The Things We Left Behind

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Ter Ago 09, 2016 6:30 pm

A resposta não convenceu Aemy, que apenas continuou tensa enquanto a situação se desenrolava. Não conseguia evitar a careta de enjoo com o hálito nojento que saia da boca daquele homem feio.

Mas depois ele soltou Asgard e as coisas pareceram ficar menos piores. Mas por que havia chamado o rapaz de Loki? Se conheciam? Um a um, as pessoas do grupo começaram a se soltar por si só, restando apenas a pequena que fora libertada por último com a ajuda de Thomas; ela o agradeceu em silencio, com um breve aceno com o rosto.

E enquanto negociavam, Aemy colocou suas mãos em biki novamente. Era estranho como o simples gesto de tê-lo em seus braços lhe trazia um conforto indescritível. Mas as negociações não pareciam boas... E quando o Caronte revelou que dois dos membros haviam morrido na água, o que teria acontecido afinal? Só se lembrava de ter perdido a consciência de repente.

Se deu conta de que as coisas não pareciam tão diferentes afinal... Achava que as coisas ficariam bem a partir dali, que talvez ninguém mais morresse. Sentiu um peso e um desanimo crescente, por mais que sequer gostasse dos dois que morreram isso significava que qualquer um ali poderia morrer de repente ou enquanto ela estivesse inconsciente.

Aemy apertou o ursinho em seus braços e foi para o lado de Joker. E foi então que, apesar de Thomas ter aceitado a proposta de Caronte, Asgard havia se voluntariado para ir sozinho assim o restante do grupo poderia seguir. A loira se sentiu insegura com a ideia do grupo se separar... Deixar Asgard ir sozinho parecia perigoso, se juntos eles haviam perdido duas pessoas... Mas, tímida, não disse nada e aguardou que decidissem.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Ter Ago 09, 2016 8:44 pm

O velho continuou a falar, falava com Asgard como se fossem conhecidos de longa data, e trouxe a tona um favor. Como não me envolvia deixei de lado e foquei em me livrar daquelas amarras, aos poucos ficaram mais frouxas e por fim estava livre, fiquei parada onde estava presa antes, até todos se livrarem. O capitão tomou as rédeas da situação, ajudou Aemy a se desamarrar e questionou Caronte, sobre o que ele queria, eu não queria me intrometer, mas achava aquele homem repugnante muito suspeito.

Thomas estava tentando tirar informações do velho, afinal, quanto mais, melhor, ainda mais que se for algo que provavelmente morreríamos por. Eu estava inquieta, não queria ter de mudar nossos planos, já havíamos perdido muito tempo, tinha muita coisa em jogo pra apenas acatarmos com os termos de um qualquer. A raiva e ansiedade aumentavam gradativamente dentro de mim, mas eu perdi o controle e descrição quando Asgard disse que seria melhor continuarmos e ele fazer aquilo.

- Olha, me desculpe, mas eu não concordo com nos separarmos. Tudo bem que seria melhor morrer apenas um, do que o grupo todo, mas já perdemos dois, não creio que valha a pena... - cruzei os braços e mordi o interior da minha boca, só para não falar nada de desnecessário, não queria trazer problemas para os outros, só queria continuar com o que tínhamos, afinal com o tempo, acabei me acostumando com essas faces e essas maneiras brutas e indelicadas, mas compreensivas. Estava com medo do que viria.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Qui Ago 11, 2016 6:59 pm


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Tinha em meu olhar uma expressão fúnebre. Quieto estava e apenas observava enquanto tudo ocorria. Tudo que ocorria tão rápido, de maneira que não podia fazer nada além de correr e esperar que tudo acabasse. Cedo ou tarde tudo acabava. Estávamos-nos presos em um convés, dois números menores do que havíamos começado, assim como duas vezes mais cansados e sem armas. Minha espada, onde havia ido parar minha espada?  Sentia falta naquilo, o presente que havia sido me entregue por membros tão distantes não estava mais comigo, onde? Caronte? A criatura? Qual dos dois a havia tomado? Engolia em seco preocupado, pensando no que e em onde ela estava.

Nosso capitão tomava a situação em suas mãos. Desejava agir fazer algo, mas estava com a cabeça turva, a voz da criatura e seu halito fedorento me faziam ter náuseas constantes, era como se ele próprio fosse maldito como um demônio, não da mesma maneira, mas incomodamente iguais. Todos começavam a se libertar, então seguia com eles, girava uma carta em direção às cordas e as rompida. Cravando-a no convés ao final do movimento. Asgard estava de pé, tínhamos uma missão a nossa frente, algo que ele se voluntariava a fazer sozinho. Antes dela já tínhamos prioridades diferentes, as armas celestes. Era com elas que deveríamos nos preocupar, não em retribuir o favor de uma criatura como aquela, aquele ser deformado, estranho. Era tão estranho ficar sem o contato de minha arma, sem minha Fang. De pé apoiava uma das mãos no espaço vazio. Era como se estivesse alheio a tudo, sabia disso, mas não poderia evitar.

- Minha espada. Tinha a voz rouca, depois de ficar tanto tempo quieto, mas olhava diretamente para aquela figura. Precisava de uma resposta - Foi um presente deles.  Não poderia deixa-la perdida, já havia me salvado anteriormente, mais do que a morte dos outros dois, estava em luto por aquela perda, aquela única perda que não poderia suportar. - Onde? Onde ela esta?



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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Qui Set 15, 2016 11:47 pm


As ondas se chocavam contra o casco de metal enferrujado do Degolador Sombrio e se desfaziam, eram gigantescas mas nada impedia o avanço daquela majestosa embarcação. As mãos esqueléticas de Caronte dançavam no leme e ele o controlava com uma maestria admirável, fazendo-o rodopiar em diversas direções e mantendo o navio em controle. Era visivelmente necessária uma força absurda para controlar aquele monstro flutuante.

Ele sorriu, como se tivesse conseguido a resposta que desejava – Desse modo é muito mais fácil – Ele deixou uma mão no controle e a outra se direcionou para trás, em busca da garrafa de líquido duvidoso. Virou-a, deixando o conteúdo escorrer para dentro da garganta e também pra fora, pingando no chão. Os olhos brilharam, revigorados.

Uma trombeta soou nos andares inferiores, o som berrou alto demais e a estrutura do barco tremeu, as tábuas pareceram prestes a se romper mas se mantiveram juntas. Caso olhassem pela beirada do barco o grupo veria o por quê ele parecia tão pesado. Uma tripulação inteira navegava com eles, mas nenhum era realmente vivo. Eram energias brilhantes, almas berrando por socorro, que se tornavam inaudíveis no topo – Não sou em quem vai tratar os detalhes – Ele coçou a barba – É com ele.

A porta da cabine do capitão se abriu.

O homem que deslizou para o lado de fora movia-se com leveza e graça, apesar de ser grande. O rosto estava escondido por detrás de uma máscara feita de ouro e ferro. Um colar descia pelo seu pescoço com um pingente de cavalo, o cabelo era prateado como a lua. O homem gigantesco fez uma breve reverência

- Meu nome é Conquista. Vocês, são os guardiões, acredito –

As pupilas brilhavam por de trás do metal como duas fogueiras, e assim que os olhos dos guerreiros se cruzaram com os de Conquista eles sentiram o poder e a pressão que se ergueram no ar. O Homem segurava na mão direita a lâmina de Joker. Ele a levantou e a espada se ergueu, flutuando até o tenente. Parecia ter sido reforjada de tão bela que estava, o metal rubro era límpido e capaz de refletir como um espelho.
- Meu irmão, Morte fora capturado pelas crias de Lúcifer – Disse a voz ecoando na mente dos guardiões, e eles sentiram o sentimento de familiaridade. – Creio que não esteja no plano de vocês, mortais, interferir em nossa batalha, e no entanto nós, Cavaleiros recorremos a vossa senhoria – Ele voltou a se curvar e se manteve na posição por um breve momento – Imploro para que considerem a oferta, assim como disse o barqueiro, nós garantimos passagem até as armas.

Conquista se recompôs, e novamente a pressão sufocou-os levemente, era um aperto próximo ao peito incômodo, como se estivessem no mais fundo lago. No interior, Asgard tinha outras conclusões.

Loki se distraia lançando uma moeda ao alto e deixando ela cair sobre a mão, depois a fez rodar entre os dedos lentamente, sem praticamente se mover. - Impressionante como você conseguiu controlar a realidade, mesmo que não de modo inteiro - Ele reafirmou - Estava incerto sobre você, de verdade. Mas minhas dúvidas se encerraram no momento em que você se mostrou capaz de me manter. A esse momento um humano normal teria sido desintegrado, e agora seria só pó. Mas você não é qualquer um... Pergunto-me que tipo de mortal consegue segurar um deus. Enfim. Eu disse que lhe contaria a verdade, e eis - Loki pegou a moeda e lançou ao ar de vez, ela se desintegrou no ar e uma imagem se formou a partir das partículas que caíram lentamente, como flocos de neve. Asgard não conseguia distinguir tudo perfeitamente, mas viu tropas avançando sobre um campo de batalha - No começo não haviam mortais. Nem anjos. Apenas nós, Deuses do mundo antigo. Yahweh era um ser absoluto e ordenou que seus filhos, as crianças de luz nos banissem. Eles foram liderados pela estrela da manhã. 

Nós fomos destruídos, aqueles que não morreram fugiram e se esconderam entre as realidades, atravessando o tecido existencial, rastejando e tentando sobreviver. Mas os Arcanjos sempre estiveram em nossa caçada. Muitos de meus irmãos já não existem mais, deletados pelas abominações de asas. Minha relação e a de Caronte remetem a estes tempos, ele me salvou quando estava prestes a morrer ... E provavelmente sentiu a minha presença no rio Styx. Quando você me encontrou, eu estava me escondendo, mas não de celestes. Ahazor, o príncipe do inferno, estava em minha busca. Ainda não sei o real motivo. 

Quando nós achamos que os celestes estavam todos mortos alguns ressurgiram, despertaram de seu sono milenar... Um de nós você conhece como Alsdram. O leão que ajuda a pequena profeta.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Dom Set 25, 2016 10:24 pm

Thomas encarou Caronte, conquanto sua resposta tinha soado estranho aos seus ouvidos. Imaginava que seria o Barqueiro que iria lhes designar a missão, contudo, pelo que ele dizia, seria outra pessoa. E Thomas se deu conta disso quando sentiu uma pressão absurda em seu peito, que lhe fez ter dificuldade de respirar por alguns instantes. Isso, porém, não o fez desviar o rosto da criatura que surgiu logo em seguida no convés do Degolador Sombrio.

Conquista. Thomas arregalou os olhos perante o nome. Conhecia aquele nome e por conseguinte, o nome do irmão chamado Morte. Os quatro cavaleiros do apocalipse. Ter Morte como prisioneiro de Lúcifer indicava muitas coisas. A primeira delas, era dúvida. Se os Cavaleiros trariam o Anticristo, porque Lúcifer tinha em poder de si, alguém que poderia usar para seus objetivos? O segundo ponto a se considerar, era se a retenção de Morte era o que ocasionava a não-morte dos demônios e continuamente surgiam das profundezas. Não tinha tempo para cogitar essas coisas.

- Considerar a oferta? Isso nunca foi uma oferta. Seu pedido de ajuda suscita muitas dúvidas acerca do desenrolar do fim dessa era. Dúvidas que podem mudar o rumo de tudo, eu arriscaria. Iremos resgatar seu irmão, porque não temos outra escolha senão fazer isso. Independente de vocês nos colocarem ao lado das Armas Celestiais, coisa que eu duvido muito que acontece. Afinal, porque aqueles que deveriam estar ao lado de Lúcifer me ofereceriam a arma para mata-lo? – A pergunta foi feita, mas Thomas não esperou uma resposta. Olhou fixamente nos olhos de Conquista, aguentando a pressão e a dor que sentia no peito.

Quando se deu por satisfeito, desviou o olhar e sentou-se com os seus. Não tinha mais o que fazer a não ser aceitar a situação. Esperaria Caronte deixá-los no local onde teriam de iniciar sua nova missão.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Sab Out 01, 2016 1:41 pm

Aemy não pode deixar de notar o quanto Joker pareceu com medo de ter perdido sua espada. Devia ser algo muito importante para ele como Biki era para a pequena talvez.

E logo outro homem estranho entrou em cena... Um homem grande que andava engraçado e usava uma máscara esquisita. Ele se apresentou e Aemy se esgueirou para trás de Joker, se escondendo e apenas ouvindo. Não fazia parte das decisões do grupo, então não se importava em apenas ficar em silencio. Deu um sorriso tímido quando a espada do amigo foi devolvida, ficando feliz por ele.


As palavras seguintes de Conquista fizeram com que Castiel pensasse... Como diabos morte havia sido capturado? Imaginava que qualquer coisa teria medo de se mover contra ele, a não ser, é claro, que ele tivesse caído em algum tipo de armadilha. Felizmente não precisou se oferecer para ir, já que o Thomas prontamente aceitou a missão.

“Pergunte como aconteceu.”

- H-hm. – a voz soou rouca, queria ficar em silencio se fosse possível, mas não ia ignorar o pedido de Biki e por isso olhou para Conquista, apenas por um segundo antes de voltar a olhar a madeira do chão – C-como ele foi capturado...? E quem? – a voz se tornou mais séria e dura, os olhos agora se erguendo e observando o cavaleiro – Lúcifer tem muitas crias e pelo que eu sei algumas nem estão ao lado dele. O que você souber sobre a situação e o local onde Morte está pode ser útil para o nosso sucesso.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Seg Out 03, 2016 3:56 pm

A pressão de conquista sobre Asgard só surtiu efeito quando ele realmente estava prestando a atenção, mas depois, mesmo olhando em seus olhos, Asgard estava perdido nos próprios pensamentos e no mundo onde conseguia conversar com Loki. Depois de toda a mágica de Loki, mostrando e comentando sobre o passado, Asgard se sentiu a vontade para falar o que perambulava em sua mente, queimando alguns neurônios para conseguir entender os objetivos de seus inimigos.

- Isso... não faz muito sentido. Existe alguma possibilidade de você e seus irmãos terem algo poderoso para conseguir subjugar a existência de seres maiores? - Esperou por uma resposta positiva, já que a busca atual era uma missão quase impossível de se conseguir.

Não se sabe o quanto tempo ficou conversando com Loki em relação a tais assuntos, descobrindo ainda mais coisas sobre o passado, algumas referencias e possíveis objetivos que poderiam ter que ir atras para se conseguir o principal, mas Asgard não parava de pensar que uma coisa comentada por Loki pudesse ser possível, já que até ele mesmo estava impressionado por Asgard não ser desintegrado depois de todo aquele tempo, talvez aquilo fosse algo a se tentar.

- Loki... Estive cogitando sobre uma coisa. Sei que nossos objetivos estão bem semelhantes e pela suas historias, seus irmãos estão próximos a essa busca... - Uma leve pausa, pois ainda não achava que iria conversar aquilo, muito menos ter chegado a pensar sobre - Achas que seria possível, conseguir comporta-los em meu corpo? Ou pelo menos ir atras deles pelas realidades e até mesmo o tecido existencial? Sinto que existe alguma coisa faltando e que talvez eles possam ter... Bom, vocês estiveram separados desde então, não acho que seria difícil ter alguma coisa que nos surpreendesse e que seja uma possível resposta.

Asgard continuava acreditando na sua loucura, achava cada vez mais e mais na possibilidade de ser um receptáculo, um ser que pudesse ao menos guardar deuses dentro de seu corpo, além de usar seus poderes. Talvez sua sede de poder estivesse lhe mostrando tal caminho, mas isso era um pouco do desespero que o assombrava quando sua mente mostrava o quão minusculo era perante tudo aquilo, tudo o que passou, tudo o que viu até ali.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Seg Out 03, 2016 8:52 pm

- Temo que tenha nos compreendido erroneamente, Lorde Darwishi. Não pode haver vida sem ordem. Bom, Mau, trevas, luz. É preciso de equilíbrio no universo. Tal é o decreto do Grande Conselho. Mas o Equilíbrio fora quebrado. Mesmo agora a Terra arde em ruína, perdida para os Lordes Demônios, Lúcifer e sua prole esculpem um novo reino entre ela. Quando vosso mundo estava prestes a ser ... Feito, O Altíssimo criou o Grande Conselho, uma entidade responsável pela regência de tal Equilíbrio. Foi confiado a nós o último selo, aquele que mantinha os portões dimensionais fechados, e consequentemente, Lúcifer trancado em seu reino – Ele pausou e se apoiou sobre o Degolador Sombrio, observando o horizonte – Ele precisa de nós. E quando nos recusamos a ajudá-lo a quebrar o balanço ele declarou guerra ao Grande Conselho ... E Nós quatro somos o exército do Conselho.
 
 A chama dos olhos de Conquista se apagou e por um breve segundo – Nunca fomos aliados aos infernais, muito menos aos celestes. Somos aliados do equilíbrio – Ele concluiu sua explicação e se virou para Aemy e Asgard -Tens razão quando afirmam que não há escolha. Se não ajudarem à meu irmão a garota morrerá. A alma está definhando lentamente ... Posso ver mais que qualquer visão humana – Declarou – Morte caiu em um pântano. Seus coletores me disseram que ele lutou com todos os príncipes infernais ao mesmo tempo, e que eles o levaram para o Olho de Amom, o local onde todos os rios se juntam em um só.
 
Caronte soltou o leme e caminhou até eles, se juntando a conversa – Felizmente esse rio em que estamos é uma das formas de chegar até o Olho de Amom – Ele puxou um pergaminho e o soltou na frente deles, derramou um pouco do líquido que tinha na garrafa sobre o pedaço de papel e ele começou a ser preenchido com desenhos. – Esse novo Mapa servirá. Dúvidas ? – Ele perguntou.


Na mente de Asgard Loki tomou uma expressão séria. Ficou em silêncio por um tempo em quanto escutava a proposta praticamente absurda do guardião - Sim... Talvez seja possível, ou talvez você seja desintegrado. Não sei quanto poder você consegue suportar - Ele sorriu levemente, e Asgard soube que aquilo não queria dizer que ele não estava disposto a tentar - Existem centenas de modos de atravessar as existências e as dimensões agora que o Apocalipse está ocorrendo, achar uma brecha não deve ser difícil. Mas eu me pergunto, caçador. Por quê é isso de seu interesse ? - Loki provavelmente já sabia a resposta, mas queria ouvi-la de qualquer forma, esperava por isso. Ansiava.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Qua Out 05, 2016 9:27 am

Não precisava de mais nada para obter o que estava procurando, só precisava tentar. Mesmo estando mantendo uma conversa com Loki em sua mente, Asgard ainda conseguia manter atento ao que Conquista falava para todos, e com suas ultimas palavras em sincronia ao que Loki estava lhe explicando, Asgard sentia uma euforia crescer, uma queimação espalhada pelo tronco que quase não conseguia aguentar, sentia que precisava socar alguma coisa para ver se diminuía aquilo. Era a mesma sensação da sua primeira caçada. Mesmo sentindo tudo aquilo, era racional, começou a pensar um pouco mais para lhe permitir acalmar e manter uma conversa sincera com Loki e futuramente com Conquista.

- Já lhe disse antes do porque Loki. Não tenho mais nada a perder desde o momento em que aceitei a missão lá no reino. - Seu olhar era profundo e vazio, pois estava pensando ainda mais sobre as coisas, até chegando na pergunta em relação a sua existência - Só uma duvida... - Uma pausa grande para manter certo suspense - Por onde começamos? - Esboçava um leve sorriso de confiança e ansiedade, reforçando a resposta do quanto queria aquilo.


Apos todo o falatório Asgard se aproximou de Caronte, sem ser muito discreto além de não perder tempo na hora de pedir. - Me de um mapa, irei resolver algumas coisas de preparação e preciso saber melhor por onde estou me movimentando, além de me encontrar com meus aliados depois. - Não queria demonstrar ansiedade no pedido, muito menos um comportamento estranho, mas aquela vontade de saber o que iria acontecer com ele o deixava um pouco agitado, ainda segurando a vontade que o próprio Loki estava emitindo para ele. Estava difícil de manter uma compostura.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Out 11, 2016 8:06 pm

Equilíbrio. Aquela palavra mexeu com Thomas. Olhou para Conquista e não sabia o que sentir. Se era raiva, ódio ou até mesmo esperança. Contudo, ainda não tinha plena confiança nele, mas como tinha dito anteriormente, aquela missão nunca fora requisitada, era uma obrigação e pensando agora, caso eles não agissem, as coisas só poderiam piorar. Considerando, porém, a absurda dominância de Lúcifer e o discurso sobre equilíbrio de Conquista, Thomas pensou que ali talvez estivesse um vestígio de uma verdadeira chance de conseguirem as armas.

Claro, se não morressem antes.

Olho de Amom. A junção de todos os rios. O local mais infestado de demônios. O local onde provavelmente era um suicídio entrar e onde eles teriam de se enfiar atrás de um dos Cavaleiros. Thomas suspirou e observou Caronte chegar perto de si e lhe entregar um mapa de uma maneira bem estranha. Tornou os olhos para a garrafa, desconfiado e então olhou novamente o mapa. Estava prestes a inquirir Caronte sobre uma dúvida, quando Asgard interrompeu. Thomas respirou fundo, mas não adiantava. Sua calma tinha ido para as profundezas.

Bateu com fúria e violência em cima da mesa e sobre o mapa, fazendo com que focassem sua atenção nele. Seus olhos brilhavam também, tais quais os de conquista. Provavelmente a sincronia com o anjo que tinha dentro de si, ligada de forma inconsciente. – CHEGA! Eu já falei isso uma vez e vou repetir de novo: Você não vai sozinho. E isso é uma ORDEM! – Thomas nunca tinha precisado reiterar que tinha uma hierarquia superior, porque nunca teve de lidar com insubordinação, mas na sua visão, Asgard já estava passando dos limites.

Enrolou o mapa e jogou para Joker. – Guarde o mapa. – E então virou-se para Asgard novamente, mas falou a todos. A voz mais potente, duplicada, como se duas pessoas estivessem falando. Provavelmente o anjo. – Três já morreram no caminho e essa missão depende de quantos continuarão vivos. Myra! Joker! Não deixem ele sair daqui e mantenham ele conosco. – Darwishi então se impôs e deu um passo a frente. – E se você for contra isso, vai obedecer por bem ou por mal. Você não é o único que tem alguém dentro do seu corpo! – E finalizou, deixando o clima tenso, esperando pelo consentimento do seu oficial.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Ter Out 11, 2016 8:57 pm

O que esse Grande Conselho protegia, num geral, parecia uma grande bobagem. Eles então acreditavam que é natural e demônios devem existir? Parecia absurdo algo do tipo... Mas, de qualquer modo, era melhor um mundo equilibrado do que um dominado pela escória.

Mas as palavras do Caronte sobre “a garota”, preocuparam o arcanjo. Achou que apenas sua própria alma estava em risco, mas o que o cavaleiro estava lhe dizendo agora era que Aemy morreria se aquela situação não fosse resolvida? Isso sim era um problema. Permitir que a pequena morresse estava fora de questão, então era melhor que conseguissem encontrar um modo de salvar Morte de uma vez.

Tudo parecia estar certo, até que Asgard demonstrou sua insubordinação. Até mesmo Castiel não pode deixar de sentir certo desprezo ao ver que o rapaz parecia ter ignorado totalmente as palavras anteriores de seu capitão. Como um general, achava que a atitude de Asgard era digna de punição, mas não se meteria nos assuntos daqueles humanos a não ser que isso atrasasse a missão e, por isso, optou por se retirar.


Aemy apenas observou que a situação parecia ter se tornado tensa de repente. Ficou em silêncio, sem entender tão bem o que estava acontecendo entre Thomas e Asgard... A loira encolheu os ombros, sentindo um pouco de receio, e aguardou que eles se resolvessem.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Qua Out 12, 2016 6:29 pm

Myra escutava a conversa de longe com os olhos fechados, como Conquista disse, equilíbrio era algo essencial, não podia negar que era realmente importante, mas a convivência de todos os seres parecia algo quase impossível de se adquirir. Mesmo achando que era uma missão suicida, após saber quais seriam as consequências de não o fazerem, teria de aceitar a decisão de seu líder. A garota suspirou e então abriu os olhos, observou o velho caminhando até eles, o mesmo pegou um pergaminho e o jogou na frente de todos, derramou o liquido da garrafa e imagens de um mapa começaram a surgir. Aquilo não me surpreendia mais, talvez alguns meses atrás...

Observei o mapa atentamente, tentando memoriza-lo, mas a voz de um de meus companheiros, interrompeu minha concentração. Olhei para Asgard com dúvida e reprovação, a maneira que se portava era estranha, não podíamos deixar que fosse sozinho, neste momento olhei para Thomas e algo inesperado aconteceu. Ele estava sem paciência, seus olhos brilhavam e sua voz estava clara e potente, era uma visão rara e bela, o soco que dera na mesa fez meu corpo enrijecer, mesmo que não fosse comigo, a energia era ameaçadora. O líder apanhou o mapa da mesa e o jogou para Joker, sua voz agora havia um eco, era como se duas pessoas falassem ao mesmo tempo.

Ele nos lembrou dos companheiros que perdemos e senti um peso em meu coração, mas todos sabíamos que isso poderia acontecer desde que aceitamos a missão. Estava perdida em pensamentos quando a voz de Thomas chamou meu nome e de Joker, minha atenção fora focada apenas em suas palavras, e suas palavras se tornariam meu objetivo, até dito o contrário...ou até minha morte. Com determinação segurei no cabo de minha espada – Sim, senhor! – olhei para Asgard e me aproximei, parei ao seu lado e cruzei meus braços. – Você não sairá do meu campo de visão... – Disse com uma voz dura e calma.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Qua Out 12, 2016 11:09 pm


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Equilibrio...Odiava como aquela palavra soava, pois seu peso era muito maior do que qualquer martelo de guerra, ou missão que tivesse sido atirada até a mim. Ela vinha até a mim como uma facada que apontava que tudo havia sido por uma causa, toda a dor e o sofrimento, em nome de algo tolo como o balanço de duas forças. Como se tudo que tivesse ocorrido fosse obra de um deus cego, uma existência maldita e incapaz de encarar a realidade a sua frente. Equilíbrio era tolice! Haviam demônios, havia o bem, e havíamos nós. Conhecia as pessoas e suas sombras, cada um deles tinha suas fraquezas e suas vontades, cada um deles escolhia, humano ou demônio, cada um deles lutava para matar aos outros, anjos eram assim, os infernais eram assim, eu próprio era assim. Por aquelas pessoas mataria, apenas por aquelas pessoas.

Não via o que os outros pensavam, pois no termino de tudo aquilo, apenas nossa missão realmente era de importância. Asgard mais uma vez desejava a solidão, queria mover-se sem restrições do grupo, mas como tal sua atitude era uma afronta. Honra e orgulho existiam, nossa missão era real, palpável, não a necessidade de equilíbrio entre bem e mal. Não hesitaria por um único momento, se caísse em minhas mãos, o poder de apagar a escuridão do mundo. - Como desejar. Em um instante o mapa que tinha em mãos era engolido por dentro da manga, se perdendo em um bolso oculto de minhas roupas, uma das artes do mágico. As ordens do jovem eram claras, implacáveis. Sua preocupação trazia consigo a realidade da perda, o medo do que enfrentaríamos, mas uma certeza tão limpa como aquela ameaça.

- Asgard. Tinha a voz calma, pausada enquanto saboreava a palavra. - Peço a ti que não deixe a situação chegar a este ponto extremo, mas o que fazemos hoje é de importância maior do que nós, maior que nossos desejos, ou nossos pensamentos. Como dito por nosso próprio capitão, todos podemos ser restritos de uma maneira ou de outra, apenas rogo que não precisemos agir.



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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Seg Out 31, 2016 10:09 pm

Asgard notou quando Myra se posicionou estrategicamente ao lado dele, pronta para qualquer reação, notou os instintos automáticos de guardião de Joker que ficou atento a qualquer movimento brusco, e os de Thomas, pronto para reagir a qualquer segundo. Mesmo que quisesse sabia que era uma luta injusta, três contra um já era anormal, considerando que todos estavam absurdamente cansados uma possível batalha não duraria muito. A ideia era Absurda. Loki sussurrou em sua mente “ Não lute, não posso te apoiar no momento. Minha energia foi sugada pelo rio, guarde suas forças para seus verdadeiros inimigos “ Aconselhou ele.

Conquista avançou de imediato, se pondo ao meio deles


– Não permitirei que companheiros duelem entre si – E emanou uma leve energia em volta de si – Vocês estão no campo de batalha a muito tempo, não devem permitir que a exaustão cause o desentendimento – A voz poderosa fez com que todos relaxassem. Sabiam que não poderiam avançar sem antes ter que passar por cima do cavaleiro.

Caronte riu – Nada como uma boa briga – Ele comentou e se virou, deixando o mapa nas mãos de Joker. Cada um se tornou para um canto do barco, e não tinham nada mais a fazer se não descansar e aguardar. A noite seguiu fria e o cansaço tomou conta dos guardiões, e como em um passe de mágica eles dormiram. Tinham de dormir, o combate estava vindo e precisavam da energia de volta.
A manhã despertou-os.

O sol escaldava sobre suas cabeças, anunciando o fim do frio e deixando-o para trás sem qualquer despedida, a neve sob a madeira derretia lentamente e o mar começou a descongelar. O horizonte não era como lembravam, apenas mar e neblina, agora eles conseguiam ver. Estavam no topo de uma cachoeira, o casco do Degolador Sombrio estava prestes a inclinar sobre a água e cair no abismo mas ao invés de fazer isso ele simplesmente se manteve parado.

Caronte largou o leme e caminhou até o grupo dos guardiões, Conquista estava enfiado em sua cabine e não o viram desde o outro dia – Muito bem moças. É hora de decidir como iremos fazer – Ele balançou a mão no ar e a energia tomou forma de uma miragem, uma cena, um mapa.


Uma fileira de barcos fantasmas guardava uma espécie de edifício - O seu cavaleiro está numa torre no meio do mar – Declarou ele.

- Eles provavelmente enfiaram Morte no topo, junto com o mestre da torre. À esquerda existe a Frota Fantasma. Uma centena de barcos, todos obviamente menores que o Degolador, mas são quase duzentos deles; cada um desses malditos filhos da puta eram humanos antes de ser consumidos pela água e o príncipe Ahazor ter os transformado em zumbis.

À direita está dormindo o Leviathan. Uma das bestas infernais, mãe daquela criatura que fez vocês dormirem com os peixes. Não tenho ideia se ela está sozinha ou com seus filhotes, mas se estiver podemos assar a criatura e jantar ela.

Podemos dar a volta e tentar a sorte nos rochedos da perdição, provavelmente seremos esmagados mas não existe proteção por lá, e cairíamos no jardim do inimigo, antes que ele percebesse já estaria de volta ao inferno... Ou podemos ir pela frente. Enfio vocês, inúteis, lá embaixo no barco e finjo que estou levando o carregamento de almas para eles. Mas se a torre ver vocês aqui, podemos dar adeus, vamos ser obliterados antes de conseguir falar fudeu – Ele pausou e se inclinou para trás – Se tiverem algum plano melhor é só dizer. Quando estiverem prontos eu os levarei – Ele saiu dali e entrou na cabine, só os guardiões ficaram ali em cima.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Dom Nov 13, 2016 9:05 pm

Asgard havia se perdido nos próprios pensamentos a dias antes, logo apos se separar do grupo até o levar aquele momento onde se encontravam agora. Sentia ainda a necessidade de almejar o que deseja, mas ainda sim tinha que respeitar seus companheiros pelo qual lutara lado a lado mesmo antes de tudo isso, Asgard sempre foi de respeitar a todos. Mesmo com o rugido e o posicionamento de todos, Asgard não se intimidou. De cabeça baixa, deu um leve sorriso e intimidou seus aliados somente com a presença de sua sede de sangue ao qual aumentou ao extremo, mostrando uma falsa impressão de que seria forte o suficiente para enfrentar os três. Foi somente por um instante, mas suficiente para deixar até Caronte a espreita de se proteger.

- Não se preocupe Loki - Dizia calmo, diminuindo aquela vontade. Sua ação era só uma forma de espanta-los, estavam fracos mais ainda de guarda alta, e possivelmente ninguém queria ter de ficar discutindo sobre aquilo. Asgard aprendera na floresta e nas lutas, o que não foram poucas, até aperfeiçoado uma para ele. Caminhou em direção de Thomas, sem levantar alarmes depois das palavras de Conquista. Estendeu sua mão e curvou levemente o tronco para frente em forma de respeito.

- Perdoe meus atos Thomas, estamos em grande estresse esses tempos e achei que seria de melhor ajuda agindo sozinho. - Levantou o tronco ainda com um sorriso no rosto. Quando pegou a mascara para por no rosto, direcionou uma força, para que Thomas tomasse cuidado com tais atos de fúria perante a ele de novo, ainda mantendo um sorriso, agora sarcástico. - Que não se repita, para o bem de todos. - por fim falava, direto e baixo, onde só Thomas pudesse escutar, além da mascara deixar seu falar um pouco abafado.

Era um cansaço acima do esperado para todos, todas as pausas que já fizeram, não passaram de uma farsa. Estavam sempre em guarda, observando tudo e todos, sempre tensionando cada músculo para qualquer situação que pudesse vir, em sua maioria, sem necessidade. E nos lugares mais inusitados, aquele era um, onde Asgard havia dormido como se estivesse no seu lugar preferido, em um dia de chuva. Finalmente uma noite que valeu a pena.

O amanhecer trouxe novamente a realidade que haviam deixado de lado por um bom descanso durante a noite. Caronte explicou o que queria e os deixou sozinhos. Asgard se adiantou.

- Antes de tudo (fora temer), peço perdão para todos, devemos direcionar essa energia aos inimigos. Segundo: talvez devemos ir na direção dos zumbis e tomar um de seus barcos, provavelmente iremos enfrenta-los assim que chegar perto suficiente da torre. - Dando uma pausa - ou seguir o conselho de Caronte e ir de frente. - Apontava no mapa.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Qui Nov 24, 2016 5:05 pm

O aparente confronto fora interrompido por Conquista, mas Thomas não planejava seguir adiante com aquela ideia de qualquer forma. Com a aura imposta pelo Cavaleiro, Thomas simplesmente relaxou e seguiu para um canto do barco, onde procuraria descansar e pensar na missão que estava logo a sua frente, sem dúvida a missão mais difícil que tinha em mãos até agora. Precisaria estar bastante preparado mentalmente e fisicamente para aquele embate.

Além do mais, sentia que de alguma maneira, Aladiah não tinha lhe abandonado. Estava consciente quando sua voz tomou outras proporções e não foi sua intenção usar aquilo, mas mesmo assim aconteceu, fazendo-o acreditar que a sua situação era semelhante à Aemy. Talvez mais evoluída e com mais controle, mas era igual. Talvez pudesse conseguir falar com Aladiah? Não sabia, mas estava disposto a tentar no tempo que lhe restava até o destino final onde Caronte os levaria.

--------------------

Acordou com o sol batendo em sua cabeça. Fazia calor. Muito calor. Levantou com certa cautela, tendo cuidado com os olhos que recebiam a luz intensa. Levantou-se com calma e confirmou que o frio tinha ficado para trás, o que para Thomas era uma situação reconfortante. Olhando para o horizonte, poderiam ver que estavam no topo de uma cachoeira, onde o barco de alguma forma conseguia se manter inerte.

A situação agora era simplesmente decidir como fazer aquilo. Da forma que Caronte explicou, não tinham muitas alternativas a não ser a de entrar disfarçado junto com o carregamento de almas. – Não iremos contra os barcos, nem contra o Leviatã. Não sei até onde Caronte e Conquista vão nos erguer as mãos, mas prefiro lidar com o mínimo. A forma mais segura é apostar que eles ainda não nos detectaram daqui e seguir escondido no carregamento. Quando chegarmos lá dentro, teremos mais chance de sobrevivência... Eu acho. – Declarou Thomas.

A única coisa que o jovem capitão queria era resgatar aquele maldito Cavaleiro e conseguir o prometido acesso a tais armas.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Dom Nov 27, 2016 12:31 pm

Não entendia aqueles tais guardiões. Por que estavam brigando em um momento como aquele? A pequena não conseguia entender muito bem o motivo daquela discussão... Aquele homem esquisito, Asgard, parecia problema.

De qualquer modo, nada de grave aconteceu e as coisas seguiram em frente. Eles passaram a noite naquele barco e Aemy não conseguiu dormir tão bem... Se sentia desconfortável naquela embarcação, não só por aqueles homens esquisitos, mas por que havia almas lá dentro. O que diabos aquele homem fazia com as almas das pessoas? O pensamento a assombrava e o sono tranquilo não veio apesar do cansaço.

A agitação e o medo que crescia a cada instante, porém, seriam o suficiente para que ela se mantivesse acordada naquela missão. Agora que estavam perto, Aemy estava com medo, parecia loucura entrar na base de demônios malignos, não? E a insegurança que Thomas demonstrou em sua decisão serviu apenas para a loira aceitar a ideia de que algo ruim aconteceria.

A pequena apenas assentiu, sem muita confiança, e apertou o ursinho em seus braços.

“Não tenha medo, Aemy.”

Ouviu as habituais palavras de conforto de biki e se sentiu um pouco mais segura, afinal, tinha sobrevivido até agora.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Qua Dez 07, 2016 4:29 pm

Myra estava exausta devido a rotina puxada que foram submetidos, mas ainda seguia as ordens dadas pelo capitão. Mantinha as aparências por fora, mas por dentro não aguentava mais o cansaço e muito menos os desentendimentos criados por Asgard, e foi então que Conquista se pronunciou. Suas palavras trouxeram um pouco de alívio para a garota, afinal, todos tinham que cooperar para pudermos completar o objetivo sem grandes perdas, após suas palavras, me sentei em um canto do navio e peguei no sono, acordei com a neve derretendo, com gotas caindo pouco a pouco em minha mão. Não fora a melhor noite de sua vida, mas havia recuperado boa parte de sua energia, observou o horizonte mas não se via nada além de uma cortina branca de neblina, se levantou e se aproximou do resto do grupo.

Caronte deixou o leme e veio para perto, apresentava as opções que tínhamos para chegar até a torre, todos eram perigosos e iriam gastar energias desnecessárias, exceto um. Myra se calou e esperou a decisão de Thomas, a qual deixou a jovem com receio, ela sabia que era a melhor ideia, mas sentiu um calafrio subir sua espinha, deixando seu corpo inteiro arrepiado. Respirou fundo e fechou os olhos, tentou se acalmar, mas estava com os nervos à flor da pele, deu um soco na madeira para descontar a impaciência e nervosismo, era uma ajuda temporária e a moça sabia disso, mas era melhor do que comprometer a missão.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Ter Dez 13, 2016 1:12 pm

Um sol cinzento se erguia no céu, coberto por nuvens grossas que mais pareciam fumaça se acumulando em um único local, imóvel, tapando a luz do dia. O clima no entanto, havia melhorado. – Um belo dia! – Exclamou Caronte, no leme – Muito bem, já que estamos decididos – Ele concluiu depois de ter sua resposta – É hora de trabalhar – Soltou o controle da embarcação e caminhou até o grupo – Se vocês não sobreviverem será uma pena. Desçam as escadas do barco até o último andar, e se enfiem no carregamento, se tudo der certo vocês estarão camuflados e irão direto para a sala do próprio Amom.

Conquista saiu de sua cabine, os passos pesados da armadura tomaram a frente – Me sigam – Disse e caminhou até a escotilha no chão. Ele a ergueu lentamente e pôs o pé no primeiro degrau para os andares inferiores. A madeira rangeu e pareceu prestes a ceder sob seu peso, mas não ocorreu. O cheiro doce e aromado de morte encheu as narinas de todos, era doce e desagradável, uma mistura de sangue e vômito em odor. Não demorou para que achassem a fonte: A tripulação de Caronte era inteiramente de Ghouls, viram alguns sentados nos cantos praticamente mortos, outros agarrados à cordas e uns lavando o chão com esfregões, mas a luta era inútil por quê tudo o que era limpado simplesmente voltava depois de algum tempo. Haviam Ghouls nas janelas, nas escadas e nos becos, eles se espalhavam como praga.

Não eram demônios, mas estavam longes de ser humanos. As criaturas eram almas perdidas enfiadas em carne pútrida e decomposta, com o único objetivo de servir ao capitão. Felizmente nenhum deles pareceu notar a presença do grupo em quanto caminhavam barco a baixo. Logo eles descobriram que o Degolador Sombrio não era uma simples embarcação, mas um navio verdadeiramente gigantesco, praticamente uma fortaleza flutuante. Canhões do tamanho de torres se projetavam para os lados através das janelas, mas não havia qualquer operário.

Desceram cada vez mais e cada vez mais a escuridão perseguia-os até que a única luz que restou havia sido a das tochas presas às paredes. Conquista agarrou uma delas e tomou a dianteira. O próximo andar era uma prisão. Dessa vez demônios reais estavam ali, centenas de celas que se revelavam conforme eles avançavam, enfileiradas por um longo corredor. As criaturas eram mantidas presas de diversas formas, mas a grande maioria estava atrás de simples barras de ferro.

A sala inferior era um salão de espelhos e a chance de se perderem ali era alta, mas com Conquista guiando havia se tornado simples. Myra percebeu que a iluminação não era nada para ela, os olhos da garota se adaptavam ao escuro como os de um animal selvagem. Aemy também conseguia ver, apesar de às vezes não querer. Quando finalmente alcançaram o andar do carregamento as luzes voltaram.

O som das almas agoniadas ecoou para todos os lados, gritos de horrores, pedidos de socorro, berros de agonia e choros se misturavam em um só eco, tornando-os praticamente surdos a qualquer outra coisa. A sala, diferente das outras, era bem iluminada, na verdade, era iluminada até demais. Os seres brilhavam em verde lúgubre, separados por grandes barras de ferro que os continham todos juntos, como se estivessem encaixotados em aço, alguns tentavam se esticar para fora, em vão. As passagens eram pequenas demais e sair dali era praticamente impossível.  Esse era o carregamento de Caronte, os condenados.

Havia uma passagem para dentro da gaiola, localizado na parte superior havia um pequeno buraco circular onde apenas um por vez poderia entrar, mas era impossível retornar uma vez que o fizessem, já que a entrada estava muito longe do chão. Conquista se ajoelhou perto das barras metálicas, provavelmente prata e se preparou para lançar alguém ao topo – Um por vez, quem será o primeiro? – Perguntou.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Dom Dez 25, 2016 4:20 pm

Uma vez que estavam dentro da plataforma, através das grades o lamento tornou-se insuportável. Eles choravam, gritavam e se debatiam, eram centenas e centenas de almas brilhantes e por sorte elas simplesmente não notavam a presença dos guardiões, estavam muito ocupados com seus berros. Conquista se sentou no chão, e os outros também, ali embaixo eram praticamente invisíveis. Alguns minutos depois a embarcação disparou à frente. Sentiram o chão inclinar e logo depois todo o barco, afundando e descendo a cachoeira na qual estava apoiado. O frio na barriga e a sensação de queda tomaram conta, a água passou a escorreu por dentro dos vidros rachando algumas janelas e inundando o andar, e todos começaram a ser revirados pelo impacto.

O grupo foi lançado contra o teto, as barra de prata e até o próprio chão com força, como se estivessem dentro de uma pequena caixinha e fossem chacoalhados por um gigante, água e almas eram lançados juntos à eles e tiveram muita sorte de saírem inteiros quando o navio encontrou estabilidade. Tontura dominou-os de uma maneira que tornaram-se incapazes de se levantar, com exceção de Conquista que pareceu inalterado. O cavaleiro ofereceu uma mão a Thomas e depois aos outros, um por vez.

- Agora devemos seguir viagem tranquilamente. A partir de agora entramos na garganta do diabo - Anunciou Conquista, a água ainda escorria por sua armadura.

Um líquido negro começou a deslizar pelas frestas, descendo as paredes lentamente enquanto alcançavam cada buraco e lasca do andar, enchendo as portas e a escadaria, e reformando o Degolador Sombrio lentamente. Era semelhante à bebida que Caronte tomava, e dentro de alguns minutos tudo havia retornado ao normal.

Haviam pequenas janelas de ferro posicionadas em certos cantos, por onde eles podiam observar de longe. Caronte pilotava o navio por entre uma dezena de barcos que aparentemente estavam vazios.

- Fantasmas - Contou o cavaleiro. Depois tornou-se comum passar rente à destroços e pedaços de navios que carregavam a bandeira de Valiheim. Mastros, déques e canhões se desfaziam centenas de vezes à frente, era como mergulhar por entre um lixão, ou melhor, um cemitério. Vez ou outra luzes estranhas atravessavam as frestas, em busca de passageiros escondidos ou criaturas disfarçadas mas a quantidade de almas era grande demais para que achassem alguém no meio de tudo aquilo.

Lá no alto alguém soou uma trombeta.

O som de metal se arrastando, provavelmente um portão.

O Degolador Sombrio foi levantado, deixando as águas frias e mortas e se erguendo para o céu, e eles conseguiram ver pela janela a entrada da torre. Um tentáculo asqueroso se agarrava em volta do navio, erguendo-o no céu e arrastando-o para o porto.
Conquista se enfiou atrás de algumas almas - Escondam-se! - Ordenou.

A rampa do navio se abriu sem pressa, rangendo e trazendo a iluminação para o local. Um ser corcunda saltou para dentro do andar de carregamento e ergueu uma lamparina. Ele vestia-se de vermelho vivo com detalhes brancos, trajava um manto encapuzado e pontiagudo, na ponta de sua touca uma pequena bola branca saltitava e em suas costas uma sacola gigantesca, cheia e igualmente vermelha balançava.

- Oh, os presentes do papai - A voz era rouca, velha e cansada.

- Vamos logo seus chupa-saco do caralho - Berrou Caronte de algum lugar que não conseguiam vê-lo.

O homem de vermelho começou a farejar, e rodear lentamente as barras de prata, mas nunca encostando-a. Chegou perto o suficiente de Conquista mas se afastou logo em seguida, e saiu do barco - Tudo bem por aqui - Berrou de volta. Conquista respirou fundo, aliviado - Nosso cheiro está camuflado.

Em seguida uma armadura bruta e ambulante entrou. Era um pouco maior que Conquista, tinha provavéis quatro metros de altura e não muito menos de largura, era uma das maiores criaturas bípedes que já haviam visto, ele carregava um escudo que era a mistura de metal, dente e carne que ainda parecia pulsar e estar viva, de onde escorria sangue e pingava até o chão, o objeto tinha quase o tamanho do homem que o carregava. Na outra mão repousava uma espada gigantesca o suficiente para desabar uma estrutura. Ele fincou a arma no chão, junto com seu escudo e se pôs a erguer a arrastar a cela para fora do barco, lentamente eles foram puxados para dentro da torre de Amom, e cada vez mais, para perto de Morte.

Quando terminaram o percurso a armadura ambulante deixou-os em um armazém, junto de outros tipos de carregamento.

Conquista saltou alto o suficiente para alcançar o topo do quadrado de metal, e pôs-se para fora da plataforma. Estendeu a mão para tirar os outros guardiães de lá.




O Brother, Where Art Thou?

Capítulo 2 - Parte 2

O armazém mais parecia uma prisão. As mais diversas criaturas estavam trancadas ali dentro, a grande maioria eram almas perdidas mas vez ou outra viam algo inesperado ou que achavam impossível, viram um lobo gigante, uma espécie de pássaro de fogo e até mesmo um basilísico de três metros, todos trancados atrás de algum tipo de cela.

O Cavaleiro do Apocalipse cruzou os braços.

- Posso sentir a presença de meu irmão, ele esteve aqui. Infelizmente, não posso determinar onde. Caronte nos disse que é possível que ele esteja no topo, junto à Amom. Mas eu creio que ele está por aqui, nos níveis mais baixos. Recomendo que façam dois grupos, um sobe, um desce. Mas esta não é uma decisão minha.

O gigante pálido caminhou até a porta mais próxima e a abriu. Não havia ninguém por ali, por sorte.

Um salão enorme se projetava, com escadarias para baixo e para cima, estantes de livros antigos se apoiavam na parede, parecendo prestes a cair a qualquer momento, e engrenagens falhas e podres pendiam das paredes e do teto, conectadas a um relógio gigantesco posto na parede. O objeto tinha sido congelado com o tempo, apesar do clima não condizer parecia ter sido preservado por magia, parado em um instante exato: 00:00.

- Como será, Thomas? - Perguntou.





OFF: Por enquanto sem prazo, afinal, é fim de ano, mas se vocês postarem eu posto. Outra coisa, a enrolação acabou e agora começa a true treta. Minhas tramonhas e artimanhas estão preparadas e aguardem, por quê eu pretendo desenvolver mais cada um de vocês.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Jan 10, 2017 11:35 am


O primeiro contato de Thomas com aquela tripulação foi de repúdio e não pode evitar desviar o olhar. Mas pensava se talvez, no fim, aquele não fosse ser seu destino. Depois de tantas mortes e perdas, Darwishi sentia que suas opções e que sua autonomia estava sendo retiradas pouco à pouco e ele sabia que a única coisa que lhe mantinha de pé e lutando era sua Fé. Esteve no céu, compreendeu o conflito. Eram duas guerras paralelas e ele não poderia jogar tudo para o alto naquele momento. Simplesmente era conseguir ou morrer tentando, mas sustentar aquele pensamento diante da vista de tantas coisas horríveis não era fácil e se não era fácil para ele, imaginava como estaria a mente dos outros, principalmente a de Aemy. Castiel não podia ficar lhe possuindo todo o tempo, então a garota ainda era capaz de ver, na maioria do tempo, toda aquelas atrocidades. Não tinha tempo para sentir pena. Devia, porém, protege-la enquanto pudesse.

Ofereceu-se para ser o primeiro a subir no convés das almas e uma nova sensação tomou conta do seu corpo. Os berros, a agonia e o desespero faziam crescer em Thomas uma leve sensação de pânico que se intensificou quando o Degolador Sombrio caiu nas cataratas. Foi jogado contra o teto e perdeu o fôlego por alguns momentos, mas conseguiu ficar bem no fim das contas. Aceitou, novamente, a ajuda de conquista e se resignou em silêncio no seu canto, escondido por entre as almas, acostumando-se com seu lamento, aceitando aquilo como sua própria punição por estar, ao menos na sua concepção, falhando miseravelmente na sua missão.

Em silêncio, no seu canto, acabou não percebendo as fracassadas incursões dos soldados de Valliheim que agora estavam destinados a viver para sempre nos oceanos. O que foi bom para manter sua mente mais sã e em um bom estado emocional. E sem muitas demoras, parecia que finalmente tinham chegado ao seu objetivo, com algumas visitas inesperadas no caminho. Acatando a ordem de Conquista, observou logo após se esconder a estranha criatura que adentrara no convés fazendo a verificação. Observou com cuidado, principalmente o modo como evitava as barras de prata. O segundo ser era algo muito mais brutal e incoerente, mas que certamente dava muito mais medo do que o primeiro. Estava ali para levar o carregamento embora, o que fez com bastante simplicidade e facilidade.

Acabaram em uma espécie de armazém. Mais uma vez, Conquista tomou a dianteira ajudando os Guardiões a saírem daquele emaranhado de almas, coisa que Thomas agradeceu silenciosamente. O ambiente era muito estranho e talvez futuramente tivessem coisas que pudessem usar. Enquanto ouvia Conquista, andou pela sala, vasculhando um pouco mais e parando na frente do pássaro de fogo e mantendo uma distância considerável do basilisco. Quando enfim se virou para Conquista, respondeu. – Myra, Joker e Asgard irão ficar aqui. Eu, você e Aemy vamos subir. Caso o grupo do subsolo encontre seu irmão primeiro, Joker poderá me informar através de alguma de suas cartas. – Thomas acreditava que essa era a melhor formação considerando o poder do grupo. Esperaria apenas Joker lhe entregar a carta e seguiria para o seu objetivo.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Jan 12, 2017 10:32 pm

A cada passo, a pequena Aemy se sentia cada vez mais desconfortável. Dessa vez Castiel não assumiu a garota, tinha receio que caso surgisse poderia ser detectado por inimigos, então tudo o que vez foi tentar confortar a garota como pode. Diante daqueles gritos, ela se encolheu e procurou a mão de Joker, apertando com força e segurando biki em seu outro braço.

Apesar do homem falar que seguiriam a viagem “tranquilamente”, Aemy se perguntava se tinham a mesma visão do que era tranquilo. Quando pareciam ter alcançado o local, a pequena loira sequer se atreveu a tentar espiar... Apenas aguardou em silencio, tentando respirar lentamente e baixo.

A pequena ousou se mover apenas quando os demais do grupo também o fizeram. Agora o medo era crescente... Estavam em tão poucos e dentro do território inimigo. Quando Thomas dividiu os grupos, não pode deixar de sentir-se um pouco desapontada, já que esperava poder ficar junto de Joker. Ah. Ela também tinha uma carta dele... Ao menos poderia falar com ele caso as coisas dessem errado.

- T-tome cuidado... – a voz soou baixa, os olhos fitando Joker por um instante e depois se voltando para Thomas, aguardando para que seguissem em frente.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Dom Jan 15, 2017 3:33 pm

Asgard estava treinando sua mente para que diminuísse sua presença, mesmo que não precisasse já que as almas o fariam, mas achou essencial para que sua movimentação fosse mais fluida caso precisassem agir rapidamente. Teve certa dificuldade no inicio por conta do tormento pelas quais as almas aparentavam estar, mas logo conseguiu.

Em pouco tempo, um armazém, onde a movimentação inimiga era quase nula. Thomas novamente tomava a dianteira, fazendo a formação do grupo para que melhor pudesse ajudar. Asgard caminhou pela sala, observando vagarosamente cada coisa que ali existisse, caso alguma coisa lhe fosse útil, marcaria o local, pois estava com o pé atras de pegar qualquer coisa e chamar a atenção inimiga.

Mesmo passando maior parte do tempo observando o local, Asgard, como um bom caçador, estava preparando pequenas armadilhas para que pudessem fugir em caso de emergência, armadilhas que só atrapalhariam por poucos segundos, atrapalhando a visão, fazendo com que pausasse para não ser acertado, coisas simples. Aproximou-se de Thomas e Aemy, retirando duas pequenas bombas que aprendera a construir durante o momento em que haviam se separado. - Aqui - Entregando em suas mãos - Pode ser pequena, mas tem um poder destrutivo bem grande. - Se afastou um pouco dos dois - Sei que não precisam realmente disso, mas são bem efetivas, ainda mais contra demônios, ou pra criar uma boa distração. Boa sorte. - Com um sorriso amistoso no rosto.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Dom Jan 15, 2017 8:57 pm

Conforme íamos adentrando o navio, mais repulsa sentia, procurei prender o folego, para não sentir aquele odor repugnante que nos cercava, mas mesmo assim, penetrava minhas narinas e faziam meus olhos arderem. Avançamos mais um andar, parecia ser a prisão do navio, eram tantas criaturas reunidas em um só lugar que me dava calafrios, e o pior, estavam contidas por simples barras. Suspirei e andei mais rápido, aquele lugar me dava calafrios.

O próximo andar era estranho e inesperado, quem teria a idéia de fazer um salão de espelhos em um navio cargueiro? A falta de luz não me foi um problema, me adaptei rapidamente e continuei em frente, era fácil de se perder sozinho naquele lugar, mas com Conquista nos guiando ficava difícil. Após o salão chegamos ao nosso destino, vários caixotes de aço contendo almas, os lamentos e choros atrapalhavam minha audição e chegavam a machucar meus ouvidos. Conquista subiu em um dos caixotes e perguntou quem iria primeiro, claro que o capitão fora por primeiro, Aemy logo em seguida, mas em algum momento de distrai com uma alma e acabei por ser a última, não que fosse um problema para mim, entrei e me encolhi em um canto, fiquei de olhos fechados quase a viagem inteira, durante a descida, me segurei nas barras mas não pareceu adiantar muito.

Fomos jogados para todos os lados, mas por sorte ninguém se machucou. Por uma janela via todos os barcos abandonados, chegava a ser triste. O som de uma trombeta me fez parar de pensar, olhei para fora mas não vi nada, a seguir veio o barulho de um portão se abrindo, o navio foi levantado e neste momento Conquista mandou nos escondermos. Me encolhi e cheguei a prender a respiração, manti os olhos o tempo todo na rampa, que se abria lentamente, de lá veio uma criatura, inspecionou o local e chamou um ser magnifico para pegar a carga, era majestoso e parecia ser tão poderoso, meus olhos brilhavam de emoção e animação, se eu pudesse tê-lo, poderia fazer tantas coisas, tantas possibilidades. A armadura nos deixou em um armazém cheio de outras criaturas raras, Conquista seguiu em frente dizendo que sentia a presença de seu irmão, sem nem mesmo checar, abriu uma porta, me preparei para o pior, mas nada. Entramos em um salão com grandes estantes, cheias de livro e um relógio parado, que marcava 00:00.
Conquista disse que seria melhor nos dividirmos, virei para o capitão e suas ordens foram dadas, iria ficar com o nosso recente insubordinado e com Joker, não poderia baixar a guarda, mas também não poderia mostrar minhas suspeitas, olhei para todos - Boa sorte... - sorri para a garota e me juntei aos outros, já que não tinha muita intimidade com nenhum dos dois,  me calei e esperei os dois no começo da escada, que daria ao subsolo.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Dom Jan 15, 2017 10:15 pm



There is only one true magic master, and it isn't you. Now i shall show you the true meaning of power.

Repulsa? Nojo? Nada disso. Aquele lugar repleto da doçura enjoativa da podridão me era muito diferente do que seria para os outros. Era nostálgico. Estranhamente me lembrava dos anos antigos de vida. No tempo passado com outras cobaias enquanto ainda não era um humano. Tudo que meus olhos captavam eram-me semelhantes, as pessoas que caminhavam comigo não eram meus irmãos e irmãs, mas ainda companheiros que buscavam o mesmo que eu próprio. Temia tais lugares como nunca havia temido qualquer outro. Sentia-me tão confortável em qualquer um deles, que pensava sempre no pior, no que não deveria pensar.

O pingente em meu peito parecia de chumbo. Pesava como se meu pescoço estivesse para ser cerrado por ele. A curiosidade para saber o que havia dentro dele ecoava em minha cabeça. Uma espiada era tentadora, mas havia mais do que me concentrar. Poderia bater o caminho usando o Mundo ao meu favor, mas uma presença pequenina me fazia focar-me no presente. Aemy tremia pelo aperto de mão. Sua presença fazia-me questionar a justiça divina. Como algo tão pequeno poderia ter tanto peso atirado em seus ombros. Detestava pensar na garota sendo forçada aquilo tudo a sua volta, ao mundo triste e feio que havia sido forçado a encarar. Sua inocência merecia mais do que aquele inferno.

Durante todo o percurso não deixava de ter a mesma ideia em minha cabeça. Teria mesmo sido sábio trazer a garota conosco? Direto para onde os demônios reinavam sobre os vivos? Seu destino no campo avançado não haveria de ter sido mais seguro? Talvez houvesse sido impulsivo em minha decisão, mas agora não poderia vacilar. Podia apenas confiar em mim e na própria existência dentro da garota. O silencio ecoava em cada um de nós, as ordens eram dadas e as recebia com uma expressão de desapontamento.

Estávamos na cabeça do território inimigo e nos dividíamos em proporção de quatro para dois. O pior de tudo, Aemy ficaria longe o bastante para pudesse auxilia-la no pior dos casos. Perguntava-me se o capitão estava realmente com sua cabeça em ordem, mas a insubordinação não estava em meu sangue, mais do que os demônios habitavam o dela. Lembrava-me da carta que havia deixado com a pequenina antes de nossa partida anterior, então me agachava ao seu lado e sorria, buscando nas mangas o par gêmeo daquela que havia lhe entregue.

- Lembra-se de como elas funcionam? Só precisa tocar a carta em seu rosto e poderei ouvi-la. Ouvia sua despedida e retribuía com um sorriso caloroso. Devidamente aquela garota deveria estar longe daquele lugar. Era boa demais para entrar na terra dos demônios. – Godspeed. Que nosso reencontro seja breve.



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