eles sabiam o caminho a se seguir, o instinto deles dizia que era por volta do pátio principal onde deveriam estar.





@ Myra

Myra não adormeceu por que já se sentia descansada, e dormir havia se tornado o desáfio mais dificil de toda aquela viagem, até agora. Ela se distraiu como podia e viu Blake despencar no chão do nada, como se tivesse sido desmaiado. Em seguida o ar começou a ficar frio e sentiu um calafrio na espinha, algo não estava certo. Alguém entrou pela porta do quarto de Thomas, e Myra não sabia dizer se era ou não humano, O SER trajava roupas leves e tinha uma máscara enorme de madeira cobrindo seu rosto, a máscara era enfeitada por diversas flores e coisas do tipo, seus olhos brilhavam fortemente no escuro do quarto e o mais importante: Ele carregava uma espada azul em uma das mãos, movia-se com calma e cautela sem emitir qualquer som, ele se aproximou de Thomas e ergueu a espada, prestes a ataca-lo, por acaso ou não ele ainda não tinha notado a presença da garota no quarto.




@ Spark

Decidiu seguir as tochas que se apagaram sozinhas, porém invisível. O caminho fora tranquilo, desceu alguns lances de escada e chegou a um beco sem saída, mas era óbvio que o local não o levaria até ali se não tivesse nada, não demorou muito até que uma passagem se abrisse sozinha, pedra se movendo contra pedra, um som semelhante aquele que ouviu quando a atalaia se abriu pela primeira vez, só que muito menos barulhento, uma passagem quase imperceptível. Não soube como, mas ela se abriu. Dentro daquele local ele encontrou mais uma porta, tinha provável trinta centímetros de espessura, cinco metros de altura e era toda a metal, não a abriria com facilidade, muitas trancas se espalhavam por toda ela, desde o pé até o topo, entretanto ela tinha três buracos, não conseguiria ver através dele se tentasse mas sabia que era ali onde deveria inserir chaves, três chaves eram precisas para abrir a porta, e algo dizia a ele que já tinha as visto em algum lugar.




@  Asgard e Aharon

A porta se abriu com facilidade quando Aharon entrou de frente com o escudo, a primeira porta era no mínimo interessante. Uma sala sem qualquer luz, rapidamente a espada brilhou iluminando o local, como uma lanterna. O cheiro de corpos em decomposição atingiu os dois com força, era como se tivessem matado um monte de gente e jogado os corpos ali, o odor era quase que palpável. A sala era repleta de túmulos, a maioria entre-abertos.

Cada um deles com um símbolo da atalaia, aqueles eram guardiões de tempos antigos. Aharon pode abaixar o escudo que ainda não tinha esfriado totalmente por alguns segundos. Havia um túmulo maior e com detalhes feitos à ouro no final da sala. Todos continham nomes mas nenhum deles lhes era familiar. O nome entalhado na pedra do túmulo principal era : " Capitão Geral Daemon ". No canto da sala notaram uma segunda porta, que levava para a sala do lado.

Mais uma vez os estalidos começaram, e mais altos, a sala balançou um pouco e depois de balançou com mais força, o que quer que fosse aquilo estava se aproximando, viram o teto romper e cair pedras que os impediam de voltar. Finalmente, viram o que era aquilo. A criatura tentou se espremer pela porta de onde tinham vindo mas não conseguiu, então quebrou a porta e tudo o que tinha em volta fazendo a estrutura da caverna vacilar mais uma vez. Ele tentou alcançar os dois mas as pedras que cairam do teto ainda o impediam, mas não por muito tempo. Correr para a próxima porta ou tentar abrir o túmulo do tal Capitão.

O MONSTRO parecia vestir uma armadura que era "encaixada" na sua pele, e certamente era tão feio quanto podia ser, além de albino e ter por volta de quatro a cinco metros de altura.



PRAZO: 25/3/15
Well, foi mal a demora mas to devolta, a partir do próximo post meu eu já volto ao normal com aqueles prazos mais curtos e pá. Beijos na alma e... Não morram.

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