The Things We Left Behind

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Qua Mar 15, 2017 8:09 pm

Um pouco antes de arremessar, consegui fazer contato visual com Joker, e ele pareceu entender que tínhamos um plano. Me posicionei e usei toda a força do meu corpo para acertá-lo em um local que comprometesse suas ações, me escondi e assim que a bomba explodiu corri para vê-lo, suas entranhas eram nojentas e anormais, seus músculos cinzas haviam ficado expostos mas os pinos que estavam inseridos em seu corpo não pareciam ter movido nem um pouco. Joker e seus companheiros deram sua investida, cada um atacou algo, tudo com o propósito de facilitar as coisas para Conquista, o qual veio correndo e perfurou o ser com sua espada. A criatura caiu no chão com a lamina em seu peito, dei um suspiro de alívio, e comecei a andar em direção ao cavaleiro, mas assim que estava chegando ao lado do homem, ele grita e olho novamente para o corpo, que agora estava se contorcendo de uma forma grotesca, eu olhava horrorizada aquela coisa conseguindo se levantar, mesmo tendo uma espada perfurando seu abdômen. Me afastei aos poucos já me direcionando para a abertura na parede, aquilo não era bom, e o capitão e Aemy haviam desaparecido, assim que a criatura largou a arma, o cavaleiro nos disse para irmos, não pensei duas vezes e corri para as escadas.

Era fácil não sermos notados, os demônios de todo este lugar eram burros demais, depois de algum tempo subindo as malditas escadas, entramos em uma sala um tanto quanto incomum, possuía uma ponte que se conectava a uma grande corrente localizada no centro do local, abaixo de nós só exista abismo e podíamos ouvir ordens sendo dadas de algum lugar. Enquanto olhava para baixo e jogava algumas pedras que achei no chão para ver a profundidade do nada, um chiado veio de Joker, parecia que alguém estava tentando se comunicar, estava de alguma forma conseguindo, mas era quase impossível de se entender. Quando a ligação se estabilizou, recebemos instruções, eu não sabia se era algo bom ou ruim, pois não sabia quem estava do outro lado da carta, mas estava claro que precisávamos subir. Olhei para os outros e me manifestei. – Eu até poderia ficar aqui, mas não tenho como subir atrás de vocês... – Gesticulei como se não houvesse como ajudar naquela situação.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Mar 16, 2017 10:05 pm

Com as asas, chegar até o topo foi mais rápido e fácil do que Castiel esperava. Aquela energia era um problema... O que estava acontecendo afinal?

Assim que entraram no último andar, a situação não era boa como esperado. Imaginava que quem estava acorrentado era morte... Mas o que estavam fazendo com a energia dele? Aquilo não era bom. Assim que avistou a figura, se colocou em guarda, com o escudo de luz e a espada a frente do corpo.

Bem, eram dois contra um. Mesmo que ele fosse poderoso, duvidava que ele tinha a capacidade de lidar com dois anjos... Mas se ele tivesse como usar aquela energia que jorrava para o alto, seria um problema. Mas, como Aladiah estava dentro do outro profeta, tinham a vantagem de conseguir se comunicar sem palavras.

“Ganhe tempo. Eu vou libertar morte. Não precisamos levar essa luta até o fim, assim que tivermos o nosso objetivo, é melhor partir antes que reforços cheguem.” Ele disse, se lembrando de suas memórias... De qualquer modo, não era hora de ficar pensando nisso. A vida de Aemy também dependia do sucesso daquela missão.

Ao mesmo tempo em que Thomas partisse, Castiel iria na direção de morte para tentar livrá-lo das correntes. Infelizmente não poderia se aproximar rapidamente, já que toda aquela energia e fumaça talvez fossem nocivas. Manteve o escudo a frente do corpo, para se defender de algum eventual truque ou surpresa e concentrou sua energia na espada e jogou um feixe de luz contra os círculos e as runas antes de tentar se aproximar mais, imaginando que aquilo fosse parte do que quer que estivesse aprisionando Morte e fazendo toda aquela energia vazar.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Sex Mar 17, 2017 10:52 am

Sem expor nenhuma hesitação, passaram pela criatura, que na verdade nem pareceu se importar com os dois, e continuaram seguindo para os andares superiores. A impressão é que estavam andando em círculos ou em alguma espécie de labirinto, uma vez que os corredores eram idênticos a cada andar que eles subiam. O último, entretanto, apresentava um diferencial. Uma janela ao fim do corredor e nada mais. Não existiam mais escadas ou elevação. Apenas a janela.

Quebrá-la não foi difícil, mas então as palavras de Conquista vieram sua mente. Não sabia voar. E olhando para fora, notou que era impossível escalar. Olhando para o topo, podia ver água jorrando, o que tornava o perímetro liso e perigoso, além de uma energia azul que irrompia nos céus. Estreitou os olhos procurando identificar o que era aquilo, mas era difícil dizer. Precisava achar um meio de chegar até lá. E como se Aladiah estivesse lendo seus pensamentos, ouviu sua voz, e então sentiu-se cheio de poder. Cheio de virtude.

Tão logo aquele poder tomou conta de seu corpo, brotaram asas de pura de luz sua costa. Tomando coragem e impulso, saltou logo depois de Castiel e, pela primeira vez, realizou um voo. Sentia, também, que seus poderes tinham sido renovados. Sentia que podia mais. Prosseguiu em velocidade abissal para o topo da torre, até por fim alcançar o final, dando de cara com duas pessoas que Thomas rapidamente identificou serem Morte e Amom.

O ambiente era estranho. Repleto de água. Seus pés afundavam e limitavam sua movimentação. Morte estava preso e parecia que sua energia estava sendo sugada de alguma forma e para um propósito que ele desconhecia. Ouviu as palavras de Amom e então virou-se para ele. Observou bem a sua máscara. Lúcifer os assistia? Ótimo. Mais um motivo para mostrar que muito em breve seu reinado iria ter um fim. Sacou sua espada e a revestiu de luz. – Não importa quem você é. Vamos acabar com isso agora. – E, logo depois de ouvir as palavras de Castiel, planou com suas asas para evitar tocar as águas que diminuíam sua mobilidade.

Com a mão livre, lançou um orbe de luz na direção de Amom e rapidamente investiu com a espada, buscando um ataque limpo aproveitando-se de sua distração.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Seg Mar 20, 2017 4:50 pm

Com tudo dando certo a partir dos atos de Myra, Asgard não entendeu o motivo deles não partirem de imediato para a saída como ele acabou fazendo. Passou um tempo a espera deles enquanto andavam na sua direção, mas quando Conquista disse para eles se apressarem, tomou a frente para ganhar terreno.

Não foi difícil passar e Asgard saiu eliminando vários demônios pelo caminho, mesmo sem realmente precisar, acabou sendo uma boa forma de passar o tempo para que os outros alcançassem ele e pudessem todos subir juntos.

- Eu fico.  - Dizia logo em seguida com o fim da frase de Myra - Acho que consigo alcançar vocês sem grandes dificuldades. - Dizia isso se confiando em sua habilidades acrobáticas e no braço energético ao qual Loki o proporcionou. Mesmo sendo engenhoso para criar coisas, não tinha nada em mãos útil o suficiente para criar para fazer a manivela se manter girando com constância. - Vamos logo, não temos tempo suficiente, além que, consigo ver a direção onde Morte se encontra, posso encontra-los ainda mais fácil.

Asgard não podia demonstrar emoção de forma alguma, a mascara abafava a voz, modulando para somente desse para entender o que ele estava dizendo, e ela tampava seu rosto por completo, impedindo-o de demonstrar qualquer feição. Muito útil para contra inimigos e aliviador com os aliados, pois Asgard sentia o desgaste de tudo aquilo em que acabaram enfrentando, além de que, estava mantendo a habilidade ativa em seus olhos para manter-se focado onde Morte estava, aumentando ainda mais o que sentia.

- Sei não vai querer ficar por aqui... - Dizia a Loki - Mas precisarei da sua força pra conseguir ao menos sair daqui. Devo ter energia suficiente para leva-los ao topo girando a manivela e subir meio caminho. - Em seu rosto estampava um sorriso engraçado, mas era pra ele mesmo, um sorriso cansado, do qual não expressava a muito tempo.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Ter Mar 21, 2017 2:51 pm

Thomas, Castiel/Aemy

O orbe de luz flutuou até Amon, e assim que se aproximou dele desapareceu, em seguida ele inclinou o corpo para trás para se afastar da lâmina de Thomas, e esta fez um pequeno corte no tecido do braço do demônio.

Amon lançou-se um passo para trás, buscando espaço - Energia não irá funcionar aqui, profeta. Essa torre - Ele abriu os braços - É feita unicamente para sugar magia - Ele apontou para o céu onde a energia que se dispersava agora tomava forma, uma espécie de olho gigante feito de fios e linhas azuis construia-se sobre as nuvens lentamente.

- Cada alma que Caronte traz, cada ser que se aproxima acaba por se tornar parte de algo mais grandioso. Eles se unem na sua forma mais pura. Sabe quão valiosa é uma alma? - Ele riu - É através daqui que o todo poderoso observa o mundo e recebe informações. É através de mim que ele sabe onde cada um de seus servos está. Como eu disse. Eu sou o olho do caído - Anunciou novamente, como se falasse para uma plateia.

- Você não sabe de nada. Você não sabe quem é, e provavelmente nem descobriu ainda que o anjo dentro de você está MORRENDO! Você vem falando consigo mesmo por um bom tempo, Thomas.

Amon pegou um punhado de água do chão e derramou sobre si mesmo, e então correu para cima de Thomas, saltando e usando os dois pés para atacá-lo.


O feixe de luz que Castiel lançou contra os sinais que prendiam Morte se desintegrou antes de tocar o chão, tornando-se pequenas partículas que se juntaram ao céu. O anjo pisou normalmente sobre a prisão do cavaleiro e nada ocorreu. Morte ergueu o olhar para Aemy - Eu conheço você. É a garotinha que vi na floresta, não ? - Ele disse e Castiel, repentinamente, se lembrou.

Tinha visto o homem no começo de sua jornada, quando Aemy ainda estava sozinha e despertou os poderes pela primeira vez, na casa do espelho.

Um único ataque as correntes pela espada angelical fez elas ferverem, estavam se desfazendo lentamente, precisava de mais tempo ou um método mais rápido de quebrar aquilo. Talvez se conseguisse ampliar sua energia.

No céu, o globo ocular azul girou para baixo, procurando.

- Castiel - A voz disse, pertencente a lugar nenhum - Ah, meu irmão. A ... Quanto... Tempo - O som era como nenhum igual e ele reconheceu de imediato Lúcifer se dirigindo a ele - Vejo que ocupa o receptáculo de uma garotinha, não acha vergonhoso usar uma criança, inocente, para seus propósitos ? - A energia que vinha do olho flutuante era aterradora e pareceu ignorar a presença de Thomas.

Subitamente mais uma memória retornou a Castiel, uma breve voz de Mikael que existia em sua memória " Há apenas um jeito de matar Lúcifer... Destrua todas as partes de sua existência, depois destrua ele. Cada príncipe do inferno é um pedaço dele. "

___________________________________________________________________________

Asgard, Myra, Joker

Com a decisão de Asgard eles subiram na corrente e ele começou a girar a manievela. A corrente era simplesmente anormal e não pareceu sentir qualquer diferença com os guardiões sobre ela, Myra, Joker e o esquadrão subiram lentamente com o esforço que vinha do braço do caçador.

Os equipamentos encaixavam-se lentamente em algum lugar, soando através do abismo os rangeres, ecoando e ecoando. O metal ascendente era frio e fazia as paredes tremerem conforme funcionava, erguendo-os através da torre cada vez mais. Mas não era simples assim.

Cada andar que subiam eles viam dúzias de demônios os observando, alguns eram capazes de saltar e voar par alcançá-los mas não moveram um dedo. As criaturas da torre toda se aproximavam das janelas e portas para observá-los, encaravam-nos mas sem emitir qualquer ruído ou ação. Simplesmente parados, encarando.

Asgard viu isso, mas não tinha motivos para parar. A reação totalmente suspeita das criaturas não resultou em nada na subida e eles continuaram a não fazer nada enquanto Asgard escalava, usando os movimentos ágeis e a força de suas costas e braço para se erguer através da corrente manualmente.

Um passo em vão e ele cairia para o abismo. Mas a precisão de Asgard era anormal, assim como seu equilíbrio e levaram ele ao topo da torre com facilidade. Quando os músculos tornaram-se cansados e rígidos pelos movimentos repetitivos ele sentiu a força de Loki alcançando-o e permitindo que ele continuasse. Estavam juntos.


No topo havia um grande círculo e escadarias que levavam para o telhado. Água escorria pelas paredes, descendo lentamente na direção da escuridão que eles haviam deixado para trás, e curiosamente um único trono existia no centro da arena em que eles se encontravam.

Uma palma única ecoou, sobrepondo o silêncio.

- Me surpreendo. A verdade é que eu não achei que os assassinos de meu irmão fossem dignos, mas parece que vocês chegaram mesmo até aqui, não é? - Ele riu - Eu sou Ael, o segundo príncipe do inferno - Curiosamente ele não tinha qualquer traço demôniaco, era apenas um homem loiro de olhos azuis com cabelos enrolados que desciam até seus ombros.

Os olhos dele se estreitaram enquanto ele se erguia de seu trono - Acredito que aqueles sejam os amigos de vocês - Apontou para o teto. Jaulas de ferro pendiam através de cordas e dentro delas todo o esquadrão de Joker, um para cada jaula que enfeitava o teto.

- Infelizmente não posso deixar que vocês os levem. São para meu outro irmão, Malmorthius, ele sabe fazer brinquedos legais com guardiões - E deu de ombros.

Ele respirou fundo - Bom. Primeiro temos um caçador possuído de segunda mão, depois, uma escória meio-humana, e por fim, uma garota que acha que é humana - Declarou - Desculpe ser o cara a te dizer isso Myra. Seus pais, o tempo todo, mentiram pra você - E ele riu mais uma vez, como se estivesse contando uma ótima piada a qual só ele entendesse - Você não deveria estar do lado que está agora. Venha, irmã - E ergueu uma mão para Myra.

Repentinamente o rosto dele ficou sério - Por quê você acha que pode ver no escuro? Por quê você acha que tem escutado vozes, e inferno, você consegue controlar demônios. Acha mesmo que é um presente de deus? Pff... Você não é mais humana que eu - E deu um passo para frente - Está na hora de saber a verdade - Disse, sorridente.

Asgard finalmente conseguia ver uma verdade. A energia que emanava de Ael e de Myra eram praticamente a mesma, uma energia inumana - Cria de Lúcifer - Sussurou Loki na mente do Guardião.

________

OFF: Sem desenhos por enquanto por quê eu não tenho mais computador, ou seja, não tenho mais impressora. Perdão se saiu meio sem qualidade, tô escrevendo de pouco em pouco por quê tô dependendo da boa vontade dos outros. Enfim.

__AOD__
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Sex Mar 24, 2017 7:45 pm



There is only one true magic master, and it isn't you. Now i shall show you the true meaning of power.

A capa tremeluzia enquanto éramos erguidos pela torre. Como Asgard havia planejado, novamente contrariando toda a sensatez de qualquer homem, éramos aos poucos erguidos pelos pisos sem que qualquer mal pudesse nos afetar. Ao menos era o que podia julgar.

Hordas de infernais estavam a postos, infestando andar após andar, embalando o ranger das correntes com seus olhos repletos de amargura e de raiva. Uma visão doentia, que fazia com a lamina da espada saltasse para da bainha, estranhamente pacifica se comparada ao restante da noite. Por mais que as contas dos demônios fizessem com que me perdesse em números, nenhum deles, absolutamente qualquer um, ousava saltar para a plataforma que nos carregava ao topo. Não por medo ou por raiva, emoções que sentia em falta no olhar de cada uma daquelas criaturas, mas por algo muito mais privado, um que parecia estar escavado fundo dentro de seus olhos.

Mesmo que odiasse admitir observar era tudo que restava a nós. Qualquer ação poderia desencadear em um ataque por todos os lados, seguido por nossa captura e a promessa de torturas intermináveis. Ainda que o ódio por cada um daqueles seres borbulhasse entre meus ossos, não seria capaz mover-me contra o plano e com os perigos que viriam com ele. Esperar a Asgard em nossa ultima sala parecia ser a única e triste alternativa.

Uma única sala arruinada era o que nos recebia. Um local estranhamente silencioso e ausente do frio da subida e o ranger das correntes que já começava a desejar. Qualquer coisa seria melhor que aquilo que nos recebia. Seu sorriso, esticado como se já fosse um vitorioso, era perfeito para seu rosto repleto de arrogância. O punho era erguido acima dos ombros, solicitando que cada um atrás de mim se permanecesse quieto, enquanto meus olhos saltavam entre cada uma das prisões dependuradas no céu.

Cada um deles estava lá. Todos vivos! Encarar seus olhos novamente preenchia meu peito de esperanças perdidas ao que pareciam anos, todas ressaltadas com pontadas de angustia pela situação forçada aos meus irmãos e irmãs. Aquele que se intitulava Ael fazia com que o sangue em meu peito borbulhasse, como que com poucas palavras ele tivesse a ousadia de tentar separar a mim de um único objetivo que tinha em mente.

Não mais do que algumas palavras eram precisas para desvendar que mesmo parecendo humano, aquele que estava a nossa frente era um inimigo. Com o restante delas ouvia um pequeno estalo em minha própria consciência, como uma peça que precisava para o ultimo pedaço do quebra-cabeça. Uma conclusão que tomava. A verdade sobre Myra era azeda, mas muito mais era a verdade que martelava por entre meus olhos. Um segredo a muito tempo esquecido e negado que voltava a me assombrar.

- A doce voz de um demônio, não deve nunca ser ouvida. Um comando, não para o trio, mas para todos naquela sala. – Mesmo que falasse a verdade, o que julgo impossível para algo de sua laia, Myra é uma guardiã. Criada em guerra e banhada em sangue, uma irmã que já provou seu valor e conhece o sentido de irmandade. Não será sua linhagem, ou a língua de um demônio que me fará duvidar de sua integridade perante a nós. Caminhava à frente, espada em punho e a capa as costas. Precisava limpar as dúvidas dos ouvidos de todos, não era o momento que poderia permiti-los duvidando. – Nosso capitão e Aemy ainda estão em perigo. Sinto que independente do que aconteça nesta sala, desperdiçar nosso tempo com esta serpente é o pior que poderíamos fazer. Permitam que eu fique e lide com ele enquanto vão ao auxilio de ambos. Referia-me apenas a Asgard e a Myra. Não me importava com a descendência demoníaca da garota, para falar a verdade não muito mais parecia me preocupar.

Com a espada em riste avançava passo após passo contra aquele homem a minha frente. Os sinais da postura entregando aquele trio que mais me conhecia um plano oculto, serviria de isca e aguardaria que eles salvassem o restante do grupo que estava conosco, confiando em seu conhecimento sobre nossas táticas para fazê-lo.

- Como um guardião é meu dever abater os perigos para humanidade e como um mágico é meu sentido entreter a plateia que me cerca. Temo que tenha de tornar sua execução em um ato grandioso para entreter um publico como este, meu caro príncipe.




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Sab Mar 25, 2017 8:15 pm

Era difícil Asgard errar distancias de escaladas e lançamentos, e isso o fez se odiar levemente  por não errar, quando seus músculos vieram a falhar pela fadiga enquanto escalava. Loki estava mais conectado a Asgard do que ele mesmo conseguia imaginar, que lhe entregava uma súbita força explosiva que o fez chegar até mais rapidamente ao topo. Não pode reparar ao cenário de primeira vista por passar um tempo deitado de olhos fechados, meditando para controlar sua respiração enquanto relaxava o máximo de tempo possível seus músculos. Se sentia confortável de fazer isso por dois motivos: os demônios não atacaram enquanto subiam; seus aliados estavam bem e próximos a ele.

-Isso explica muita coisa pela energia que estou vendo, mas... - Não completou o pensamento com Loki por ver Joker tomando a dianteira. Asgard sabia que Joker não era um guerreiro de linha de frente e fazer aquilo era de certo alguma distração para algum plano, decidindo somente seguir suas palavras. Imaginou como poderia pelo menos ajudar a retirar os aliados das jaulas, mas era arriscado demais e ainda sentia a fadiga da escalada.

- Seria melhor manter o caminho - Dizia para Myra em um tom baixo, quase inaudível. Sentia certo receio realmente ver Myra virar uma inimiga, e se as palavras de Ael fossem verídicas, dois inimigos com aquela quantidade de energia, seria suficiente para ser a ruína de todos eles.

- Loki, quero testar uma coisa se puder - Asgard mantinha ideias referentes ao poder que Loki atribuiu a ele, mas sentia receio de usar por não saber o limite do próprio corpo. Sua ideia seria de absorver a energia de Ael. Não sabia como faria isso, se poderia absorver os ataques que ele lançasse, mas queria tentar. Como teste, segurou no ombro de Myra e tentou absorver um pouco do dela.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Dom Mar 26, 2017 7:40 pm

Com a decisão tomada, segurei firmemente à corrente, e procurei me encolher em seus vãos, para que não corresse o risco de cair com algum movimento brusco que a engrenagem poderia causar na corrente. Mas para minha surpresa, a corrente não foi afetada nem um pouco pelo movimento de Asgard na manivela, era estranho e ao mesmo tempo fascinante, tudo que podíamos ouvir eram os sons de metal em algum lugar naquele abismo sem fim, criaturas nos observavam nas aberturas da parede, não emitiam som algum, era como se estivessem sendo os olhos de alguém, ou até mesmo contemplando os nossos últimos momentos, todos aqueles olhares, suas respirações, me davam calafrios.

Quando chegamos ao topo, nos deparamos com vários conjuntos de escadas e uma grande quantidade de água escorrendo pelas paredes, e um único trono, sozinho no meio do lugar, observei o local em busca de armadilhas e outros seres que poderiam ter vindo dos andares inferiores, mas não parecia haver nada deste tipo por perto. Fui para perto da beirada e olhei para baixo e neste momento um som cortou o silêncio e eu quase me desequilibrei, olhei alarmada para a direção que havia vindo o som e me deparei com um belo homem, a princípio não soube se era uma pessoa ruim ou não, ele tinha uma aura familiar, mas para sanar minhas dúvidas ele se pronunciou. Ael, segundo príncipe do inferno, em minha cabeça ri e me perguntei se era mesmo necessário um príncipe do inferno para nos parar.

Ele continuava falando e só notei as jaulas suspensas em nossas cabeças porque o mesmo comentou sobre seus planos para com ele...amigos de Joker. Neste momento virei minha atenção para meu companheiro, ao olhar as jaulas, pude sentir e ver em seus olhos uma pitada de esperança, mas ao olhar o ser parado em nossas frentes, havia apenas ódio. Voltei minha atenção para Ael, quando o mesmo mencionou meu nome…como assim eu não era humana? Todos os dons e coisas que podia fazer, sempre acreditei que eram presentes de Deus, por sentir compaixão por tudo que passei. Minha cabeça agora estava uma confusão, era um tornado de pensamentos, dúvidas, medos e ódio, minha própria mãe havia mentido para mim e agora estava morta, fiquei sozinha com aquele homem arrogante e orgulhoso por uma mera fachada, eu sabia que ela não amava ele, e poderia muito bem ter me deixado com o exército, eles cuidariam melhor de mim, eu seria uma guardiã ótima, bem melhor do que já sou e provavelmente não teria que sentir o que senti nas posses do meu querido “pai” agora morto.

Meus olhos encheram de lágrimas, mas nenhuma ousou descer pelo meu rosto, mostrando minha fraqueza naquele momento, engoli tudo aquilo e olhei para o homem – Você não sabe quem eu sou, um demônio possui várias artimanhas para controlar os outros, um ser como você não irá me afetar. E mesmo que tudo isso seja verdade, eu ainda sou fiel aos meus companheiros e ao meu reino. – Minha respiração estava pesada mas eu não iria desistir. Joker, havia feito uma decisão, eu confiava nele, mas não podia deixa-lo vulnerável, summonei o demônio encouraçado, toquei em seu braço e apontei para Joker, acenei com a cabeça e o demônio entendeu a mensagem, ainda receosa, olho para o mago, que estava pronto para a batalha e digo a ele – O demônio está sob seus comandos, você o mestre. Boa sorte. – Asgard iria continuar comigo, tinha medo do que poderia acontecer, agora que ele sabe que posso ser um demônio, não poderia baixar a guarda em segundo algum. Antes de seguirmos o caçador colocou a mão e meu ombro, o olhei confusa mas não tínhamos tempo para aquilo, decidi seguir em frente.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Seg Mar 27, 2017 1:06 am

Aquilo tudo era um problema... Aquela sala parecia cheia de coisas para dificultar seu trabalho. Mas ao menos uma das correntes havia cedido com o ataque... Talvez ampliar sua energia não fosse a resposta, poderia acabar apenas sendo consumido como morte estava sendo. Ou talvez o plano desse errado e ele acabasse debilitando aquele que precisava salvar.

-... Ela é. - foi a única resposta que deu, breve. Lembrar onde havia o visto anteriormente não lhe agradou muito... O que ele fazia naquela casa afinal? Talvez conseguisse respostas depois que o libertasse – Conquista nos enviou.

E foi então que as coisas pareceram ainda piores. Do céu, ele sentiu como se um par de olhos se cravassem em suas costas... A voz e a presença lhe eram familiares, despertando sentimentos estranhos. Aquilo era ruim... Estaria o caído vindo? Era melhor libertar Morte o quanto antes.

- Se dependesse de você, Aemy estaria morta. – Castiel não olhou para o alto, sabia que não deveria perder tempo – Eu sei o quanto você se empenhou para matar os profetas.

E tentou concentrar sua energia na lâmina, ampliando a magia que estava nela... Deixou a energia fluir, mais e mais, o mais rápido possível para que os círculos não fossem rápidos o suficiente para drenar aquela energia e, então, golpearia as correntes novamente.

Se lembrou da voz de outro irmão, ecoando em sua mente. Eles haviam sofrido tanto para matar um dos príncipes, quanto esforço teriam que empenhar para eliminar os demais? Aquilo seria difícil...
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Mar 28, 2017 2:55 pm

Devia imaginar que não seria tão fácil. Quando viu aquela energia sumir, algo dentro de si disse que iria suar muito para vencer Amon. Contudo, ele não esperava que lutar contra um dos Príncipes fosse ser uma tarefa fácil. Presenciara a luta entre Crowley e seu outro irmão, vislumbrou o grande poder e mesmo quando lutou contra ele, fora numa proporção de três contra um e ainda assim, não foi o suficiente para derrotá-lo. A perspectiva para aquela luta era algo assustador, mas já tinha chegado até ali, então não tinha mais volta.

Mas se existia uma coisa que Thomas odiava nos demônios em geral, era que eles simplesmente falavam demais. Falavam quando não deviam. Queriam falar até quando não podiam. Podia dizer que lutava e matava simplesmente para calar a boca daqueles infelizes. Apesar de que, claro, aquele não era o único motivo. As palavras ditas por Amon sobre Aladiah não fizeram o garoto recuar. Se Aladiah se agregou ao seu corpo, sabia no que estava se metendo e se planejava morrer para isso, certamente estava se sacrificando para um motivo maior. O máximo que Thomas poderia fazer era honrar essa devoção e vencer aquela batalha.

Empunhou a espada e se preparou para a investida de Amon. Voando, não seria tão difícil. Apenas se projetou com uma esquiva lateral e, no instante seguinte, se impulsionou para frente, com velocidade, na direção de Amon, com a espada em punho, procurando atravessá-la por seu corpo. Se o golpe fosse falho, apenas tentaria se reestruturar novamente para antecipar o próximo golpe do Príncipe Infernal.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Ter Mar 28, 2017 5:14 pm

Myra, Asgard e Joker

Ael riu - Ela é minha irmã, mago tolo. O sangue que ela carrega em suas veias sempre virá antes de juramentos feitos em vão - Ele não se moveu enquanto Asgard e Myra passavam por ele e subiam para o último andar, apenas manteve-se descontraído como sempre - Não vou te obrigar, garota. Perceberá seu lugar brevemente, ao lado de nosso pai - Ele disse conforme ela se afastava - Você está do lado errado dessa guerra.

Ao toque de Asgard no ombro de Myra nada fez-se visível, exceto para os olhos do próprio caçador. Linhas azuis tênues agarraram-se aos dedos de Asgard levemente e com o afastar das mãos se desfizeram. Loki então o respondeu " Energia pode ser manipulada da forma que quiser, mesmo que venha de outras pessoas. É como os anjos projetam suas armas, através da condensação de magia e nada impede que você faça o mesmo com qualquer outro tipo de fonte. " Respondeu.

E então os olhos puramente dourados do príncipe do inferno cairam sobre Joker. Os punhos cerraram - O único ato grandioso que eles vão precensiar hoje será seu comandante sendo destruído - Provocou.

___________________________________________________________________________

Joker


O tenente podia sentir os olhares dos companheiros sobre si, e repentinamente o silêncio foi cortado por alguém lá em cima - CORTA A CABEÇA DESSE FILHO DA PUTA!! - A voz de King soou alto. Um riso familiar. A sensação de nostalgia era maior que a batalha, as memórias emergiam de uma só vez e Joker se sentiu em mais um de seus treinos em Vailheim. Rodeado por companheiros.

O príncipe ficou encarando ele, parado enquanto Joker se aproximava. Então respirou fundo - Não acredito que vou ter que lutar com uma escória como um meio-demônio - E deu um passo a frente. A mão direita se ergueu e projetou uma lança de dois metros, balançando-a acima de si. Então entrou em posição de combate. A arma era toda enfeitada e entalhada, até o cabo era feito de metal desenhado e a extremidade sem ponta apresentava um pequeno dragão de enfeite.

Ele tentou espetar o peito de Joker, mirando exatamente o coração.

Ao passo que a batalha dos dois se iniciava Deuce, Trey e Jack trocavam olhares, buscando uma forma de descer as jaulas que pendiam no ar. Trey praguejou, queria ter o arco naquele momento, mas havia perdido para os demônios quando fora levado para a prisão e agora não fazia ideia de onde ele estava. Mas ainda sim sua precisão era quase perfeita, não só com flechas. Ele olhou para Jack e pegou a espada do companheiro.

Com um rápido impulso a lâmina, lançada no ar, cortou o vento conforme avançava, girando até uma das cordas, ela acertou e quase partiu uma delas no meio. O fio da corda estava se desfazendo e brevemente romperia, fazendo a jaula despencar no chão.

Nesse momento Ael se desconcentrou, virando-se para os companheiros de Joker - Não, não, não interfiram nesse combate - Disse pegando a lança e preparando para jogá-la na direção de Trey.

___________________________________________________________________________

Thomas e Castiel/Aemy

Os pés de Amon passaram rentes à cabeça de Thomas. O metal das botas frias quase tocando a pele do capitão, por pouco. Mas o porte pequeno do garoto permitia que ele fosse mais ágil, mais leve e rápido. A lâmina fincou no peito de Amon, atravessando facilmente como se não fosse nada, e ele tombou na água.

Morte parecia confuso com as palavras de Castiel, olhou para o chão procurando alguma resposta lógica - Conquista não... Ele não pode ter te enviado, anjo. Meu irmão Conquista morreu há anos - Concluiu. Alguém estava se passando pelo cavaleiro que os guiou até o local.

A espada de luz caiu, deixando um rastro de luz pelo percurso que havia feito e ao acertar as correntes elas se desfizeram. O homem que antes estava acabado se ergueu lentamente, deixando que a prisão ficasse para trás.

Ele analisou a cena, a expressão havia se tornado outra. A água que cercava o campo lentamente começou a subir a caminhar pela sua perna, gota por gota ela erguia-se através do corpo do homem, envolvendo-o, abraçando os braços e seu tronco até começar a condensar-se em uma roupa nobre e exagerada.

Um colete preto com detalhes dourados desenvolveu-se sobre o peito, e outra camada fina de água tomou a forma de um casaco, igualmente nobre, que descia até seus pés e se arrastava atrás de si. Por fim ele pôs um chapéu sobre a cabeça.

- Muito bem. Você primeiro - Disse e levantou a mão na direção do céu, onde o gigante olho azul pairava, e cada um dos fios de luz começou a se despersar e se perder no ar, desaparecendo com a imagem do caído.

O corpo de Amon retorceu-se no chão e ele começou a se levantar, os músculos ajeitavam-se de formas quase impossível para fazer com que ele se erguesse, e retornaram ao normal quando ele ficou de pé. Morte fechou o olhar na direção dele.

- Ninguém ... Escapa - Disse E sua mão fez projetar uma foice. Mas antes que se movesse o corpo foi paralizado, incapaz de continuar. Ele ficou ali parado, como uma estátua.

- Eu estou no comando aqui, Cavaleiro - Disse Amon, com uma mão levantada na direção dele - ME OBEDEÇA! - Gritou, e com um movimento de seus dedos fez ele se ajoelhar. Morte parecia tentar resistir mas o corpo não obdecia aos comandos, ele se virou para Thomas e Aemy - Fujam, seus tolos - Disse enquanto lutava para se manter em pé.

E ele perdeu o controle de vez.

Morte balançou a foice em volta de si, fazendo a arma dançar entre os dedos e então a parou, e pulou na direção de Thomas com a foice pronta para decapitar.

___________________________________________________________________________

OFF: Ainda sem meu pc, ainda sem desenhos ( decentes ). Fiz e pintei esse na mesa digitalizadora, valeu pam que desenhou o Ael.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Mar 28, 2017 6:45 pm

O chute de Amon passou bem perto da face de Thomas, mas não lhe atingiu. Ser baixo e esguio, tinha suas vantagens. E num bom momento de oportunidade, Thomas conseguiu cravar sua espadada no Príncipe, levando-o ao chão. Estava prestes a avançar novamente contra Amon, visto que na sua experiência somente aquele ataque não seria o suficiente para acabar com ele, contudo, se deteve ao perceber a real aparência de Morte quando o mesmo foi libertado.

Devia admitir que os Cavaleiros tinham estilo. E um grande poder também. Planou de volta ao solo, que já que não possuía mais água e, por um determinado instante, depois de ter observado Morte erradicar com facilidade aquele olho maldito, pensou que a luta estaria a seu favor. Três contra um seria uma luta bem favorável.  Não fosse, claro, a insistência de Amon.

Príncipes Infernais eram seres não naturais. Tinham poderes absurdos, como se fossem uma caixa de surpresas, o que tornava a luta contra eles algo bem complexo. Amon se recuperou facilmente do golpe de Darwishi. Thomas pensava que não poderia piorar, mas quando viu a reação de Morte, cerrou os dentes e segurou a espada firme. Quem era o tolo ali? Não tinha como fugir!

Ergueu a espada de forma lateral, contra a foice do Cavaleiro, fazendo com que ela deslizasse pela lâmina, ao mesmo tempo que desviava o curso do ataque para o solo. Pisou com força em cima da foice. – AMON! – Disse, sem encarar Castiel, indicando que agora o Príncipe seria prioridade dele, enquanto ele procurava uma forma de parar Morte, que seria um oponente bem mais complicado. Contudo, esperava que Amon não pudesse lutar e controlar Morte ao mesmo tempo, o que talvez lhe dessem alguma vantagem.

Mas não tinha tempo para descobrir. Sem delongas, avançou com sua espada contra Morte.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Dom Abr 02, 2017 7:37 pm



There is only one true magic master, and it isn't you. Now i shall show you the true meaning of power.

Sangue chama por sangue; Vinganças são seguidas por vinganças; Mortos arrastam-se por entre covas. Assim era o ciclo da vida dos homens, o mesmo que prendia a todos nós sem distinção.

Anos foram precisos para que compreendesse o circulo que é mantido ao redor dos humanos. Agimos por que nossos entes amados precisam de nossas ações. Nossas famílias exigem que nos tornemos quem somos. Os próprios sonhos são capazes de moldar e destruir qualquer homem. Inferno, céu, e terra compartilhavam da mesma falha, um detalhe, que nos fazia girar em círculos.

King bradava, assim havia feito em voltas anteriores da roda, suas palavras pesavam meu peito com felicidade, mas, também com pesar. O momento onde tudo se encaixava, como se a imagem do quebra-cabeça finalmente fizesse sentido, finalmente percebia que talvez não fossem os demônios que estavam errados, ou os anjos, ou qualquer um de nós.

Poderiam todos nós, nascermos errados? Incapazes de fugir da natureza que era imposta a nós? Não donos do que realmente vivíamos, mas escravos do destino que o mundo determinava para as pessoas que nele habitavam? Todos os mortos haveriam de ser linhas, escritas em aeons antigos, nenhum realmente tendo tido qualquer escolha de verdade, apenas linhas que conduziam ao mesmo destino.

A dança das laminas, realizada por mim e pelo príncipe, não deveria ser diferente. Um pedaço de algo já escolhido, cada movimento, cada respiração. O som do toque entre os metais, a velocidade com que eles cortavam o ar quase raspando em nossos corpos, nada deveria ser uma surpresa para o tão enfadonho destino que nos regia. Era esta realidade que odiava e que naquele instante me fazia correr.

Uma distração e a morte era proclamada.

- Demônio! Eu gritava. Não para o príncipe a minha frente, mas para a criatura entregue por Hanao. O comando era claro, saltar por sobre o trio, tira-los do alcance da lança.

Eu próprio saltava. A espada tempestuosa cantando com meu corpo em cambalhota. Girava com a sola dos pés chutando a lateral da lança para baixo, acompanhando com o corpo a lamina que girava para contra o príncipe. Golpeava e me afastava. Apenas sua lança era minha preocupação, assim que a afastasse retornava para próximo do trio afastando-me da criatura por um instante.

- Eu me pergunto se nosso confronto é realmente necessário, Príncipe? O suor escorria por minhas costas, preenchendo a espinha com o frio. – Há algo além de meus companheiros, que faça com que sejamos inimigos? Com que isso seja necessário? O manto explodia o meu redor, uma torrente de cartas azuis com ele. Em pares ou trios elas corriam para as cordas, todas de uma só vez, rasgando e forçando o peso de cada um contra as jaulas. – Alguma vez já refletiu sobre o que é que lhe torna em você? Sobre sua essência e o que lhe motiva? Adoraria saber sua resposta príncipe?




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Seg Abr 03, 2017 12:49 pm



Ele sentiu a adrenalina correr por dentro de seu corpo conforme se movia, como se cada movimento tivesse de ser extremamente calculado, caso contrário encontraria seu fim na ponta da arma do inimigo. Felizmente Ael parecia pouco preocupado com a batalha e manteve-se simples, não revidadando e deixando que os dois tomassem seus respectivos espaços.

A expressão de Ael relaxou por um segundo e nesse breve momento ele pareceu cansado, então respirou fundo - Estamos em lados opostos da moeda, Tenente.  Eu e você nunca poderíamos encontrar algo no outro que não seja ódio, remorso e sangue. Você vê quando olha pra mim, você vê quando pensa em mim; Repúdia, odeia. E tudo o que eu vejo quando olho para você e seus soldados são presas, como as milhares antes de ti. Como todo Guardião que ousou me desafiar, como todo inocente que cruzou meu caminho.

Ele retomou a postura de batalha, abaixando-se levemente enquanto esperava um ataque inimigo.

- Meu irmão confiou a mim o dever de acabar com vocês. E antes dele os próprios profetas cantaram sobre nossa batalha. Estamos decidindo o destino do universo aqui e como um jogo de xadrez cada um de nós faz parte de um esquema maior. Uma espadada, uma palavra, qualquer ação pode mudar tudo. E Tudo isso é uma grande roda, em movimento constante. - Ele fez uma pausa, sorrindo - O que me motiva, você quer saber? - Ele sorriu - Esse é o segredo, Guardião. Aquele que vencer a guerra vai ser imortal. Agora diga-me. O que te motiva? Por quê está lutando por aqueles que te mandam à um campo de batalha sem nada mais que uma esperança?

Ele definitivamente não parecia disposto a lutar mas compelia a si mesmo, a postura preguiçosa e cheia de aberturas.

A energia irradiou do corpo de Joker de uma só vez, lançando as cartas e fazendo o fogo fantasma queimar por cima de seu uniforme de guardião.

Como facas as cartas rodaram no ar, cortando e girando até alcançarem as cordas, separando-nas no meio. Periodicamente as jaulas despencaram no chão, uma por uma elas caíam fazendo o piso se despedaçar com o impacto, trazendo Wild Card. Lentamente eles puseram as mãos nas barras de ferro tortas e que agora eram inúteis, empurrando e se libertando. Capas vermelhas agitavam-se atrás deles, acompanhando seus movimentos.

Conforme se soltavam os catorze assumiam suas posições, deixando as algemas e prisões para trás. A chama envolvia o tenente, queimando, assim como a fúria contida dentro de si. Um círculo se projetou em volta deles e no centro Joker e Ael se encaravam. O príncipe girou a lança sobre a cabeça e retomou a postura. Os olhos faiscaram.



Thomas, Cas/Aemy, Myra e Asgard

O metal da lâmina de Thomas gritou conforme ele avançava, desviando o ataque do Cavaleiro do Apocalipse. Morte sorriu, como se estivesse surpreso pela atitude e não contra-atacou, apenas esquivou-se para trás, inclinando o corpo e deixando que a lâmina de Thomas cortasse o ar. Depois deu um pequeno salto, ganhando espaço. Mas não demorou para novamente, tomar atitude.

Ele fez a foice cortar por cima de Thomas e apesar do capitão ser plenamente capaz de se esquivar ele sentia o ar próximo a si ser cortado, um lembrete constante de que qualquer movimento podia ser letal. Morte reposicionou a mão sobre o cabo e fez a lâmina retornar, antes que ela pudesse acertar o capitão ele gritou - DO LADO! - e Thomas se esquivou, por reflexo.

Novamente ele balançou a arma - Embaixo - Disse calmamente, Thomas precisou apenas saltar por cima. Era como se estivessem dançando, Morte claramente era controlado por Amon mas aparentemente a voz não podia ser restringida e Thomas sentiu que o comandante da torre estava ficando irritado lá atrás.

Amon, irritado, deu um forte impulso de energia através de fios invisíveis que fez Morte calar-se por um breve segundo, e o ataque veio mais forte e mais rápido, mas nunca alcançou Thomas.

________

Conquista segurou o ataque com a própria mão. O corte da foice encaixava entre os dedos enluvados mas não fazia qualquer dano ao gigante. De repente os olhos de Morte deixaram de ser descontraídos, tornaram-se sérios e ambos os cavaleiros pararam por um breve segundo.

Conquista estava cheio de cortes, sangue escorria através da máscara, descendo lentamente através de suas roupas que antes eram brancas.

- Quem é você ? - Sussurou Morte - Como... COMO OUSA USAR A IDENTIDADE DE MEU IRMÃO ? - Ele berrou. A foice forçou a mão do falso Cavaleiro e um pequeno fio de sangue desceu.
- Não tenho tempo para isso, vamos, temos que sair daqui - Respondeu Conquista. Mas Morte continuou parado, parte por que queria e parte por estar sendo controlado por Amon.

________

Asgard via centenas de luzes, pequenos fios que se moviam brilhantes através do ar, era uma quantidade anormal de energia solta, vazando e que ele podia ver. A subida até o último andar tinha demorado um pouco, a escadaria era enorme e alguns demônios a guardavam mas não tinham sido qualquer desafio para ele e Myra, agora faltava pouco.

Myra ainda estava tentando assimilar as novas informações, afinal, ela era filha do próprio tirano que havia feito o mundo em cinzas. Encaixar as peças não era tão fácil. O que a mãe dela havia feito?

Quando chegaram no topo eles se juntaram a confusão.

Thomas e Conquista estavam juntos em um lado do campo, e em frente a eles Morte se colocava de pé, recuando a foice para as costas. Aos olhos de Asgard fios diferentes se estendiam de Morte e conectavam-se aos dedos de Amon, eram vermelhos e obedeciam aos movimentos da figura demôníaca que se encontrava na cena ( Amon ) como uma marionete respondendo ao titereiro, ao mesmo tempo que ele controlava ele lutava com Aemy.

A pequena garota, controlada pelo anjo, movia a espada de luz contra o inimigo, visando acertar o único olho de vidro que se encontrava na máscara do demônio, ele se esquivou com facilidade

- Criaturinha maldita - Praguejou. Ele pareceu preocupado com o olho que tinha por baixo do capuz.

Estranhamente, para Asgard, Conquista e Thomas emanavam a mesma energia. Castiel também podia ver isso, a alma dos dois era semelhante... Praticamente a mesma.

________

Antes que Asgard e Myra pudessem tomar qualquer ação eles ouviram um som familiar. O tintilar metálico que vinha sempre que a criatura se aproximava. O carrasco ergueu-se através da borda da torre, havia escalado a estrutura inteira. Ele tinha seus braços e dedos ensanguentados mas nenhum ferimento parecia capaz de iterrompê-lo. Ele urrou, enquanto descia para o campo de batalha de forma desajeitada e sem qualquer equilíbrio.

Conquista pareceu surpreso - Ser abominável. Desista logo!

O carrasco o ignorou, pareceu ter mudado seu foco, agora olhava diretamente para Myra e apenas poucas palavras sairam de sua boca: - Trazer... Criança... - E correu na direção de Myra e Asgard, ignorando tudo à sua volta.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Seg Abr 03, 2017 11:12 pm

Encontrava semelhanças nas diferenças. Como tantos outros antes dele, fosse por ódio ou amor, o destino havia nos aprisionado. Nossos caminhos perpetuamente untados em espirais muito anteriores a ambos. Mesmo a grandeza de um ser como aqueles, ou assim era como ele alegava, era insignificante perante a grande roda que a tudo cercava. Estava farto disso. Cansado de ser sempre guiado por um caminho de pedras alisadas pelos passos de outros. Seriamos todos incapazes de escolhas? Nossa liberdade não maior que a de um pássaro, preso em uma jaula de vidro.

As palavras do demônio tocavam minha pele, alimentavam o calor das chamas em meu peito. Um ideal era tudo que tinha, algo baseado em teorias que se tornavam reais a medida que a criatura falava. Conhecimento era dito, mesmo que oculto em sua fala, a certeza de minha exatidão era o combustível que me movia. As cartas saltavam ao meu lado libertando minha família. Finalmente haviam fugido de suas jaulas apenas para serem mais uma vez presos. Desta vez, de maneira muito mais cruel.

- Se engana príncipe.

Sangue borbulhava por entre minhas veias, mesmo que a resposta levasse frieza. A sensação de finalmente estar entre os queridos membros de minha família, preenchia-me como uma lareira reconfortante. Podia ouvir seus risos passados, os segredos trocados, as lagrimas que um dia dividimos. Acima de todo o restante um ideal. Um empréstimo que nunca partiu de mim. Morto desde o último dia em que meus olhos encontraram os de nosso Ace. Não havia estado correto por um momento se quer. O momento de corrigir os erros passados nunca mais tardaria, pois com o som do pulsar do coração de meus irmãos e irmãs eu sabia o que deveria fazer.

- Manteve minhas cartas presas em suas jaulas, por isso deve pagar. Mas, não se engane. Não deva nossa união ao ódio. Sorria, a mão no peito, por sobre o pingente. – Sinto pena de sua existência, meu príncipe. Rei de muitos, mas incapaz de reinar por sua própria vida. Decide tomar em mãos o destino que lhe entregam ao invés de lutar pelo que reside acima de tudo.

Um puxão com a mão libertava o pingente do pescoço. Um olhar para os confusos guardiões ao meu redor era o que precisavam. Me encorajava ver em seus olhos a confusão gerada da pureza. Eram incapazes de compreender o que dizia e desejava que assim se mantivessem por séculos.

- Nunca fomos lados diferentes! Todos fazemos a mesma face da moeda. Quebrados e usados por anos. A fúria transparecia a cada nova palavra que cuspia. – Por anos fui usado por humanos, pelo demônio que há em mim, pelos anjos que nos guiavam. Seu destino me acorrentou e até mesmo aquele que criou a tudo abandonou a mim e a tantos outros. O que me motiva príncipe? Gargalhava da pergunta, realmente era hilária. – Vou eu mesmo quebrar as correntes que prendem a todos. Tomarei sua alma e usarei tudo que tem dentro há dentro de você para derrubar o próximo. E depois aquele que vier em seguida até que o próprio deus caia em frente ao seu amado destino. Nunca mais, qualquer outro vai ser uma vítima do mundo em que vive. Pausava um momento. O pingente pesava como uma tonelada em mãos. – Mas, antes disso, acho que devo uma coisa a um velho amigo. O punho era fechado com ainda mais poder sobre o objeto rompia o pingente. Finalmente libertando o que quer que tivesse preso naquela pequena pedra.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Ter Abr 04, 2017 1:38 am

Mais escadas para subir. Mesmo cansado se sentiu até bem em subir aquele lance de escadas, não precisaria fazer acrobacias ou escalar uma parede ingrime, começou a desacelerar e forçou a Myra em ir no ritmo um pouco mais devagar do que estavam tendo momentos antes, até mesmo com aparecimentos de inimigos, faria o ritmo manter-se mais tranquilo. Era um pensamento egoísta, tanto para com Myra, como para o resto do grupo que estariam ocupados lutando, até mesmo precisando de ajuda, mas ainda sim precisava daquilo para relaxar os músculos, diminuir a tenção e colocar as ideias em seus devidos lugares. No geral, poderia ser positivo para Myra também.

A visão cedida por Loki estava deixando Asgard abobalhado, por permitir abrir os horizontes do qual estava se negando a aceitar por sua descrença, até aquele momento não sentia cem por cento da certeza de que aquilo era real e que poderia muito bem estar sonhando, mas os brilhos eram vividos, a energia mesmo que só sendo observada era pura e podia ser sentida a distancia. Tinha o desejo que os outros pudessem sentir aquela sensação, mas só a sensação.

-----------xx-----------------

Ainda saindo do salão, Asgard se concentrou para manter uma conversa com Loki. A interação para a comunicação entre eles estava mais forte, fazendo com que Asgard não precisasse mais estar em repouso para ter uma interação mental-real com Loki, deixando basicamente a subida pela escada como uma aula em relação a aquela habilidade ao qual Loki o dera, além de capacidades que o próprio Asgard desconhecia da qual Loki poderia oferecer.
"- Até onde tenho controle dessas energias? Posso manipular essas linhas soltas? Poderia usar os elementos também? Esse é um princípio mágico? -" Uma das poucas perguntas as quais Asgard fazia para Loki, enquanto tentava entender por si manipulando-a da forma que desse, antes das instruções de Loki.

-------------xx--------------------

Ao topo, a chegada deles foi em um momento silencioso, ambos os lados estavam em posição de combate, já estavam combatendo uns aos outros antes, mas naquele instante estavam se analisando. Asgard ainda impressionado com sua nova habilidade, pode observar coisas que o fez tecer teorias em sua cabeça enquanto planejava algo. Morte era o alvo, mas precisaria cortar a conexão com Amon, ele o controlava e provavelmente alimentava com uma força da qual não queria enfrentar, além de a mesma atrapalharia seus planos. O carrasco acabou sendo mais rápido que Asgard, seguindo na direção dele e de Myra, que acarretou de Asgard correr na direção dele também, mas não o atacou inicialmente. Tendo seus dois braços energizados, após desviar do monstro, com o braço direito imaginou uma lamina feita de energia para tentar cortar a linha de energia que ligava Amon à Morte, e com seu braço esquerdo fez com que a palma crescesse para que pudesse agarrar o Carrasco pelas costas, para que nesse instante, pudesse rodopiar para ganhar mais impulso e arremessar o carrasco na direção de Amon.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Sex Abr 07, 2017 12:25 pm

Então Conquista não era quem dizia ser... Aquilo era preocupante, mas infelizmente não era o momento para lidar ou raciocinar sobre esse tipo de coisa. Agora com Morte como inimigo as coisas ficaram mais complicadas.

Mesmo lutando contra ele, o maldito ainda conseguia controlar Morte. Castiel atacou, de novo e de novo, tentando acertar o olho de Amon, mas ele parecia enxerga-lo com perfeição. Seria Lúcifer o auxiliando de algum modo enquanto observava tudo? Tinha que pressioná-lo mais, não dar tempo para que ele interagisse com Morte ou prestasse atenção nos demais.

Não prestou muita atenção nos que chegaram, focando suas atenções em Amon. Mas quando notou que o Carrasco estava sendo lançado na direção de onde lutava, foi forçado a dar um salto para trás para evitar que fosse atingido junto de Amon

Mas isso foi apenas por um instante, assim que Amon lidasse com a criatura, Castiel avançaria de novo. Primeiro, o escudo de luz foi lançado na direção dele, visando passar pelas pernas do inimigo... Já esperava que ele esquivasse disso, mas não tinha intenção de dar muito tempo para o inimigo, avançando logo atrás do escudo com lâmina da espada voltada para frente, com a intenção de perfurar o olho de Amon. E por detrás do inimigo, puxaria a energia do escudo de volta para si, para que Amon fosse atingido pelas costas de surpresa.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Sex Abr 07, 2017 6:16 pm

Não entendeu o entusiasmo momentâneo de Morte, mas não ligou muito pra isso. Seguiu com seu ataque, mas ele foi facilmente desviado. Contudo, não podia parar por ai. Tinha se manter em constante movimento e o ataque logo em seguida de Morte o fez se lembrar daquilo, de tão perto que passou. Tentou mais uma investida, mas também não foi suficiente. Na verdade, foi pior. A lâmina vinha de um ângulo complexo, difícil de desviar, não foi pelo aviso repentino de Morte.

Por instinto, Thomas se moveu com maestria e escapou desse ataque, e do seguinte, da mesma forma do anterior. Morte ainda podia falar e realmente não queria lutar contra Thomas. Darwishi achava ótimo, ao menos tinha uma pessoa, mesmo que temporariamente, do seu lado. E era poderosa. De qualquer forma, Amon ainda se fazia presente ali. E num fluxo grande de poder, tomou o controle do Cavaleiro de forma mais ferrenha. O ataque que veio em seguida, não teria como desviar. Tentou erguer a espada, mas não tinha velocidade o suficiente, mas a dor e o sangue nunca chegaram a surgir em Thomas.

Num lance rápido, Conquista surgiu na sua frente, aparando o golpe de Morte. As emoções de Thomas naquele momento eram uma montanha russa. Ficara satisfeito de Conquista ter aparecido na hora certa, mas as palavras de Morte o deixara desconfiado, fazendo recuar dando um pulo para trás. Segurava a espada com força nas mãos, pronto para qualquer embate que surgisse, mas o que surgiu na verdade foi mais um problema.

Já tinha escutado aquele tintilar.

Quando olhou para a lateral da torre, quase não acreditou que a criatura ainda estava viva. E, prestando atenção no que ela dizia e olhando ao redor, percebeu que Asgard e Myra também estavam ali e que o monstro estava indo na direção deles. Asgard foi o primeiro a agir, arremessando o monstro na direção de Amon e Thomas viu ali sua oportunidade perfeita. Ativou suas asas e num impulso único e reforçado cruzou o “campo”, visando chegar até Amon, na tentativa de lhe desferir um golpe mortal.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Sex Abr 07, 2017 9:03 pm

Subíamos as escadas o mais rápido possível, minhas pernas se moviam automaticamente, pois minha mente estava em outro lugar, eu não conseguia entender toda a informação, não sabia por onde começar para conectar os pontos. O que minha mãe era? O que ela havia feito? E o mais importante…porquê? Ela era uma ótima guerreira, todos gostavam dela, e porque ela foi procriar com um demônio, um ser detestável, que destruiu tudo que nos pertencia, tudo que havíamos conquistado. Lagrimas escorriam em meu rosto mas mantive a cabeça baixa o tempo todo para Asgard não notar, quando ele diminuiu o ritmo obriguei-me a parar de chorar, respirava fundo para fazer a vermelhidão em minha face desaparecer, já estava me sentindo melhor quando chegamos ao fim da escadaria.

O cenário não me surpreendeu, sabia que estariam ali, lutando, dando tudo de si, eu gostaria de poder ajuda-los, mas assim que tentei tomar um lado na lutar o carrasco apareceu novamente. Aquilo sim me surpreendeu, olhei para Conquista assim que bati os olhos no ser, o guardião parecia irritado pela insistência da criatura, fui obrigada a focar-me no inimigo a minha frente, mas assim que tentei fazer algo, Asgard tomou o controle da situação e lançou o mostro na direção de Amon, novamente eu não estava servindo para nada, era apenas uma pessoa a mais ali, que não conseguia fazer nada para ajudar seus amigos...afinal, como iria ajudar alguém se eu não conseguia ajudar a eu mesma.

Meus braços perderam a força, mas continuei segurando minha arma, me curvei e fiquei fitando o chão, não sabia o que fazer, queria ajudar, mas não achava forças, os sons a minha volta foram ficando cada vez mais baixos, até que não fosse possível escutar nada além dos meus pensamentos, minha mente estava dividida em duas, uma queria lutar, ajudar, e a outra não queria nada, dizia que só atrapalharia, que um demônio não deveria lutar contra sua raça...mas ela era tão errada, tão malicioso e tóxico, que me dava nojo. Levantei meu braço e bati com a mão livre na cabeça – PARA, EU NÃO SOU ISSO! – gritei, mas não alto o bastante para me escutarem, e então, finalmente consegui me livrar daquele demônio preso em mim. Olhei para os lados e decidi ajudar Conquista, que estava sozinho.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Sab Abr 08, 2017 11:46 am

Parte 1: Joker.

Ael esboçou um pequeno sorriso enquanto ouvia as palavras do jovem guardião. Ele respirou fundo, concentrando-se - Um homem luta com sua língua quando seus punhos são fracos - Mas a corrente já havia se rompido do peito de Joker antes que ele terminasse a fala.

O estalo metálico soou rápido, anunciando o romper dos pequenos elos de ferro com o pingente. Pequeno mas pesado ele se afastou do peito de Joker cada vez mais, preso na palma da mão do tenente. E conforme ele levava o objeto para longe de si ele sentia.

A aproximação.

A escuridão que em algum lugar dentro de si rugia, permeava os pensamentos, deslizando dos cantos mais escuros de sua alma, o sangue negro avançava, rastejando-se para a luz, reclamando para si tudo aquilo que havia sido negado durante toda a sua existência. Joker podia sentir o aperto em seu coração, o enraizamento em seus nervos e o poder gritante que substituia sua antiga magia por algo mais forte, algo corrompido.

As chamas que contornavam as vestes do tenente tornaram-se repentinamente vermelhas e fundiram-se a capa, alongando-a até que ela pendesse por trás dele. Lentamente um rastro negro de poder começou a vazar, escorrendo a partir dos olhos, boca e nariz  eles transbordavam tomando forma por cima da pele de Joker até finalmente se projetarem no formato de uma máscara pálida.

Até mesmo a roupa havia se transformado, escurecendo lentamente. A espada em sua mão tornou-se uma arma negra e sinistra, feita inteiramente de metal mas que encaixava perfeitamente na palma do demônio.


Referência(click!)

Ael ficou sério - Achei que eram apenas histórias. Meio-sangues capazes de se transformar inteiramente. Mas não importa, vai precisar muito mais do que seu Despertar medíocre - E ele abriu asas em suas costas, bateu-as uma vez e se ergueu no ar. Diferente do usual, elas não eram como as de outros demônios. Eram plumadas como as de anjos, largas e belas – Tomar minha alma? Não é o primeiro que fala isso. Crowley disse a mesma coisa para todos os príncipes. E onde ele está agora? Provavelmente em um buraco dentro de alguma dimensão do inferno. Escondido. Fracassado. Todos eles, todos os que quiseram derrubar o império de meu pai, todos os que se negam a se entregar ao inevitável.

Instintivamente Joker subiu também, flutuando levemente. As capacidades de seu corpo tinham sido absurdamente ampliadas, ele sentia que sua consciência estava diferente. Seus pensamentos, ações. Estava tudo mudado, era quase difícil medir a velocidade de seus movimentos, como se seu corpo não pertencesse a si mesmo. Talvez Blake tivesse sentido algo parecido. Ael atacou, pondo a lança ao seu lado e mergulhando na direção do inimigo enquanto berrava: - VOCÊ ESTÁ LUTANDO UMA GUERRA QUE NÃO PODE GANHAR. O DESTINO NÃO É UM INIMIGO QUE PODE SER DERROTADO!

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Parte 2: No topo do olho de Amon

O braço foi consumido por trevas conforme ele se movia, Asgard, girando na direção de Amon lançou o Carrasco pelo ar de uma só vez, invocando uma força anormal para isso.

A criatura planou por alguns segundos antes de despencar no chão, passando exatamente por trás de Amon. Era pesada o suficiente para permitir que ele esquivasse a tempo. Em seguida o ataque de Aemy se projetou, lançando o escudo. Novamente o demônio havia sido ágil demais, pondo-se para a diagonal e aproveitando para avançar. Era simplesmente impossível acertar ele. Com um passo após o outro a criatura se colocava em frente, seguindo seu objetivo sem qualquer pressa: Acabar com Castiel. Ele cerrou os punhos e seguiu seu trajeto, se aproximando cada vez mais.

Castiel e Amon se encontraram novamente, a lâmina do arcanjo mais uma vez passou próxima ao olho dele, ele esquivou do ataque facilmente e se preparou para revidar mas a energia do escudo retornou à Aemy. O fogo celestial queimou as costas de Amon, atravessando pano e pele e deixando o local da ferida em carne viva. Ele berrou e no instante que tentou se recuperar o sabre de luz da garota acertou o olho de vidro no centro da máscara. Outro Grito.

Thomas atravessou o campo numa velocidade inesperada e certeiro como um relâmpago a lâmina fincou no crânio de Amon, atravessando quase por completo e fazendo os dois irem ao chão. O último grito tinha sido abafado pela espada do Guardião. Sem últimas palavras, sem despedida. Apenas poeira e cinzas que apareciam conforme ele se deteriorava.

Novamente o tintilar de correntes soou.

Morte se viu livre graças à Asgard, ele maneou a cabeça em agradecimento e se voltou para Conquista, afastando a foice – Eu vou com vocês quando eu acabar contigo – E se preparou para atacar conquista.
Mais uma vez o som de metal ressoou. O carrasco se ergueu. A cabeça medonha de ferro e bronze se virou na direção de Aemy e Thomas que estavam próximos a ele e lentamente ele deu um passo para frente. Então ergueu o braço cheio de pinos de controle e deixou algo fluir para fora deles. Um líquido cinza e metálico rastejou, expelido a partir dos poros e tomando forma no braço dele, condensando-se em um objeto por cima do ar até se transformar em seu escudo gigantesco de três metros e meio. A criatura urrou alguma coisa indecifrável. O elmo que usava na cabeça estava torto, amassado.

Conquista deu um passo a frente – Não estamos aqui para lutar com você. Viemos lhe libertar – Disse, dirigindo-se ao outro cavaleiro do apocalipse.

Morte não reagiu. Ele apenas moveu a cabeça em negativa - É o fim de vocês - Anunciou. Morte balançou a foice que havia apoiado nas costas à sua frente e bateu o a arma no chão. Uma onda de energia começou a se erguer, feita de milhares de almas perdidas ela se levantou, alta e poderosa, e lançou os guardiões para fora da torre em uma só explosão, queimando-os até os ossos, consumindo pele, carne, nervos e em alguns segundos seus restos estavam no ar, despencando livremente enquanto sentiam o beijo da morte.

Um único movimento havia matado todos eles.

Estranhamente o que estava caindo alternou seu trajeto. Os ossos subiram novamente pelo ar, os átomos se reuniram, a pele se juntou novamente ao corpo e eles voltaram para cima da torre, instantes antes de Morte agir. O tempo havia voltado atrás.

Parte 3: No portão do amanhecer.

Os mecanismos se ajustaram, rodando e encaixando por debaixo da pele de ferro. Como uma espécie de combustível a energia obscura preencheu os vãos, energizando cada um de seus movimentos. O golpe acertou em cheio, afundando o punho no peito de Guerra. Em seguida o Guardião tomou propulsão para dar a volta no cavaleiro. A velocidade que havia sido conferida a ele era simplesmente esmagadora e quase muito difícil de controlar, apesar de quase errar o segundo golpe ele também conseguiu encaixá-lo com maestria. E partiu para finalizar: Ergueu-se no ar onde pairou por um breve momento e então desceu, pronto para acabar com a luta.

Mas guerra deteve esse último golpe com sua lâmina. Metal se encontrou com Metal mas nenhum dos dois foi danificado. Eles se afastaram, tomando espaço um do outro.

O cavaleiro sorriu brevemente, satisfeito - Sim, isso vai servir - Com um balanço de espada ele a guardou em um só movimento, e tomou um caminho por dentro das ruínas esperando que o homem de metal o seguisse. A cidade se erguia por cima deles com paredões enormes, torres gigantescas que provavelmente serviriam bem o suficiente para abrigar toda a população de Valiheim.

- O antigo rei pensou que este castelo seria o seu legado. A maior fortaleza já construída: as torres mais altas, as paredes mais fortes. O grande salão tinha trinta e cinco lareiras. Trinta e cinco, você pode imaginar? Olhe para ele agora... umas ruínas queimadas. É no mínimo triste - De fato a construção era abissal. Cada paredão que supostamente seria uma muralha tinha o tamanho da fortaleza mais alta de Valiheim. Mas todas elas eram esburacadas, caídas pela metade - Foi o primeiro reino a ser destruído por Lúcifer - Disse enquanto caminhavam na direção dos portões - Ah, é aqui - E viraram em uma pequena casa.

Era uma casa vazia, com um único espelho sobre uma mesa, redondo e pequeno - Essa é sua passagem para encontrar seus companheiros – Ele apontou para o pequeno objeto – É um portal. Assim como dezenas de outros espalhados por Valiheim. Os espelhos eram usados como forma de viagem mas o caído acabou com todos eles quando iniciou o apocalipse. Ah, uma última coisa – Ele pegou um colar que tinha em seu pescoço e o entregou – Talvez precise disso um dia - E não fez questão de explicar – Alguma dúvida? – Perguntou.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Qui Abr 13, 2017 10:08 pm



We all have devils living inside us. Mine just decided seize the world

Sentia como se tivesse aberto um buraco dentro de meu peito. Uma pequena rachadura, não maior que uma fresta, começava a se alargar sem controle, crescendo e se transformando em algo além do natural. Uma parte de mim se quebrava, era devorada. Aquela coisa gritava, feliz por estar liberta após anos, seus urros ecoavam dentro de minha cabeça como se aquilo estivesse feliz por estar solto.

Nunca foram os gritos em minha cabeça que ecoaram pela sala, sim os meus próprios. Aos poucos eram sufocados pela pasta que vazava de meus olhos e minha boca, solidificavam-se como se pasta ao redor de meu rosto queimando à medida que escorriam pela pele. Sentia como se caísse em um buraco, um lugar feio, escuro e interminável. Cada instante não era mais só um instante, décadas eram segundos, milênios eram os momentos em que aquilo acontecia. Tudo era diferente, mas odiosamente igual. As mesmas pessoas, o mesmo príncipe, o mesmo batalhão. Em seus olhos havia desespero, confusão, raiva. Não sentia qualquer tipo de remorso ou desgosto vendo o ar negativo em seus olhos. Pelo contrário. Sentia-me bem.

Ael balbuciava ao longe, mas, minha admiração estava em outro local. Observava como era bela a arma em minhas mãos, perfeita para cortar e rasgar a carne. Sorria por detrás da máscara. Isso! Era perfeita para matar. Matar com aquela arma parecia tão certo, como se ela tivesse sido criada exclusivamente para aquela finalidade. Como se não houvesse nada a minha frente além disso e do alvo perfeito para testa-la.

Flutuava sem nem ao menos perceber. O corpo era estranho para mim. Sentia-me forte e rápido demais. Descontrolado era a palavra que buscava. Ael voava contra mim, sua lança fazia frente de combate, a velocidade de um príncipe enquanto batia suas asas pálidas, tão lindas. Desejava elas para mim. Apenas para mim.

A mão erguida a frente de meu corpo tentava formar a magia das cartas, mas as cartas pareciam tão erradas, tão frágeis. Magia não parecia precisar das cartas, ao invés disso começava a surgir da palma esticada a minha frente. Uma luz que brilhava como o sol em um dia de verão. Um clarão que cegava a todos a minha frente. O poder da arcana do Sol. O brilho era seguido pelo salto que me atirava contra Ael.

A espada que carregava parecia brilhar com o desejo de sangue, o braço se movia sozinho em um arco de encontro a suas asas. Eram lindas aquelas asas, seriam minhas aquelas asas. Cortava e talhava na altura das costas do príncipe, golpeando enquanto tentava amputar de seu corpo aquela beleza. Suas asas livres com um único movimento de espada.





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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Seg Abr 17, 2017 6:02 pm

- A magia é feita da manipulação de energia. Cada pessoa tem a capacidade de controlar uma certa quantidade, ou mesmo reservar dentro de si ela. As linhas soltas representam a energia do local, das pedras, da água. Até mesmo do ar. Tudo carrega uma pequena quantidade disso, mas controlar é uma tarefa absurdamente difícil. O corpo não aceita bem uma energia que não pertence a si. A não ser que você seja um demônio. Essas criaturas medíocres vivem de beber magia como se fossem malditos sangue-sugas. E claro, tem os profetas. Pessoas com capacidade anormais, seres que excedem as regras da magia. E claro, tem você. Um ser humano normal com força suficiente para aguentar um Deus... A pergunta que resta, Asgard, é apenas uma: O que é você? - Sussurou Loki em sua mente.
- eu?... - perguntava como se a resposta fosse óbvia fazendo uma careta com um sorriso para ironizar a pergunta, mas os pensamentos rolando o fizeram a ter um conflito interno por não ter mais a resposta certa. - bom... Atualmente, só posso dizer que sou um dos guardiões... E nem mais isso tenho certeza - Falava com certas pausas, procurando palavras para se descrever.
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Tudo havia dado certo até o ponto em que todos morreram de repente.

Asgard finalmente estava sentindo que estava no controle dos poderes, que realente poderia se aprofundar em suas novas habilidades e superar os limites em pouco tempo, ainda mais com Loki o instruindo e fazendo-o pensar sobre para que crescesse por si também. Depois de muito tempo, sentiu que tinha força suficiente para pelo menos superar seus limites e alcançar o mínimo daqueles que eram seus companheiros e dos quais já estavam acostumado com aquele poder do qual ele recebera a pouco tempo. Estava maravilhado com a sensação, por também não se sentir tão cansado de se esforçar e não sentir diferença.

Tudo aquilo destruído em um instante com um simples movimento de Morte. Em cada centímetro enquanto desintegrava, sua percepção de felicidade ia junto, morrendo e sendo substituída por dor e tristeza. Aquele momento pode ter passado quão rápido que fosse, mas para Asgard a sensação levou a eternidade de uma vida de arrependimentos até chegar o momento de sentir só o vazio. O vazio era a pior coisa que pode sentir, o vazio era para Asgard o sentimento constante da morte, sem a dor ou a tristeza dela, era um sentir sem sentir, uma confusão sem conclusão, só o vazio.

Antes de notar que estava em pé novamente, passou alguns segundos sentindo aquele vazio até ter o pensamento cortado pelo vento que bateu mais forte em seu rosto. Aquilo foi uma surpresa, tanto que a primeira coisa em que fez foi virar sua cabeça a procura de Morte, para ver se ele que acabara sendo o responsável por sentir aquilo. Sem pensar, mantendo aquele sentimento do qual ainda era muito presente no próprio corpo, avançou com tudo para cima de morte, socando-o fortemente com o braço direito, do qual energizou e ampliou o suficiente para que encaixasse o soco perfeitamente do tamanho do tronco de Morte, aquilo era para criar a mesma conexão que viu Amon ter com Morte para controla-lo, sendo o soco só uma forma de conectar nele, além de obriga-lo a parar a ação do mesmo. O soco representava a agonia de ter sentido aquele vazio e de aprender por um minimo de segundo a valorizar sua própria vida.

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- AAAAAAAAAAAAAH - Gritou quase no ouvido de Loki. - QUE INFERNO... MAS QUE... que sensação foi essa? Foi a de morrer? - Respirando pesadamente. - Já sei o que sou: UM NADA - Gritava em sua mente enquanto socava morte. - Não tive nem a chance de... DE NADA, que sensação infernal. - Sua mente estava mais agitava do que podia se perceber no corpo, mostrando a Loki um ponto critico de uma loucura ao qual Asgard pouco experimentava por quase sempre manter seus atos controlados a um limite de onde ele alcançava ou achava que alcançava. - Vamos Loki, ensine-me mais. - Sem exitar acabou dizendo. Loki podia ver em seus olhos o desespero de alguém que não querer sentir aquilo novamente.

Demorou um certo tempo para que se acalmasse.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Qui Abr 20, 2017 12:15 am

Thomas tinha compreendido algumas coisas da sua luta contra Ma’Ha. Os príncipes eram forte, mas quando tinham que lidar com muitos oponentes de uma vez, acabavam ficando vulneráveis. Obviamente isso não acontecia com príncipes mais fortes. Duvidava muito que Crowley tivesse problema com três deles, mas podia ver que Amon não era como ele. Era poderoso, claro, mas exibia habilidades aquém daquele que já tinha confrontado. Quando Asgard jogou o monstro em sua direção, viu ali sua oportunidade e simplesmente não a perdeu.

Avançou de forma veloz contra o caído e aproveitou da distração de Castiel para conseguir atravessar a espada bem no meio da cabeça do príncipe, não dando chance para que dessa vez ele conseguisse escapar. Naquele momento se permitiu abrir um sorriso. Mais um príncipe tinha caído. “Está vendo isso, Lúcifer!? Você em breve vai cair também”, pensava enquanto retirava sua espada do corpo que pouco a pouco desintegrava para nunca mais existir.

Sentia-se vitorioso. Até que não sentiu mais nada. Porque estava morto.

Pra ser sincero, não sentiu muita coisa e a situação aconteceu rápido demais. Quando deu por si, estava sendo arremessado da torre e seu corpo simplesmente não existia mais. Estava destroçado e espalhado pelos ares, queimando e desaparecendo, assim como Amon desapareceu minutos antes. E naquele momento, naquele breve momento em que a sua consciência se esvaia, Thomas se sentiu feliz. Era a segunda vez que passava por uma situação daquela. O céu estava em guerra, mas quem ligava? Não se importava.

Queria seus pais. Queria sua paz. Queria simplesmente não precisar carregar o peso do mundo nas costas a cada passo.

Mas nem isso Thomas podia ter.

Subitamente, estava de volta na torre. Demorou algum tempo para perceber, mas estava vivo de novo. Não entendia como tinha acontecido aquilo. Não entendia porque teve de voltar, mas no fim das contas, ele estava ali. Contudo, não conseguia se mexer. Não conseguia fazer nada. Os olhos lacrimejaram com força, enquanto o garoto deixava o resto do grupo agir.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Abr 20, 2017 2:01 pm

Não conseguia compreender o quão estúpido e humano Morte parecia ser para se virar contra aqueles que o libertaram. Mesmo que Conquista tivesse mentido, isso era algo com o qual tinham que lidar depois que saíssem dali... Talvez ele já fosse um vassalo de Lúcifer afinal. Libertá-lo fora um erro afinal, deveria ter ceifado Morte enquanto ele estava acorrentado.

Alsdram e Conquista estavam errados. Morte não era aquele que Castiel precisava para salvar Aemy ou se restaurar. Na verdade, ele era aquele que causava a morte dela. Ter ido até ali fora inútil afinal. Apesar da visão e da sensação de morrer, aquilo tudo durou apenas um instante e por alguma razão todos haviam voltado no tempo, apenas o suficiente para tentar reagir.

Assim que se viu de pé novamente, Castiel também agiu. O escudo se desprendeu da mão, sendo lançado contra a foice de Morte para cessar seu movimento ou ao menos atrasá-lo. Logo atrás, Castiel também avançou com a espada a frente do corpo para barrar o movimento da arma.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Sab Abr 22, 2017 6:39 pm

Joker

Cartas não limitavam seus poderes. Ele ia além disso. Magia era fácil, simples. Executava-a como se o fizesse há muito tempo, apesar de ser algo corrupto. Os olhos de Ael arderam quando a luz se acendeu e no instante seguinte a lâmina de Joker passou pelas costas do príncipe, decepando as asas, fazendo elas e seu antigo dono despencarem no chão.

O baque surdo ecoou para os lados.

Mas Ael se ergueu, com as costas jorrando sangue atrás de si. Abertas, expondo os músculos, expondo seu interior – Você quer guerra de verdade? – Perguntou – Muito bem - Disse, com a voz toda mergulhada em raiva. A pele de Ael se soltou de seu corpo, descascando lentamente, os olhos tornaram-se puramente vermelhos – Essas asas... Eram um presente DE MEU PAI! – Berrou – VOU FAZER VOCÊ PAGAR POR ISSO, CRIATURA INFAME.

Toda sua estrutura passou a se alternar até ele se tornar uma criatura irreconhecível. Um demônio de fogo. Escamas, chamas, chifres contornavam-no e toda a beleza que ele carregava antes foi alternada por terror. Ele era simplesmente abominável.

- Você tomou algo precioso para mim. Agora é minha vez de tomar algo seu – Até mesmo sua voz havia sido substituída por algo macabro. Ele tomou espaço e saltou na direção de Deuce. Não tinha asas mas a sua nova forma o permitia ser muito mais rápido que antes e em alguns segundos ele estava em cima dela, pronto para arrancar a cabeça da garota.

Mas nem mesmo Joker precisou agir.

Jack levantou uma mão no ar e as partículas de sangue em suas roupas se ergueram no ar, se juntaram e formaram uma lâmina, condensando-se. Ele brandiu a arma na direção do braço de Ael, cravando a arma no ombro, depois o chutou para longe - MALDITO! – Berrou Jack, avançando. A velocidade do carta era simplesmente anormal, era até mesmo comparada à de Joker. Os passos faziam poeira levantar, deixando para trás apenas um rastro de sua presença. Ambos moviam-se rápido demais, a lâmina vermelha e a lança de Ael gritavam ao se encostar, separavam-se e voltavam a se encontrar.

Os olhos de Jack ficaram vermelhos por um breve segundo e ele arrancou um braço de Ael com um simples movimento de sua espada. Jack quase sorriu enquanto se movia. Mas não importava o quão bom Jack fosse. Ael era um príncipe do inferno. O demônio ignorou a dor e agiu, usando o braço que restou para atravessar Jack e erguê-lo no ar. Ael pegou-o, ainda com o braço através do seu estômago e o jogou no chão. Então se pôs por cima dele – Criatura desprezível... Humano hipócrita – E começou a socá-lo diretamente no rosto, fazendo sangue espirrar para todos os lados.

Jack sorriu enquanto o rosto era afundado no chão e piscou para Joker. Era uma abertura. Uma que provavelmente iria custar sua vida.

________


Asgard, Castiel/Aemy, Blake, Myra, Thomas.

Uma luz piscou no céu, distante. Ela se aproximava gradualmente, crescendo na direção da torre. Uma chama que cortava as nuvens e disparava violentamente contra a torre.

Asgard avançou, todas as suas forças empenhadas em um único ataque contra o tronco de Morte. O movimento praticamente definitivo. Seu punho se aproximou, pesado e cheio de energia e encostou contra o peito do cavaleiro um segundo antes de ele conseguir fazer algo.

Em seguida Castiel avançou, tomando a oportunidade que conseguiu a partir da abertura que o escudo fizera. A lâmina celeste rasgou no peito do inimigo, lançando-o para trás. Thomas e Myra estavam paralisados, imóveis.

A chama que se aproximava no céu estava cada vez mais próxima.

Morte tombou no chão. Asgard viu pequenos fios frágeis que conectavam seu braço ao peito dele, mas ainda sim... Pareciam fracas demais para controlá-lo. Então ele se ergueu. O peito aberto jorrava uma luz tênue e verde para fora de si, almas conturbadas tomavam o lugar de onde ficavam os músculos e veias de Morte. Ele não era um único ser. Ele era um bilhão de almas.

Ele ofegou por um momento, balançou a foice atrás de si e se preparou para mais. Mas isso nunca aconteceu.

__________________________


Ele caiu do céu embalado em chamas, tentando amortecer o impacto, inalando fumaça e fuligem que disparavam para todos os lados a partir de seus braços e de seu peito. O punho de aço havia afundado no crânio de Morte, socando-o para dentro do piso que estava em baixo de si. Os sistemas se ajustaram por um breve segundo e a fumaça se dispersou.

Seus companheiros estavam ali, os rostos familiares eram praticamente os mesmos, com exceção do homem mascarado que estava do lado dos Guardiões. E de Spark, que não estava lá. Morte explodiu em energia, lançando Blake para longe de si e se ergueu mais uma vez. Seu rosto estava detonado. Sua pele aberta, cheia de buracos. O peito aberto até o outro lado das costas graças à Aemy, e os ossos do tronco todos provavelmente esmagados graças à Asgard. Mas ele estava de pé.

- AGORA BLAKE! – Berrou Conquista enquanto avançava contra Morte. Outra onda de energia vazou, pronta para desintegrá-los completamente mais uma vez. Mas ela não passou de Blake. Ela não passou por cima do metal, ele segurou. As almas não eram capazes de corroer o ferro do peito e dos braços. O rosto quase foi ferido mas nem mesmo isso.

E então Conquista avançou para dentro.


Fogo contornava Conquista, dançando em volta dele como um velho amigo e quando ele se jogou no mar de almas as chamas entraram na frente, competindo com as que tentavam desfazê-lo. As duas energias faiscavam, berravam pulsos de magia para todos os lados enquanto lutavam.

Os braços de Blake sofriam uma pressão anormal. Segurar uma onda de energia era algo absurdo. Sentiu o aço tremer, os fios dentro de si vacilarem enquanto ele forçava para se manter no local. Se deixasse passar estaria morto. Todos estariam mortos.

Mas quanto mais Conquista avançava maior o poder de Morte era. As chamas começaram a falhar e lentamente a máscara do cavaleiro pálido se quebrava. Pedaço por pedaço ela caiu e conforme isso acontecia o fogo que o protegia também ia embora. A pele começou a sumir, os músculos começaram a se soltar e os ossos de um de seus braços viraram pó. Ele não iria conseguir.

Mas o carrasco alcançou o pescoço de Morte e o lançou no chão com uma força anormal, fazendo ele desmaiar no movimento. O carrasco havia perdido toda a sua armadura e seu rosto estava totalmente à mostra. A pele era negra e uma cicatriz em forma de X riscava seu rosto. Ele sorriu enquanto caia de joelhos no chão, a expressão inesquecível do companheiro deles estava ali. Aharon encarou-os por um segundo.


- Me perdoe, capitão. – E ele se levantou – Logo não serei eu mesmo. Eles sabem das armas, mas não podem pegá-las. Fizeram uma armadilh... Uma armadilha. Estão esperando por vocês lá – Ele pôs uma mão na parte de trás do pescoço e os dedos encostaram em um pino metálico. Tentou tirá-lo mas gritou de dor. E a expressão familiar sumiu. Ele se ergueu novamente, como uma criatura de lúcifer.

Mas Aharon não os atacou. Apenas se virou e saltou da torre. Não houve barulho de queda, e se procurassem por ele simplesmente haveria sumido.

Conquista respirou fundo. Havia perdido um braço, metade do seu corpo estava em carne viva, mas havia parado a habilidade de Morte. Haviam vencido. Morte estava no chão, destruído. Desmaiado.

Conquista se virou para eles e eles viram a semelhança em seu rosto. Sem máscara era impossível não reconhecê-lo. Era Thomas, mas ... Adulto. Cansado.

- Peço que me perdoem – Ele puxou um objeto do bolso, que haviam reconhecido. O Anel de Argo. Pôs sobre o peito de Morte e ele puxou uma quantidade de energia, depois o lançou para Castiel – Vai curá-lo – Prometeu. Depois sentou – Creio que tenham algumas perguntas. Se não, podemos ir.


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