Don't You Forget About Me

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Don't You Forget About Me

Mensagem por A Morte em Qua Jun 07, 2017 3:45 pm

Capítulo Três
Parte 1
Don't You Forget About Me

Passaram-se dois dias desde que a punição de Joker e Jack foram anunciadas, dois dias de descanso merecido. O Degolador Sombrio continuou navegando pelo mar sem qualquer pausa, o rio de almas se desfez em águas cinzentas e o céu negro foi substituído pelo antigo carmesim, anunciando que haviam finalmente deixado para trás o olho de Amon. A presença dos Ghouls que habitavam o barco tornou-se algo comum, até mesmo as bebedeiras e canções irritantes de pirata de Caronte. Quando finalmente enxergaram terra pela primeira vez o sol raiava sobre a cabeça deles, anunciando uma espécie de verão fora de hora. O clima do mundo tinha sido completamente alterado após a invasão de Lúcifer e em poucos dias haviam passado da neve para o sol.

- Estamos próximos agora – Disse Caronte. A embarcação seguia por um rio estreito, rodeado de praias. As semanas passadas tinham sido tempo o suficiente para que Asgard assimilasse seus novos poderes. Teve dificuldade em controlar sua força inicialmente, às vezes descontrolava-se, desacostumado com seus poderes, energia vazava pelas mãos como se seu corpo fosse pequeno demais para tanta energia. Morte não tinha se materializado em sua consciência, não tinha falado nada. Mas ele sabia o cavaleiro estava lá em algum lugar, silencioso.

Jack estava preso em uma das celas feitas para almas no fundo do Degolador. Cada dia que passava ele se tornava mais insano, às vezes berrava alto suficiente para que todos os mares escutassem, outros dias estava quieto tentando arrancar seus próprios membros, mas eles apenas continuavam a crescer mais uma vez, regenerando. Tentara se matar de mil formas diferentes mas a imortalidade não deixava que ele tivesse um fim. Até que ele se aquietou. No meio do caminho, um dia atrás, Caronte estacionou o Barco próximo ao local onde o exército de demônios marcharia, dispensando os cartas para fazerem sua missão, exceto Deuce que ficou com o tenente.

Esse que ainda estava se recuperando. Os ferimentos haviam começado a fechar e cicatrizar, retornando o corpo ao estado padrão, aparentemente, a criatura dentro de Joker estava ajudando para que a saúde do meio-demônio se estabilizasse, e ele já conseguia ficar de pé novamente, apesar de ainda ser incapaz de invocar suas magias com plena aptidão. Às vezes a noite ele podia ouvir a criatura chamando por seu nome, querendo sair.


Spoiler:


Myra também não encontrou paz. Seus sonhos eram todos perturbados por uma versão de si mesma. No pesadelo um reflexo da garota se erguia de um mar de sangue, contornada por caveiras, restos de guardiões, e então ela se sentava em um trono, feito de ossos e chamas.

E Quando acordava podia jurar que estava sendo observada. A sensação não a deixou em nenhum momento.

Blake teve tempo suficiente para descobrir como ajustar suas peças, juntar os pedaços mecânicos de si e se auto concertar. Era um sistema bem simples na verdade, e as informações pareciam fluir naturalmente para seu cérebro, como se fosse um simples encaixar de peças.


A trombeta soou, anunciando a ancoragem. Os ghouls sairam de seus buracos e começaram a agir, lançando as cordas para a terra e descendo a ponte. O grupo havia se preparado, até mesmo Joker que não estava totalmente recuperado estava ali, todos prontos para partir.

- Minha parte do acordo está cumprida – Anunciou Caronte, já preparando para levantar os pesos e partir. Conquista tomou a dianteira do grupo e avançou, afundando os pés nas areia da praia. Ele quase não falava, apenas se movia em direção ao seu único objetivo. Quando adentraram a floresta que se estendia à frente ele moveu a mão rapidamente e materializou a máscara, vestindo-a.

Tudo ali era diferente. Não era como Valiheim onde os bosques e florestas eram luminosos, arejados, onde grandes árvores espalhavam sombras sarapintadas por córregos azuis-claros que rumorejavam entre as margens, onde as aves cantavam em ninhos escondidos e o ar era perfumado pelo odor de flores.

Aquelas terras esquecidas tinham um tipo diferente de bosque. Era um lugar escuro e primordial, acres de floresta antiga, intocada ao longo de milhares de anos, enquanto montanhas se levantavam a toda sua volta. Cheirava a terra úmida e a decomposição. Ali não crescia flores, não nascia vida que não fosse retorcida, corrompida pela atmosfera do anjo caído. Aquele era um bosque de obstinadas árvores sentinelas, revestidas de agulhas cinza-esverdeadas, algumas afiadas o suficiente para pendurar alguém. Repleta de poderosos carvalhos, de árvores tão velhas quanto o próprio mundo. Ali, espessos troncos negros enroscavam-se uns aos outros, enquanto galhos retorcidos e mortos desenhavam uma espécie de cobertura e raízes deformadas batalhavam sob o solo. Aquele era um lugar de profundo silêncio e sombras meditativas, e aqueles que um dia passaram por ali não tinham mais vida, nem nome.

Asgard teve facilidade para guiá-los através das poças de lama de chuva recente, além de conhecer a floresta como ninguém ele podia ver as linhas de energia se estenderem no ar, elas surgiam cada vez mais ele se aproximava, dezenas transformavam-se em centenas, em milhares e bilhares de riscos brilhantes que convergiam para um único ponto na floresta.

Aemy e Thomas também podiam sentir. Não viam a energia de forma material como Asgard, mas algo dentro de si indicava o caminho, como se os puxassem em direção à toda aquela energia que emanava no ar. Estava impregnada nas árvores, nas roupas, até mesmo no vento. Energia para todos os lados, rodeando-os de uma forma anormal como se andassem dentro de um furacão mágico.

Antes que percebesse Castiel tomou o controle, involuntariamente. Aquela sensação queimando dentro de si havia o feito emergir. A atmosfera o fez sentir-se no paraíso novamente, era a mesma espécie de ar.

Myra sentia um peso em si, a pressão do ar parecia estar maior, mais forte. Os movimentos pareciam mais pesados, como se atravessassem uma atmosfera densa. Uma sensação que a dizia que não deveria estar ali. Deveria retornar para casa enquanto ainda era tempo. Blake e Joker também sentiam isso. Algo não os queria ali, os empurrava para fora.


Quando já estavam próximos o suficiente eles avistaram pequenas luzes de dentro da floresta. Sinais fracos que piscavam, distantes. Mais à frente estátuas de anjos começavam a aparecer, cobertas de musgo, rachadas e velhas, mas ainda sim elas se mostravam presentes, algumas ainda seguravam lamparinas que funcionavam de alguma forma.

Os guardiões se aproximaram cada vez mais até finalmente chegarem à origem das luzes azuis.

Um portão gigantesco fora escavado no pé de uma montanha, todo feito de uma espécie de aço que nenhum deles conseguiu reconhecer. Mais parecia uma grande placa de metal, sem qualquer buraco que tornasse possível ver o que estava à frente, na verdade, não havia qualquer sinal de fechadura ou algo assim, apesar de claramente ser uma porta. Mas assim que Aemy se aproximou ela começou a se erguer, lentamente, revelando o interior.

Enquanto o caminho se abria Conquista os lembrou – Aharon disse que era uma armadilha, fiquem atentos.

Uma névoa de um tom azul fantasmagórico deslizou para o lado de fora e todo o interior que antes era um breu começou a tomar vida. Luzes se acendiam por todos os lados revelando o enorme salão que fora erguido no interior.


A construção era enorme, feita por seres celestes, moldada em ouro, prata e metais inexistentes no plano terrestre. Havia uma espécie de altar no centro da sala, contornado por duas grandes asas douradas, o símbolo dos anjos. Mas o mais chamativo ali não era a construção, a magia que existia no local ou até mesmo o fato de estar praticamente intocada.

Eram os cadáveres. Centenas deles espalhados pelo chão, destruídos, separados ao meio, alguns presos ao teto, outros sem cabeça. Manchas de sangue pintavam as paredes douradas, cortes que atravessavam as armaduras de esqueletos. Mas não havia qualquer carne nos corpos, os ossos eram negros e dentro deles pilhas de cinzas estavam espalhadas, como se tivessem sido queimados até a morte, até a carne desintegrar.

Castiel sabia o que era aquilo.

A última fortaleza dos anjos na terra. A última esperança, o único ponto estratégico que havia restado, além disso, o altar era um provável portal. Sentiu sua cabeça doer lentamente, as memórias estavam para retornar a qualquer momento.

- Encontramos. Nós conseguimos – Conquista riu baixinho – Nós... Conseguimos.
Os restos angelicais espalhados pelo chão brilharam num suave dourado sagrado, emitindo auras de energia.

- A graça dos anjos. Essa é a arma... É isso que lhes permite matar os demônios – Conquista concluiu. Era a essência de uma alma celeste que eles haviam buscado o tempo todo, e bem ali na frente deles, centenas delas esquecidas pelo tempo. A chave para o fim da guerra.

__AOD__
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Phyress em Qua Jun 14, 2017 9:38 pm

Enquanto a viagem durava, Aemy passou a maior parte do tempo ao lado de Joker, cuidando dele até que ele se recuperasse por completo... Os gritos que ecoavam, especialmente quando aconteciam durante a noite e ela estava sozinha. Mas Biki sempre a confortava e durante aquela viagem os dois se comunicaram mais do que o habitual e algumas coisas acabaram sendo reveladas para a pequena.

E enfim, chegaram ao destino. Aemy saiu da embarcação ao lado de Joker e nessa mesma posição, eles seguiram. Os cenários por onde passaram não a surpreendia... Depois de ter andando por algum tempo sozinha por ai, já tinha aceitado que todo aquele mundo era feio e fedorento.

Instintivamente sabia para onde ir... Mas não disse nada, apenas seguindo os demais.
Quando finalmente estavam perto, Castiel emergiu, como se sua energia estivesse reagindo a algo. E ele tinha uma sensação nostálgica e confortável que há muito não sentia. E a partir dali, tomou a frente sem se importar com os demais.

Ficou satisfeito em ver que nada ali foi realmente tocado... Mas se perguntou como aquelas criaturas que morreram tentando alcançar a graça dos anjos conseguiram entrar ali, já que a porta era selada. Castiel se sentia incomodado em saber que seres asquerosos haviam conseguido sequer pisar naquele lugar... E se entristeceu ao descobrir o que eram as armas.

O rosto mudou de expressão, agora carregando um grande pesar.

- Não recomendo que os impuros se aproximem. – ele olha de relance para os demais, a voz mais rouca do que o habitual. Mas Castiel não se importava, podiam tentar e queimar até o chão, destruídos pela própria ganância. Uma morte perfeita para aqueles que se entregavam aos seus demônios apenas pelo prazer de se sentir mais poderoso.

Chegou a dar o primeiro passo para se aproximar, mas parou e levou a mão até a cabeça ao sentir aquela dor de novo... Que informação mais poderia haver esquecido? Parecia ter perdido tantas coisas durante sua queda.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Aehoo em Sex Jun 23, 2017 12:04 am

O tempo de dois dias de viagem foi ótimo para Thomas. O garoto conseguiu descansar bem e colocar a cabeça no lugar. As situações pela qual estava passando recentemente eram complicadas demais. Nunca pensara que teria de lidar com insubordinações dentro de seu próprio time. Confiava neles para tomarem conta até mesmo da sua vida, mas a ambição por poder destruir o mal que habitava a terra e a busca por mais poder para conseguir deter aquilo estava deixando algumas pessoas à beira do colapso.

Tudo isso lhe deixou exausto, então passou os dois dias praticamente dentro de sua cabine, pensando, refletindo e orando. Não sabia se Deus lhe escutaria, mas agora com a jornada tão perto de acabar, ele sentia que ao menos tinha que agradecer. E foi isso que fez.

Quando notou a mudança climática e principalmente a mudança na paisagem, percebeu que estava chegando ao seu destino e se juntou aos outros, se preparando para partir. Caronte, depois de algum tempo, aportou o barco e Conquista começou a liderar o grupo para dentro da ilha em questão. Thomas, contudo, logo que pisou ali, sentiu algo totalmente diferente. Sentiu um acolhimento e um poder tremendo, que acabou lhe guiando, independente de Conquista ou Asgard demonstrarem o caminho.

E cada passo mais perto, com cada indício angelical sendo revelado, deixando o seu coração palpitando. Sentia a presença de Aladiah mais forte, mais intensa, como se ele quisesse sair do seu corpo e estar presente naquele momento. Por fim, as portas encravadas na montanha se abriram e ansiedade de Thomas era gigantesca. O ambiente era lindo, mesmo que agora maculado por causa da guerra que se estendeu até mesmo naquele local sagrado. Não compreendia como os anjos tinham conseguido ser aniquilados. Deveriam ter sido superiores.

Também duvidava que tivessem lutado com príncipes. Afinal, se tivessem, estes saberiam onde as armas estavam. E então ocorreu que se tivessem lutado com qualquer demônio, eles saberiam onde armas estavam. Então, afinal, de contas, como todos aqueles anjos foram dizíamos? – Parem! – Disse, subitamente, contendo os ânimos. – Vasculhem o ambiente primeiro. Isso não está normal. Os anjos...  Os celestes não podem ter caído para os demônios. – E então se virou para Castiel. – Tem algo de errado nisso.

E se virou para Myra e Joker. Trincou os dentes e esperava, do fundo do seu coração que a armadilha não fosse a essência daqueles dois num local sagrado. Sacou a espada e então saiu para vasculhar.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Myra em Seg Jun 26, 2017 10:51 pm

Acordei múltiplas vezes durante a noite, Eins parecia preocupada e tentava ao máximo me confortar, mas o aperto no peito quando acordei definitivamente fora quase insuportável, me encolhi na cama, enrolada na manta que havia sido disponibilizada. Fechava os olhos, mas mesmo estando sozinha em um quarto fechado, sentia olhos em mim, sentia o julgamento, aquele controle feito pelas sombras e pelos assovios do vento passando pelos vãos da madeira, tudo aquilo me aterrorizava. Eins pairava em minha frente, abraçava minha cabeça com seus pequenos bracinhos, tentava até mesmo falar e com esses gestos, notei que havia alguém que me amava pelo o que eu era, mesmo que eu tivesse criado ela...era sua mestra, supostamente, sua mãe. A olhei com os olhos vermelhos e encharcados, seus pequenos olhos me encaram de volta e então sorri e a abracei. Eu conseguiria, por ela.

A próxima coisa que ouvi foi a trombeta, aparentemente havíamos chegado em terra. Me levantei rapidamente, arrumei minhas coisas, mas antes de abrir a porta, dei alguns tapinhas na bochecha e envolvi meu nariz com meus dedos gelados, para amenizar a vermelhidão. Olhei para minha companheira sorri e assim que abri a porta, sai correndo para encontrar os outros. Quando estávamos todos prontos, demos continuidade a nossa jornada, a paisagem que nos deparamos era diferente de tudo que já havia visto, afinal não tinha permissão de sair de Valiheim, muito menos sair sozinha. A solitude era um tanto quanto aconchegante para mim, mas o solo e a vegetação, não mais existiam em sua plenitude. O local era sombrio, mas Asgard não teve problemas em nos guiar, o capitão e Aemy também pareciam saber o caminho, eu por outro lado, estava completamente perdida e me sentindo indesejada ali.

Era como se a eu carregasse bolas de ferro nos pés e nos braços, era difícil de se locomover, de respirar, olhei em volta e não parecia ser apenas eu. Continuei a seguir os outros, o ambiente se modifica de pouco a pouco, as arvores ganhavam vida e grandes estatuas emergiam das névoas, algumas ainda continham luz em suas lanternas, mesmo sem entender como, me sentia grata e um pouco segura pois teria um ponto de localização na floresta. Seguindo as luzes, chegamos em um grande portal, parecia ser parta da montanha em que havia sido construído, era algo belo e parecia estar conservado mesmo sendo cenário de uma guerra.

Quando a pequena, que na verdade parecia ser Castiel no momento, se aproximou dos portões, ele começaram a se abrir, a sensação de que deveria ir embora aumentava cada vez mais, mas não queria deixar eles para trás, e confesso que estava muito curiosa para saber o que encontraríamos lá. Adentrando o local, fiquei fascinada com tudo, era tudo feito a ouro e prata, e outros metais reluzentes, aquele local era como eu havia imagina o céu quando era pequena. Mas não era tudo tão maravilhoso, cadáveres tomavam o local, me senti mal por eles, nunca tinha visto anjos antes, e mesmo mortos e até mesmo desmembrados, era criaturas lindas e fascinantes. Olhamos em volta e então ordens nos foram dadas, mas o Capitão não parecia feliz, pareceu olhar com desgosto para mim e Joker. Meu coração doeu um pouco, pois acreditava e o seguia independente do que acontecia...porque os outros não podiam entender minha situação. Me calei e comecei a andar pelo salão a procura de algo importante.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Gregar em Ter Jun 27, 2017 12:01 am



We all have devils living inside us. Mine just decided seize the world

Nem todo tempo do mundo seria o bastante. Durante os dois dias a mobilidade que tinha havia voltado lentamente. De maneira dolorosa em sua maioria. Ouvia ao desespero de Jack em clima sombrio. Não havia nada que pudesse fazer naquele momento. Por mais que quisesse ajuda-lo para superar aquele maldito obstáculo em sua vida. Observar-lhe era tudo que era capaz de fazer. Os limites da maldição estavam ocultos, de modo que preferia manter-me afastado sempre que possível. Temia que minha presença fosse apenas aumentar a causa de sofrimento de meu antigo companheiro.

Estava completamente exausto e surpreso quando chegávamos ao nosso destino final. A magia ainda abandonava meu corpo e continuava a caminhar apoiado a Deuce. Que havia decidido ficar no navio ao invés de seguir junto das outras cartas. Ela mesma carregava uma das duas asas que havia retirado do príncipe infernal. Um espolio que poderia a vir ser útil em algum momento, metade doado para ela, outra metade para Jack em pessoa. Talvez houvesse alguma espécie de conexão ou mágica naquelas penas que os ligassem, mas Deuce apenas a carregava em faixas, junto ao corpo como uma enorme pasta.

Conquista e Asgard estavam a nossa frente em terra. Eu próprio lutava para não ficar para trás do grupo. Temendo o pior que habitava aquelas terras eu admitia pontadas de curiosidade correndo pelo peito, mas ainda desacreditava que fossemos encontrar respostas como esperávamos. As armas angelicais pareciam tão distantes que tinha medo de colocar o conceito delas em palavras. Talvez uma ilusão que forçaria Thomas e todos os outros a encarar a realidade do que acontecia em nosso mundo. A triste certeza de que tudo era guiado por um único destino, incapaz de ser alterado ou até mesmo manipulado.

Tudo era revelado no templo. Corpos de malditos anjos. Todos assassinados ou mortos em combate. Pouco me importava com o que havia ocorrido com eles era essa a bem verdade. Aquilo era o que havíamos sido mandados para buscar? Penas e cadáveres frios? Sabia o que acontecia quando um humano absorvia algo como um anjo. Aemy, nos mostrava isso diariamente com aquele verme rastejando por dentro de seu corpo. Thomas demonstrava apreensão. Acima disso se mostrava como um fanático em encontrar falhas em qualquer merda que pudesse acontecer. Detestava isso.

- Será que ainda assim se recusa a aceitar? - Estava desapontado enquanto afastava o braço dos ombros de Deuce, me aproximando do mar de mortos. – Desde o princípio, nunca foi possível que triunfássemos. Não sem largar algo precioso em troca. E é a isso que as armas celestes se reduziram.– Parava me ajoelhando próximo daqueles seres. – Os corpos dos mortos carregam neles o poder dos céus, assim como os demônios carregam os poderes do inferno. A pergunta é o quanto disso podemos tomar sem que sejamos partidos. – Não esperava uma recusa ou um aviso. Apenas aceitava a energia que emanava daquelas criaturas. Uma pequena parcela para suprir a falta que tinha em meu peito. Para preencher-me como os ventos preenchem as velas de um navio.



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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Frist em Ter Jun 27, 2017 5:56 pm


Não havia percebido como aquela missão havia afetado tanto a todos ali... Meras crianças não deveriam suportar o peso do mundo em suas costas e me irritava em silêncio praguejando tanto Deus quanto o Diabo por isso. Joker e Myra acabaram parando em uma realidade um pouco parecida com a minha, enquanto os demais pareciam cansados e com nervos a flor da pele, até onde isso iria permanecer?!

Ao fim daquela viagem chegamos onde a humanidade não pisava a muito tempo, uma terra com aspecto selvagem e um ar carregado, por onde quanto mais adentrávamos, mais o dorminhoco dentro de mim queria me fazer sair dali. Fomos guiados até um portão, ali sim a energia que me repelia estava em seu auge, se tivesse veias ainda e um corpo humano, estaria suando frio e com elas saltadas como um animal perante seu predador - Mas que saco! - Comentava comigo mesmo.

Finalmente estávamos de frente para o objetivo principal da missão, algo que todos ali ansiavam e nem ao menos tinham a certeza que existia. Que cada um ali passou por poucas e boas pra conseguir alcançar e que se demonstrava ser irônico. Podia perceber a apreensão na voz do jovem capitão, compreensível, mas ao mesmo tempo de dar nos nervos, acreditar tão cegamente em deus ao ponto de não ver algo que estava bem a frente dos nossos olhos. Aquilo me irritava, mas ao mesmo tempo a ironia daquela situação era tamanha que não conseguia me conter em soltar risos e balançar a cabeça. Havia passado muito tempo fora da zona de segurança em que vivia a humanidade, para não imaginar o que havia ocorrido ali - Hahahaha! Só podia ser isso... Eles nunca deviam ter envolvido a humanidade em seus jogos de poder, em suas batalhas infantis e egoístas! Não está claro?! Só pode ter sido uma traição de alguns dos próprios anjos que matou os demais![/color] - Castiel estava ali, não lembrava de algo, podia ele mesmo ser um desses.

- Tsc!! - Era tudo uma piada de mau gosto e com essas armas bem a nossa frente, não podia deixar de pensar no que Guerra havia me tornado, uma arma para lutar na batalha final. Andei um pouco pelo lugar observando o que pareciam ser as almas, ou restos do que um dia foram anjos - Vocês também sempre se foderam por causa daqueles dois, não? - Aaaah como eu queria um cigarro, mas nem isso mais eu tinha. Estava agora de frente a uma das armas que procurávamos, o que mantinha viva a chama de esperança da humanidade e não podia acreditar que não poderia usar uma delas, não era mais humano, não era um demônio e nem uma máquina em si. Porém, ao mesmo tempo era tudo isso e mais uma vez minha essência poderia mudar... - Eu já não terei lugar no mundo novo, quando chutarmos as bundas daqueles filhos da mãe! Não é agora que vou me privar de um sacrifício para poder participar dessa luta! - Estendia a mão na direção daquela alga que se assemelhava a uma labareda a meu ver. Deixava com que o metal se expandisse em suas divisões e minha própria energia, meu próprio ser emanar pelas fissuras de metal negro. O humano, o Demônio, a máquina, agora deixando que toda essa essência entrasse em contato com a angelical, por mais que minha parte adormecido temesse, não era hora para isso. Aceitava e absorvia aquela energia para dentro do corpo, a deixava fluir e crescer em seu novo receptáculo, estava na hora de se tornar uma arma definitiva, para aniquilar demônios, anjos ou quem quer que fosse preciso para salvar a humanidade, afinal, Guerra havia me tornado naquilo.

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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Asgard em Ter Jun 27, 2017 7:20 pm

O descanso não seria para todos, mas Agard pode aproveitar o suficiente dos dois dias a ponto de sentir felicidade ao acordar. Sentia seus músculos mais relaxados, sua cabeça não doia e tinha um controle maior sobre os poderes de Loki, até pode mesclar com um pouco de Morte. Durante a viagem pode entender um pouco mais do comportamento de seus aliados e até revisar o seu próprio, para que não houvesse mais atritos, ainda mais em um ambiente de guerra onde estão todos com os sentimentos a flor da pele, e em uma caçada se não estiver concentrado, você é a presa. Pode se organizar, voltar a seu estado mais relaxado e ainda pode cuidar de seus companheiros, não diretamente, mas preparando-lhes comida e algum tipo de conforto que estivesse ao alcance dele, até remédio e treino de cura para Joker. Nos tempos vagos, meditou bastante procurando por Morte dentro de si, e pode conversar bastante com Loki, quase achou que estava conversando com ele mesmo com uma aparência diferente.

Próximo de aportar, conseguia ver o mar de energia pairando e convergindo de um único ponto, seus olhos estavam sentindo certo incomodo pela quantidade, mas nada que não suportasse. Ao aportarem, Conquista começou a guiar, mas por poder se preparar, Asgard tomou a dianteira e adentrou antes de todos, a um ponto onde ainda pudesse ser visto. O ambiente não era um dos melhores, mas poder se mover tanto em terra quanto no ar, devido as arvores, fez com que Asgard se concentrar mais e seguir mais a frente até achar a entrada antes de todos, voltou um pouco para acompanha-los e pode ver a energia que estavam emitindo, uma preocupação e excitação que ele mesmo não notou estar sentindo também.

No salão, parecia poder sentir o cheiro das energias de tão fortes que estavam e quando estava sendo envolvido pela emoção de achar que teria as armas em mãos, Thomas o segurou e o trouce de volta ao chão. "Como pode ser tão ingenuo, um mestre de caça ainda por cima" pensou, tudo aquilo parecia perfeito demais. Não havia inimigos, não havia outras presenças, somente um cenário agora abandonado com tudo que eles precisavam. Perfeito para uma armadilha. Começou a observar o ambiente mais atento, tentou farejar alguma coisa, montou algumas poucas armadilhas com o que tinha em volta (coisas que pudesse empurrar ou destruir facilmente para bloquear passagem ou acertar inimigos), e percebeu aos poucos o que estava a sua volta. Como as energias ainda estavam muito presentes, assim como os corpos, Asgard repousou de joelhos próximo a algumas delas, fechou os olhos e respirou.

- Vamos lá Morte, sei que pode fazer mais do que estou pedindo.

Quando abriu, respirou novamente um pouco mais concentrado e olhou fixamente para uma que pairava acima de um anjo. - Conte-me, o que aconteceu aqui. - Falando baixo.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por A Morte em Qui Jun 29, 2017 5:43 pm

Spoiler:

- Uma criança nascida de Lúcifer? – Perguntou Castiel, incrédulo. Os salões do céu eram todos feitos de prata, ouro e Nerfilium, uma espécie de metal superior a qualquer outro existente nos planos. Um metal divino, forjado pelo próprio criador. Castiel estava ao lado de seus irmãos Arcanjos, e no topo de um trono sentava-se Metatron, acima de todos. - Sim. Diferente te todas as outras crias, no entanto, essa nasceu uma garota. Não carrega quase nada de seu pai em seu sangue – Respondeu o escriba de Deus – E ainda sim, é uma criança do anjo caído e deve ser eliminada – Ele respondeu – É com pesar que os mando para essa missão. Você sabem. Todos os príncipes precisam ser mortos para que o rei caia.

Castiel não parecia feliz com a ideia. Ele maneou a cabeça em negativa – Mas senhor! Podemos trazê-la para cá. Cria-la como um dos anjos de deus – Concluiu.

- Eu jamais permitiria que uma abominação como aquela entrasse nos céus – Ele repudiou.

- Então deixe-me que a leve para os humanos! – Castiel gritou. Metatron balançou a mão, interrompendo-o antes que pudesse falar qualquer outra coisa.

- Devo te lembrar que é necessário que a matemos para que possamos acabar com Lúcifer?. DEVO TE LEMBRAR A QUEM OBEDECES? – Berrou, outra vez. E agora lentamente a imagem se desfazia em grandes borrões de cores.

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Outra cena se desenhava lentamente, conectando os pontos e emergindo imagens na mente de Aemy e Castiel. O fogo percorria a colina inteira, erguendo grandes cortinas de fumaça até o céu, queimando o mato alto. Richter Maes Demiurgos, o General e fundador dos Guardiões das Sombras corria com uma criança no colo, os pés tropeçavam, sangue escorria pelo seu rosto cortado até seu peito. Estava detonado, mas ele não parava de andar. Não conseguia correr e estava provavelmente a qualquer instante de desmaiar.

Uma única estrela piscou no céu e no instante seguinte o arcanjo se materializou, tomando a forma de um guerreiro alto e de cabelos brancos e bagunçados, que trajava uma armadura dourada. Ele andava lentamente, sem qualquer pressa ou expressão em seu rosto.

O celeste se abaixou próximo a Richter quando ele caiu no chão, ainda com o recém-nascido em seus braços.

- Me dê a criança – Disse baixinho.

- Não! – Rugiu Richter, com os dedos ensanguentados – É só uma criança. Você não tem o direito de matá-la por um crime que ela não cometeu.

Castiel respirou fundo e pôs uma mão no ombro do general – Não importa. Você não tem mais forças para lutar. Mesmo que quisesse, não conseguiria protegê-la. Você falhou general.

Richter começou a chorar baixinho enquanto Castiel arrancava o bebê dos braços do homem e lhe dava um sorriso calmo. Ele abriu as asas feitas inteiramente de luz e com um impulso se ergueu no ar, disparando na direção do céu estrelado.

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O Anjo capitão Argo se sentava em volta de uma fogueira azul, junto a Castiel – Você quer fazer mesmo isso? Muito bem então. Juntarei os soldados no pilar das sete casas e os levarei para o portão. Eles devem lembrar para quem juraram lealdade. Ninguém vai nos impedir de abrir o caminho para o plano terrestre para vocês.
Castiel pôs uma mão no ombro de seu velho amigo – Tome cuidado aqui em cima. Enquanto eu estiver lá embaixo as coisas vão ficar feias... Não perca essa guerra. Não deixe que Metraton ganhe, não deixe que ele cegue os verdadeiros seguidores de Deus – E sorriu enquanto se levantava para ir embora – Adeus, meu amigo – Disse por fim.

- Ei! – Argo o chamou uma última vez – Você não a matou afinal, não é? – Perguntou.

Castiel foi embora, sem dar qualquer resposta a não ser um sorriso.


Os baques surdos nos portões à frente soavam altos, tremiam a construção inteira. Aquele local, o mesmo que anos depois estariam as armas divinas na época abrigava exatamente oitenta anjos. E um único Arcanjo. Castiel. Aqueles que haviam descido com ele para a terra, que haviam jurado lealdade, seus companheiros. Seus velhos amigos, soldados e aprendizes. Todos os que eram realmente seus amigos.

Mas Castiel continuava sentado em seu trono, bem à frente dos portões. Imóvel, esperando que o inimigo viesse. Nenhum deles fazia qualquer som, apenas se mantinham lá, parados, segurando espadas e escudos feitos de luz erguidos, alguns inquietos mas absolutamente nenhum deles temia. Aquela foi a primeira e única vez que Castiel sentiu medo em sua vida.

- Alguém em casa!!!? – Berrou Ael, do lado de fora – Toc toc pombinhos!!!

Os portões que seguravam a entrada então começaram a se erguer. Não foram destruídos, quebrados. Mas abertos por um Anjo. Belphegor o erguia apenas levantando a mão na direção da entrada.

Castiel teve de rir. Esperava por tudo, menos um anjo traidor.

Não conseguia se recordar dos sons, das conversas. Dos gritos. Eles eram borrões distantes em sua memória. Longe demais para serem alcançados em sua mente quebrada. Castiel se lembrava quase que completamente agora. Havia traído os anjos para salvar a vida de Myra, havia erguido uma rebelião no céu contra o escriba de Deus com a ajuda de Argo, e havia descido ali onde estavam agora. Apenas para ajudar os humanos. Havia feito de tudo para salvá-los... E agora todos que haviam o ajudado estavam mortos. Destruídos, ali na sua frente.

Não havia sido a queda que queimará sua memória, mas sim sua batalha contra os príncipes. Castiel havia sacrificado a própria Graça para sobreviver, lançando-se pelos céus até encontrar alguém que pudesse ser seu receptáculo, perdido por anos até que Aemy nascesse. Era por isso que seus poderes não estavam inteiros. Não havia recuperado nem metade de seu potencial ainda.

Assim que Joker tocou a luz suave do cadáver do anjo mais próximo de si ele sentiu uma leve brisa em seu rosto, pequenos fios de luz começaram a se erguer pelo seu braço, subindo por seu corpo e rodeando-o inteiramente, consumindo-o inteiramente, Joker podia sentir a energia escalar sua pele como se fosse pequenas pontadas de eletricidade, deixando veias brancas no caminho, formando raízes por dentro de sua pele e então a luz começou a esmaecer, entrando dentro do tenente.

Blake deixou que o metal fosse consumido pela luz. Reluzia em seus braços e peito enquanto se infiltrava através da carne falsa, se instalando em sua alma e alterando os sistemas que o mantinham vivo, ele sentiu um tranco em suas engrenagens quando sua mente se quebrou mais uma vez, em quatro. Havia deixado de ser qualquer coisa existente, se não uma máquina. Uma arma de guerra.

- Esse foi o último forte dos Anjos – Disse uma voz na mente de Asgard – O último a existir aqui na terra. Liderado pelo Arcanjo Castiel e destruído pelos príncipes. Havia no entanto, uma única complicação. Demônios não podem obter a graça de um anjo, eles não podem nem sequer se aproximar – Concluiu Morte, que havia falado pela primeira vez.

Mesmo vasculhando o ambiente eles não encontraram nada. Não aconteceu nada por um longo período de tempo, até que o grande portal no ambiente começou a soltar faíscas. Um objeto muito antigo e que agora, depois de eras sem qualquer uso era reativado. Os detalhes brilharam em dourado conforme uma camada suave que mais parecia um espelho começou a se formar entre o arco.

Primeiramente um homem loiro se pôs a frente, não atravessou o portal mas esperava calmamente do outro lado. As semelhanças físicas eram demais para que ele nem precisasse falar o que era. Um maldito príncipe. Exceto que metade de seu rosto era feito de uma máscara de metal. O segundo, a direita dele era mais sombrio, sem qualquer semelhança aos outros. Vestia-se num capuz negro e emanava sombras de si. O terceiro era o que eles mais facilmente reconheceram, Alice, a filha de Crowley.

Outra figura entrou na cena logo em seguida, um jovem mais alto e de cabelos negros e desarrumados, vestia uma armadura simples mas os olhos eram totalmente negros. Foi ele quem tomou a palavra.

- Meu nome é Agares – Anunciou – Sou o primogênito de Lúcifer, o comandante de meus irmãos, Príncipes – Ele respirou fundo, como se estivesse entediado – Esse é Ahaz – E o garoto atrás da meia máscara acenou como se estivesse se divertindo – Esse é Malmorthius – Apresentou o homem no capuz negro. Mas ele não se movia, não falava – E essa é o mais novo de nossos príncipes, Lorde Asmodeus – Terminou a apresentação. Ele movia-se de forma despreocupada, mas nenhum deles sequer atravessou o portal a frente.

- Meu pai parece achar que vocês são... Irritantes o suficiente, e acredita que merecem uma audiência com ele. Vocês tem a minha palavra de que nenhum Guardião será tocado em nossa residência – E ele olhou para Myra, os olhos dele eram mais do que familiares para a garota, a sensação de estar perto do portal a chamava, era quase como voltar para casa.

Castiel também notou que o local onde os príncipes estavam era muito semelhante ao Palácio dos Céus. Não idêntico, mas obviamente uma cópia feita pelo anjo caído.

Conquista estendeu a mão para uma das “armas” caídas no chão e deixou a energia fluir para si. Precisariam se fossem enfrentar o diabo em pessoa.

Spoiler:


( Abrir a imagem em nova guia para ver inteira. Em ordem: Ahaz, Agares, Alice, Malmorthius.

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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Phyress em Qui Jul 13, 2017 6:27 pm

As lembranças que voltaram o incomodaram. Castiel e alguns irmãos haviam lutado contra os príncipes e ele fora obrigado a fugir... Trincou os dentes, irritado com essa memória. Por mais que os príncipes fossem muito fortes, a ideia de que ele teve de fugir e deixar seus irmãos para trás lhe causava frustração. Ainda  mais ele, que fora criado para lutar contra seres impuros.

A verdade é que ele teve sorte de conseguir encontrar a pequena profeta. Castiel deu mais alguns passos a frente, abrindo os braços... As sombrancelhas abaixaram um pouco, a expressão carregando um certo pesar.

Mesmo que silenciosamente, em sua mente o arcanjo orou para que Deus os guiasse... Para que a luz dele voltasse a reinar no mundo. Também pediu para que seus irmãos o perdoassem por ter falhado... E que com a glória deles, iria repor suas forças e conseguir se vingar dos príncipes.

Castiel drenou a glória para si, o máximo que pode, para que aquilo o ajudasse a repor suas forças o quanto antes.

E depois, os príncipes apareceram... Através dos olhos de Castiel, Aemy se surpreendeu ao ver Alice ali. E Castiel também achou um tanto estranho vê-los ali, tão abertos a recebê-los.

-...

Se lembrou de suas memórias... Matar os príncipes antes de Lúcifer para enfraquece-lo parecia uma boa opção, mas dificil de por em prática. De qualquer modo, pisar naquele castelo parecia uma estupidez sem tamanho... Ainda mais logo depois de terem matado uma das crias dele. A não ser que o propósito dessa audiência fosse outro...

- Se o caído quer nos ver, ele é quem deve vir até nós. - a voz da pequena soa, firme e ríspida.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Asgard em Ter Jul 18, 2017 8:09 pm

As palavras de Morte o levaram a pensar de qual seria a graça se até mesmo os próprios anjos eram corruptíveis. Sem muita demora e por não achar mais nada, Asgard apanhou duas armas para ele como forma de confirmação, sentia uma ansiedade por não saber como seu corpo reagiria a mais novas energias adentrando a seu corpo, quando duas delas já habitavam e eram de extrema força que nem ele compreendia como aquilo estava funcionando.

- Antes que esqueça, não precisa mais se acanhar Morte

Com a aparição dos herdeiros de Lucifer, Agard manteve-se calmo e parado o tempo inteiro. Escutou a proposta deles e a recusa de Aemy antes de se levantar e respirar fundo. A garota tinha um ponto realmente forte ao seu lado, além de que tudo aquilo estava estranho demais até mesmo para eles. "o que realmente pode ser que eles querem com essa porposta?"
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Gregar em Qui Jul 20, 2017 10:52 am



We all have devils living inside us. Mine just decided seize the world

Absorver aquela energia era um tipo de êxtase indescritível. Era poder em forma pura e inegável. Belo e luminoso, tal como Ace julgava que eram os anjos. Aquilo era tudo que precisava naquele momento, a energia que faltava para tomar por completo o antigo demônio. Minha força restaurada, colocava seu antigo poder sobre rédeas firmes, grilhões dos quais ele seria incapaz de fugir. Estava pronto para devorar todo o restante de sua família infernal. Todos os que desejasse ou ficassem em meu caminho sofreriam o mesmo fim. Sorria até o momento que encarava o portal se abrindo diante de mim.

Quatro eram eles. Crias do próprio inferno é o que eram. A mulher aquela que mais me chamava atenção. Não por suas curvas, mas, sim por seu parentesco com o inimigo que tinha. Era a filha do maldito demônio Crowley. O responsável por transformar minha carta no que quer que tivesse sido transformado. Os avisos do resto dos demônios eram sussurros distantes, todos ignorados com prazer enquanto caminhava a frente de meu grupo. Olhos fixados na figura da mulher, como que guiados para ela por algum dom sobrenatural.

- Crowley. Pausava encarando a todos eles. – Ele está lá, não está? O semblante carregado de amargura, da ira que fazia com que todas as forças eu não sacasse o sabre e os golpeasse um a um. – Ouvi que ele adora forçar pactos a pessoas. Creio que o próximo a ser consumido, deva ser ele. A mão estava em espasmos pela raiva que sentia. Agarrada ao cabo da espada como se aquilo fosse tudo que houvesse no mundo todo. – Podem me dizer onde ele está, não podem?




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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por Aehoo em Qui Jul 20, 2017 9:57 pm

Lançou um olhar severo para Joker, mas nada fez. Ultimamente a convivência com o grupo estava se destruindo pouco a pouco. Parecia que algumas coisas tinham subido à cabeça dos Guardiões. Até mesmo o ideal de salvar o mundo, por parecer tão perto, poderia ser justificativa para quebrar todos os códigos morais possíveis. Thomas não conseguia aceitar aquilo. Mesmo que não conseguissem ver, mesmo que fosse difícil perceber com toda aquela escuridão, ele acreditava que era necessário existir um equilíbrio.

Convicto de usas ideias, contudo, saiu para vasculhar o ambiente. Podia sentir Aladiah em seu peito. A vontade proeminente. O ambiente era colossal. Muito belo e completamente único. Carregava muito misticismo e uma história, provavelmente, muito sangrenta. Não saberia, com certeza, dizer o que aconteceu e isso, de fato, não lhe importava tanto. Esperava, ao menos, que Castiel conseguisse as respostas que vinha procurando por tanto tempo.

Depois de verificar o espaço e constatar que não existia nada ali além das almas e das armas dos anjos, retornou para o grupo. Contudo, acabou sendo interrompido por uma aparição inesperada. Um grupo que sabia, cedo ou tarde, deveria enfrentar antes de conseguir chegar até Lúcifer. Conhecia uma pessoa dali. A filha de Crowley, mas não demonstrou nenhuma expressão facial. Não era um de seus conhecidos prediletos, poderia dizer assim. Terminou de andar até os seus e por fim, escutou tudo o que os Quatro Príncipes tinham a dizer.

Deveria admitir que a oferta era tentadora. Desde o início, sempre quiseram botar um fim naquilo matando Lúcifer. E o que os príncipes lhe ofereciam, era uma passagem direta de todos eles para tentar exatamente isso. A chance, a grande chance, poderia ser essa sendo ofertada bem na sua frente. Thomas, contudo, olhava fixamente para os quatro quando eles terminaram de falar. O primeiro a se manifestar contra, fora Castiel. O segundo fora Joker, sedento por vingança. Suspirou fundo.

Se aquele portal já existia ali, significava que se aqueles malditos pudessem, já teriam passado para aquele lado. De qualquer forma, duvidava que pudessem se apropriar daquelas armas. Na verdade, deveriam destruir quem quer que as tivesse, pois tais pessoas seriam uma grande ameaça. Foi então que Thomas começou a rir. Pela primeira vez, o garoto exibia um sorriso e um leve gargalhar, com toda aquela situação, tornando a situação estranha e atípica para todos os presentes, principalmente para aqueles que lhe conheciam.

- Eu entendo. Agora eu entendo. – Dizia, por entre sorrisos. – Você estão... Com medo. Deus... Eu nunca pensei que fosse ver isso de criaturas como vocês. – E então, começou a se abaixar, colocando a mão em uma das armas. Em uma das essências celestiais que tinha diante de si. A verdade era simples. Thomas estava cansado. Sentia-se exausto e estava muito perto, muito perto, mas não seria do jeito daqueles Príncipes que iria conseguir a vitória. Se ele já nem mais conseguia controlar direito seu próprio esquadrão, que pelo menos ele lutasse junto à eles. Lutaria até o fim para que, contudo, não traíssem os seus ideias. Mas agora iria soltar as rédeas.

Quando enfim levantou, renovado pela essência no seu corpo, seu rosto tinha um olhar lívido e desafiador, com um sorriso convencido no seu rosto. – Vocês são a escória. Vocês falharam. E falharam e falharam... E é só o que vão continuar fazendo. – Cerrou o punho. – Nós vamos acabar com cada um de vocês. Consumir e exterminar tudo aquilo que existir dessa essência podre. – Deu de ombros e sorriu. – Joker, Myra, Castiel, Asgard, Conquista, Blake... Vocês têm carta branca. Que não viva ninguém e que nem a terra, ou o ar, saibam que um dia eles existiram... – E então dirigindo-se aos demônios, os chamou com os dedos. – Podem vir.
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Re: Don't You Forget About Me

Mensagem por A Morte em Ter Jul 25, 2017 12:56 pm

A energia consumia-os completamente, queimando em seus peitos. Era uma chama interior devastadora, eles sentiam que nada podia entrar em seu caminho. Demónios, humanos, anjos, deuses. Qualquer um agora poderia ser pulverizado, apagado da existência permanentemente. Eles não voltariam mais, não seriam mandados para o inferno... Dessa vez seriam lançados ao mais puro vazio.

Os Guardiões carregavam dentro de si uma centelha de deus. Eles eram as armas.

Os olhos pesavam, afundados em um cansaço não físico, mas psicológico. Tinham enfrentado exércitos de demónios, derrotado a morte em pessoa e principalmente, haviam chegado até ali. O auge do combate, a última barreira entre os Guardiões e Lúcifer.

Alice deu-lhe um sorriso desafiador. A garota era bonita, os cabelos loiros escuros estavam amarrados e o rosto havia deixado de ser pálido, tomando uma cor mais “viva”.

- Meu pai sumiu, homenzinho. Ele traiu os irmãos. Ele traiu a verdadeira causa e se rebelou - Ela respondeu.

Agares deu um passo à frente - Ousa dizer que temos medo? - E deu outro passo - eu vou te mostrar o verdadeiro significado dessas palavras, Thomas - Os olhos brilharam suavemente em escarlate. Outro passo. Uma energia vermelha erguia-se de sua armadura e somava-se à de seus irmãos, emanando pelo ar. O portal pareceu vacilar quando o príncipe atravessou o pé na camada energética. Ele estancou por um breve momento e depois que viu que a estrutura se manteria em pé Agares cruzou.

A expressão séria e carregada de fúria – Você quer saber o que aconteceu com seu precioso General?. Venha aqui que eu vou te mostrar o que fiz com ele – E levantou uma de suas mãos no ar, deixando uma espada tomar forma. Era simples, leve e tão fina que mal parecia ser uma lâmina.

Ahaz saiu pelo portal também, e assim seus irmãos um por um fizeram. Conforme os príncipes adentravam aquele pequeno forte angelical a sala parecia reagir a eles, as luzes falhavam, chamas amarelas tornavam-se azuis e pequenos tremores corriam por debaixo da terra.



--- x ---



Ahaz parecia indignado com a exigência de Castiel – Como ousa querer algo do todo poderoso? – Ele perguntou, bufando. O príncipe assoviou e uma criatura começou a se aproximar, vinda do outro lado do portal. Era Aharon novamente, suas feridas haviam sido curadas, a armadura reforjada e a máscara recolocada à seu rosto, os pinos novamente forçados por entre sua coluna vertebral, mais uma vez transformado em um soldado do inferno.

- Meu pequeno soldadinho – Ele provocou.

- Chega de jogos – Malmorthius interveio, a voz obscura ecoava como se dezenas de outros repetissem suas palavras. Malmorthius ergueu seus braços como se comandasse uma sinfonia e as sombras da sala começaram a tomar forma, projetando-se até o teto enquanto cercava os guardiões em um círculo negro de trevas e consumia as luzes. As sombras passaram a ser algo físico, denso como água. Moldou a energia até que ela os fechasse em um pequeno cubículo, que diminuía gradualmente. Quando as trevas se aproximaram o suficiente elas criaram uma dezena de lâminas negras e fechou-os por completo em uma cúpula, juntando todos os guardiões em um único lugar enquanto os perfurava.

Mas um feixe de luz irrompeu pelas trevas.

Uma única linha de energia que atravessava aquilo tudo e que no segundo seguinte explodiu em uma onda de luz que alcançava o teto, inundava as salas e desfazia a magia do príncipe.

Nada havia tocado os Guardiões, uma energia divina os protegeu e todos os demônios pareceram hesitar quando viram a projeção gigantesca que se formava em volta de Aemy. Uma parte do poder de um arcanjo que agora renascia dentro da garotinha, obtendo de volta todo o seu poder verdadeiro.



 
- Vá, Aharon. Acabe com eles – Ahaz ordenou. O gigante assentiu e partiu para cima do inimigo mais próximo a si: Blake. Ele erguia o escudo anormal à frente enquanto avançava correndo na direção dele, pronto para atropelar o que quer que viesse em seu caminho, como um touro raivoso.

Em seguida demorou apenas instantes para que tudo se tornasse um caos.

Uma luz brilhante riscou entre o campo de batalha e materializou em frente à Aemy, descendo um ataque de luz instantâneo e forçando Castiel a defender com velocidade. Ambas as lâminas feitas de luz se encontraram, faiscando linhas de energia para todos os lados.

- Você não conseguiu me matar. Agora é hora de receber o troco – E riu descontroladamente. Era Belphegor mais uma vez. Seu rosto estava todo costurado e ele havia obviamente perdido parte de sua sanidade. O anjo traidor se lançou para trás para tomar espaço e ergueu uma de suas mãos, lançando uma rajada na direção do arcanjo.



Agares tomou para si Thomas. Erguia sua espada leve contra o garoto e avançava em uma velocidade absurda, mas assim que ele se aproximou Thomas pegou fogo. Envolvido pelas chamas da fúria dos anjos o fogo azul contornava ele como se fosse parte do garoto, dançava sem causar qualquer dano ao capitão, como dois antigos amigos. As chamas tornaram os olhos de Thomas azuis flamejantes. Aquele era o homem que havia dito matar o general, seu mestre, seu companheiro. Era hora de finalmente obter sua vingança. Era hora de acabar com aquilo.


O comandante dos príncipes parou por um momento antes de continuar o avanço, surpreso com o poder que gritava para fora do corpo de Darwishi. Mas não parou. A lâmina suave girou junto ao tronco dele e mirou o pescoço de Thomas, um golpe que visava acabar com tudo em um só movimento.



Asgard quase não teve tempo para respirar, dezenas de rosas saltavam em sua direção como flechas pontiagudas, vindas de Ahaz. O homem por trás da meia máscara de ferro sorria enquanto andava calmamente na direção do caçador, disparando rosas sem parar. Teria que achar alguma cobertura ou pensar em qualquer modo de alcançar o demônio.

- Eu posso ver essas coisas dentro de você. Um deus e um Cavaleiro, não é? Quem diria. Um frango como você matar Morte. Mas tudo bem, eu irei eliminar essa feiura interna que você carrega – Ele provocou, sem parar de lançar as rosas mortíferas. Aquilo era no mínimo irônico. Um príncipe que usava flores para atacar, as mesmas que nos dias atuais eram quase impossíveis de se ver.



Joker não teve tempo de reparar nas batalhas que aconteciam à sua volta: Ele tinha seu próprio inimigo para lidar com. Alice balançava uma espada rubra contra ele, sem demonstrar qualquer expressão e com um único objetivo em mente: destruir o inimigo. A batalha eminente fazia o sangue do tenente ferver e apesar de ter suas energias renovadas ele sabia que havia algo de estranho dentro de si, duas fontes de energia que lhe garantiam forças totalmente diferentes de sua primeira, duas forças opostas que agora moravam em sua alma.

A primeira era a criatura que habitava seu interior.

A segunda era algo mais escuro, ardente. A energia do príncipe que ele havia absorvido.

E a terceira era reluzente. Quase podia vê-la, brilhando dentro de si e conflitando com as outras duas. Uma força divina.

E havia uma quarta, quase invisível que ele quase não notara. A sua própria. Sua alma que agora estava deteriorada e parecia estar rachando, tentando dar espaço a tanto poder que mal cabia ali. Joker sabia que se continuasse, apagaria essa quarta para sempre. Era apenas questão de tempo até que isso acontecesse.



Malmorthius parecia irritado sob seu capuz. Seu rosto quase não podia ser visto mas era óbvio que ele não estava feliz. Uma corrente pontiaguda começou a se desenrolar por debaixo do roupão que ele vestia, ela deslizou para fora como uma serpente, até mesmo se movimentava como uma, o mesmo aconteceu por seus braços, cada vez mais correntes de metal saltavam para fora, todas com espigões em sua ponta até formarem seis.

- Vão, Lilith – E ordenou à sua arma que atacasse. Elas voaram bem na direção de Myra. Estranhamente, não miravam para matar mas sim cercá-la. E a garota sentia uma familiaridade com aquilo. Sentia-se bem perto de Malmorthius, sentia como se talvez... Talvez devesse aceitar ser levada ao lado certo da guerra. Uma tentação que atiçava as profundezas de sua alma.



Belphegor e Alice

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Re: Don't You Forget About Me

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