The Things We Left Behind

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Qua Abr 26, 2017 6:59 pm

Com Morte fora de combate, Asgard iria se resolver com ele depois, mas com as ações seguintes é que prenderam a atenção da maioria.

Asgard não se sentiu tão surpreso com a revelação do rosto de Conquista, ainda mais depois de ter visto as energias emanadas dos dois Thomas anteriormente, e enquanto eles se aproximavam vagamente de Conquista, Asgard se direcionava vagamente para morte, pronto para testar fazer o que Loki havia comentado, assim como varias outras possibilidades com que aquilo traria para ele, talvez até chegar a entender quem ele era. Se aproximou de Morte e observou as linhas de energia que poderiam estar emanando dele, passou um tempo observando-o enquanto se ajoelhava ao seu lado para observar mais de perto.

Estava um pouco ansioso com o processo, pois pensava se seria da mesma forma como foi com Loki, ou se precisaria de um ritual, algum pacto talvez? Varias perguntas como sempre passavam pela mente de Asgard o fazendo ficar cada vez mais ansioso como uma criança com um brinquedo novo. Sentia-se assim por esperar Loki falar algo, mas por mais que esperasse, Asgard sabia que não era para se ser ensinado falando e pensando, mas sim, sentindo.

Fechou os olhos, colocou as duas mãos nos joelhos e começou a meditar, mantendo a postura ereta enquanto relaxava os ombros. Esse principio o fez ter uma troca de energia com Morte rápida e diferente do que com Myra, se conectaram de forma passiva e mútua entre eles. Aquilo era só uma forma de induzir a energia de Morte não relutar no processo de transferência.

O entendimento acontecia durante o processo, até o ponto de Asgard entender como funcionava. Aproximou suas mãos no pescoço de Morte, e com a formação de garras, apertou e perfurou a cada momento mais e mais forte, até chegar na sua força máxima para que Morte não pudesse mais ter reação alguma. Enquanto o espremia com as mão, sugava a energia para que ela não se perdesse no vazio do espaço e ele voltasse para onde quer q fosse para se regenerar. Tudo acabou sendo um ritual, do qual Asgard apreciou em cada segundo. Não sabia se daria certo, não sabia quando tempo ia durar, mas a sensação daquela experiencia estava sendo muito boa por ser nova para ele.

---------------xx---------------

Enquanto absorvia a energia de Morte
- Se ele for ter um corpo e uma conciencia aqui, espero que vocês se entendam - Sorria levemente e sereno. Mesmo com toda aquela experiencia e o turbilhão de pensamentos e sentimentos do qual Asgard teve e sentiu, ele treinara muito tempo para pelo menos tentar manter-se sempre de um único jeito. Ainda sentia certa vergonha por si mesmo, por não ter sabido lidar com os próprios sentimentos, de ter parecido como uma criança por seu desespero, e esperava não passar por aquilo novamente.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Seg Maio 01, 2017 11:58 pm



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As duas asas repousavam em minhas mãos. Tomadas, a força, do demônio que acertava o chão com uma pancada pesada. Gargalhava com alegria, sorria de excitação. Aquilo que vivia era um momento mágico. Era único! Cada batida do coração parecia ser parte de uma sinfonia maior. Algo que finalmente se juntava com um coro e criava música.

Sangue pingava das costas do demônio, as asas estavam manchadas por ele em sua base. Eram belas, mas nojentas. Nunca eu vestiria aquilo! Não as penas de outro. Parecia feio, estranho no melhor dos dias, mas um absurdo em qualquer outra data. O príncipe falava enquanto eu pensava. O que poderia fazer com um par de asas como aquele? Talvez tê-las tirado do demônio sem coroa não tivesse sido realmente uma grande ideia. Eram prêmios feios, murchos agora que não tinham dono. Um espolio sem valor que apenas servia para que completasse o melhor que vinha a seguir.

Seu rosto humano caia. Assim como minha pele já havia feito. Prestava atenção nisso. Olhos curiosos encravam enquanto a pele queimava e chiava, se tornavam algo a mais. Ossos eram chifres e pelo era escama, fogo vinha ali e aqui enquanto ele jurava vingança. O príncipe era tolo, tolo era o príncipe.

Gritava que tomaria que a mim era precioso e tudo que fazia era saltar contra os humanos. Urrava enquanto suas garras se aproximavam. Deuce era o nome dela? Uma lembrança antiga, não mais que um desconforto atual, nunca mais do que algo que uma casca passada adorava. Uma parte que poderia ser esquecida tão facilmente como qualquer outra. Sabia disso e de muito além disso, ainda que soubesse o corpo era impelido. Dedos cerrados sobre a espada, sentia a força a vontade, mas não a alegria. Relaxar ou vislumbrar eis a questão?

Outro avançava em meu lugar e Jack era seu nome. Desse sim eu me lembrava. Uma espada surgia em suas mãos. Era seu sangue que se tornava uma arma. Jack também era como eu? Um igual para o futuro que sempre havia sido similar? Estava confuso. Dores gritavam pela máscara branca. Agarravam minha face como se fossem ganchos, puxando-a para todos os lugares, mas nenhum ao mesmo tempo. Era doloroso observar Jack.

Seus olhos cintilavam como se feitos de rubis. Magia cantava na capela enquanto os dois tentavam se matar, Jack era rápido, mas Ael ainda mais. Muito mais forte, muito mais poderoso. Uma luta que sabia ser perdida desde o começo. Nunca havia sido o único a saber da luta ter um destino gravado. O espadachim também sabia, tinha a certeza de sua morte, mas por que lutar? Por que desafiar aquele destino tão claro? Por que um valete desejava se manter frente a um príncipe? Tudo por um dois? Qual era o valor de um dois.

A lamina na qual me apoiava pesava. Meu corpo tremia. Cartas rodeavam a mim. Cada uma delas eram vistas por olhos que não os meus. A Rainha era sábia, o Nove era impulso, o Ás amado. Todos tinham seus postos bem definidos, mas o Coringa? O único que desconhecia. Algo que faltava em todos os outros.

Sentia em seus olhos muitos sentimentos. Jack empalado causava preocupação, seu rosto esmagado urgência e dor. Mas nunca aquilo que sentia falta. Muitas qualidades eles tinham, mas era o Coringa que entregava a pior delas. Medo.

- Nunca mais....  A espada negra que tinha em mãos voava. Arremessada com toda força contra o braço do príncipe do inferno.

Um juramento. Uma promessa e uma cobrança. Saltava contra o príncipe, ao meu redor a magia formava outras laminas. Pequenas facas, idênticas a espada, mas menores em tamanho. Duas saltavam para minhas mãos enquanto outras giravam ao meu redor. Enquanto me chocava com Ael. Golpeava e cravava as adagas. Então largava-as e continuava a golpear e atacar. Uma após outra em uma infinidade de laminas que puxava para fatiar e picar. Golpe a golpe o empurrava para longe do Valete. Então saltava por cima dele, cravava eu mesmo meu punho em seu peito. Sugava tudo que encontrava ali. Sua alma, sua vida, seus poderes, seus medos. Tudo que havia no príncipe seria meu por direito.




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Ter Maio 02, 2017 11:00 am

Antes que a primeira lágrima que escorreu pelo seu rosto caísse no chão, diversas coisas aconteceram. E aconteceram muito rápido, fazendo com que suas emoções alternassem de forma violenta. Enquanto estava ali, parado, Darwishi apenas assistiu aos eventos.

O primeiro, fora a chegada de alguém que já considerava estar morto. Blake simplesmente desceu dos céus, combatendo Morte de forma imediata, mesmo que seus golpes, num primeiro momento, não tivessem sido o suficiente para dar cabo do Cavaleiro. Além disso, Conquista parecia conhece-lo. E a partir disso, sua mente ficou confusa. Tão confusa, que novamente não teve nenhuma reação quando Morte invocou novamente seu poder, para acabar com todos ali, mais uma vez.

Mas dessa vez, ninguém morreu.

De alguma forma, Blake segurou aquela energia e não deixou ela passar, ao mesmo tempo que Conquista, armado com uma defesa próprio, adentrou no âmbito do ataque de Morte, para tentar dar cabo do Cavaleiro. Mas aquilo não estava sendo suficiente. Aos poucos Blake ia cedendo e Conquista também começava a sentir os efeitos daquele poder imensurável. Contudo, subitamente, o Carrasco surgiu pelo meio das chamas, para um ataque brutal contra Morte e que acabou funcionando, deixando-o desmaiado e cancelando aquela habilidade pavorosa.

Contudo, quando enfim aquela onda se dissipou, duas coisas através dela lhe deixaram atônito. A primeira delas foi reconhecer Aharon, o egresso cavaleiro que não retornou. O rapaz tinha seguido sua viagem sozinho, praticamente desde início da jornada, mas simplesmente jamais chegou a encontrar com o grupo... Exceto naquele momento. Reteve as informações que foram ditas, mas sentiu uma angústia ao ver que ele tinha se tornado uma criatura controlada por Lúcifer. E tão logo perdeu a consciência, simplesmente sumiu ao saltar da torre.

A segunda coisa, porém, talvez fosse mais assustadora que ver Aharon, porque quando olhou para Conquista – que agora estava sem sua máscara – Darwishi viu a si mesmo. Não entendia como era possível. Estava mais velho e com certeza mais poderoso, mas não conseguia entender como. Mas aquilo lhe encheu com uma singela esperança. Finalmente saindo do transe, andou a passos rápidos na direção de seu eu mais velho e ignorando se ele sentia dor ou não, o puxou pela gola da camisa e indagou. – Nós conseguimos? Hein!? Conseguimos salvar Valiheim? – A pergunta ecoou pelo local, enquanto Thomas o balançava pela gola da camisa.

Thomas não queria saber quem aquele ser na sua frente era. Não queria saber se ele estava ferido ou sequer se ele tinha alguma outra missão. Naquele momento, apenas uma resposta lhe interessava.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Maio 04, 2017 7:41 pm

E assim como haviam morrido de repente, o combate pareceu acabar do mesmo jeito. O conjunto de esforços atrasou o golpe de morte e depois disso uma série eventos, morte finalmente havia caído... E para a surpresa do próprio Castiel, aquele que se dizia ser Conquista acabou por se revelar uma versão mais velha do outro profeta. Não só isso, mas aquele tal Blake havia retornado... Apesar de ter os auxiliado, o retorno dele era um tanto quanto estranho, já que Blake havia sido tragado pelas águas escuras. Era melhor se manter atento.

Pegou o anel de bom grado, o colocando sem delongas. Era para isso que havia vindo até ali afinal. Castiel ergueu o rosto, olhando para os céus por um instante e se perguntando se eu irmão, Lúcifer, havia visto ou ao menos sentido o que havia acontecido. Esperava que sim, e que estivesse furioso.

Castiel voltou o olhar para os demais ao ouvir a pergunta emocional de Thomas.

- Lúcifer sabe que estamos aqui. – falou logo, a voz rouca e séria - Deveríamos ir. As perguntas podem esperar.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Sex Maio 05, 2017 1:11 am

Tudo aconteceu muito rápido, minhas inseguranças sumiram, lagrimas pararam, não senti nada por alguns segundos, era como se eu não tivesse descoberto meu passado, como se não tivesse absorvido as palavras de Ael. Me sentia leve e destemida, mas continuava sendo um peso para o time, os eventos seguintes “à nossa morte”, aconteceram tão rápido quanto a mesma, Conquista havia imobilizado Morte, juntamente com Asgard, tentava me mexer, para ajudar, mas meus esforços eram em vão.

Como estava incapacitada, olhei ao meu redor, todos vivos, graças a deus...assim que pensei nesta frase, ela me soou tão errada, mas apenas ignorei, algo me chamou a atenção. Uma luz acima de nós, se aproximando, estava curiosa para descobrir o que era, e minha curiosidade fora cessado, alguém que pensei que nunca mais veria, despencou dos céus logo acima de Morte, imobilizando-o novamente. Mas o cavaleiro não iria desistir tão facilmente, usou todas suas forças, todas as almas em seu corpo se manifestaram, deixando a situação para seus aliados um tanto quanto difícil.

Assim que Morte tentou se livrar da prisão dos guerreiros, algo inesperado, o carrasco se juntou a eles, deixando todos surpresos, pois ele havia revelado ser um parceiro antigo deles. Não me recordava bem dele, mas não pareceu ser uma pessoa má. Após Morte cair inconsciente, pude me mover novamente, me sentei no chão como se toda minha força houvesse sido liberada em um só momento, arfei de dor e voltei a olhar para o carrasco dessa vez se dirigindo a beira e se jogando, não houve som, não houve nada, apenas o silêncio.

Me virei para Conquista e não pude acreditar em meus olhos, ele era igual ao capitão, procurei Thomas rapidamente pelo local e o encontrei, então voltei a olhar para Conquista, eu não entendia nada, mas afinal, tudo de estranho já havia acontecido com eles. Isso era para ser algo relativamente bom? Não sabia dizer ao certo, mas deixou isso de lado e suspirou de alívio, sabia que não era um bom momento para comemorar, afinal Aharon havia dito que sabiam de sua presença.

Me levantei vagarosamente, olhando para o chão, estava com vergonha do que havia me tornado para o grupo, mas algo dentro de mim disse o contrário. Eu estava tentando e isso já era o suficiente, pelo menos deveria ser. Estava feliz com a animação e com o alívio de seu capitão, mas concordava com o anjo, e temia pela segurança e estabilidade de seus companheiros...Joker não havia voltado também, e isso preocupava muito a guardiã.

-Joker ainda não retornou, deveríamos tentar contactá-lo...não acham? - disse um pouco acanhada.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Frist em Sab Maio 06, 2017 1:03 am



Não vou mentir, ser parte máquina não é tão ruim assim! Claro tem o lado negativo, ou no caso pode não haver mais o caminho da perdição, se é que me entende... Mas por outro lado ter um coração mestiço entre humano e demônio, com um interface máquina tem la suas vantagens. A raiva ali ainda estava presente, mas não mais parecia ser tão afetado pelas emoções como antes. Corria... ou melhor, voava a toda velocidade na ânsia de salvar aqueles jovens guardiões, mas ao mesmo tempo estava calmo como qualquer pessoa que naquela velocidade, naquela altura e cercado pelas chamas produzidas pelos aparatos mecânicos, poderia estar.

As explicações de Guerra foram simples e diretas, incrivelmente exatas para alguém que estava tão longe do campo de batalha, mesmo carregando o nome que as instiga por si só. Morte era o inimigo e não demorou para que chegasse no meio do clímax daquele lugar. Me bateu uma sensação estranha, como se estivesse prestes a resolver um assunto com um velho amigo, que já passava da hora de ter um ponto final - É cara, acho que nunca vou entrar num acordo com esse aí! - Comentava comigo mesmo, mesmo sem tempo para que realmente pudesse falar algo. O oponente era forte como deveria e segurar aquela rajada de poder crépido e bruto era algo que fazia parecer que meu corpo iria ceder. Meus pés cravados no chão começavam a ser arrastados... cerrava os dentes e rugia internamente enquanto sentia aquela rajada que passava por entre os vãos de meus braços castigar o que é que houvesse sobrado de pele em meu rosto... já não sabia quanto tempo mais poderia segurar aquilo e ao mesmo tempo tinha certeza de que não podia desistir se não os jovens teriam que se ver com os problemas dos mais velhos.

Porém aquela luta intensa, por mais que parecesse, foi mais rápido do que poderia esperar. Um dos homens que parecia lutar ao lado dos guardiões, tinha a mesma determinação de sacrificar oque fosse preciso para vencer a morte e foi graças a isso que com a ajuda de um terceiro, o poderoso cavaleiro caiu. Vários rostos que nem imaginava que poderia ver novamente, mas esperava que pudessem ter um futuro melhor que o meu estavam ali. Porém um em especial me chamou atenção antes de sumir torre abaixo, aquele não era??... A não deve ser...

Me virei para eles, ainda podia sentir os metais quentes que me cobriam, efervescentes ao ponto de terem uma aparência de tom avermelhado. Tirei do bolso da calça algo que não via a hora de usar. Com o cigarro entre os dedos, encostei a ponta contra o metal quente para acender a pequenina brasa e dar uma boa tragada, enquanto encarava meus velhos companheiros. Soltei a fumaça devagar antes de atirar o cigarro no chão e pisar nele - Porcaria... Agora nem isso mais presta!! - Finalmente acenaria para eles fazendo um sinal de sentido com uma das mãos, bem relaxado - Vocês ainda não passaram da fase das festas pesadas! Isso iria dar uma baita ressaca se eu ainda as tivesse! -
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por A Morte em Sab Maio 06, 2017 5:12 pm


Joker

Em algum lugar de sua mente ele ouviu um chamado. Alguém gritando um possível nome... Mas ele não conseguia ouvir, era como se a cabeça estivesse mergulhada debaixo da água. Mas aquilo não era momento para meras ditrações

A concentração parecia dificil, a raiva tomava suas ações. Mas por um breve momento ele sentiu seu corpo se mover, sentiu algo dentro de si retornado, correntes crescendo conforme ele desenhava os movimentos. Tudo parecia mais pesado. A lâmina voou na direção de Ael, rodopiando violentamente na direção do príncipe. Ela cravou de uma só vez mas o movimento havia sido tão forte que a espada não perdeu o impulso e simplesmente continuou a girar, decepando o braço de Ael, disparando-o para longe de seu corpo e fazendo chover torrentes de sangue.

Joker o alcançou instantes depois, fatiando-o em mil pedaços ao mesmo tempo que empurrava o inimigo para longe de seu companheiro. Sentia os braços queimarem de dor, sentia seus músculos arderem enquanto eram levados ao límite de seu esforço, ágil demais, forte demais. Imparável. Faca após faca filetes de sangue eram espirrados para fora do corpo do demônio, apagando as chamas que o rodeava, transformando-o em um mero mortal novamente.

Mas Joker já havia perdido a sanidade e simplesmente continuou esfaqueando e furando. Mais, mais, mais. Precisava de mais sangue. Mais dor. Não podia acabar ainda, não, não, NÃO. Os gritos pararam e os únicos sons que restaram foram os baques surdos que ecoavam toda vez que uma nova peça de metal atravessava a carne de Ael.

E então houve uma pequena pausa entre o instante que o punho de Joker era cravado no peito do príncipe e o fim era anúnciado. Ele sentiu a vida sendo sugada para seus dedos, escorrendo para dentro de suas veias junto com todo aquele poder, toda aquela energia corrupta que fazia seu peito arder, subindo por seu crânio e queimando todo o seu ser.

- ...Não importa... Você nunca será verdadeiramente feliz. O destino baralha as cartas, e nós jogamos. Não podemos fugir disso, ninguém pode. E você vai perceber isso quando tudo acabar... - Antes que pudesse continuar o sangue jorrou pela garganta e tudo o que restou de Ael fora suas carcaça, velha e podre, prestes a virar uma pilha de cinzas negras. Sem espírito, sem alma, sem lugar para retornar. Apenas um defunto.

- Ca... Capitão - Jack tentou falar mas era mais difícil do que imaginava. Estava banhado em sangue, deitado com seu estômago aberto - Nós conseguimos - Ele disse sorrindo enquanto os outros Cartas se aproximavam. Deuce estava chorando.

- Matamos um príncipe. Um maldito príncipe. - Ele esboçou um sorriso deformado pelos murros de Ael. Seu rosto tinha sido destruído na batalha, toda a beleza que ele uma vez tivera havia se tornado nada. Tinha se transformado em outra coisa.

Mas Joker estava longe. A criatura que vestia a máscara pálida se virou lentamente. E urrou. Não queria ir embora, não queria ser trancado novamente. Mas ele podia sentir o outro se aproximando. A outra metade, gritando em algum lugar para retomar o controle. O guardião dentro de si.



Ele sentiu seu rosto queimar, a máscara que mais parecia uma parte de si agora começara a derreter pelo lado de fora,os urros de dor tornaram-se altos demais. O sangue que manchava sua roupa, seus cabelos. Suas mãos. Visível demais. Palpável demais. E tudo ficou escuro.

Despertou ofegante instantes depois. Mal podia se mover, os músculos de seu corpo haviam se enrígecido ao ponto do desmaio. Mas seus companheiros o agarraram e o arrastaram até o lado de Jack. Ambos destruídos pela batalha, deitados lado a lado.

- Eu quebrei os votos... Eu... Eu fiz um pacto para que pudesse salvar a nós. Um demônio chamado Crowley... Ele ofereceu o poder para sair daqui. Eu o peguei - Quando Joker viu o tronco de Jack ele estava se reconstruindo lentamente, fios de sangue se juntavam e formavam novos órgãos, novos tecidos, novos ossos.

- Me desculpe - Ele pediu enquanto as lágrimas rolavam por seu rosto deformado - Me desculpe - Joker sabia a punição de uma ação daquelas. Aquela era a pior ação que um guardião das sombras poderia cometer em toda sua vida. A pior das heresias. Um pacto.

- Ele disse que o preço viria... Estou me tornando essa coisa. Uma criatura com sede de sangue. Algo novo. Imortal. Algo que eu não consigo controlar. Me desculpe.

Asgard, Aemy, Thomas, Myra.

Morte não reagiu quando Asgard pôs as mãos sobre seu corpo derrotado. Fios de luz que eram visíveis apenas aos olhos de Asgard por um instante brilharam e se enrolaram nos braços do Guardião, unindo os dois. E através deles a energia pulsou, subindo lentamente enquanto era engolida pela alma de Asgard, até que gradualmente a presença de Morte sumiu e tudo o que restou ali no chão era apenas uma carcaça vazia.

Ele podia sentir algo se quebrando dentro de si, como um vidro que havia sido rachado em três partes agora. Um pequeno custo comparado ao poder que havia consumido. A energia que agora gritava em seus músculos e artérias, seus olhos brilhavam em um azul intenso. Estava se tornando outra coisa. Algo poderoso.

--

- Ela está certa - Afirmou Conquista, em relação à Aemy. - Amon carregava em sua máscara um objeto mágico pelo qual Lúcifer podia ver. Essa torre alimentava o poder do caído e era através dela que ele tinha controle de todo seu reinado. A queda desse local desestabilizará seu controle sobre o mundo. Ele sabe que estamos aqui e sabe para onde estamos indo, temos que ser mais rápidos que ele - Disse pronto para deixar o topo da torre, mas o pequeno Thomas o agarrou pela gola da camisa.

Eles se encararam por um breve momento. Passado e futuro. Mas Conquista desviou o olhar, a resposta parecia pesada demais para ser dita ali - Eu... nós... - Ele parou por um momento e se soltou do garoto - Eu contarei tudo. No barco, não temos tempo a perder.

Quando Myra falou sobre Joker ele a encarou por um momento - Ele está bem, ele vence. Ele sempre vence. Vamos pegar um atalho, logo Joker virá -

Eles desceram a torre por escadas alternativas, o caminho estava limpo. Não havia qualquer demônio na torre, eles aparentemente haviam a abandonado assim que seu comandante morreu, portanto, alcançar o barco havia sido fácil.

Salões abandonados, velas apagadas, tudo deixado para trás.

--

Caronte desceu a proa para os Guardiões.

Ele segurava uma tocha no escuro, já havia posto o Degolador Sombrio para fora da torre há muito tempo e ao mar estavam jogados alguns restos de demônios que haviam tentado atacá-lo. O velhote encarou Conquista por alguns segundos - Parece que já são íntimos - Brincou, tomando o leme.

O Cavaleiro farsante entrou em uma cabine, esperando que os guardiões o seguissem e se sentou em uma mesa redonda, junto a todos os outros - Espero que me perdoem por tudo - Ele levou as mãos através dos cabelos loiros, tentando se recompor. Estava exausto, todos estavam. Mas aquilo era algo que simplesmente não podia esperar.

- Pertenço a uma linha temporal diferente. Na minha realidade... Caronte aparece para nos salvar, seguimos para a torre e morremos para Morte. Quase exatamente como aqui. Eu fico vivo por pouco, e Joker também. Mas nós falhamos. Todos morrem e Lúcifer descobre Valiheim - Ele respirou fundo, olhando Thomas de relance, aquilo respondia à pergunta dele. Haviam perdido. A missão nunca deu certo - Felizmente eu tenho isso - E moveu o objeto ao centro da mesa. Era o vira-tempo que haviam encontrado no início da torre - Eu consegui usar esse dispositivo para voltar no tempo e tentar alterar os acontecimentos. Mas eu nunca consegui salvar todos nós. Algo sempre dá errado, alguém sempre morre e nós sempre perdemos.

Não importa o que façamos, para onde vamos, quem vencemos. Vocês morrem em todas as linhas temporais e eu volto no tempo. De novo e de novo, de formas diferentes. Contudo não consigo voltar o suficiente para impedir que vocês sejam capturados por Caronte, então voltei para um lugar diferente. Fui atrás dos Cavaleiros e encontrei Guerra.

Ele me treinou até que ficasse forte o suficiente. Então eu retornei mais uma vez, com ele. Guerra encontrou o corpo de Blake e o transformou em puro metal, construiu algo que nem mesmo o irmão Morte pudesse destruir, então o enviou para vocês mais uma vez. Graças à Blake vencemos a batalha.

Mas eu já fiz isso também. O que acontece a seguir é o que decide se falharemos ou não. Lúcifer sabe de Valiheim e a cada dia que se passa o véu que protege a cidade é apagado. Nesse exato momento ele tem um exército marchando por cima da atalaia. Não estamos longe da cidade. E em pouco tempo ele alcançará a sede dos Guardiões. Quando o fizer será o fim.

--

Ele esperou um momento, sabendo cada reação que iria acontecer naquele momento - Mas não podemos voltar. Se voltarmos o que poderemos fazer contra milhares de infernais? Temos que seguir em frente e conseguir as armas. Se tudo der certo chegaremos a Valiheim ao mesmo tempo que eles, com as armas em mão - Ainda sim. Todos na mesa sabiam que aquilo tudo, a lenda das armas era apenas uma esperança. E se não houvessem? e se fossem mentira? e se morressem no caminho? quem avisaria os outros? . Toda vez que uma decisão era tomada, abria-se mão de algo.

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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qui Maio 11, 2017 10:23 pm

Finalmente o grupo estava indo embora daquele maldito lugar. Assim que alcançaram o barco, foi inevitável ouvir as palavras iniciais do outro Thomas... A verdade era um pouco chocante, não podia negar, mas se eles haviam sobrevivido, significava que um novo leque de possibilidades havia se aberto para os Guardiões e para ele próprio.

De qualquer modo, Castiel precisava pensar no que faria a partir daquele momento. Eliminar os príncipes e Lúcifer era o principal, mas se toda a resistência humana morresse antes disso, a luta teria sido em vão. Recuou do corpo, voltando para algum lugar na mente de Aemy.


A pequena pisca um pouco mais lentamente... Inicialmente ficou surpresa por já estarem de volta no barco... Haviam conseguido? Era o que parecia. Mas ainda assim o clima parecia tão tenso enquanto aquelas pessoas conversavam... Os olhos amarelos percorreram o local e o coração apertou quando ela não avistou Joker. Cutucou e perguntou baixo sobre onde ele estaria e, com a resposta, se retirou.

Aemy encontrou Joker em outro aposento, repousando.

- Joker...! – ela abriu um sorriso tímido, se aproximando com passos apressados. Mas, notando o quão exausto ele parecia, a loira se escolhe um pouco, preocupada.

Pensou que tinha sido uma má ideia se separar dele naquele momento... Devia ter insistido em ir junto de Joker, assim poderia ter o ajudado. Ele parecia ter passado por uma situação bem difícil.

Você tá machucado...? Eu posso te curar... Ou talvez com fome...? – ela abriu a bolsa, começando a revirá-la – Eu ainda devo ter algo pra comer por aqui...
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Sex Maio 12, 2017 10:50 am



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Tudo que compreendia era uma torrente vermelha de sangue e chamas. Os braços se cansavam, destruíam a si mesmos, enquanto se moviam de um lado para o outro, para frente e para trás. Fatiavam, picavam, cortavam, quebravam. Ael gritava, sua carne voava em nacos pelo ar, golpe após golpe ele se mantinha em dor condenado e incapaz de reagir por qualquer força que projetasse.

Ael estava morto antes mesmo que percebesse, mas, junto a sua vida algo dentro de mim quase era perdido. Algo importante demais, mesmo que desconhecesse sua forma e realidade. Sentia o peito queimar enquanto sua alma era tragada para dentro de mim, suas últimas palavras pesavam em meus ouvidos, como que se uma previsão houvesse sido feita. Estava enfurecido com ele continuar com suas profecias mesmo em um momento como aquele. Era inaceitável e ele precisava ser punido por isso.

Jack, o traidor, sussurrava em algum canto, eu mesmo podia ouvir suas palavras abafadas pela dor. Era difícil ver sob a máscara encardida pelas tripas de Ael, mas ele eu encarava com clareza. Sua forma quebrada e feia, a verdade em seus poderes tão parecidos com os meus próprios. Era pego em pensamentos diferentes, Jack havia descumprido regras mais antigas que nós dois, precisava ser punido por isso, eu mesmo iria puni-lo por isso. A espada pingava gotas vermelhas enquanto me aproximava. A máscara parecia queimar como ferro em brasa direto na pele, mas eu ainda iria puni-lo. Tinha certeza de estar pulando em sua direção, rugindo e amaldiçoando. Então, acordava.

Junto a Jack, deitado e imóvel. O corpo não me respondia fazendo com que logo entendesse a situação, não havia mais o peso daquela máscara em mim. Como se toda maldasse houvesse sido sugada para um buraco dentro de meu peito. O valete ao meu redor chorava, alguns outros números também. Via muito em cada um dos olhares, tristeza e raiva, alguns incrédulos pelo que haviam visto e pelo que Jack dizia.

- Não Jack...não é preciso desculpas. Eu...nós fazemos o que é preciso para vencer a guerra. Lutamos e entregamos tudo em nós para vencer a guerra. Não se preocupe...ainda dá tempo, ainda tenho tempo de tentar parar...Crowley.

O restante do tempo era passado entre desmaios e minha forma sendo carregada por entre os ombros de companheiros. Tinha apenas vislumbres do restante do grupo descendo enquanto éramos guiados até o barco. Thomas parecia estranho, muito mais velho do que poderia me recordar, mas de novo tudo parecia tão irreal quanto uma alucinação então eu fechava os olhos e dormia.

Acordava novamente deitado em uma cama. O corpo ainda não respondia a mim mesmo, mas ao meu lado Cinque estava lá. O quinto membro das cartas e um tipo de pessoa assustadora para se irritar.

- Os outros? As palavras saiam secas de minha boca. Era difícil de dizer cada uma delas.

- Quyn e a Sevys estão lá em cima conversando com o pessoal e Jackyn está dormindo em um quarto do nosso lado. Mas sério, sério, o que foi tudo aquilo? O monte de Roaargh e os Bangs e os Pow Pows também! Eu nem sabia que conseguia fazer aquilo tudo!

Nunca havia sido fácil ficar perto de alguém como Cinque. Ainda mais em uma situação dolorosa como aquelas. Cada grama do meu corpo parecia latejar como que se me lembrando que tinha ido longe demais com tudo aquilo que havia feito. Começava a ficar claro que não deveria correr de todo aquele jeito no futuro.

Antes que pudesse responder a ruiva a porta se abria. Fazendo uma garota correr em direção do quarto. Aemy. Céus, como desejava que qualquer outro tivesse ali além de Cinque.  Ela encarava a garota, sorria como se tivesse descoberto a piada mais engraçada do mundo então se virava a mim.

- Volto depois. Sussurrava de maneira exagerada enquanto mexia os lábios como se fosse louca. – Cuide bem do tenente, ok?

Cinque saia em disparada para o quarto, com certeza pronta para contar a todo mundo sobre a visita de Aemy. Já até mesmo imaginava o que ela diria para todos.

- Ei...Só preciso descansar um pouco ok? Não precisa se preocupar. Tentava foçar o braço para me ajeitar na cama. Mas o esforço apenas fazia uma nova pontada de dor correr pelo corpo. Desistia.  – E você? Está bem? Não aconteceu nada de estranho enquanto estava na torre, não é?





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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Dom Maio 14, 2017 1:55 am

Depois de todo aquele brilho, presença e poder que acabara de ver e transpassar por seu corpo, Asgard acabou ficando decepcionado por não acontecer nada de imediato. Não sentia diferença no seu poder, no seu corpo e muito menos a presença de Morte, isso tudo o fez baixar a cabeça e repousar mais um tempo ao lado da carcaça que uma vez foi um corpo. Levantou-se devagar para se juntar ao grupo e escutar melhor, pelo menos do meio para o final, a explicação dos ocorridos e de todo o trama ao qual ali havia sido descoberto.

Um grande impacto saber de possíveis futuros, remetendo a uma leve lembrança, talvez nostálgica, de algo que aconteceu com Asgard durante esse período conturbado de missões. Quando o monologo ia finalizando, Asgard começou a sentir um leve mal estar, que agravava a cada instante, aumentando a intensidade até o fazer voltar a ficar de joelhos no chão. Não existia a possibilidade de socorre-lo, estava atras de todos, fora da linha de visão deles, e não conseguiu soltar barulho algum, até para respirar estava difícil. Quando chegou no pico da dor, escutou como um vidro rachando e quebrando em três partes próximo a ele e a dor simplesmente sumiu, ficando no lugar uma sensação que ele sentiu à um tempo, que parecia ter sido a anos. Ergueu-se quase de imediato, se sentindo melhor do que nunca. Respirou fundo, abriu e fechou as mãos em analise, respirou bem fundo e soltou o ar vagarosamente, sentindo o sangue circular, a energia fluir de uma forma mais forte que antes. Podia dizer que aquilo era no minimo intoxicante de tão bom.

Não havia falado com os outros ainda, mas estava decidido a ir atras das armas junto com todos, mesmo querendo experimentar socar toda aquela força na face de Lucifer, preferia ter a certeza de que o golpe seria eficiente, preparando-se então para a partida. Não precisou de muito descanso, a adesão era cansativa inicialmente, mas renovadora por final, então passou maior parte do tempo aprendendo mais sobre o que podia fazer e aperfeiçoando sua manipulação, tanto pela parte de Loki quanto agora a de Morte.

--------------------xx----------------

Podia sentir algo de diferente em si, não sabia ao certo, mas achava que poderia ser uma perda de razão ao qual não teria mais volta, infelizmente sua sede de buscar mas poder só fez aumentar, isso sem realmente experimentar direito a sua nova capacidade.
- Alguém alguma vez... Fez o que fiz? Esse alguém se corrompeu pela sua sede? - Suas perguntas eram retoricas, mas caso Loki as respondesse, Asgard não acharia nada ruim.

Por fim, deixando os sentimentos conturbados de lado, olhou para Loki com um ar mais sereno. - Onde está Morte?
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Myra em Dom Maio 14, 2017 4:30 pm

Havia acabado, por enquanto..mas estava mais aliviada, teria tempo para se recompor de tudo e pensar também sobre tudo que havia presenciado. A pessoa que dizia ser Conquista parecia saber muito sobre tudo que estava acontecendo, estava com um pé atrás em confiar nele, mas mesmo com tudo que havia acontecido, sua aparência despertava a confiança que tinha em Thomas, mas será que aquele era Thomas mesmo? Ou apenas um disfarce? Levei minha mão perto de meus olhos, fechei-os por alguns segundos, e apenas afirmei para sua resposta, eu sabia que Joker era forte, e confiava nele.

E assim fomos descendo as escadas, que estavam desertas, mais uma vez parecia que o capitão mais velho tinha razão, chegamos rapidamente no barco de Caronte, sem nenhum problema. Embarquei sem dar atenção para o velho bêbado, e segui  o homem para a cabine, sentei-me meio rígida e apreensiva, e fiquei observando-o do outro lado da mesa, e mesmo exausto, ele teria que nos contar a verdade, a história era longa, triste mas fazia sentido. Não sabia exatamente como reagir, todos morríamos em todos os tempos, éramos inúteis, mas o capitão estava tentando acertar a historia, e isso me deixava orgulhosa, ele sacrificou tanto pelo futuro de Valiheim, por nós, tudo o que eu poderia fazer era tentar ajudá-lo, mesmo que resultasse em minha morte.

Relaxei um pouco na cadeira, estava exausta, assim como todos seus companheiros, havia mil pensamentos borbulhando em minha cabeça, suspirei e disse apenas uma breve frase. – Confio em você... – Me levantei e fui para um dos aposentos descansar. Precisava de paz e da companhia de Eins, fazia tempo que não ficava com sua criação, ela sempre me acalmava, mesmo nos tempos mais difíceis e conturbados.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Frist em Ter Maio 16, 2017 9:54 pm


As coisas não eram nada como quando ainda estava junto desses jovens. Eles mesmos mudaram drasticamente e eu podia ver em cada um dos conhecidos e dos novos ali, as feições do que enfrentaram estampada em seus rostos como se fossem cicatrizes invisíveis, não sabia mais nem como falar com eles e por isso permanecia mais calado do que seria de costume. Apenas seguia o fluxo e ouvia as explicações que vinham do Thomas do futuro - Pelo jeito sempre da merda!! Não há por que não seguir em frente então... - Matutava comigo mesmo.

Ao ver Joker, sabia oque havia acontecido, passara pela mesma coisa que ele e sabia que a cada vez que libertamos o outro, mais nos misturamos com ele e ficamos suscetíveis a libertar esse lado. Só podia esperar que com ele não fosse um lado tão brutal e descontrolado como comigo. Como macaco velho e tudo oque passamos, fui moldado nesse instrumento, nessa arma que sou hoje em dia e ando de mãos dadas com o outro blake, na verdade, acho que temos até uma certa amizade, pois agora realmente sinto como se pudéssemos nos tornar um só e já não enxergo um mal nisso... Estou cansado dessa briguinha de deus contra satã, quero mais que os dois vão juntos pra puta que pariu e deixem a humanidade em seu próprio destino e caos.

De onde estava não via outra opção a seguir, agora era achar essas malditas armas ou... fazê-las nos mesmos. Me aproximei do Thomas mais velho - Então sempre da merda... Mas não se preocupe garoto, vou dar um jeito de chutar a bunda de lúcifer, nem que precise virar uma dessas armas!Pior do que está não fica mesmo! Não sei direito o que Guerra fez de mim, mas não pertenço a lugar nenhum... Não é algo que posso deixar acontecer com o jovem Thomas ali e os outros! Vou continuar sendo as costas largas para carregar oque eles não puderem suportar, até por que dessa vez, já venci a morte muitas vezes, então já não a temo mais! Na verdade eu até ansiaria por ela, mas sinto que já não parece uma opção! -
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Qua Maio 17, 2017 2:21 pm

Aemy ficou um pouco surpresa em ver outra pessoa ali e quando Cinque sussurrou algo para Joker, a pequena apenas abaixou o olhar e fez um bico, um pouco emburrada e desanimada. Quem era aquela final? Achou melhor deixar essa dúvida de lado... A estranha já tinha ido embora de qualquer forma.

- Ah, ok... – cessou os movimentos com um pouco de vergonha, imaginando se não estava incomodando Joker – Eu? Uhum! – e sorriu – Nós achamos um negócio estranho que o tal do... Hm. – e fez uma expressão confusa – O outro Thomas disse que é um vira-tempo e ele conseguiu restaurar uma escada quebrada usando isso! – falou com certa empolgação, certamente impressionada enquanto gesticulava um pouco – E depois nós vimos uns fantasmas esquisitos jogando cartas... E... Foi bem assustador, mas depois eles foram embora...

Aemy para por um instante, dando um sorriso tímido e nervoso. Se recompôs um pouco, imaginando que estava parecendo boba falando daquela forma.

- Bem... Eu não lembro depois disso... Mas Biki disse que a missão foi um sucesso... E você? Você teve... – e o rosto voltou a demonstrar preocupação - Que lutar, né? Você devia ter me chamado... Parece ter sido difícil...
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Qui Maio 18, 2017 10:31 pm

Sentiu a gola da camisa do seu eu futuro lhe escorregar pelas mãos, mas seu olhar já dizia tudo. Thomas amargou um comentário de raiva, mas simplesmente guardou pra si. Que diferença faria dizer algo naquele momento? Aparentemente tinham vencido. Na verdade, não sabia mais. Aparentemente tinham um propósito ali, então ele simplesmente tinha que acreditar. Pensava na pessoa que era no início, sempre cheio de fé e de esperanças e agora duvidada dos seus próximos passos. Aquela crise era algo pelo qual nunca tinha passado, mas que teria de superar para o bem de todos.

Seguiu com os outros para o Degolador Sombrio e, depois que chegou, assentou-se com todos para ouvir as palavras do seu eu do futuro. Escutou atentamente cada uma delas e sua explicação. Se fosse outros tempos, ficaria surpreso com a ideia da existência de diversas linhas temporais, mas naquele momento, nada daquilo lhe impressionava. As palavras de Conquista entravam na sua mente como lâminas afiadas, mostrando que em quase todas as hipóteses, eles falharam. Apertou o punho com força, se sentindo impotente, mas não tinha muito o que fazer com relação à isso.

Entretanto, no meio de todo aquele caos, Conquista aparentava ser também, uma esperança. Afinal, ele tinha conseguido, não é mesmo? Teve suas falhas, mas tinha conseguido um resultado totalmente diferente das últimas vezes. Estavam vivos. Todos. Poderiam conseguir. Thomas realmente queria acreditar nisso, mas cada dia ficava cada vez mais difícil. Contudo, não era como se tivessem outro caminho para seguir. Supostamente estavam seguindo para as Armas Celestiais, que poderiam ser verdadeiras ou não. Em suma, a veracidade ou não delas, era o que ditaria o rumo daquele enredo. Acreditava, porém, que Lúcifer não mobilizaria suas frotas caso a possibilidade não fosse uma ameaça, então isso lhe dava um brilho de esperança e confiança.

Quando enfim a conversa acabou, Thomas não disse nada por um tempo e quando falou, serviu apenas para dispensar seus soldados. Estavam cansados e mereciam uma noite de sono, ao menos. Não sabia quanto tempo levaria para chegar até o local indicando, então o ideal era recuperar todas as forças possíveis e com ele não seria diferente. Simplesmente se levantou e partiu para seu aposento para dormir e deixar para refletir nos problemas no dia seguinte. O dia tinha sido cheio demais para que ele pudesse aguentar em paz.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Sex Maio 19, 2017 3:33 pm



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Mesmo com todo o ânimo possuído por Aemy eu ainda não deixava de me preocupar com a história do outro Thomas. Havia visto apenas de relance aquela forma, mais velha e mais triste que o garoto que conhecia como capitão. Inegavelmente ainda era ele. Cada olhar e gesto que tinha capitado eram idênticos aos mesmo do que pareciam anos mais novos. Tão próximos, mas ainda assim tão distantes entre si. Desejava estar com o convés sob os pés e eu mesmo tirar a prova do que acontecia naquele lugar, mas em minhas condições atuais? Que chance eu haveria de ter? Mal aguenta o próprio peso do corpo.

- Aposto que pareço pior do que me sinto. – Era uma leve mentira contada, mas ainda assim julgava que não fosse necessário ter Aemy ainda mais preocupada com minhas feridas, não quando tinha tanto para ser dito e feito.  – Esse tal de Biki...pode estar certo, mas não completa da forma que deveríamos. Longe disso. Veja Aemy...agradeço a preocupação que tem tido...mas acho que seria melhor se você voltasse a ficar com os outros. Estou certo de que Biki não aprovaria você aqui. - Era franco. Tinha a voz melancólica, mas ainda assim repleta de sinceridade. O que havia feito. O que tinha me tornado. Não havia volta naquele caminho. Se colocasse a garota Aemy ou qualquer outro em meio a isso me tornaria tão ruim quanto Castiel e outros de sua corja.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

No convés, enquanto todos conversavam outras duas figuras surgiam da embarcação. Duas cartas, ainda desconhecidas para os outros. Duas mulheres uma loura, com cabelo curto, outra morena, com o cabelo extenso. As duas trajavam o mesmo uniforme que Joker vestia, porém cada um com suas alterações próprias, a primeira com roupas mais despojadas enquanto sua companheira seguia de maneira tradicional. Era justamente a segunda que falava primeiro.

- Palavras pesadas para um homem que deveria estar morto. Creio que saiba o peso que elas vão acarretar, senhor Blake. Era a morena que trajava óculos quem estava falando, recebia prontamente um cutucão da segunda que intervia, apaziguando os ânimos.

- Guardiões. Sou Seven, e está é Queen. Peço que a perdoem por sua língua, pois viemos em nome dos Cartas e de nosso Tenente. – Pausava um momento, pigarreando e olhando ao redor. - Como devem saber dois membros de nosso batalhão cometeram um...crime grave. Esperamos que possamos chegar a um consenso sob as penalidades e ações que serão tomadas a partir deste momento. Ainda que seja pouco, as Cartas ainda estão sob comando direto dos guardiões.




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Sex Maio 19, 2017 7:14 pm

Bem, Aemy entendia que ainda havia muito a ser feito... Mas ainda sim, havia sido uma pequena vitória. Gostava ter um pouco mais de esperanças por causa disso...

Mas quando Joker continuou a falar, o leve sorriso murchou rapidamente. Aemy abaixou o olhar, um pouco chateada por causa daquelas palavras. Biki não aprovaria...? Talvez não, mas ele não havia dito nada até agora...

- Por que você é um meio-demônio...? – a voz soa baixa, um pouco rouca – Thomas me contou... – ela volta a fitar Joker, o rosto tentando conter a tristeza – Eu não ligo... Pra mim você é o Joker... Isso é o que importa... Não importa o que você é, só quem... E... – Aemy volta a abaixar o olhar, se sentindo insegura – Eu não ligo... Eu quero ficar com você...
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Sex Maio 19, 2017 10:07 pm

Abriu a porta do quarto de Joker, notando que Aemy estava ali. Deu um breve suspiro. Bom, Castiel também. Além disso, atrás de Joker, as onze Cartas, que antes integravam o esquadrão do Tenente. Minutos antes, Cinque havia ido até seu quarto lhe acordar, para tratar de um assunto importante, que não poderia esperar. O semblante de Thomas era sério e direcionou-se para Aemy. – Sugiro que ela não fique pra escutar isso, Castiel... – E sem delongas, prosseguiu. – Temos uma situação problemática dentro desse navio e que exigem certas punições. Seven e Queen querem negociar. Então podem começar falando. – Thomas podia estar cansado, mas estava visivelmente infeliz e mesmo sendo um garoto de quinze anos, emanava uma autoridade incomum.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Sab Maio 20, 2017 8:51 pm



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Era...difícil encarar Aemy aquela maneira. Seus olhos emitiam a tristeza a cada frase que eu proferia. Detestava ver aquele olhar sobre seu rosto, mas, acima de tudo, estranhava em perceber o quanto aquilo me importava. Como que se pudesse sentir parte da dor que marcava seu rosto. Seus protestos faziam com que vacilasse, com que duvidasse da certeza que carregava por detrás de minhas palavras. E se ela estivesse realmente certa? Talvez o que eu poderia me tornar não fosse algo tão preocupante. Não sabia quanto tempo levaria para que o outro lado tomasse conta do que havia em mim.

Em semanas, poderia estar me lançando contra aquela garota, jurando devorar seu coração. Simplesmente era...arriscado demais. Minha permanência junto a qualquer outro ser era arriscada demais. Aemy ainda estava a minha frente quando batidas na porta soavam.

- Tenente. Precisamos conversar. - Queen falava não esperando resposta para abria a porta. Atrás de si carregava Seven, Thomas, e tantos outros. Todos se aglomeravam no quarto portando um ar tenso. Sabia qual o significado daquilo.

Thomas, como capitão, era o primeiro a falar. Ordenava que o julgamento começasse, assim como expulsava Aemy do quarto. Nisso nós concordávamos. A garota poderia ser poupada do que viria a seguir, preferia evitar que ela descobrisse mais sobre o que realmente poderia acontecer. Queen respondia ao seu comando dando um passo à frente dos demais. Seus óculos eram ajustados compulsivamente, um cacoete já conhecido que a marcava.

- Primeiro, permitam que apresente os fatos ocorridos. Estamos reunidos, assim como informado pelo capitão Thomas, para validar as penas que envolvam o Tenente Joker, e o membro do esquadrão das Cartas, Jack. Ambos acusados de traição aos guardiões e a humanidade. - Pigarreava antes de prosseguir. – Após a captura do esquadrão em uma missão autorizada. O membro Jack, ao se encontrar com um dos príncipes infernais, Crowley, aceitou a formação de um pacto. De maneira geral os efeitos negativos sob seu corpo ainda são negativos. Podemos constatar apenas um aumento grave em sua agressividade, súbito desejo por sangue e aparente imortalidade. No momento ele se encontra em repouso sob vigia. -

- Nosso segundo réu. Tenente Joker. Foi acusado após os eventos que o fizeram libertar e perder o controle sob seu segundo lado, por uma vez a mais. Além de, durante o período que estava sendo controlado, atacar e absorver para si os poderes de outro dos príncipes, Ael. Os efeitos em seu corpo ainda são desconhecidos, devido ao tenente estar impossibilitado. Devo acrescentar que após o último incidente onde o tenente perdeu o controle sobre este lado, ocasionando na morte de um dos membros do esquadrão. Sua sentença envolvia morte, caso o ocorrido fosse repetido. Isto é tudo. - Queen recuava seus passos. Trocando de lugar agora com Seven.

- Acho que a parte da execução poderia ter sido omitida...mas...é como ouviu capitão. Estou pronta para justificar os atos dos dois. Mas antes, como maior autoridade no navio, peço que se pronuncie.




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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Sab Maio 20, 2017 9:48 pm

Sentou-se em um canto do quarto, encoberto pela penumbra. A penumbra cobria boa parte dos seu rosto, deixando a cena e o clima do quarto bem intenso. Ouviu as palavras de Queen e logo em seguida as de Seven. Até que a garota pediu seu pronunciamento. Ficou em silêncio alguns minutos e continuou. – Só por você tentar defender eles, já deveria estar morta, também. – Disse, com calma. O que era verdade. Esse tipo de situação era punível com morte. O grupo tinha se constituído para ser uma luz na escuridão, e não se fundir com ela. – De qualquer forma, pode falar. Vamos ver o que você tem a dizer. – Encerrou.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Phyress em Dom Maio 21, 2017 4:27 pm

Com as apalavras de Thomas, Aemy apenas demonstrando confusão por um instante. A princípio, não compreendendo todas aquelas pessoas entrando no quarto e com aquela cara séria.

Com as palavras daquela mulher estranha, levou algum tempo até que Aemy as compreendesse. Por um instante ela olha para Biki, confusa... Do que diabos aquelas pessoas estavam falando? Traição? Execução? Agitada, Aemy se levantou, ficando entre Joker e os demais.

- Isso... Isso é absurdo! – e encarou Thomas, sem acreditar naquelas palavras, ainda mais depois das coisas que ele havia lhe dito – Você não tá falando sério, né?! – e cerrou o punho, irritada – Joker luta e se arrisca nas missões... Como você pode sequer considerar isso...

“Isso é ridículo! Como ele pode ser tão frio?!”
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Seg Maio 22, 2017 5:53 pm

Quando viu Aemy ficar entre si e Joker, Thomas fechou os olhos e respirou fundo mais uma vez. Porque diabos Castiel ainda não tinha tomado o controle? Aquilo não era um incidente semelhante ao acontecido no passado. Joker tinha mais poder. Consequentemente mais descontrole. Colocou os olhos no da garota e ficou ali, pensando no que dizer. Nada faria com que ela mudasse de ideia. – Eu ainda não tomei minha decisão. Mas não posso ficar colocando a missão e os soldados em risco. – E, então, virou-se para Seven. – Estou esperando. – Indicando que, pelo menos por enquanto, deixaria Aemy de lado.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Seg Maio 22, 2017 10:25 pm



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Estava distante. Deitado na cama com os olhos afastado da multidão que invadia o quarto. O julgamento, mesmo que ainda em seu início, deixava todos tensos. Todos se entreolhavam confusos, buscando em outros as palavras que desejavam dizer. Calado eu apenas ouvia a toda a discussão. Os protestos de Aemy e a voz séria de Thomas. Ambos tinham desavenças naturais pelo rumo do diálogo, mas era Seven quem voltava a palavra a si.

- Certo, mas antes eu preciso explicar para vocês o processo que está acontecendo aos dois. Pensa na magia de nós, meio-demônios, como uma represa. Ela limita e controla o fluxo de nossa magia para não perdemos o controle. Esse é o lado humano sobre o demônio. O que o Tenente e Jack estão passando agora é como se usássemos uma chave que abre as portas da represa. Esse gatilho, como irei me referir daqui para a frente, costuma ser diferente entre cada um, mas sua essência é a mesma. Então se olharmos calmamente nada mudou em nenhum dos dois. Os ambos só têm as suas chaves agora. -

- Os únicos reais problemas. – Queen continuava - São as condições adversas que o gatilho libera. As pessoas que despertam não necessariamente se tornam más. Entretanto, se tornam impulsivas. Os desejos que normalmente são reprimidos pelo lado humano, se tornam compulsões incontroláveis. Assim como quanto mais esses poderes são utilizados mais difícil se torna diferenciar entre o lado humano e o demoníaco. Na maior parte dos casos as vítimas acabam mortas. Vítimas do poder que o corpo não está acostumado a lidar com, assim como o tenente, mas em tese, caso sobrevivam por tempo o bastante ambas as consciências se tornam unas.

- Ou seja, em primeiro ponto com ou sem pactos e transformações, Joker e Jack ainda são exatamente os mesmos que sempre foram. Só...lados novos que não estávamos acostumados a lidar.





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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Aehoo em Qua Maio 24, 2017 8:31 pm

Só lados novos que não estamos acostumados a lidar. As palavras de Seven ficaram ecoando na cabeça de Thomas. Aquilo, em parte, era verdade. Mas era ali que o problema também residia pois as Cartas e Joker também não conheciam aquele outro lado. Estavam no final daquela jornada. Aquele era um problema que Thomas não podia ficar recebendo aquelas preocupações. Todas as Cartas estavam encarando o Capitão à espera de alguma resposta. Thomas então decidiu dar sua palavra final. - Entendo as razões de vocês. Mas é inegável que vocês estão agindo de forma irracional ao considerar que o poder de Joker não é nada demais. - Afinal de contas. Estávamos falando de um Príncipe. Não obstante, temia que Lúcifer pudesse exercer algum controle sobre o soldado num momento de fraqueza. - Você vai continuar conosco. - Disse, claro e objetivo. Contudo, antes de qualquer sorriso e comemoração, Thomas emendou. - Mas se você sair do controle, eu mesmo vou dar fim à sua vida... E ao de todas as Cartas. - E fez silêncio. Esperando que todos absorvessem essa informação. Quando enfim viu que tinham assimilado, continuou. - Eles são responsabilidade sua. Se você realmente se considera um soldado digno de estar aqui, lembre-se disso ao usar esse poder. Você pode protegê-los? Se não se acha capaz, pode voltar pra casa. - E então, olhou cada uma das Cartas. Joker e por fim, para Aemy. Provavelmente eles teriam algo para falar.
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Asgard em Qui Maio 25, 2017 12:14 am

Estavam todos um poucos agitados demais para com aquela situação onde Joker era o centro. Entendia os lados mostrados e entendia muito mais a de Thomas, já que aquilo era realmente fatídico de acabar atrapalhando a missão. Asgard teve o tempo necessário para pensar, com tudo o que acabara de ser dito, não foi suficiente para fazer mudar de opinião ou ação. - Se me for permitido, se ele quiser também, talvez possa ajuda-lo. - Olhando para Thomas e em seguida para Joker, movendo-se da parede em que estava encostado indo em direção a Joker - Com chave, sem chave...Pode ser o que for, mas ainda é você. O que proponho é de ajuda-lo a conseguir chegar nesse ponto, onde mesmo que esse lado desconhecido saia, ainda seja o Joker que conhecemos no comando. Caso não funcione, seu sangue estará nas mãos do capitão. - Não era visível sua expressão por conta da mascara, mas a presença de Asgard assemelhava a de um cientista querendo testar algo
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Re: The Things We Left Behind

Mensagem por Gregar em Sex Maio 26, 2017 11:22 am



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Era como se estivesse preso em um sonho. As palavras que todos diziam eram murmúrios que não faziam sentido. Ainda que entendesse o que todos transmitiam suas vozes estavam todas abafadas. Pesadas demais para que pudesse ouvi-los com certeza. Não precisava daquilo. Não quando já havia decidido o que teria de fazer. Thomas estava tão errado quanto Seven ou Asgard. Não seria controlado por aquilo, pois aquilo era justamente o que me faltava. As palavras de pesar não ditas. O medo escondido dentro do peito. O poder que era preciso para que todos triunfássemos.

- Vocês compreenderam errado. Todos nós entendemos. – Era a primeira vez que quebrava o silencio melancólico desde que a reunião havia começado. – Não há nada para ser controlado. Foi minha escolha libertar aquele lado. Fui eu quem decidi tomar a alma de Ael para mim. – Encarava diretamente a Thomas, o olhar não vacilando por um instante. – Percebi algo enquanto eu o enfrentava, uma coisa muito simples que foi negligenciada por tempo demais. Todos sempre estivemos errados. Foi por isso que o soltei e roubei tudo de Ael. Por isso farei de Crowley e de qualquer outro dos príncipes o próximo. E quando todo inferno estiver vazio. Usarei os poderes de Lúcifer e dos outros anjos. Só assim a guerra de verdade vai poder ser travada. – Parava por um momento, deixando que as palavras fossem ouvidas e absorvidas por cada um deles. – Seu eu do futuro, tornou-se prova que precisava. Não podemos fugir do que está vindo. E não podemos vencê-lo de maneira convencional. Ou realmente acha que aquilo que as armas que buscamos é o bastante para parar aquele que está acima de todos nós?




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Re: The Things We Left Behind

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