The Things We Left Behind

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The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Qua Jun 15, 2016 8:19 pm

Na torre de comando, Atalaia

Sarah se apoiou na janela, cansada. Estava cansada de tudo aquilo, cansada de uma batalha interminável, cansada dos esforços dos guardiões não terem qualquer sucesso. Tinha que confiar nos soldados de Valiheim, tinha que confiar uma última vez. A garota tirou do bolso o medalhão prateado que era o selo de proteção da Atalaia e o observou, os dedos correram por cima do desenho prateado da Atalaia. O pensamento foi interrompido pelo som das batidas na porta atrás de si, ela se moveu para atender.

Quando Sarah abriu-a o vento gelado irrompeu para dentro e Aerys entrou cambaleando, empoleirado no ombro do arqueiro existia um corvo, a filha do fundador sorriu ao ver o guardião, estava vivo apesar de ainda estar se recuperando dos ferimentos – Você é duro na queda hein – Ela comentou, sentando-se do outro lado da mesa. Aerys deu um sorriso forçado – Tenho que ser, afinal, sou um dos fundadores – E se ajeitou na mesa como podia, o corvo grasnou – Agora não sobrou muitos de nós, Aegon está morto, Maes está desaparecido, e eu estou com o pé na cova. Não posso ir agora. – Ele sorriu lúgubre.

- Só vocês três fundaram? Se não me engano meu pai me contou a história umas vinte vezes, mas a verdade é que eu nunca consigo me lembrar o nome das outras ... – Antes que Sarah completasse Aerys respondeu – Não. Você não chegou a conhece-las, eram magníficas, na verdade, eu acho que eram até melhores que nós três ... Aisha Darwishi e Isabel Shawcross – Pronunciou os nomes com a voz cheia de tristeza
- É, me lembro bem do que aconteceu com elas ... É triste – Sarah concluiu

Aerys acenou a cabeça em negativa em resposta, e como se o assunto nunca tivesse surgido levou a mão até o animalzinho que se pendurava em seu ombro, a pequena criatura escura e de olhos vermelhos carregava nas costas uma espécie de tubo que servia para carregar mensagens, Aerys o abriu suavemente e tirou de lá um pergaminho minúsculo, depois entregou-o a Sarah. A garota esticou o pequeno quadrado de pergaminho enrugado e trouxe uma vela para próxima de si. Com delicadeza para não danificar a mensagem, rompeu o selo de Valiheim e leu as palavras que estavam escritas com tinta negra, em papel amarelado e que carregavam caligrafia nobre:

“ Recuem para Valiheim, imediatamente. A barreira está prestes a cair, traga todas as suas tropas. “

Logo abaixo a assinatura de Leoni estava riscada. De repente Sarah compreendeu o que estava lendo - Isso vem do general, a quanto tempo está aqui?

- Na verdade eu encontrei o corvo trancado na torre das corujas e pássaros. Parece que Aegon escolheu ignorar o chamado.

A expressão de Sarah rapidamente se alterou para a incredulidade – Tem certeza de que ela chegou a dias atrás ? – Perguntou mais uma vez. Aerys apenas balançou a cabeça – O que faremos? – A filha de Maes se levantou e respirou fundo, caminhou até a janela. - Convoque todos – Ela disse e Aerys se levantou também, se equilibrando – A Atalaia toda? Todo e qualquer guardião? –
Sarah ergueu uma mão e apoiou-a na janela. Estava tremendo.

- Sim, Aerys. Nós vamos para casa.





A Passagem de Caronte


A viagem tornou-se rápida e mil vezes mais eficaz uma vez que estavam montados em cavalos, com exceção da pequena profeta que montava no mesmo animal que Joker, as terras a frente eram ,de acordo com o mapa, florestadas. Mas não havia floresta. Só uma grande extensão territorial repleta de fazendas e casas simples, aquela era a forma própria de sustento da Atalaia, fazendas protegidas por uma muralha externa que estava caída e apesar disso não havia qualquer sinal de batalha, aparentemente se os guardiões tivessem que evacuar o local só precisariam sair pelas portas de trás.

O terreno se ergueu através de colinas e por debaixo de um céu vermelho, e o vento gelado do oeste avançou contra a pele deles, mas eles já sentiam a alteração climática. Era visível que a neve já estava derretendo no solo cada vez mais conforme avançavam e o frio era deixado para trás. O sinal de que estavam se aproximando do local certo era o rio que cruzava o local e se dispersava em várias direções diferentes, a profundidade era suficiente para fazê-los afundar até a cintura mas como estavam montados eles puderam se poupar disso.

Demorou horas até que alcançassem algo que não fossem fazendas abandonadas e terras ensopadas de água, alguns rios eram perigosos os suficiente por estarem ainda cobertos por uma camada de gelo que derretia mas sempre havia uma forma de contornar estes. Eram prováveis cinco horas quando o sol desceu e o frio começou a voltar de pouco em pouco. Os guardiões tinham passado por muito até chegar ali mas de fato a parte mais irritante eram as dores de tanto tempo em cima do cavalo, eles foram obrigados a fazer pausas devido a perna de Blake que não aguentava horas seguidas em cima da montaria. E de certa forma Thomas sentia-se agradecido por causa disso, por mais que ele não aceitasse bem o fato ele se sentia com uma provável febre.

Viam vez ou outra um demônio a espreita, lançando-se sobre os campos e devorando algum animal mas sempre que a criatura os via se afastava, aquela área era até pouco tempo atrás patrulhada pelos guardiões e por isso não encontraram quantidades grandes de infernais. Quando finalmente alcançaram as proximidades da passagem de Caronte eles encontraram algo que até então era desconhecido.


Uma fortaleza feita de pedra se projetava por cima de uma colina, não era grande coisa mas mais parecia a moradia de um lorde do que um local fortificado, entretanto, eles sabiam a diferença. Estava evidentemente abandonada, algumas das partes de suas paredes já havia caído abrindo grandes buracos lá para dentro.

Spark tomou a dianteira com a sua função de batedor e alcançou a colina onde a fortificação existia. Do lado de lá, atrás do local estava a praia e mais a frente descansava um único barco na água, parado. As bandeiras brancas carregavam nelas o símbolo dos Guardiões pintado à tinta azul e encostados na areia haviam três botes pequenos com remos acoplados. Se quisessem atravessar a passagem provavelmente teriam de navegar. Só precisou de uma olhada e o meio bode soube que as dimensões do rio no mapa eram insignificantes comparadas ao tamanho real.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Sab Jun 18, 2016 2:59 pm

Mesmo com o clima pesado e fúnebre, para Aemy as coisas pareciam melhores do que antes. Ao menos não estava andando sozinha por aquele mundo, suja, com trapos sobre o corpo e sapatos que sequer impediam a neve de tocar seus dedos. Sabia que não haveria tanto conforto e que tudo estava caótico ainda, por isso chegaria a hora que lutaria novamente, mas estava um pouco mais otimista.

Para sua sorte, dividiu a montaria com Joker. Subiu no cavalo com certo receio; haviam cavalos em sua antiga vila, mas a loira nunca havia montado em um, seu pai sempre lhe dizia que ela era muito jovem. Se sentou na frente com Joker atrás dela, segurando as rédeas ao seu redor. No início se sentia instável e levou um tempo até se adaptar, mas como os braços de Joker pareciam impedir qualquer chance que existia de cair, Aemy logo se sentiu mais confortável.

Para a sorte dela, fizeram várias pausas também. A visão dos demônios que se espreitavam a assustava um pouco, mas agora que haviam mais pessoas nenhuma das criaturas parecia disposta a se aproximar e sequer ficavam para observar. Sempre ao lado de Joker, ela aproveitava para observar um pouco os outros membros do grupo de longe; todos eram estranhos, duros e mal-encarados, parecia difícil ter qualquer tipo de conversa com eles e por isso ela nem arriscou.

Diante da visão da fortaleza, a pequena observou a construção com certa admiração. Era imenso! Uma pena que parecia abandonada e um pouco destruída, atacada por demônios imaginava. Com as embarcações e o rio adiante, Aemy se perguntou se iriam seguir por ali e se lembrou de quando havia navegado por um rio... Talvez fosse melhor avisá-los, ao menos para que não fossem pegos de surpresa caso fossem seguir por ali ou (com esperança) talvez decidissem não atravessar o rio nos barcos.

- Q-quando atravessei um rio com um barco, mãos horríveis surgiram da água e... E tentaram me afundar... – a voz soou um pouco baixa enquanto a garota olhava para baixo e apertava o urso em seus braços.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Dom Jun 19, 2016 9:38 pm

Talvez fosse o resquício da ultima semana ou essa viagem longa e entediante, até mesmo o treino mental com Loki, mas Asgard se sentia cansado, mesmo estando sempre em cima do cavalo. Não conversou muito com seus companheiros pelo simples fato de que todos ainda sentiam uma pressão dos últimos acontecimentos e a fé dos companheiros que ficaram para proteger, ou tentar proteger, o que restava do local que todos chamávamos de lar. Joker e Aemy ainda interagiam entre si, de forma tímida por parte de Aemy, os outros apenas permaneciam como estavam. Até mesmo os demônios que seriam ao menos um bom contra tempo, fugiam antes que Asgard pensasse fazer algo.
"Finalmente" Pensou Asgard quando avistaram a grande estrutura rente a um rio. Asgard desceu do cavalo no momento em que Spark correu para sua função. Ficou andando ao lado do cavalo, analisando mas atentamente o ambiente para que pudesse, talvez, encontrar rotas de fuga, assim como possíveis entradas e saídas do local. Como estava mais atras, viu por ultimo os barcos atracados no rio tendo neles as respectivas marcas dos guardiões.
- O máximo que esse rio pode fazer é molhar você Aemy - Dizia com um leve sorriso no rosto. Mas Asgard começara a ficar atento, já que eram barcas portando as bandeiras dos guardiões, logo ali naquele caminho em que eles estavam. Asgard deixou seu cavalo parado próximo aos outros e começou a analisar mais assíduo por qualquer entrada e saída, pois por elas poderiam ter rastros de alguma coisa, além de poder descobrir outros caminhos, assim como conseguiu com o da Atalaia. Observaria o rio também, para possíveis rastros ou objetos deixados.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Jun 21, 2016 9:41 pm

A viagem havia sido no mínimo cansativa. Os cavalos agilizaram o processo, mas as pausas tiveram de existir em razão de quanto tempo o grupo ficou cavalgando em direção ao seu objetivo. Thomas ficara aliviado ao ter ao redor de si o calor mais uma vez ao invés da neve que lhe rodeou por mais ou menos uma semana e meia. Contudo, mesmo naquele ambiente, os demônios vinham junto com a paisagem. Apesar de não terem sido incomodados durante o trajeto, estavam sempre se esgueirando por onde passavam. Pensou que talvez pudessem ser observadores. Talvez Lúcifer sempre soube de suas movimentações, principalmente depois do atentado na Atalaia, mas não tinha como ter certeza. Ao que parecia Crowley levaria suas ambições a frente mesmo com Lúcifer para lhe impedir. Bem, aos demônios o que era dos demônios.

Depois de horas, conseguiram chegar numa pequena fortificação próximo à uma praia. Spark rapidamente tomou sua função como batedor, informando perfeitamente a situação dos barcos e a diferença de dimensões em relação ao rio e ao mapa. Thomas teria de pensar a respeito daquela questão. O tempo não estava a seu favor. Contornar o rio era quase impossível e rapidamente ficariam sem recursos. Contudo, atravessar o rio sem nem ao menos ver o outro lado da costa era uma incerteza perigosa, apesar de a opção mais viável que teriam naquele curto espaço de tempo. Tomaria a decisão de seguir adiante naquele momento, não fosse ouvir as palavras de Aemy. – Iremos limpar o forte e passar a noite aqui. De manhã decidimos o que fazer. Mas pelo visto, só nos resta atravessar. – E dito isso, seguiu junto com os seus na direção da fortificação de pedra.

Ainda estava um pouco cansado e febril, mas a expectativa de uma boa noite de sono lhe animava.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Qua Jun 22, 2016 8:08 pm


Ace Number

Let me teach you, the truth about MAGIC





Por pior que fosse a situação que estávamos, tinha conforto naquela viagem. Cavalgávamos juntos, como um grupo real, levando conosco um bando de guerreiros, um ferido e uma criança. Blake ainda estava com sua perna gravemente ferida, de modo que não ousava usar a Sacerdotisa para cura-la. Antes havia visto ossos sendo recuperados com magia, sabia bem que no pior dos casos, cada fragmento seria colocado de maneira tosca, fechando uma ferida e deixando qualquer soldado, aleijado pela vida. Assim como eu aquele homem era metade demônio, confiava que suas capacidades poderiam um dia, deixa-lo de pé novamente, mas por hora apenas aguardava a cada parada. Repousando enquanto trocava poucas palavras com a tímida Aemy, que durante aquela viagem, se provava a mais agradável companhia.

As horas eram duras e entre cada truque que distraia a mim e a minha companhia, percebia um novo demônio nas redondezas. Todos ariscos e atentos a nossa presença. Nenhum ataque era de fato realizado, mas apenas a presença constante de cada um deles, me forçava a ficar-me ainda mais atento, pelo capitão, por Blake, e por Aemy. Talvez fosse por tal pensamento, que era tão negativo a aparição da construção. Abandonada ela estava, mas não limpa de problemas, assim como Asgard eu desmontava do cavalo, segurando-o pelas rédeas de modo a manter Aemy segura sobre o animal. A garota parecia temer algo, demônios pelo que poderia pensar ser. Tais mãos realmente eram causa para fazer qualquer pessoa esperta o bastante ter medo, mas assim como Asgard tranquilizava a garota.

- Asgard está certo. Protegeremos você de qualquer coisa que possa estar naquelas águas. Sorria para a pequena, não tardando a voltar para o semblante sério ao observar Spark como batedor. Suas ultimas atitudes haviam sido razões para suspeita, e mesmo com a ordem do capitão que parecia fatigado, me precipitava, interrompendo o avanço do grupo com as palavras. - Senhor, antes que avancemos permita que eu vasculhe algo.Creio que agora possa auxiliar Spark em suas incursões. Dito isto indicaria as rédeas do cavalo para Asgard. Ele havia sido o que se portara mais amigavelmente com a garota, esperava que fosse o bastante para ajuda-la em uma situação assim. Então caminhava para frente, em direção à ponta da colina e sacava uma carta. O Mundo. Sentia que precisaria de foco total, então me ajoelhava antes de tocar a testa com a carta. Sua mágica era ativada e em instantes tinha os olhos emitindo um brilho claro e branco, em momentos meus olhos fechados se abriam, mas não via o solo a minha frente, observava minhas costas, como se visto de cima por um corpo invisível. Sentia cada membro, mas também sentia como se pudesse voar naquela próxima forma, então avançava como espectro para o castelo.   - Há uma praia na ponta oposta do castelo. Vejo um navio aportado de bandeiras brancas, carrega o símbolo dos guardiões. Seus tripulantes...parecem ter entrado no castelo. Três pequenos botes de madeira estão na praia. Removia a carta saindo do transe. Os olhos ardiam, tinha de me esforçar para mantê-los abertos. - Senhor, acho que encontramos aliados.


Post: 001 ~ Rename: -X- ~ Capítulo: All we left behind

Notes: -X-  

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Qui Jun 23, 2016 3:22 pm

Estávamos cavalgando por horas, claro que havíamos feito pausas durante todo o percurso, mas as pernas doíam mesmo assim, eu pessoalmente, preferia ir andando, mas como era uma distância consideravelmente longa, tive de ficar no cavalo. Sempre que podia me deitava um pouco, pois mesmo tendo descansado na Atalaia, minha energia não parecia ter se regenerado por inteiro, pude notar que alguns do grupo também estavam incomodados, mas não tínhamos muita opção a não ser continuar nossa viagem.

Tudo o que víamos a nossa volta eram fazendas abandonadas e imensidões de terras que haviam sido alagadas, provavelmente pelo gelo que havia derretido, como em outras partes do percurso. Até que então, algo apareceu no horizonte, uma grande construção, que creio que ninguém sabia que existia. Logo atrás do forte, havia  uma praia e em alto mar, um grande barco com bandeiras dos guardiões. Seria bomachar mais aliados, mas o que me deixou mais ansiosa, fora a frase do capitão, eu nunca havia visto tanta água, e nunca em minha vida tinha navegado, fiquei observando horizonte e imaginando onde iria dar se continuássemos navegando emlinha reta.

Voltei a acompanhar o grupo e prosseguimos com cautela, afinal, não sabíamos oque iriamos encontrar dentro do forte. Observei Eins por um segundo, e ela parecia ter adormecido em meu ombro, usando meus cabelos como uma manta, neste momento, senti um pouco de inveja e murmurei em seu ouvido. - Ei preguiçosa...já estamos chegando, lá dentro poderá dormir melhor. - A resposta que obtive fora apenas grunhidos e um puxão em meu cabelo. Enchi minhas bochechas e continuei a cavalgar sem olhar para ela novamente.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Qui Jun 23, 2016 6:36 pm

Joker deixou Aemy montar sozinha por algum tempo e se projetou para fora do corpo. Certamente dali de cima era capaz de ver muito mais, os olhos espectrais enxergaram uma vastidão de água, um barco e o castelo. Não conseguiu realmente olhar bem para a fortaleza mas havia conseguido as informações que queria.

Com o capitão decidido eles adentraram o forte. A estrutura era rústica e totalmente diferente das de Valiheim que eram belas e ornamentadas, aquele castelo parecia pertencer a uma época diferente, tinha estagnado no tempo onde pedras gigantescas se erguiam por cima de outros blocos negros absurdos e formavam uma muralha que simplesmente crescia de forma anormal. As torres, apesar de serem poucas, se erguiam alto na direção do céu, tão altas quanto podiam, ainda sim, todas elas estavam quebradas no meio e tudo o que podiam imaginar era o quão tinham de altura em sua estrutura original. O arco de entrada carregava o símbolo de um corvo negro exibindo as asas esculpido em pedra e os portões por maiores que fossem estavam velhos, fechados mas assim que os guardiões tocaram viram como a madeira estava velha e podre e precisaram apenas de um pouco de força para entrar.

Do lado de dentro a porta de madeira carregava uma mensagem riscada com faca “ Vivia aqui o senhor dos corvos, rei da colina “. Á frente no castelo estava o que um dia foi a praça central do forte, uma fonte seca com a imagem de um homem com as asas abertas e na base da estátua estava uma legenda, identificando-o: “ Senhor da Morte, Thanatos “. Mas a feição em mármore já tinha sido apagada e ele era irreconhecível, apenas uma sombra. Asgard sentiu um arrepio quando passou pela estátua, não era medo, o guardião já tinha esquecido o que era sentir medo tempos atrás. Mas sim uma sensação de familiaridade com a imagem majestosa, algo que subiu através de seu corpo assim que passou por ela e mesmo que soubesse que aquilo não era nada além de pedra corroída ficou intrigado.

A construção principal era aparentemente um grande quadrado grosso, totalmente fechada para o lado da entrada com algumas poucas janelas nos andares superiores e com o topo rodeado de ameias, a única porta que existia ali era uma de madeira, como se o castelo tivesse sido projetado ao contrário, tendo o fundo virado na direção da entrada.

Assim que passaram pela porta alguns morcegos voaram para fora e se agitaram, ali dentro a luz era quase inexistente e uma escadaria estupidamente enorme se erguia para cima, se localizando em um corredor estreito e obrigando o grupo a andar em fileira, em um certo momento eles perceberam que as paredes se desfizeram e ficaram envoltos de abismos dos dois lados, se escorregassem pelos degraus de pedra provavelmente seria o fim deles, mas não houve problemas com a subida. Quando finalmente deixaram a escuridão atrás de si eles alcançaram o salão principal e viram que realmente estavam na parte de trás, uma vez que as portas de boas vindas e entrada era virada para o mar, assim como uma dezena de janelas e vitrais que pareciam estar em um estado mil vezes melhor. O arquiteto que havia erguido aquilo tudo tinha projetado um castelo virado para o mar, com uma recepção falsa do outro lado.

Infelizmente não acharam nada útil no castelo, mas pelo lado bom eles não precisavam, tinham sido reabastecidos pela Atalaia e os suprimentos que estavam junto às montarias serviam suficientemente bem.




Havia um monte de portas escuras e ratazanas no forte, os mais atentos podiam ouvir seus passos ligeiros por armazéns e adegas e pelo labirinto de túneis negros que eram os corredores.

Passaram metade do dia esquadrinhando o castelo. Algumas torres tinham desmoronado, e outras pareciam pouco seguras, mas subiram à torre sineira, onde não havia sinos e à colônia dos pássaros, onde não havia pássaros. Através da porta da cervejaria encontraram uma adega de enormes barris de carvalhos que trovejavam ocamente quando batiam neles para verificar. Acharam um, no entanto, o que deixou Blake bem feliz. Encontraram uma biblioteca onde as prateleiras e os escaninhos tinham desabado, não havia livros, mas era possível encontrara ratazanas por todo lado. Acharam uma masmorra úmida e fracamente iluminada, com celas suficientes para quinhentos cativos, mas quando Thomas pegou numa das barras enferrujadas, ela partiu-se na sua mão. Só restava uma parede em ruínas no grande salão, a casa de banhos parecia estar se afundando no chão, e para a surpresa do grupo eles encontraram uma única banheira circular onde a água estava estranhamente limpa e provinha de uma cachoeira que despejava água quente por naturalidade, podiam muito bem tomar um banho ali.

Havia um enorme espinheiro conquistando o pátio de treinos em frente ao arsenal, onde soldados locais um dia tinham trabalhado com lanças escudos e espadas. Tudo ali parecia afundado, no entanto, o arsenal e a forja ainda se mantinham em pé, embora as teias de aranha e as ratazanas e as poeiras tivessem ocupado o lugar das lâminas, o armeiro completo e da bigorna. Às vezes, Spark ouvia sons aos quais para os outros parecia inexistente e sentia os pelos da nuca eriçarem.

Quando o sol começou a se pôr, as sombras das torres cresceram e o vento soprou com mais força, fazendo rajadas de folhas secas e mortas crepitarem nos pátios, junto aos cavalos.

Nos andares superiores eles tinham uma vasta extensão de cômodos disponíveis, a grande parte estava vazia e não era difícil entender que o local tinha sido assaltado a tempos atrás. Não houve qualquer sinal de demônios locais e por um breve momento puderam se sentir seguros em quanto comiam no salão de lareiras. Ali era definitivamente quente o suficiente, o andar tinha fogueiras acopladas à paredes e chaminés que funcionavam a partir de mecanismos avançados, uma vez que puxassem a alavanca na parede a chama se acendia automaticamente, mas os trovões ecoavam no céu e uma chuva ameaçava cair a qualquer momento, impedindo-os de dormir próximo as grandes bocas de fogo.

Turechi havia se materializado e apesar de ser um espírito, ele se mostrou brincalhão e tentou ganhar a simpatia do grupo. Juntos ali, envoltos de fogueiras e com alimentos eles puderam se aproximar, apesar de terem passado uma semana e meia juntos até aquele momento, era bom poderem se reunir e contar histórias ao fogo.

- Eu sei onde estamos – Concluiu Turechi depois de dar uma explorada pelo local.

- Esse é o castelo do senhor da morte, Thanatos – Ele confirmou – O rei uma vez, muitos anos atrás vivia apaixonado pelo mar e por isso construíra um forte no qual o aposento real se localizava em uma torre inteiramente feita de vidro, no topo do edifício principal, assim ele poderia observar o local eternamente – E fez uma pausa – Thanatos no entanto era como já disse, o Senhor da Morte ... E por isso o mar recusou apaixonar-se por ele, considerando que uma vez o jovem rei viria mata-lo ... Mas a entidade que regia o mar, Viat achou que seria um bom plano ficar ao lado desse tal rei uma vez que ele permitira que ambos fossem imortais. Por puro interesse o mar (Viat) casou-se com ele e Thanatos por um breve momento foi feliz, até que a encenação começou a tornar-se mais aparente, cada vez mais ele e a tal Viat se desentediam, até que eles brigaram e Viat tentou fugir ... Mas Thanatos era um imoral e durante a noite ele acordou, foi até o armeiro e retirou um machado. Então caminhou até o cômodo de sua amada e seus filhos e os levou até a cozinha, os destroçou em vários pedaços, mandou-os ao forno e se alimentou de sua carne. Os antigos deuses viram sua maldade o amaldiçoaram a vagar eternamente pelo castelo, carregando seus machados ensanguentados, prenderam-no a correntes e toda vez que ele se aproxima é possível escutar o som do metal tocando o chão suavemente e se aproximando cada vez mais para destruir aqueles que invadiram seu domínio – Quando Turechi terminou de contar a história a grande maioria apenas teve de crer que ele era no mínimo um bom contador.

Os guardiões tiveram que decidir dormir nas cozinhas, um octógono de pedra com uma cúpula quebrada. Parecia oferecer melhor abrigo do que a maior parte dos outros edifícios, apesar de uma árvore peculiar com a imagem do Cristo retorcido ter aberto caminho através do chão de ardósia ao lado do gigantesco poço central, se estendendo inclinado, para o buraco no telhado com ramos brancos como ossos se esticando para o sol. Era uma árvore estranha, mas esguia do que qualquer outra sagrada que eles tivessem visto e muito mal entalhada, mas pelo menos fazia-os sentir que o Deus estava ali com eles. Era a única coisa que viriam a gostar nas cozinhas, porém. O telhado estava lá, na maior parte então se manteriam secos caso chovesse, mas não parecia que conseguiriam ficar quentes ali dentro. Era possível sentir o frio se infiltrando através do chão de ardósia. Aemy também não gostava das sombras ou dos enormes fornos de tijolo que os rodeavam como bocas abertas, ou dos enferrujados ganchos para carne, ou das cicatrizes e manchas que via na mesa do açougueiro, junto à parede.

Mas o poço era aquilo de que menos gostava. Tinha uns bons três metros e meio de diâmetro, era todo de pedra, com degraus esculpidos na parede, descendo em círculos, cada vez mais para baixo, até se perderem nas trevas. As paredes eram úmidas e estavam cobertas de teias, mas nenhum deles conseguiu ver a água no fundo, nem mesmo Spark e Asgard com seus penetrantes olhares de caçador. O pensamento de que talvez não tivesse fundo brotou na cabeça de Aemy, não saberia dizer o por quê. Caso soltassem qualquer palavra ali em cima elas ecoariam por todo o castelo, o mais suave dos sons era alto demais para aquelas paredes e para o poço. Toda a conversa, inclusive a história de Turechi ecoava rudemente.

Quando sem querer Myra chutou uma pedra e ela caiu lá dentro ouviram muito, muito, muito embaixo o som da pedra ao encontrar água. Joker pensou ouvir algo se mover lá embaixo, rebatendo-se na água profunda. Conseguiram acender uma fogueira instável antes de partirem para o sono.

O calor era agradável, e o suave crepitar das chamas acalmou a garota, mas o sono não queria vir. Lá fora, o vento mandava exércitos de folhas mortas marchar pelos pátios e fazia-os arranhar levemente as portas e janelas. Os sons fizeram-no pensar nas histórias de terror que Turechi havia contado. Quase conseguiam ouvir os fantasmagóricos soldados de Thanatos chamando uns pelos outros no topo da construção e soprando seus fantasmagóricos berrantes de guerra. O pálido luar entrava de viés pelo buraco na cúpula pintando o cenário e os ramos da árvore que se esticavam ao teto. Parecia que a imagem do salvador mal feita estava prestes a chorar. Aemy obrigou-se a fechar os olhos. Talvez tivesse dormido um pouco, ou talvez estivesse apenas dormitando, flutuando daquela maneira característica de quando se está meio acordado e meio dormindo, tentando não pensar no terror.

Então ouviu-se um ruído.

Seus olhos abriram. E ouviu o tintilar de correntes pelo corredor, mas todos estavam dormindo, a fogueira tinha se apagado - Folhas, são folhas restolhando nas paredes lá em baixo – Ouviu Biki dizer. O sensor de Castiel era infalível e naquele breve momento se perguntou se ele continuava afiado. Então mais uma vez ela ouviu, com toda certeza o som de correntes balançarem no fundo do poço. Asgard despertou com o som de uma voz em sua cabeça, acordando-o de súbito – Guardião ... Sinto uma passagem através do poço, ela vai leva-los até o outro lado do rio se assim desejarem, é um túnel – Loki havia o acordado e naquele momento Asgard percebeu que o Deus estava sempre acordado em sua mente, não dormia a qualquer momento.




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Jun 23, 2016 9:03 pm

Apesar das palavras dos dois, Aemy não sentia muita segurança. Ficou um pouco confusa quando Joker entregou as rédeas para o outro homem, mas apenas aguardou sem dizer uma palavra.

Conforme se aproximavam, a loira sentiu um certo arrepio ao notar que a construção carregava consigo um aspecto sombrio. Todo o aspecto glorioso que ela parecia ter de longe desaparecia quando chegavam perto. A entrada e o corvo negro fizeram a garota abraçar Biki com mais força e se encolher um pouco... Mas a imagem do homem foi pior. Senhor da Morte? Por que alguém ia querer ser reconhecido por um nome assim?

Subiu as escadas no ritmo do grupo, mas fez uma breve pausa quando olhou para a lateral e viu que o chão abaixo era tão negro que parecia mais um abismo, ou era mesmo um? Aemy apenas engoliu seco e continuou a subida, com passos cuidadosos.

Aemy acompanhou Joker enquanto o grupo sondava o castelo em busca de algo útil, mas não parecia haver mais nada. A cada ratazana que podia ser vista ou escutada, a pequena se assustava e apertava um pouco mais o passo para andar perto do amigo, mas não chegava a reclamar ou dizer que estava assustada. Era um pouco assustador como tudo parecia vazio... Até mesmo o que deveria ser a biblioteca não tinha nada.

Não sabia se iriam tomar banho ou não, por mais que não se sentisse suja ainda, imaginou que talvez fosse demorar até terem outra oportunidade. Mas talvez fosse uma má ideia, teria que ficar sozinha ali dentro e não queria, por isso deixou de lado. Também, infelizmente a chuva viria e não poderiam dormir no cômodo mais quente da casa.

Quando aquela coisa se materializou, Aemy tomou um susto e segurou de leve na capa de Joker, quase se escondendo atrás dele enquanto encarava Turechi. O que era aquela armadura afinal? Um demônio? Ninguém pareceu se incomodar com a presença dele e por isso a pequena acabou baixando a guarda. Não conseguiu simpatizar com ele, a armadura tinha um aspecto sombrio e Aemy não conseguia tirar da cabeça que provavelmente havia um demônio por debaixo dela.

A pequena ouviu toda a história com certo pavor, incomodada com o fato de estarem em um castelo assombrado. Agora todos os sons que não pertenciam ao grupo eram ouvidos de outro modo... E se fosse o tal Senhor da Morte andando para matá-los?

Foram para a cozinha para dormir... Achou curioso que havia uma árvore com a imagem de Cristo em um castelo tão escuro, a árvore era bela ao seu modo e aquilo lhe trazia um certo conforto... Mas não era o suficiente para se sobrepor aos outros detalhes. E por que havia um poço ali? A escuridão que parecia haver ali era o que mais incomodava Aemy, aquele poço não parecia ter fundo e olhar dentro dele era incomodo.

Amedrontada, pediu para Joker deixar que ela dormisse perto dele. Se acomodou como pode, os olhos percorrendo cada canto da sala antes de tentar fechá-los para adormecer... E por um instante o fez.

Os olhos da pequena se abriram novamente enquanto o corpo permanecia deitado. Castiel colocou a mão no bolso, dali retirou alguns papéis azuis com letras douradas e passou a lê-los com discrição... Quando enfim terminou, os guardou no bolso novamente e retornou para seu lugar.

Aemy estava quase mergulhada em um sono pesado quando o tintilar das correntes a despertou. Não teve coragem de se mover a princípio, com medo que algo estivesse ali dentro, com eles. Biki falou em sua mente, parecendo tentar acalmá-la, mas... O som pode ser escutado novamente e Aemy logo se sentou e engatinhou até se aproximar de Joker e o balançando.

Quando escutou o som novamente, Castiel não pode deixar se sentir certa frustração... Estaria errado? Seriam consequências do que Alsdram havia lhe contado? Talvez o que quer que fosse, não tinha tanto poder para representar uma ameaça. Mas... Se a história que Turechi havia contado tivesse algum fundo de verdade, aquela poderia ser uma oportunidade.

- Joker, Joker – ela sussurrava, mas tentava acordá-la com certa urgência – A-as correntes... Ele está aqui!
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Sex Jul 01, 2016 9:15 pm

Mesmo depois de toda a supervisão, a maioria venceu e Asgard acabou tendo que ir junto a eles para que não ficasse muito atras e acabasse se perdendo dos demais. Ao longe uma visão majestosa, já colados não era tanto quanto, era ainda mais do que os olhos podiam pedir. Os destroços e cada objeto deixado lá eram relíquias complementares para trazer a visão que estavam tendo e o pouco de luz que ainda tinha e transpassava pelas frestas, ajudar a deixar o local melhor e misterioso, isso nos salões principais ao qual passaram antes de descobrirem que por onde vieram era uma segunda entrada. Como qualquer ruína, seus corredores, portas, estatuas eram encontradas desgastadas, com animais rastejantes e que seriam facilmente encontrados em uma caverna, e com o cair da noite eles se mostravam presentes.

Asgard ainda se encontrava tentando decifrar o calafrio que sentira ao observar uma estatua, cogitando ter visto aquele ser em algum momento de sua vida, historias sobre, e por agora cogitar também, se não era alguma presença divina ou caótica, já que sua crença foi obrigada a ser testada apos as ultimas semanas.

Estavam procurando algum lugar para descansar já que a noite caira e todos estavam cansados e alguns ainda continham feridas em processo de cicatrizar. Foram um pouco minuciosos com a escolha para portar seus corpos em descanso, como viram por todos os locais, a maioria estava em ruínas e somente algumas partes o levavam a pensar em ao menos acender uma fogueira descente. Por fim, ficaram com a cozinha, se revesaram para o banho para todos estarem prontos para dividir suprimentos. Foi um dos poucos momentos que Asgard conseguiu sentir ter uma família de volta, uma família que não o obrigava a ficar sempre em guarda por um possível ataque de fora ou deles próprios. Contos, sonhos e conversas descontraídas foram a melhor coisa que poderia ter surgido naquele momento, mesmo que a historia tenha sido um pouco pesada para os ouvidos de alguns, mas a descontração havia sido essencial.

A maioria adormecida, fogueira apagada, momento de voltar a estar sempre em guarda, mesmo com os olhos fechados. Não sabia quanto tempo passou desde que disse que seria o próximo a vigiar, Loki o acordara.

- ah... calma... um túnel? Teremos que nadar por ela? - Já que era em sua mente, não teve tanta dificuldade para falar, mas enquanto dialogava com Loki, a mesma frase saia por reflexo para os seus companheiros, em um tom mais baixo. Quando despertou de vez, percebia realmente a frase, sentou rapidamente pegando alguma pedra próxima tacando diretamente em Thomas para acorda-lo, se já não estivesse acordado. Levantou, arrumou-se e se aproximou do mesmo.

- Thomas, existe um caminho - Dizia um pouco mais baixo para não acordar todos, pois ainda precisava verificar se era mesmo um caminho viável para todos. Em relação aos outros barulhos que escutara, ignorou pois eram sons comuns e não se incomodava mais

- Loki, tudo bem não dormir mas, como conseguiu achar tal caminho?
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Sab Jul 02, 2016 3:26 am

Adentramos a fortaleza e como havíamos pensado, estava muito danificado e parecia ter sido abandonado a um tempo, exploramos o local, mas não havia restado muito, alguns itens que percebi que deixaram alguns do grupo felizes, e alguns lugares que deixaram a nossa pequena profeta amedrontada. O local que mais me chamou atenção fora a casa de banhos, sim, eu me sentia limpa, mas relaxar em uma fonte natural de água quente, parecia o paraíso. Me contive e voltei a explorar com o grupo.

Procurávamos um local para montar acampamento, claro que achamos o lugar perfeito, e era obvio que daria algum problema, e nesse caso seria a chuva, arruinando o lugar mais quente que acharíamos na construção inteira. Havíamos sentado para comer, quando Turechi apareceu e começou a contar a historia de quem havia morado no local a muito tempo atrás, escutei atentamente, parecia aquelas historias de terror pra crianças se comportarem, mas até então não sabíamos se era verdade ou não, pessoalmente, tinha achado a história interessante mas ao mesmo tempo cruel, Thanatos só queria poder passar o resto de sua vida com sua amada, mas ela tinha o traído, neste momento senti pena do velho senhor da morte.

Após a história nos movemos para a cozinha, era o único local que não entraria água com a chuva que estava por vir, e também deveria ser o local que mais trouxe paz ao grupo devido a uma arvore singular, diferente de todas que já tinha visto, esta continha a face de Cristo entalhada em si. Sem prestar atenção por onde andava, chutei uma pedra que acabou por cair no poço central, olhei com curiosidade para dentro do mesmo, mas não pude ver nada, apenas ouvir um barulho de água após um tempo. Fizemos uma fogueira e deitamos para descansar, peguei no sono rápido, mas acordei assim que ouvi a voz da profeta, dava para ver que estava com medo só pelo tom. - Heh parece que Turechi conseguiu deixar alguém assustado...não a culpo, afinal ainda é uma criança. - disse a mim mesma tão baixo que nem pude escutar minha voz direito.

Decidi não levantar ou mostrar que estava acordada, puxei Eins, que estava a dormir enrolada em meu cabelo, mais para perto, dei um beijo em sua cabeça e fiquei fitando a escuridão, até a voz de Asgard me tirar do transe. Não pude escutar muito bem, mas falava sobre uma passagem ou algo assim, continuei imóvel, iria descansar o máximo possível, pois assim que o capitão acordasse, começaríamos a nos aprontar.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Dom Jul 03, 2016 4:38 pm

O que surgiu em Thomas logo que ele adentrou ao forte foi uma imensa curiosidade. Na verdade, era algo que estava mais para a desconfiança. O local parecia morto, mas depois de tanto tempo na ativa, sempre existiam motivos para acreditar que aquilo que via não era realmente o lado da verdade. O pátio central apresentava uma estátua há muito esquecida, assim como o ambiente. As paredes eram de pedras grossas e rústicas... Talvez estivessem ali há bastante tempo, mesmo antes de todo o caos começar no mundo.

O capitão continuou avançando com cautela, principalmente no estreito do abismo. Do outro lado, contemplou a visão do mar que se mostrava através das janelas. Pensou que no passado o local poderia ter sido muito bonito, mas agora não passava de um salão esquecido que ninguém contemplaria ou ergueria novamente. Depois de verificar que não existia nada ali, simplesmente saiu com o grupo e seguiu para averiguar o resto das construções.

--------

Os outros locais não eram tão diferentes do anterior. Ou foram deteriorados pelo tempo, ou simplesmente estavam destruídos como as torres. Thomas, entretanto, tinha de admitir que aquele forte no passado devia ter tido seus momentos de glória e que talvez não tal glória não tivesse sido usada para o bem. Além do mais, algumas coisas estranhas ainda percorriam aquele forte como a água límpida que corria na sala de banhos.

Ainda assim, estando abandonado, servia de abrigo, mesmo que não existissem camas. O fato de o forte ter sido aparentemente saqueado indicava que tinha sido feito muito provavelmente por humanos, vez que demônios não viam tantos valores em coisas materiais. Quando satisfeitos da busca, desceram e se alimentaram calorosamente próximo ao fogo proveniente dos mecanismos ainda operantes do forte, mas os trovões indicavam uma forte chuva por vir. Seguiram então para a cozinha, onde o ambiente ainda possuía grande parte do teto. Também existia uma estranha árvore que abriu caminho por ali, mas Thomas não ligou muito para ela, mesmo notando a face talhada de Deus.

Quando todos se acomodaram seguiu para seu sono. Estava com febre e cansado e não demorou muito para que caísse no sono.

------

Não sabia quanto tempo tinha dormido. Sentiu uma ligeira dor aguda na cabeça e abriu os olhos com velocidade, imaginando estar correndo algum perigo, sendo que no fim das contas, quem lhe acordou fora Asgard. Escutou o comandante e franziu o cenho. Olhou para a entrada do Túnel e para seus companheiros, notando Aemy acordada e Joker prestes a acordar. A pequena tinha tido um pesadelo? Talvez, vez que no dia anterior o conto de Turechi não fora nada bonito. – Certo. Poderemos verificar a passagem pela manhã. Os outros ainda estão dormindo e Blake está com a perna danificada. Se, por algum motivo tivermos de lutar, não nos quero em desvantagem. – Tentou olhar o céu e calcular quanto faltava para amanhecer. – Se quiser voltar a dormir, pode ir. Vou ficar de vigília. – E se levantando, assumiu o posto noturno.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Qui Jul 07, 2016 8:47 pm


Ace Number

Let me teach you, the truth about MAGIC





Não gostava daquele lugar, que fedia a decomposição e ruína. Suas paredes eram penetrantes e sombrias, como se algo estivesse constantemente se esgueirando por dentre cada fenda. Cada parede estava quebrada partida pelas décadas de pela velhice. Apenas observava a imensidão vazia daquele local, seguindo próximo a Aemy com toda a cautela que poderia ter. Cada passo era concentrado, enquanto encarava cada tijolo com paranoia. Tudo era silencioso e oco, como se faltassem partes daquela construção. Algo muito maior do que suas pedras partidas, ou que os buracos no teto. O próprio nome daquela construção era maldita, fazendo com que senti-se me como desconfortável.

O mar estava ali! Tão próximo e belo que sentia como se pudesse toca-lo. Traiçoeiro ele era, assim como a pequena garota já havia nos dito. Os navios estavam ancorados, mas mesmo em nossas buscas, nenhum tripulante era avistado. Dormiam eles dentro de outros aposentos? Essa era apenas uma dentre tantas outras possibilidades, poderiam também estarem mortos, com suas cabeças pendendo para longe de seus corpos. Não ousaria por tais pensamentos em palavras, não com a pequena tão próxima, com o capitão tão exausto, ou com Blake tão ferido. Precisávamos de tempo para repousar, por isso a contragosto aceitava que deveríamos ficar naquela ruína.

Reuníamos em um circulo, trocávamos histórias com aquele ser já conhecido, e jantávamos sob o calor da fogueira. Aemy parecia temer a Turechi. Não que pudesse culpa-la, não diante aquela forma ou aquela história, era incomoda para todos, inclusive para mim. Poderia ser apenas uma história do espírito, mas no temor daquilo ser uma memória, tinha de manter-me em guarda. Estávamos próximos uns dos outros, e a loira tremia o bastante para que eu a oferecesse o consolo de minha capa, enquanto se reencostava em mim. Pegava-me cansado, muito mais do que poderia estar a qualquer outro momento. Sendo guiado por pensamentos e ideias. O que ocorreria com nós a partir de então? O que já havia acontecido com cada um de nós? As pálpebras ficavam cada vez mais pesadas, fazendo com que o sono finalmente chegasse até mim.

Acordava com a urgência do toque de Aemy. Ela temia algo, podia encarar em seus olhos que via a verdade em seu medo. Apenas um sonho? Aemy de fato era uma criança, poderia ter sido assustada pelas histórias de Turechi, mas ainda assim ela era algo a mais. Algo que fazia com que levasse aquele seu pequeno alerta com seriedade, me alarmando enquanto acordava repentinamente. Nosso capitão estava pronto para assumir o posto de guarda, com rigidez em sua voz e em seus movimentos. Mais do que a maioria, sentia como se aquela pequena figura precisava de repouso. Erguia-me tirando de mim, e cobrindo Aemy com o manto.

- Não se preocupe. Ficarei acordado para que nada se aproxime de nós. Enquanto isso, peço que durma Aemy, nosso dia amanhã será longo e cansativo demais. Olhava a pequena com ternura, mas seriedade. Então me dirigia ao próprio capitão. Tocando seu ombro, próximo ainda mais, sentia a fragilidade em seu espírito. - Senhor. Estou mais bem descansado do que o senhor, além disso, creio ser melhor para o posto de vigia. Peço que me permita observa-los enquanto dormem e que volte a repousar. Falava assumindo a postura no chão, e puxando uma carta antiga da manga. O Mundo. Aquela era a carta que continha às respostas para o que desejava saber. Buscaria sua presença em minha testa e como espectro, encararia o ambiente a nossa volta. Cada fresta ou buraco, cada sombra ou gota de chuva, buscava em tudo e em nada. Ouvindo sempre o tilintar das correntes de ferro.



Post: 002 ~ Rename: -X- ~ Capítulo: All we left behind

Notes: -X-  

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Dom Jul 10, 2016 2:25 am

A noite rubra não trouxera mais o som de folhas correndo pelo pátio, ventos sibilando por baixo das frestas ou o barulho de correntes sendo arrastadas através do poço. Felizmente não houve ataque ou espíritos perturbadores e Aemy havia conseguido voltar a dormir uma vez que o manto de Joker a confortou e trouxe calor, Thomas se viu obrigado a descansar com o despertar do tenente, já que a provável febre o atingira e o incapacitara. Joker também pode dormir quando Blake acordou e decidiu ficar com o próximo turno, não conseguia andar muito bem mas estava suficientemente bem para aguentar algumas horas acordado. Houve naquela noite, porém, um único fato que intrigou o guardião que havia se projetado ao espectral: Assim que tomou presença no etéreo, ele se sentiu preso em um círculo branco que envolvia o grupo, projetado pela imagem do cristo talhada na árvore e sentiu em seu âmago que não deveria sair daquela proteção, pelo menos não durante a noite.

Quando o sol se ergueu por cima do mar da travessia de Caronte os raios escarlate atravessaram as janelas e não demorou até que acordassem durante a manhã. Inexplicavelmente Thomas se sentia melhor, não totalmente, mas melhor. A noite tinha sido tranquila. A entidade dentro de Asgard o respondeu quando perguntou, apenas para voltar a se adormecer com palavras simples “ Meus olhos podem ver mais do que os de qualquer mortal, guardião “

Durante a manhã Aemy novamente analisou o papel que estava em seu bolso e Castiel emergiu apenas por segundos para olhá-lo, e infelizmente era o que imaginava.
Anjo escreveu:

Finalmente desci a terra. O planeta está um caos completo, demônios por toda parte, humanos sendo mortos como se não fossem nada. Passei a maior parte do dia matando essas criaturas nojentas, seres vis, não deviam ter saído do buraco deles.

Me entristece ver a criação mais amada de meu pai destruída e infestada. Lembro-me ainda dos dias da criação, era um lugar tão belo e cheio de vida, quase tão majestoso quanto nosso lar.

A busca por nosso pai continua, não há nenhum traço dele pelas redondezas de onde cai. Devo continuar minha jornada amanhã. Terei de me esconder a noite, parece que as hordas demoníacas ficam mais populosas nesse horário, como esperado criaturas das trevas amam a noite.

Espero que nenhum de meus irmãos tenham que ler esse relatório.

Era um relatório Celeste, mas havia um detalhe. Ao que tudo indicava ele falava sobre uma missão na busca por Deus. Mas Castiel, um dos Arcanjos, nunca havia ouvido falar dessa missão.

Decididos à descer pelo buraco no chão perceberam que tinha sido uma ideia ótima fazer isso apenas no amanhecer, por quê cada degrau que descia em espiral era praticamente mínimo e úmido.

Foi uma longa descida. O topo do poço estava banhado pelo sol, mas ele tornava-se mais estreito e mais sombrio a cada volta que davam. Os passos ecoavam nas paredes úmidas, e os sons de água foram ficando mais altos, quando a escuridão mesmo em pleno dia sugou o grupo eles chegaram a conclusão de que deviam ter trago tochas, mas os olhos de Myra se ajustaram ao negrume e ela conduziu o grupo pelo resto do caminho. O poço tornava-se mais frio e escuro a cada volta que davam, e quando ergueram a cabeça para olhar para cima a entrada estava tão distante que mal podiam distingui-la direito e os murmúrios ali em baixo ecoavam violentamente. Os sons de água estavam próximos, mas quando espiaram para baixo viram apenas escuridão. Uma volta ou duas mais tarde pararam de descer e viram uma porta nanica, quando a atravessaram acharam luz.

O cenário se alterou completamente. Um corredor absurdamente gigantesco em todas as dimensões possíveis se projetava para frente deles, e a alguns passos de distância um portão defendia o caminho. Apesar de não haver qualquer tocha ou raio de sol ali em baixo as paredes continham um brilho suave próprio, quase que interno. Assim que deram um passo para frente o chão brilhou onde pisaram, em resposta, e desenhos e arabescos acenderam por um breve instante até sumirem novamente, cada passo revelava uma imagem indecifrável, uma espécie de alfabeto de runas,  Castiel achou semelhante ao celeste, mas não reconheceu. Era como se o o chão e as paredes respondessem ao toque com brilhos.

Mas o portão era diferente. Apesar de aparentar ser do mesmo material ele não respondia em luzes e carregava uma imagem. Havia um rosto no portão, igualmente enorme para corresponder a estrutura. Era desenhado no metal e ainda sim parecia suficientemente real. O rosto era velho e pálido, enrugado e encolhido... Parecia morto. A boca e os olhos estavam fechados, aparentava humano e carregava cicatrizes, a testa carregava uma centena de marcas de expressão, o queixo caído, como se representasse algo que viveu milhares de anos. Então o rosto acordou.

Os olhos eram cegos e quando abriu a boca para falar viram um encaixe de chave na língua - Quem é? – Perguntou o portão, e o poço ecoou com as palavras graves, levando o som até o topo. Myra sentiu como se os olhos a perseguissem, apesar de serem feitos de metal branco e imóvel – Só passará o guerreiro que luta nas sombras, aquele que traz a consigo luz da alvorada, aquele que está disposto a ceder sangue pela causa – Concluiu e voltou ao silêncio, então novamente Asgard viu utilidade em algo que carregava consigo. A chave que ativaria algo na torre vibrou em seu bolso. A chave que havia conseguido a semanas atrás no subsolo que levava até a Atalaia, antes que pudesse agarrar o objeto ele saltou de sua roupa como se tivesse vida própria e caiu no chão, arrastando-se, lenta como um caracol, na tentativa de alcançar a porta.

__AOD__
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Dom Jul 10, 2016 8:50 pm

No fim das contas, vendo Joker ali acordado e confiando no seu soldado, Thomas se rendeu ao sono e cansaço que sentia e voltou a dormir. Não entendia como tinha ficado doente, mas precisava de descanso para o dia seguinte e sem demora pegou no sono novamente. A noite, apesar de suspeitas dos outros soldados e de Aemy, acabara por ser tranquila, sem nenhum conflito.

-----------

Sentiu os primeiros raios de sol tocarem sua pele e a sensação de calor o fez acordar. Ainda estava ligeiramente sonolento, recordando fatos da noite anterior e ainda demorou alguns minutos para se localizar. Já se sentia melhor e poderia seguir caminho com os demais e isso era o que mais ansiava o jovem capitão. Tinha pressa e vontade de chegar logo ao seu objetivo. Tinham ido o mais longe do que qualquer um. Seus homens, mesmo que voltassem pra casa sem nada, teriam a glória de terem chegado onde nenhum Guardião atual jamais teria chegado. Sentia-se com sorte de estar com os melhores.

Mas Thomas não queria retornar de mãos vazias e por isso prosseguiu com a caminhada, dessa vez para as profundezas do forte. Como a maioria dos locais que existiam dentro do castelo, a locomoção inicial tinha sido complicada por causa do desgaste das escadas e da construção como um todo. Para completar, a escuridão assolou o grupo em pouco tempo, mas essa dificuldade foi suprida por Myra que seguiu adiante guiando o grupo, vez que seus olhos conseguiram se acostumar à escuridão.

Depois de andarem por um tempo, chegaram em uma pequena portinhola que fora fácil para Thomas e Aemy passarem, fazendo isso primeiro, por causa da altura de ambos. O local em que estavam agora era diferente. Parecia... Mágico, de certa forma. As paredes reverberavam com brilho ao som dos passos do grupo. Thomas não conseguia identificar as letras e os glifos que apareciam, mas aquilo não importava no momento, pelo menos por enquanto.

O fim do trajeto se resumia numa porta estranha com uma face entalhada na mesma. Uma face viva. Thomas cerrou os olhos e achou aquilo demoníaco e diferente de tudo que já tinha visto naquela jornada, mas preferiu ficar em silêncio enquanto a porta enunciava as regras de como deveriam transpô-la. A verdade é que Thomas não fazia ideia do que ela dizia. Na opinião do jovem, todos atendiam os requisitos ali impostos. Contudo, para a surpresa do capitão, era Asgard que tinha a resposta.

Ao que parecia, no trajeto em que escolheu para seguir, diferente dos outros, Asgard tinha sido recompensado. Thomas abriu caminho, dando passagem para o Guardião. O momento era dele.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Sab Jul 16, 2016 4:26 pm


Um a busca por Deus? Bem, não era de todo inesperado que algo assim acontecesse. Se perguntou se um de seus irmãos havia passado por aquela casa, deveria ter averiguado melhor o local. E agora se pegou perguntando quem era aquele homem que Aemy havia visto... Será que havia outro anjo no corpo de um profeta andando sozinho por ai? Esperava que ainda estivesse vivo se fosse o caso...

Aemy se sentiu um pouco contrariada quando Joker pediu para que ela dormisse. Ele não havia escutado nada? Não se moveu muito, apenas deixando que Joker colocasse seu manto sobre a pequena que agora estava um pouco tímida e frustrada. Será que havia mesmo sido sua imaginação e eram apenas folhas como Biki havia dito? Talvez tivesse se assustado por nada e incomodado Joker por bobagens suas.

Se deitou novamente, agora mais aconchegada no manto aquecido do rapaz e apertando o urso em seus braços. A paranoia demorou um pouco para deixar sua mente, sempre tendo aquela sensação de que se fechasse os olhos algo aconteceria. Mas o corpo acabou cedendo e a loira adormeceu.

Na manhã, devolveu o manto para o dono. Para a infelicidade dela, o grupo havia decidido seguir pelo poço por acreditar que havia uma passagem por ali. Não reclamou, apesar de não gostar da ideia (ainda mais depois de ter ouvido o tintilar das correntes vindo dali).

Seguiu atrás de Joker na descida, tomando cuidado com cada passo que dava. Aemy se sentia cada vez mais tensa conforme a escuridão crescia, estava com a sensação de que seriam engolidos por aquelas sombras a qualquer instante.

Mas foi ai que, para o alivio da garota, alcançaram um lugar com uma iluminação um tanto quanto esquisita. A parede e o chão pareciam ter desenhos estranhos e brilhava conforme eles andavam. Já Castiel, através dos olhos da pequena, observou as runas com certo interesse. Pensou que talvez aquilo pudesse ter alguma relação com Alsdram e sua antiga raça, não seria surpreendente se a linguagem celeste tivesse tido alguma semelhança com a linguagem deles afinal. Todo aquele lugar emanava uma certa energia estranha que o arcanjo não reconhecia e isso o incomodava, embora por hora não sentisse nenhum perigo.

Diante da imagem do rosto, Aemy se sentiu desconfortável. Era uma visão um tanto quanto... Estranha. Mas quando o rosto de mexeu, aquilo foi o limite. A pequena se moveu para trás de Joker e se segurou no manto dele. Como podia uma porta falar? Será que era algum tipo de armadilha ou demônio? Ficou ainda mais incomodada quando viu uma chave praticamente pular do bolso de Asgard, como que implorando para aquela porta ser aberta.

Não parecia bom. Não parecia nada bom. Preferia ter seguido pelo rio, mesmo com as mãos assustadoras.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Dom Jul 17, 2016 1:35 am

Após terem tomado o turno do capitão, tentei dormir novamente, mas consegui manter meus olhos fechados por não mais que trinta minutos. E por incrível que pareça, com esse pouco tempo de sono, me sentia renovada e descansada totalmente. O resto do grupo foi acordando conforme os raios de sol foram tocando suas peles, me sentei pacientemente em um dos cantos do local, e esperei a decisão do capitão, já sabia que teríamos que adentrar o poço, e estava um pouco amedrontada, não apreciava muito lugares fechados.

Começamos a descida e fui a primeira a me acostumar com a escuridão, guiei o grupo com cautela até chegarmos a uma porta, a atravessamos e nos deparamos com algo incrível, olhei para as paredes e a forma como brilhavam conforme andávamos, era um lugar lindo e misterioso, a luz era natural e clara o suficiente para enxergarmos tudo. Andava admirando as paredes e tentando imaginar o que aquelas runas significavam, poderia ser uma história, ou até mesmo um aviso, para manter os leigos de fora. Estava tão maravilhada que não vi o portão bizarro a nossa frente, havia uma face nele e infelizmente não brilhava como o resto a nossa volta.

O rosto modelado em metal, parecia tão real que dava medo, as rugas e a cicatriz pareciam terem centenas de anos, seus olhos eram cinzas e pareciam não ter vida alguma, e era o que eu esperava de um rosto em uma porta, mas o destino queria me provar o contrário. A face acordou e pôs-se a falar, eu olhava incrédula para o rosto falante, e quando achei que não poderia ficar mais estranho, uma chave rastejante no chão chamou minha atenção, poderia ser o modo de atravessarmos a porta, mas ainda assim, era extremamente bizarro. Me afastei um pouco e apenas observei.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Seg Jul 18, 2016 5:23 pm

Permaneceu acordado o restante da noite até o primeiro raio de luz aparecer. Aos poucos todos foram acordando e se aprontando para seguir viagem pra onde quer que fosse, sendo ele o caminho ao qual Asgard havia dito. Já haviam percebido a magnitude do tamanho daquele local, ainda mesmo para conseguirem chegar onde chegaram, mas para Asgard, não achou que aquela passagem fosse corresponder com o local.

Escadas novamente, corredor gigantesco, escuridão por onde estivessem, poderiam ter chegado ao inferno e nem ao menos saberiam. Mesmo Myra tendo se adaptado a escuridão primeiro, todos começaram a conseguir enxergar pelo menos alguma coisa, pelo menos para andarem por si, até chegarem a uma porta, onde os mais baixos passariam sem a menor dificuldade.

Talvez por ter passado e visto tantas bizarrices nos últimos dias, a porta a frente deles, onde todos se assustaram ou temeram pelo pior, não havia afetado Asgard de forma alguma, nem mesmo quando a mesma falara com frase enigmática e profana. Ao pular da chave, Asgard ficou surpreso por nem se lembrar dela e foi andando em sua direção até a agarrar. Ficou analisando por um tempo com receio do que poderia acontecer já que a mesma tinha o poder de ativar uma torre que continha algo imensurável a nossa compreensão, e agora essa.

Frente a porta, exitou mais um pouco.

- Espero que não seja todo meu sangue. - Dizia colocando a chave.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Qua Jul 20, 2016 11:06 pm


No túnel

A chave de Asgard encaixou na fechadura. Quando a girou para a direita a porta falou: - Então passe – Ordenou e a boca de metal se fechou no punho do guardião, mas a mão era toda feita de trevas e assim que se fechou em volta dela escorreram apenas feixes negros que mais pareciam tinta. O suposto sangue escorreu até pingar no chão e apesar de Asgard não sentir dor ele conseguia sentir parte de sua energia se desfazendo, o sangue negro alcançou detalhes no piso em baixo deles e escorreu para o outro lado da porta, até que ela largou o braço de Asgard e eles ouviram mecanismos reagirem por dentro dela. O pedaço de metal gigantesco se moveu para os lados e revelou o caminho a frente. Um túnel extenso o suficiente para criaturas absurdas se moverem por ele. Mas o detalhe mais importante na estrutura era o material com que ele era feito. O túnel era todo revestido em camadas de vidro, transparente desde o chão até o teto, e através dele podiam ver o mar à sua volta. No entanto não havia vida ali embaixo, os rios e mares haviam sido poluídos com a abertura do apocalipse e nada mais conseguia nascer ali, nem mesmo as plantas.

Com a ordem de Thomas eles seguiram por ali, era um esforço muito menor do que ir até o barco e pô-lo pra navegar.

Conforme os guardiões caminhavam por dentro do túnel de vidro o som sinistro do mar ecoava por eles, aquilo era surreal. Certamente não era obra dos guardiões e vinha de um tempo muito anterior ao do apocalipse, afinal, a humanidade nunca havia alcançado tal tecnologia. O avançar era lento, afinal, o túnel era extenso o suficiente para chegar até a outra borda e puderam parar algumas vezes para descansar, estar ali debaixo do mar era algo no mínimo assustador.

Depois de retomarem o ritmo eles perceberam, ainda faltava provavelmente metade de um dia e o sol começara a se esconder por trás das montanhas, pintando os cumes com feixes de luz vermelhos e deixando o solo sem qualquer luz. O caminho ainda era longo. Felizmente os demônios pareciam desconhecer também da passagem e não encontraram qualquer inimigo no caminho, mas depois de meia hora eles finalmente viram. Uma criatura os espreitava no mar, e a conclusão dos guardiões foi rápida. Era certamente algo sobrenatural para conseguir sobreviver nas águas. O ser fora avistado uma única vez antes de sumir e depois uma hora mais tarde.

O sol já havia desaparecido do céu quando Castiel emergiu de imediato, o perigo trouxera-lhe para o corpo da garota com uma velocidade anormal, e em seguida Asgard ouviu Loki em sua mente “ A CRIATURA! “ Um músculo grosso e revestido de escamas duras envolveu o túnel de súbito. E amassou. O vidro das paredes rachou em sua primeira camada e eles tiveram a reação automática de investirem para o outro lado do túnel mas aquela distância era a de uma viagem inteira e eles sabiam que não conseguiriam, principalmente com a perna de Blake detonada. O vidro rachou novamente e dessa vez o túnel cedeu. Quebrado no meio e debaixo da água o mar adentrou cada canto da estrutura e puxou os guardiões para fora com força, eles se dispersaram no meio da água, e por mais que tentassem nadar para cima não acharam o limite, parecia que a passagem de caronte estava prestes a engoli-los. Ali em baixo eles mal podiam ver mas o rosto da criatura se fez visível.


Era como uma cobra absurda e escamosa. Algo que nenhum deles reconheceu, mas como se fosse sua voz o pensamento do animal ecoou e fez as mares se moverem “ Criaturas nojentas... No meu território “ E ele avançou, a diferença de movimentação do monstro gigantesco para eles era surpreendente. Tudo estava perdido ali, eles não conseguiam lutar com o mar sobre suas cabeças, e o suposto dono do rio avançou. O monstro marítimo se preparou para abocanhá-los, Castiel sentiu um bloqueio sobre si e estava incapaz de lançar qualquer poder, e o anjo que dormia dentro de Thomas despertou.

A luz se ergueu do punho do capitão e lançou-se contra o monstro com uma rajada de energia anormal, o ser se afastou de imediato. Aladiah abriu o par de asas feitos de luz e se lançou contra Myra, quando encostou na garota agarrou-a pelo braço e disparou pelo fundo da água até a superfície. Myra deixou a respiração fluir pelos pulmões assim que pode, e Aladiah voltou para o fundo do mar. Atravessava as águas profundas como uma flecha, fazendo o máximo de esforço para por força nas pernas e ganhar velocidade suficiente para alcançar os outros companheiros, tentou alcançar Joker que por pouco não perdera a consciência ali embaixo e quando pegou-o pela camisa a criatura novamente se mostrou, pronta para abocanhar o anjo-capitão. Aladiah não conseguiu ser rápido o suficiente para repelir o monstro.

Mas Blake Angel fora. O guardião de braços metálicos segurava a investida do monstro de uma forma anormal, expelindo fogo pelas juntas de ferro, a pele já havia deixado o corpo e revelava um aspecto demoníaco e vermelho, sangrento e com chifres. Os olhos de Blake vibravam em rubro. Ele olhou por cima do ombro para o alado e moveu a cabeça em afirmativa, Aladiah voltou para a superfície com Joker apoiado em si. Asgard sentia uma dor em sua cabeça nada natural, apesar disso, se mantinha firme no fundo do mar como podia, deu uma volta em si mesmo e pôs os pés para trabalhar, os olhos fitaram Blake lutando contra a criatura sozinho, e virou o rosto na procura de Spark. O bode azul havia sumido no fundo do mar. Tinha de escolher entre salvar Blake ou procurar Spark, mas antes que decidisse Loki interveio e tomou conta do corpo de imediato “ Não vou deixar você me matar no fundo do mar “ Ele disse e com um impulso de magia o corpo de Asgard se moveu para o céu, e achou a superfície em um segundo.

Uma onda se formou por cima deles e tentou manda-los de volta para o fundo do mar, mas a vontade de lutar e a força de vontade que impuseram na tentativa de viver impediu-os de afundar. Castiel havia achado a superfície por si só, o Arcanjo não dependia das barreiras humanas e por isso pode nadar sem se preocupar com o cansaço ou com o oxigênio, mas assim que subiu deixou os pulmões respirarem, ele podia não sentir mas Aemy sentia. Com quase todos ali em cima eles nadaram, não tiveram tempo para verificar se o grupo todo estava ali ou se todos estavam bem, uma tempestade se formava por cima deles lançando raios ao mar e uma criatura estava perseguindo-os.

Nadaram tanto quanto puderam, até os braços se tornarem carne viva e até a mente fraquejar. A sensação era de que fizeram-no por dias, talvez até meses. E não saberiam dizer, talvez isso realmente tivesse acontecido, nem mesmo voando os celestes foram capazes de manter sua energia, e por mais que não tivessem barreiras humanas eles sentiam como se o mar os sugasse, a água parecia levar a energia de seus corpos junto com as ondas e fazê-los adormecer, cada vez mais. Até que desmaiaram.




Na Passagem

- Oh, vocês finalmente acordaram – A voz ressoou, firme.

A visão voltou aos guardiões lentamente, assim como todos os outros sentidos que haviam lhes deixado. Mas a primeira sensação certamente fora o frio do vento que tocava suas peles.

- Estava começando a crer que nunca mais despertariam e que teria de me livrar de seus corpos. Precisei de três dias para acordá-los – Ele rugiu. O homem era um velho quase morto, a pele se esticava por cima dos ossos fazendo com que o rosto dele parecesse uma autêntica caveira, ele era quase uma esqueleto em pé.


O cenário se formou em volta deles. Estavam em um barco, talvez não um simples barco mas um navio gigantesco, maior que qualquer um existente. Era tão grande quanto uma mansão ou um forte que flutuava sobre a água, com uma centena de andares abaixo deles e todos feitos de madeira que parecia prestes a ruir a qualquer momento.


O céu estava escuro acima deles, era como se fosse inteiramente composto por fuligem, um pouco de luz tentava atravessar as grossas nuvens cinzentas e pretas mas não conseguia.

- Nunca vi humanos tão longe de suas casinhas – Ele brincou.

Quando tentaram se mover notaram as correntes que os prendiam ao mastro principal. O homem puxou uma caixa para frente do grupo amarrado a estrutura do barco e sentou-se nela. Ele trajava um sobretudo negro e quando ele se movia a roupa respondia com luzes demonstrando o rosto de almas perdidas, era como se o casaco tivesse sido confeccionado com almas presas umas as outras. Ele os encarou por um tempo e o grupo notou que podiam escapar com facilidade dali, soltando as amarras. Tinham sido treinados para isso. Tinham perdido três dias e nem Spark, nem Blake estavam lá. Nem as armas, mas sentiam que estavam recuperados.

- Bem vindos ao Degolador Sombrio – Ele sorriu deixando os dentes amarelos à mostra – Me chamam de Caronte. Imagino que vocês sejam os Guardiões das Sombras, aqueles que estão em busca das armas celestes não é?

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Dom Jul 24, 2016 9:42 pm

Mal podia pensar que aquilo poderia ter sido feito por humanos, talvez quase isso, mas a estrutura translucida ao qual adentraram apos o abrir da porta o fez ficar maravilhado com algo depois de muito tempo. Encontravam-se no fundo do mar e só foi perceber isso apos assemelhar a estrutura e eles a um barco dentro de uma garrafa flutuando a beira mar. Contudo, alguns passos adentro, podiam imaginar de outra forma o fundo do mar, mas ali só havia destroços, sujeira e morte, principalmente morte, pois nada poderia habitar aquele ambiente. Pelo menos o que podiam imaginar.

Em questão de instantes, passaram por um dos maiores tomentos de suas vidas, pois mais alguns passos a frente uma criatura se mostrava presente nas águas e que alem disso tinha força para devastar o que quisesse, sendo por fim o local em que estavam transitando. Asgard se sentia um pouco fraco apos sentir sua energia drenada pela porta e andou na retaguarda do grupo, até mesmo de quem estava com a perna quebrada. Sua ultima visão concreta foi da água o arremessar um pouco mais a fundo do mar sendo que o desespero começava a surgir por não saber o quão fundo estavam.
Loki comentava algumas coisas em sua cabeça, mas tudo estava como um simples zumbido.

Jogado para a superfície, buscava quase que desesperadamente o ar, como se até conseguisse toca-lo. Seu braços balançavam junto com suas pernas enquanto flutuava e desfrutava do fim de seu desespero até o momento em que retornava a agua com um baque não tão forte, mas que mesmo assim o machucava o tronco. Como estava pelo menos com a cabeça do lado de fora para poder respirar ficou aliviado e começou a nadar sem muito pensar nos seus companheiros, já que aos poucos eles surgiam nadando ao seu lado.

Mas um relance em que não conseguiu gravar muito bem o que houve. Quando escutaram algo sair da agua, conseguiram ver a criatura perfeitamente, mas ela trazia uma onda do qual não poderiam escapar.

------------------------//------------------------

- ah... o.. o que... - Soltava uma palavra ou outra, sem realmente formar uma frase, mas em sua cabeça estava um turbilhão, pensando em varias coisas ao mesmo tempo, que até mesmo Loki poderia se sentir assustado com o tanto de pensamento. Não formou nenhuma frase por inicialmente ser acordado por uma figura não tão comum e que até mesmo aparentava ser um morto, a presença a sua volta o deixava levemente atormentado por não ser amigável e ainda conseguia sentir a brisa que só é proveniente quando se estar próximo ou no mar.

Levantou a cabeça devagar conseguindo observar aos poucos cada detalhe de quem dirigia a palavra a eles e por fim, percebeu até mesmo que estavam em um barco.


-------//-------

- Loki... O que aconteceu? Como chegamos aqui?
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Dom Jul 24, 2016 11:39 pm

Aemy sentiu uma tensão crescente enquanto aquela coisa parecia abocanhar a mão de Asgard para sugar seu sangue. Mas nada de (tão) ruim pareceu acontecer por hora... A porta se abriu e revelou uma passagem sombria a frente dos aventureiros.

Nunca havia pensado ou imaginado que andaria em uma passagem no meio do mar, mas... Certamente imaginava que as coisas talvez fosse mais azuis e animadas. O oceano parecia um grande cemitério silencioso, as águas eram escuras e nada parecia viver ali. Andava logo atrás de Joker e sentia o coração inquieto... Mesmo quando paravam para descansar, a pequena continuava olhando ao redor com certa paranoia. Sentia que estavam vulneráveis ali.

E quando a noite caiu, tudo pareceu ainda mais sombrio. E, como o esperado, uma criatura da água pareceu despertar com o anoitecer e começou a se espreitar. Espiando eles, se esgueirando pelas sombras em busca de uma oportunidade. Aemy apertou com força o ursinho em seus braços enquanto caminhavam até que...

A postura da pequena imediatamente mudou, se tornando mais rígida e alerta. Seu senso de perigo certamente não havia sido danificado, tamanha a urgência com a qual reagiu. Castiel olhou aquela coisa se chocar contra o vidro que se quebrou com uma facilidade assustadora. A água entrou e o vidro se estilhaçou por completo, separando os guerreiros que foram arrastados pela força da água. A mão do anjo se fechou com força sobre o urso em seus braços, impedindo que ele voasse para longe.

Viu aquela coisa abrir a boca pronto para abocanhá-los e, sem hesitar, Castiel ergueu o braço para destruí-lo, mas... Nada aconteceu. Praguejou em sua mente, sem compreender o que estava acontecendo, mas por sorte o anjo do outro profeta reagiu a tempo. Castiel deu as costas para os demais e, sem conseguir expandir suas asas, começou a nadar na direção da superfície para preservar o corpo de Aemy. Assim que a alcançou, encheu os pulmões de ar... Mas a caçada não parecia ter acabado, a criatura ainda os seguia e parecia tentar fazer com que a água os sugasse em sua direção, sugasse suas energias.

E então tudo escureceu, para Castiel e para Aemy.

--

A pequena abriu os olhos, assustada. A primeira coisa que fez foi tentar mexer o corpo, em vão... Correntes geladas estavam presas sobre o seu corpo e o vento frio batia em seu rosto. Aemy se assustou e se debateu um pouco, tentando se soltar daquelas correntes.

A voz que surgiu imediatamente fez com que ela olhasse para frente e... Não pode deixar de sentir certo pavor diante daquela figura horrenda. Aquele homem... Será que era um demônio? Era tão magro, provavelmente não comia nada há dias, séculos se fosse um demônio. Olhou para os lados e viu Biki encostado no chão perto de si, ficou feliz que seu urso não havia se perdido... Joker também estava vivo, mas dois haviam sumido... Estariam mortos? Será que haviam se afogado ou aquele homem havia feito algo...? O pensamento a assustou e a loira sentiu o coração bater mais forte.

Castiel apenas observou o que acontecia... Caronte. Jamais esperava que fossem estar naquele navio, mas pelo modo que ele falava eles não estavam mortos. Mas por que estavam amarrados? Não gostava daquilo. Não gostava daquele olhar e nem daquele sorriso. Caronte parecia uma criatura desprezível e provavelmente tinha algo em mente.

A pequena olhou sobre o casaco bizarro que ele possuía... Parecia haver algo vivo ali. O que diabos era aquilo? E se aquele homem era um demônio por que não havia matado eles de uma vez? Será que estava os guardando para se alimentar? Talvez fosse isso, talvez tivesse comido os outros dois. O pensamento a assustou ainda mais e a pequena se debateu de novo para tentar se soltar, em vão.

- V-você... V-você vai comer a gente...?! – a voz soou rouca, assustada.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Jul 26, 2016 9:45 pm

Quando viu o corpo de Asgard perdendo as energias, Thomas levou sua mão ao cabo da espada como forma de resposta imediata a qualquer perigo, mas minutos depois, a porta se abriu e todos estavam liberados para passar. E o Capitão passou, mas totalmente receoso dessa vez. Se perguntava o que aquele novo caminho lhe reservava e já pensava se ter ido por ali teria sido uma boa ideia.

O caminho era um túnel muito longo. Thomas simplesmente começou a andar pelo mesmo por horas e horas. Pararam algumas vezes e o cansaço se acumulava a cada hora de caminhada. O silêncio lhe era absurdamente incômodo e a todo momento observava as laterais do túnel que lhe mostravam a negra imensidão do oceano. À medida que anoitecia, Thomas pensou ter visto algo se movendo no mar, mas preferiu acreditar que era coisa da sua imaginação. Além do mais, preferia acreditar que qualquer que fosse a criatura, não conseguiria transpor aquele túnel.

Ledo engano.

Acontece que o que o grupo tinha despertado no mar, era simplesmente algo abissal. A imensa serpente se enrolou no imenso túnel, rompendo-o com facilidade, fazendo com que todos fossem levados às profundezas do oceano. Thomas ficou sem reação. Queria respirar, pois não aguentaria muito tempo em baixo d’água. Mas estava confuso. Tinha que ajudar seus amigos e não sabia como fazer naquele território onde o inimigo tinha uma vantagem suprema. Sentiu-se desamparado... Até que Aladiah apareceu.

Thomas observou aquilo como se estivesse vendo um filme de si próprio. Era estranho, mas fabuloso ao mesmo tempo, principalmente quando se via de perto o poder de um anjo. Aladiah repeliu a criatura e a primeira a ser salva tinha sido Myra. Thomas sentia que podia falar com Aladiah, mas a ideia era apena isso, uma ideia. Além do mais, não queria tentar interromper a tentativa do anjo de salvar seus amigos.

Que quase foi por água abaixo, não fosse por Blake. Thomas sentiu um aperto no peito ao ver aquela cena. Seu guardião protetor estava correndo o risco de ficar para trás e se sacrificar para proteger o resto do grupo. Contudo, ele tinha fé. Tinha fé de que Blake poderia sair dali vivo, assim como Spark, de quem tinha perdido visão desde o desastre.

De volta na superfície do mar, Aladiah começou a nadar, mas parecia que os esforços tinham cobrado seu preço e, depois de tanta insistência, acabou desmaiando em alto mar.

------

Ao acordar, Thomas estava no controle do seu corpo novamente. Sentia frio e uma sensação gélida de horror e logo descobriria que era devido ao local de onde estava. A voz que lhe trouxe à realidade era de um terrível homem cadavérico. Ainda estava meio confuso. Ao que parecia, tinha ficado desacordado por três dias e ao olhar ao redor, não viu sinal de Blake, nem de Spark e isso alimentou o desespero do jovem Capitão que rispidamente lançou um olhar inquisitivo ao recém apresentado Caronte.

Estava amarado e sem suas armas e apenas seu olhar certamente não poderia fazer nada contra aquele ser. Analisando rapidamente suas opções depois de acordar, sabia que elas eram zero. Seu grupo estava preso à mercê de um navio desconhecido, com um capitão do qual nunca tinha ouvido falar. Era como estar no mar com a Serpente: em completa desvantagem no território inimigo. Então era assim que as coisas aconteciam do outro lado dos muros de Valliheim, pensou.

Além disso, Caronte sabia da busca pelas armas. O que fez Thomas imaginar que seu grupo tinha conseguido êxito demais para ser deixado vivo e livre na procura das Armas Celestiais. Só ficava cada vez mais e mais perigoso.

- O que você quer? – Indagou, quando conseguiu forças.

Poderia estar morto. Poderia ter sido comida de serpente, mas se Thomas aprendeu alguma coisa convivendo com demônios e seus subordinados, principalmente com Crowley, é que se você não morre no primeiro contato, é porque você vale alguma coisa. E nesse momento, Thomas estava tentando descobrir exatamente isso: qual era seu valor?
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Qua Jul 27, 2016 12:43 am

A boca da face se fechou com a mão de Asgard ainda dentro, um fluido parecido com sangue só que negro, escorreu de sua mão e foi para o outro lado da porta, após um tempo ela se abriu e me deparei com algo surpreendente. Era um túnel, embaixo d'água, olhava para todos os lados e tudo o que via era a suposta água do rio, que tinha uma tonalidade estranha, como se estivesse poluída por algo. Suas paredes eram de vidro, muito vidro, quem quer que tenha feito isso era muito poderoso e tinha técnicas muito mais avançadas que a nossa.

Andamos por algum tempo e paramos para descansar, afinal alguns do grupo ainda estavam debilitados, conforme andávamos a luz do dia começava a se dissipar, deixando o fundo rio completamente negro. E junto com os últimos resquícios de luz, pudemos notar algo nos acompanhando do lado de fora. Era semelhante a uma cobra gigante, estranhamente após a primeira aparição, voltou a se mostrar uma hora depois, quando não havia mais luz alguma, e finalmente nos atacou, a ultima coisa que me recordo fora uma voz " Criaturas nojentas... No meu território" e suas investidas no vidro do túnel.

Quando o vidro estourou, fui sugada para o lado de fora brutalmente por causa da pressão, mal deu tempo de respirar para guardar o fôlego, assim que fiquei envolta de escuridão, tentei nadar para cima, mas conforme o ar se esvaia, minha consciência e força iam junto. Quando estava prestes a apagar, vi uma luz no meio do nada, ela vinha em minha direção, fechei meus olhos e fui puxada para a superfície em uma velocidade absurda, assim que pude voltei a respirar, meu pulmões doíam e levou um tempo até me recuperar, pouco a pouco fui vendo o resto do grupo emergir da água. Notei que nem Blake nem o bode retornaram, confesso que fiquei um pouco triste pelo bode, eu estava começando a me acostumar com ele. Assim que todos se juntaram na superfície, começamos a nadar, continuamos até não conseguirmos mais nos mover, e então, apaguei.

-

Acordei com a voz horrível de um velho, olhei para baixo e vi correntes nos prendendo no mastro de um navio que aparentava ser gigante, o homem que mais parecia um morto vivo, se sentou na nossa frente e ficou falando com a gente, eu não fiz questão de prestar atenção, mas ouvi tudo o que ele disse, olhei para os outros para ver se estavam bem, aparentemente estavam, olhei para o velho com uma expressão de raiva e nojo, porque ele havia nos acorrentado? Após todos falarem algo, tomei coragem e falei com a voz mais neutra possível, eu não queria ficar presa a um mastro com correntes sujas em minha volta.

-Olha, se possível eu adoraria que nos desamarrasse, já que parece nos conhecer... - o fitei meio perplexa esperando alguma resposta descente do tal Caronte.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Qua Jul 27, 2016 1:05 am

- Comer vocês?! – Ele pareceu se assustar com a ideia, pegou uma garrafa com um líquido estranho dentro e bebeu – Eu ia ter uma indigestão pelo resto do ano – E riu como se fosse um amigo, mas a aparência esquelética tirava todo o calor da voz do homem, além do hálito terrível que emanava toda vez que ele abria a boca.

Ele ouviu a pergunta de Thomas mas escolheu ignorá-la por um tempo, sem nem mesmo dirigir um olhar ao profeta. – Você é quieto – Comentou olhando para Joker e depois se levantou e os rodeou lentamente, a roupa exibindo os rostos disformes e brilhantemente verdes. O capitão do navio emitia uma energia ruim, sentiam o mal emanando do homem, o ar ali em cima, no convés, era quase palpável. Até que ele parou de rodeá-los e se agachou próximo a Asgard. Puxou uma faca do cinto e desceu-a nas correntes do capitão de caça, libertando-o.

- Loki meu amigo, perdoe-me. Não lhe reconheci dentro desse monte de carne humana – E riu depois pegou mais uma garrafa com o líquido estranho – Tome aqui – Pôs ela no chão e com um chute fez ela rodar até Asgard, talvez não fosse tão sábio assim tomar aquilo, apesar do perigo era a primeira bebida que vira em dias e provavelmente a última que veria dali pra frente. Depois de soltar Asgard finalmente se virou para o capitão. Caronte gesticulava e se movia de forma estranha como se estivesse bêbado a todo tempo, mas os olhos se moviam com precisão e certeza de que estava lúcida, ele fedia como um demônio apesar de notoriamente não ser um, e notoriamente também não era nada humano.

Asgard conseguiu ver pela borda do barco uma vez que estava de pé. Estavam na altura de pelo menos três torres empilhadas, o barco era realmente enorme; lá embaixo nos andares inferiores as janelas ecoavam com brilhos esmeraldas e gritos de socorro, suplicas. Através dos buracos do barco centenas de almas de pessoas mortas se esmagavam, lutavam e debatiam tentando escapar do barco, existia sim uma tripulação para o Degolador Sombrio, mas eles eram os únicos realmente vivos. “ Não me pergunte “ A voz ecoou na mente de Asgard “ Era pra estarmos mortos agora, o rio sugou minhas forças “. Caronte finalmente olhou para Thomas.

- Essa criança é o líder de vocês? – Ele virou a garrafa na boca deixando o líquido escuro e viscoso escorrer pelo queixo e pingar no chão – Impressionante – Disse em um tom irônico – O que eu quero ? é simples. Eu salvei a bunda de vocês, agora é a vez de vocês retribuírem – Ele caminhou até o leme do barco e quando o tocou instantaneamente a embarcação reagiu, como se estivesse retornando a vida logo após um sono. O chão embaixo deles tremeu suavemente, os níveis inferiores do Degolador Sombrio dispararam fumaça para cima como uma máquina movida a lenha, e as almas aprisionadas lá embaixo gritaram, sendo consumidas lentamente como se fossem combustível. As velas e bandeiras caíram e eles começaram a tomar velocidade através do mar, uma velocidade inexplicável para algo tão grande.

- Vocês vão ir para um lugar muito ruim, fazer algo que vai provavelmente mata-los. Esse é o acordo – Ele sorriu com a ideia – Eu não dou passagem de graça para ninguém na porcaria do meu navio, mas felizmente para vocês beijadores de terra hoje é o seu dia de sorte.

Ele direcionou o olhar para Joker – Gostei do estilo – Ele afirmou, mesmo que a energia não estivesse exposta era como se ele conseguisse ver, e talvez realmente tivesse a habilidade de ver pelo etéreo – É uma pena que não consegui pegar todos vocês, dois viraram comida de peixe – Ele tossiu – Vocês irão encontrar um velho amigo meu e irão ajudá-lo – O velho capitão terminou de explicar. À frente mais mar se estendia, não tinham como saber se estavam no curso certo, ou se estavam no rio, afinal, estavam envoltos em água e qualquer fuga daquele titã marítimo era impossível, a distância do mar era tão grande quanto a de um penhasco e a água provavelmente os quebraria assim que se chocassem contra ela – Vão precisar de mim logo, de qualquer jeito – Ele continuou com o olhar no horizonte, e aparentava uma certa preocupação. Ouviu o que Myra falou e riu – Sua majestade não precisa se acomodar, logo estaremos em terra – Disse brincando – Devo estar amaldiçoado, levando você e aquela outra garota – Comentou, falando como se ela soubesse do assunto. Olhou para Asgard – O velho styx comeu a sua língua não é, Loki? – Ele disse com um tom diferente – Tudo bem, logo irá se recuperar – Ele bebeu mais um gole do negócio estranho – Eu dou um jeito de levar vocês moleques para o lugar que tanto procuram, isso é, se cumprirem a parte de vocês.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Ago 02, 2016 9:29 am

Degolador Sombrio. Olhou em volta quando Caronte apresentou o navio. Não era belo nem mesmo confortável, mas a voz do marinheiro denotava um orgulho contido. Talvez o navio fosse tudo o que ele tinha.

Thomas não se importou de ser ignorando. Não podia fazer nada, na verdade. Naquele momento, simplesmente escutar seria melhor. A verdade, porém, vinha como uma lâmina afiada ao comprovar algumas evidências como a morte de Spark e Blake. Tinha perdido um dos seus melhores guerreiros e seu melhor batedor. Fechou os olhos por um momento, sentindo o incômodo da perda, porque naquela missão, Thomas não tinha tempo para sentir luto. E toda perda, era sentida assim: um doloroso incômodo. Um doloroso desagrado.

Caronte parecia conhecer bem os seus convidados e seus objetivos. Sua aparência era nojenta, mas sua inteligência admirável. Percebia isso quando ele mencionava que teriam de ajudar um velho amigo seu. A verdade é que não podiam se negar a fazer isso. Até poderiam, mas uma vez em Terra, dificilmente conseguiriam atravessar o Styx sem Caronte. Não, seria impossível atravessar sem o marinheiro e ele sabia disso, aproveitando-se desse fato para impor suas vontades.

Thomas respirou fundo e ponderou sobre a situação. Não gostava de confiar em demônios e seus aliados, mas a oferta de Caronte de deixá-los próximo ao objetivo que almejavam indicava que ele não tinha muita simpatia por demônios; da mesma forma que não tinha pelos humanos. Caronte só se importava consigo mesmo e com o Degolador Sombrio, o que levou Thomas a aceitar a proposta. Não que eles tivessem outra opção, de qualquer forma.

- Tudo bem. – Indicou e então, rompeu as correntes que lhe prendiam, levantando os braços pra cima em sinal de rendição, avisando Caronte que não tentaria nada estúpido. Em seguida, foi até Aemy, desamarrar a pequena. Sabia que os outros no grupo conseguiriam se libertar sozinhos. Quando libertou a profeta, voltou para o seu lugar e perguntou à Caronte. – Para onde vamos e o que devemos fazer? – Queria mais detalhes sobre a missão; queria saber o quão perto estariam de morrer. No caso de Thomas, pela segunda vez.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Ter Ago 02, 2016 10:37 pm

Ainda não conseguia entender muito bem o que estava acontecendo naquele momento, ainda mais depois de ser solto por conta de Loki, e por muito tempo ficou calado escutando e podendo ver tudo o que podia naquele ambiente. Adentro do barco deveria ser um caos de almas, já que muitas estavam aparentando estar atormentadas alem de tentarem fugir pelas janelas e qualquer brecha que aquele navio pudesse oferecer. Algum tempo depois, todos estavam libertos e Asgard nem pensou ou se incomodou a ajuda-los, pois tinha muito a se pensar. Andou até um barril, deixou a bebida entregue pelo Caronte em cima e caminhou até a proa.

Não sabia o que seus aliados haviam conversado com Caronte, mas simplesmente se aproximou decidido.

- Não percam o tempo com essa missão, deixe-a comigo e finalizem o objetivo em que nos foi atribuído... Assim como a fé de todo o reino - Fitou rapidamente seus aliados, terminando com o foco em Caronte, onde nem precisaria de palavras para querer dizer que ele não tinha como recusar as palavras de Asgard.


---------:
(outro lado)

- Explique-se Loki. - Referindo ao ato de liberdade que Caronte ofereceu a Asgard. - Ainda acho que esconde muita coisa de mim. Já que estou fadado a morrer de qualquer jeito, que tal termos esse tempo para por a conversa em dia? - (dizia a frase para ir sozinho na missão) - Vou aprendendo mais coisas, continuamos meu treinamento para ficar mais forte e você aproveita o máximo que der por aqui enquanto não consegue sua força de volta para sair de mim ou tomar conta do meu corpo. - O olhava de forma seria, pois ainda estava cansado do que aconteceu e acabou acumulando com as outras vontades. - Estamos de acordo.
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