Don't You Forget About Me

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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Gregar em Qui Ago 31, 2017 9:54 am



We all have devils living inside us. Mine just decided seize the world

Ele gargalhava A máscara se contorcendo em um sorriso enquanto a mulher voava, atingia a parede com um baque horrível que apenas fazia com que risse mais alto. Para aquilo tudo era novo e vindo com um sabor fresco, como se as chamas que causasse não fossem mais do que uma brisa para si.

Sua motivação era simples, liquidar o demônio que voava insistentemente a sua frente, a espada escarlate a sua frente o instigava, havia de parecer melhor que a própria que carregava. Era como uma criança, invejosa do brinquedo que outro portava. A ideia de cortar carne com aquela arma já lhe era insubstituível, queria aquilo assim como queria cortar aquelas asas.

- Minha. É minha agora. Você também vai. Colocava a mão no peito, gesticulando como se não soubesse colocar formas as palavras. Estava armado com lamina em punho enquanto a jaula de fogo lhe cercava. Gostava de como havia sido preso, como nenhum da dupla haveria de ter saída daquilo.

Não gostava, porém, de como o peito queimava. O lado oposto a máscara brilhava azulado, outra forma que lutava dentro do peito para criar sua própria consciência, uma oposta à do mascarado. Era claro onde ele era escuro, iluminado onde o outro sombrio. Uma metade que não era desejada pelo outro, uma metade que não desejava o outro.

- É o inferno que será extinto! Era ele quem falava, a parte de anjo.

Desta vez era este quem tomava a espada das mãos do outro lado, como que se brigasse com o própria corpo enquanto arrancava o metal dos outros dedos. Aquele ser comandaria o instante seguinte, saltava para os céus em direção a mulher. As asas que ela portava lhe ofendiam, não deveria ser disposta por alguém que havia caído tanto. Eram o alvo de sua lamina que crescia em um corpo direto contra o peito até as costas da alada.






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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por A Morte em Sex Set 01, 2017 3:39 pm

Blake Angel


O primeiro pino desencaixou de forma bruta, sendo puxado para fora de suas conexões com o centro nervoso de Aharon. Blake sentia cada parte metálica de si abrir e fechar conforme ele se movia, alternando-se entre os modos com extrema fluidez e habilidade, já era quase natural para ele. Voava, corria e se mexia de todas as formas possíveis sempre mais rápido que o Carrasco, deixando correr dentro de si os líquidos que formavam seu novo corpo. Era um absurdo.

Cada pino que o Carrasco sentia ser arrancado de suas costas ele parecia reagir menos, estar mais lento. Menos preciso e isso deixou tudo cada vez mais fácil para Blake. O plano estava funcionando melhor do que ele mesmo havia planejado. Um esguicho de sangue longo jorrava toda vez que uma pequena trava de metal era retirada, e Blake percebeu que elas continham pequenos sinais mágicos gravados.

- Não! – Ele gritou e simplesmente parou de tentar lutar. O ex-guardião tinha suas costas totalmente lavadas em vermelho que escorria para o chão e os únicos pinos que restavam estavam conectados ao seu crânio, através do elmo que ele vestia. Com um movimento bruto ele arrancou a máscara de metal de si. No ato parte de sua pele que estava grudada saiu e enfim todos os pequenos tubos de ferro estavam retirados.

O rosto de Aharon teria sido uma lembrança dolorosa para Blake se os sentimentos não tivessem sido reprimidos ao vê-lo se tornar um demônio, e se agora não fossem uma escolha dele, afinal, não era mais humano de fato.

Os olhos dos guerreiros se encontraram – Obrigado irmão – Ele disse enquanto cambaleava para se por de pé e naquele instante ele o reconheceu, não como a máquina de morte e fúria que havia enfrentado minutos atrás, mas como o irmão de armas que perdeu no começo da jornada – Eu estava preso por esses pinos... Minha mente... – Ele hesitou por um momento e os olhos se encheram de lágrimas – Estava afundada em dor – Assim que ele notou que estava acabado demais para se levantar por si só ele ergueu uma de suas mãos para Blake – Me ajude. Temos uma missão a cumprir. Aharon tinha a mesma cicatriz em seu rosto, os mesmos olhos cansados do mundo, seu rosto estava cortado e queimado levemente pela máscara de ferro que havia sido obrigado a usar, mas não havia dúvidas. Era ele.

--x—

Thomas Darwishi

Thomas sentiu o esforço que os braços faziam para redirecionar a arma, era pesada e estava rápida demais para simplesmente ser lançada de volta, quando o capitão a pegou pelo cabo sentiu um puxão, estava quase sendo lançado junto com ela se não fosse por suas asas de luz, disparando em energia e movendo-o na direção contrária. Suas mãos e braços doíam, seu corpo respondeu rapidamente conforme a energia corria em seu sangue, misturada com a adrenalina e ele girou, mantendo a força original do lançamento e acrescentando a sua própria no movimento, há poucos segundos de perder o equilíbrio a espada se desprendeu de seus dedos, voando como uma flecha.

Agares se jogou para trás, deixando o corpo se inclinar em uma curvatura quase impossível e fazendo com que a espada corresse por cima de si e fincasse perfeitamente em uma das paredes. Tudo acontecia em uma velocidade anormal, fazendo com que aqueles que estivessem do lado de fora mal pudessem acompanhar a batalha. Assim que o príncipe se ergueu novamente a espada de fogo de Thomas rasgou seu tronco, começando no estômago e subindo até o ombro.

Ele cambaleou para trás enquanto o sangue jorrava para fora, pintando o chão de vermelho puro. Um de seus joelhos encontrou o chão, estava ofegante e por reflexo sua mão boa foi até o corte rubro que tingia a veste inteira.  Ele ergueu o olhar pesado e exausto. Thomas viu quando a espada que ele havia lançado longe anteriormente saltou por si só da parede e voou contra seu peito de forma anormal.

O reflexo divino o ajudou, desviando a arma até ela se enterrar no piso ao seu lado, deixando apenas um corte mediano em sua perna. Apenas mais uma cicatriz, das muitas que havia juntado na jornada até ali.

O comandante dos príncipes não se levantou, apenas ficou ali com a mão sobre o corte grotesco que esguichava sangue podre. Aquela luta havia acabado. – Se me matar nunca saberá o que aconteceu com seu querido mestre – Ele disse e Thomas não soube decifrar se era uma mentira ou não.


--x—


Myra Shawcross


A espada afundou no estômago de Malmorthius, ele não tinha qualquer expressão.  Seis pontas de correntes apontavam para a guardiã enquanto ela estava bem à frente do príncipe, prontas para mergulharem nas costas da garota. Mas nenhuma delas atacou, nenhuma reagiu. E ali, prestes a morrer ela entendeu que não poderia ser morta. Não tinha a permissão para ataca-la de verdade, e percebeu também que não era tão fraca assim, sua alma havia lutado contra as trevas dos príncipes e vencido.

Sentiu o sangue parar de ferver e os olhos voltaram a ver o mundo como de fato ele era, e quem de fato ela deveria matar. Malmorthius se tornou uma sombra, se arrastando para o chão e escorrendo de volta para o portal de onde veio, deixando um longo rastro de sangue no caminho.


--x—

Asgard

Ele havia dominado um deus, havia dominado um cavaleiro do apocalipse. O que era um simples príncipe para ele então?. A energia correu por seu braço, levando o veneno de cada uma de suas feridas para sua mão em forma de uma garra. Ele se projetou para fora de seu corpo, formando a arma que precisava para finalizar aquela batalha. Deixou fluir a energia que tinha dentro de si para fora de seu corpo, rasgando o peitoral de Ahaz. Por um momento ele sentiu seu corpo perder o controle e começou a ataca-lo de forma sequencial, detonando-o de dentro para fora.

Loki, Morte, Asgard, Medo. Tudo isso eram suas armas, tudo isso formava a fera que destruía o inimigo à sua frente, enterrando-o no mais profundo vazio. Conforme as garras que se projetavam de seus dedos afundavam na carne de Ahaz ele podia ver os efeitos da alma angelical que ele havia absorvido, cada golpe consumia a existência do príncipe, transformando-o em nada.

Quando ele recuperou os sentidos, sua mente estava limpa. Sentia-se bem e seu inimigo não parecia estar em qualquer lugar, exceto pelas marcas de sangue que estavam pintadas no chão.

--x—

Joker

Alice pareceu confusa no primeiro instante. Tinha total confiança em sua arma, a espada que segurava estava gritando por sangue, era algo vivo também, a nova filha de Lúcifer nunca teve dúvida alguma sobre suas capacidades mas naquele momento ela sentiu algo que nunca havia sentido antes. Medo. Era um anjo ou demônio que estava enfrentando? O que ele faria? Quantas vezes teria de matá-lo? Cada palavra que saia da boca de seu oponente fazia com que seus dedos apertassem cada vez mais a lâmina em mãos. Nunca havia sentido medo em sua vida.

As asas atrás de si balançaram levemente, com a vontade quase própria que carregavam. Ela não teve reação quando o anjo começou a correr na sua direção, sentiu o poder divino prestes a expurga-la e ainda sim não conseguiu se mover, viu o inimigo se aproximar e quase podia sentir a lâmina dele atravessar seu corpo. Mas estava travada. O medo havia agarrado sua alma.

Num reflexo no último instante ela fechou as asas em volta de si, enquanto a espada de Joker se enterrava em suas penas, depois cortava para fora e voltavam a se enterrar. Sangue saltava constantemente, chovendo por cima deles e a dor fez com que a filha de Crowley guardasse as asas instantaneamente, dando abertura ao inimigo.

A espada de Joker estava a um instante de ser enterrada no peito da garota quando uma terceira lâmina interviu, separando as duas e fazendo com que o tenente fosse lançado para o outro lado do círculo de fogo.

- O que foi? Está com medo? – Ele perguntou em um tom de reprovação. Crowley estava sério, o longo cabelo caia sobre sua roupa pela frente e trás, trajava vestes extremamente nobres que faziam-no parecer um lorde e usava uma coroa sobre sua cabeça, feita de ouro, ferro e cobre entrelaçados. Alice não moveu um dedo, apenas ficou caída no chão.

- Recue agora, criatura – Ordenou para Joker, o demônio e o anjo.

--x--

Aemy Bennet e Castiel.

A faísca obscura foi consumida pela mão do espectro, que apenas a segurou e depois tratou de arrancar o braço que mirava contra o rosto de Aemy. Depois o outro e por fim as pernas, deixando-o no chão, imobilizado. Naquele momento ele pareceu estar prestes a se erguer mais uma vez mas assim que Ahaz morreu a capacidade necromântica se foi junto com ele, matando Belphegor de uma vez por todas.

Subitamente um pedaço do teto caiu, desabando contra o chão e permitindo que a luz do dia entrasse. As paredes racharam e as luzes que iluminavam o local se ergueram de forma absurda, apenas para apagarem de uma só vez. Depois o cenário começou a ter uma nova fonte de luz.

O portal que estava no meio começou a vacilar, seu arco angelical se partiu em pedaços, deixando a energia que estava dentro fluir para tudo. A sensação foi como a de estar muito próximo a uma explosão, deixou-os surdos no primeiro momento, no segundo o ambiente entrou em colapso, as coisas físicas passaram a se desintegrar, como se as partículas que unissem a dimensão estivessem se desfazendo.

Uma imagem começou a se projetar no local onde o portal ficava originalmente, era turva e feita de luzes brilhantes que se intensificavam a cada segundo. Foi então que ela se tornou cálida, lúgubre e até mesmo fria. Os guardiões sentiram o arrepio correr pela espinha e por três segundos eles não viram nada. Para todos naquele cômodo aqueles três segundos pareceram uma eternidade, perdidos na luz infinita, nem mesmo fechando os olhos encontrariam a escuridão... E então veio o calor, a sensação de acolhimento. A sensação de existência.



- Olá, minhas crianças – Disse com a mais sonora e bela voz que eles já haviam ouvido em suas vidas, no primeiro momento as luzes não faziam sentido e queimavam a visão de forma suave, mas conforme ela se adaptava, cada vez mais tornavam-se algo com sentido e forma. Eram misturas de vida e divindade, douradas, cinzentas e até mesmo esverdeadas, todas potentes demais para parecerem realidade.

Milhares de estrelas formavam o contorno do rosto de Lúcifer, ele era todo feito de energia pulsante que parecia lutar para se manter, milhares de feixes que agrupavam-se e pareciam prestes a explodir.

- Finalmente nos encontramos – Ele disse, mal podiam acreditar que estavam vendo algo tão belo. Apesar de brutal, era encantador como o calor da própria vida. Os olhos de Lúcifer eram duas estrelas de fogo que os encaravam e pareciam atravessar de uma só vez sua carne, seus ossos e sua alma, dois globos de energia prontos para devorá-los vivos, cem mil vezes mais potentes que os de Crowley, esferas que apesar de fortes como o próprio sol eram admiráveis e amedrontadoras.

A imagem a sua frente era tão grandiosa que os Guardiões sentiram a pressão quase jogá-los ao chão, cada membro de seus corpos pesando cada vez mais. Lúcifer não era um demônio, não tinha nada de um em si. Ele era tão anjo quanto sempre fora, antes e depois da queda. Exceto por seus olhos. Eram tão poderosos que pareciam pesados, violentos a ponto de agredir uma alma apenas por simplesmente a olhar. Ele não disse nada além dessas poucas palavras, como se esperasse que os guardiões começassem a falar.

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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Myra em Ter Set 19, 2017 10:59 pm

Minha investida havia funcionado, estava preparada para o impacto das lâminas em meu corpo, mas nada aconteceu, olhei para elas e elas estavam simplesmente pairando, não se moviam, e foi neste momento que notei, eles não podiam me matar, eu era importante demais. Olhei para ele, meu sorriso aumentava a cada risinho que dava, encarei sua face e em um piscar de olhos, seu corpo se tornou sombra, e rastejou para o portal. Eu ria loucamente, ria de como eu era melhor que eles, mesmo sendo metade humana, ria tanto que até perdi o folego, eu era forte e não podiam me matar, era tão engraçado, lagrimas escorriam em minha face, mas não eram lagrimas de dor, eram fruto de toda aquela luta, toda aquela ironia.
Não conseguindo me recuperar, decidi lutar assim mesmo, afinal, havia escolhido meu lado, meus amigos eram mais importantes, lutaria por eles. Perdida em pensamentos, não notei Lúcifer se manifestando no salão, ele era lindo, mesmo sendo um ser desprezível, tudo que pude sentir foi ódio por ele, mas tinha tantas perguntas...tantas duvidas. Tentei me mexer diante dele, mas não consegui mover um músculo, estava com medo, ele não exitaria em me matar caso precisasse, um sorriso se abriu em minha face, mas este era de horror.
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Re: Don't You Forget About Me

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