No Rest for the Wicked

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No Rest for the Wicked

Mensagem por A Morte em Seg Fev 06, 2017 8:06 pm

trilha sonora:



Um corvo grasnou.

- Oh, esse não Dust. Alguém lá em cima ainda quer ele aqui, certamente. – Concluiu uma voz gentil em algum lugar, longe em sua mente. Isso havia sido há dias atrás, ou teriam sido meses? Era impossível determinar a passagem de tempo na escuridão. Era isso que Blake via, apenas a sombra que o havia engolido, que o rodopiava e brincava consigo, ele não havia transitado para outra existência, para outro mundo ou dimensão, para ele havia apenas o vazio. O nada.

Não saberia dizer se tinha morrido mas com certeza sentia as dores, os braços, os malditos pesos de ferro pareciam impossíveis de se mover, como se fossem feitos de chumbo. As pernas pareciam ter sido contidas, amarradas para que ele não corresse e ficasse para sempre na escuridão.

Um corvo grasnou, próximo. Ele sentiu o cheiro de sangue suave, ouviu o crepitar das chamas e quando abriu os olhos a escuridão deu lugar a uma luz suave que atravessava cortinas brancas. Provavelmente era manhã, e o ar frio correu para dentro do cômodo, atravessando as frestas e buracos da porta.

- Finalmente – A voz era familiar. O mesmo homem do tom gentil sentava-se próximo a cama de casal que ele se encontrava deitado. Os reflexos de Blake ainda estavam afiados mas por mais que quisesse fazer algo ele sentiu que o corpo não responderia, se tentasse se mover sentiria a dor aguda penetrando através não só dos braços, mas do corpo inteiro.


O homem era tenebroso. As roupas se assemelhavam as de um nobre, mas eram feitas de couro e sobre a cabeça repousava um chapéu com uma pena branca pendendo, sobre as pernas cruzadas ele carregava uma espada delicada.

- Muito bem, vamos do começo – Ele disse, calmamente. Falava sem qualquer pressa ou emoção imbuída as palavras – Meu nome é Guerra. Você é? – Um corvo pálido como a neve pousou sobre a cadeira, logo acima do homem. A pequena criatura tinha olhos vermelhos como os de um demônio, e parecia encará-lo.

Ele Grasnou.

- E esse é Dust – Disse por fim.

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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por Frist em Ter Fev 07, 2017 11:49 am


O que é isso? Algum tipo de ave?! Onde estou? Ah... é verdade... ainda estou aqui e ao mesmo tempo não estou. É o meu fardo por me entregara toda essa fúria e perder os sentidos, a ceder a tentação desse lado obscuro sabendo que podia não voltar a acordar e a ser quem eu era. Apesar de tudo, eu acreditava estar em paz com isso, com a escuridão sem fim, perdido em lugar algum apenas sentindo o peso desses malditos braços e as pernas acorrentadas pelo grande peso de minha consciência. Mas como disse eu acreditava...

Um voz distante, serena e sem pressa surgia em algum lugar longínquo de minha mente, mas foi nesse momento que percebi o quanto ainda me agarrava a vida, a necessidade de concretizar algo, em completar minha missão por um propósito maior. Mesmo sem forças, buscava nessa gana dentro de mim uma maneira de me libertar, usando daquela voz como guia. Pensava estar fazendo força, pensava tentar me mover, porém só era inundado pela dor e pela sensação de constrição - AAAAAAAAAAH! - Eu tentava gritar procurando aquela raiva que sempre existiu dentro de mim, a qual me agarrava tanto para conseguir forças. Mas nada.

Então um cheiro metálico e familiar alcançou meu olfato, era sangue. Finalmente as minhas pálpebras, que já aparentavam estarem enferrujadas e difíceis de se abrir, me certificavam que ainda havia vida em mim. E a luz tão simples e ao mesmo tempo tão acalorada para alguém como eu, inundava um cômodo que eu não conhecia, passando por frestas do que parecem ser cortinas - Finalmente! - Dizia aquela mesma voz de antes e ao perceber alguém perto de mim, a reação era querer pular e agarrar o que fosse pela gargante, mas quem disse que meu corpo respondia... Que diabos aconteceu comigo dessa vez?!

Ouvi tudo oque aquela figura tinha para dizer, podendo ver aquele tom macabro que ele tinha, algo que nesse mundo já era mais comum do que poderia imaginar. E aquele corvo?! Só parecia dar o toque final aquela cena toda. O nome dele era Guerra, coitado, ter o nome de algo que eu mesmo vivi vivenciando e que de bom não traz nada de verdade, além da dor e desilusão dos mais fracos e despreparados. Aaaah como minha cabeça dói, essa ressaca é de longe a pior que já tive.

- Bla-Blake! Aaaaarg... deve ter sido uma festa e tanto! Então Guerra, que nome de merda em?! É... você não teria um cigarro por aí teria? - E eu realmente ansiava como nunca umas boas tragadas, com certeza isso melhoraria minha situação, ainda mais se eu conseguisse pelo menos me sentar. Fazi um grande esforço para isso.

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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por A Morte em Ter Fev 07, 2017 12:37 pm

Guerra soltou um risinho – Encontrei estes nas suas roupas – Anunciou, pondo o maço sobre o peito dele, mas Blake não conseguia se mover direito – Você esteve dormindo por muito tempo, mas como diz meu irmão a morte é a entrada para vida, não é mesmo? – Ele se levantou e pôs a arma sobre uma cabeceira, depois tirou o chapéu. Os cabelos do homem eram pálidos, quase prateados e médios, certamente descuidados.

- Te encontrei há nove semanas na praia, Blake – Anunciou – Agora preciso explicar algo, mas não se preocupe. Aparentemente algum tempo atrás você foi ferido por algo, talvez uma explosão, talvez uma criatura. Meus criados tiveram o cuidado de te examinar e após isso eles encontraram 108 corpos estranhos em você. Além dos estilhaços encontramos também fragmentos... de ossos e dentes de demônios. A maioria foi removido mas... Alguns dos fragmentos não puderam ser tirados. Eles estão localizados próximos ao seu coração, pulmão e crânio – Ele fez uma pausa e o corvo grasnou, então o homem caminhou lentamente até uma pequena mesa e pegou um bule e uma caneca, e serviu chá para si – Aceita? – Perguntou, retornando a frente da cama logo após, com ou sem a caneca de Blake.

- Os fragmentos estão profundamente alojados nos seus órgãos. Tentamos magia mas aparentemente não há nada que se possa fazer, e mesmo que fôssemos extrai-los de ti você provavelmente sofreria morte de hemorragia – Ele bebericou o chá quente, que fazia nuvens enquanto subia no ar.

- Embora você não esteja mais correndo risco de vida, sequelas mentais e físicas são inevitáveis – O homem riu, como se estivesse se divertindo com a situação – E ainda há algo mais... Mas deixarei que veja com seus próprios olhos.

Guerra se aproximou da cama de Blake e retirou lentamente a coberta.


Blake havia se tornado uma máquina. A pele tinha sido substituída por metal, revestido. Não eram mais apenas parte de si. Os músculos tinham se tornado aço, o sangue vermelho corria através de pequenos tubos e fios que conectavam as junções de seu corpo, luzes estranhas brilhavam entre os metais. Guerra caminhou até ele e pôs um dedo sobre um botão circular que se encontrava no meio do peito de Blake, então pressionou.

Ele sentiu o controle retornando para si, a trava que mantinha seus músculos rígidos se soltou e Blake podia, novamente, se mover.

- Quando eu te encontrei você não era... Você. O seu outro lado havia assumido, na esperança de te manter vivo, mas nem ele aguentou tanto tempo acordado e quando nenhuma das duas almas suportou tive que... Te melhorar. Ou você iria morrer.

Blake sentia-se estranho. O corpo não estava acostumado com os novos movimentos, alguns eram desleixados e imprecisos, ele sentia o líquido que corria através das tubulações dentro de si. – Pelo lado bom agora você vai poder fumar pra sempre – Brincou Guerra.

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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por Frist em Ter Fev 07, 2017 3:05 pm


Eu via Guerra colocar um maço de cigarros sobre meu peito, mas ainda assim não conseguia mover um dedo sequer para pegá-los. Ouvi a cada palavra dele, as explicações do que aconteceu e não conseguia lembrar de nada daquilo, ainda estava estarrecido com o fato de estar ali a nove semanas e sabe-se lá quanto tempo se passou desde os eventos da atalaia. Pelo jeito eu já não estava junto do grupo nessa missão, tampouco sabia se ainda estava em missão alguma, além de sobreviver.

- Preferia algo mais forte! Tem bourbon? - Apesar da piada, eu realmente preferia um bom whisky do que chá. Ainda mais na situação que ele me disse, tomar chá só me faria sentir ainda mais como um doente e se realmente estava tão próximo da morte, por que diabos teria de tomar algo assim?! Melhor aproveitar o restinho da vida como um bom e velho lobo solitário. Não ia virar um desses velhos babões, mesmo que minhas pernas fossem arrancadas, então bando de demônio, é melhor vocês se prepararem por que nem que eu bata em vocês com minhas bengalas, eu vou sair de suas colas. Quem sabe eu não aprendo a atirar, sempre quis ter uma daquelas "colts" ou "desert eagles", não procurei isso antes, pq sempre fui de usar os punhos.

O pior de tudo, é que eu não esperava nem um pouco o que estava por vir e posso dizer que mesmo minha mente que eu achava forte e minhas costas calejadas já de tanta porrada que a vida me dava, estavam preparadas. Meus olhos se arregalaram mais e mais, conforme a coberta ia revelando meu dorso mecânico. Então queria dizer que agora minha parte humana estava quase inexistente, teria pelo menos me sobrado minha alma como a de um humano?! Guerra continuou suas explicações e ao apertar o que parecia uma espécie de botão no centro de meu tórax finalmente meu corpo parecia se libertar.

Estava diferente, as sensações não eram nem um pouco como as habituais - Então agora não são apenas esses malditos braços que são de metal?! - Disse sério, não sei ao certo se era para Guerra ou para eu mesmo. Me colocava sentado, mexendo cada parte do corpo para experimentar a diferença. Assim que me acostumava um pouco, as pressas levantava a coberta e olhava para o meio de minhas pernas. Ó meu pobre Golias, teriam seus dias de glória acabado? Engolia a seco, até observar o que havia acontecido. No momento estava tão deslocado que apenas me coloquei sentado e encostado na cama. Tomei um cigarro na boca. Risquei um fósforo na lixa e deixei a labareda queimar a ponta do papel.

- O velho lá em cima deve se divertir vendo eu me foder! Por que o filho da mãe foi se aposentar? - Fumei sem pressa, enquanto ainda digeria tudo aquilo. Até um sorriso se passava em meu rosto quando ouvia a piada do homem - Realmente, esse é um lado bom! -

Me sentava na beirada da cama com cuidado antes de tentar ficar de pé. Mexia os dedos compulsivamente por um momento, até dar meus primeiros passos para a janela, sem deixar que meu cigarro caísse, mesmo precisando mordê-lo se necessário - Dizem que para se caçar monstros, você deve se tornar um! Não é? Eu já tinha feito minha paz com isso a muito tempo! Se você me conheceu do outro jeito, já deve ter percebido que eu nunca fui um humano completo! Imagino agora que se eu começar a usar meus poderes do outro cara lá, se essas partes irão se fundir de uma vez como aconteceu com meus braços, quando ainda tentava usá-los para suprimir aquela energia agressiva! - Dizia aquilo para Guerra, para saber se tinha algum conhecimento sobre o que poderia acontecer.

- Eu era um dos guardiões das sombras! Estava em uma missão junto de um grupo de crianças prodígios! Me descontrolei de vez ao pensar ser iminente a sua destruição! Por isso prefiro trabalhar sozinho, assim as merdas que acontecem é só comigo... Será que eles ainda estão por aí?! Nove semanas nesses infernos não é pouca coisa! - Indagava agora sobre meu grupo - Me pergunto se eu ainda vou ter o que fazer a partir de agora! -
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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por A Morte em Ter Fev 07, 2017 4:54 pm


Blake não conseguia ver o rosto de Guerra mas sabia que em algum lugar debaixo daqueles panos ele havia aberto um sorriso em seu rosto. Ele não se moveu um centímetro para ajudar o tal guardião das sombras alcançar a janela, se limitando a encostar-se sobre a cômoda atrás de si enquanto terminava o chá. Queria vê-lo conseguir.

- O “outro cara”, assim como você, está se recuperando. Mas não há mais tempo – Disse calmamente, observando o recém-desperto tropeçar por um breve instante mas se recuperar e alcançar a janela. Guerra terminou a bebida e deixou a cerâmica de lado. - Estamos no Portão do Amanhecer – Disse Guerra. Blake reconheceu o nome, mas o local estava além da área coberta pelos Guardiões das Sombras, nenhum soldado de Valiheim havia alcançado aquelas terras e vivido para contar a história, mas lá estava Blake.

- Vejo que sua memória está intacta – Ele pareceu satisfeito. O Tal Portão do amanhecer era perto do objetivo de seu antigo grupo. Uma fortaleza antiga dos dias em que Lucífer ainda não havia escapado de sua jaula. A estrutura tinha sido forte o suficiente para aguentar todas as décadas que passaram, e ainda hoje, apesar de ser composta apenas por torres e metades de muralha ela estava lá.


Guerra pegou a lâmina apoiada, catou algumas roupas e jogou para Blake, e então  saiu do cômodo – Me acompanhe. É hora de descobrir como você se sai com essa lataria – Disse, tomando rumo. O mato crescia alto ali, havia consumido grande parte das estruturas de pedra antigas, reclamando para a natureza o local. – Seus companheiros ainda vivem, eles provavelmente estão em algum lugar com um de meus irmãos, e a caminho das armas sagradas. Posso te mostrar para onde ir, se quiser.

Ele disse e sacou a espada, que mais se assemelhava a um delicado florete.

- Para onde vocês vão não irão encontrar nada além de destruição... e morte. Os Guardiões chamaram a atenção de todas as dimensões para si, vocês detonaram um dos maiores chefes do inferno e agora cada um deles está pronto para arrancar a cabeça de vocês. Se pretendem brigar, sobreviver, vão precisar de treinamento – Ele disse e se pôs em posição de combate.

- As pessoas acham que você não é uma ameaça. Acham que está morto. Eu penso diferente. De todos eles, foi você quem eu encontrei, e é você que eu acredito que seja o mais importante. Essa raiva é um presente, o que está ai dentro é um presente. Você não pensa como outros homens, você é imprevisível. E isso vai lhe servir bem. Use sua raiva de forma inteligente e eu prometo, garoto, que um dia o mundo irá conhecer e temer Blake o Imortal.

Ele não esperou, partiu para o ataque, com a lâmina levantada, mirando a cabeça do Guardião.

- TODOS IRÃO TE SUBESTIMAR, VOCÊ DEVE FAZÊ-LOS PAGAR POR ISSO!

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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por Frist em Qui Mar 16, 2017 4:10 pm



Ouvia calmamente tudo o que o homem me dizia. Vestia as roupas que me eram dadas e o seguia para fora daquele lugar, realmente nunca havíamos chegado tão longe como os portões do amanhecer, como havia parado ali? Não fazia ideia, mas com certeza eu queria voltar a encher a cara de uns demônios de porrada. Meus companheiros não passavam de jovens que precisariam de toda ajuda possível e eu devia ser suas costas largas para que não joguem suas vidas fora... - Tsc... -

Do lado de fora pude ver a imensa estrutura onde estávamos, uma sombra do que já fora no passado e Guerra continuou a falar e dar explicações, me atualizando de tudo. Eu até iria parar, coçar o queixo, quem sabe até pegar mais um cigarro pra uma tragada, mas ele foi sacando sua espada e por um momento fui ficando sem reação e não consegui evitar de arregalar os olhos ao ver a investida em minha direção. Eu quase hesitei, não sabia se meu corpo responderia, mas mesmo assim forcei com toda a força que achava que tinha um salto para trás. Me surpreendia no que havia me tornado, em tempos como os atuais, eu era uma mistura de eras anciãs com meu sangue demoníaco, um humano sobrevivente ao apocalipse... e para completar agora era uma máquina misturando meu corpo com a tecnologia que eu já esperava que estivesse extinta.

Por um momento parei e observei rápido as mãos e então fitei Guerra, estava na hora de realmente testar esse novo corpo. Corri em sua direção e após me aproximar um pouco, saltei no ar elevando os dois punhos cerrados para o céu e então na descendente os deferi com toda a força para baixo em sua direção - AAAAARG! Vamos ver essas "melhorias" que você me deu de presente! -


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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por A Morte em Sex Mar 17, 2017 6:01 pm


Guerra lançou o corpo para trás, movendo as pernas com firmeza e precisão ele recuou, esquivando do ataque. Os punhos de Blake encontraram o chão e ele notou algo que não havia percebido antes: Sua força tinha sido ampliada centenas de vezes. Uma cratera começava a se abrir no local onde o soco de metal havia encaixado, o pulo que tinha dado momentos antes havia o lançado no ar com uma facilidade anormal.

E ele se sentia muito bem. De certa forma, sentia a falta de seus antigos membros, sabia que as sensações que tinha eram aritificiais, podia sentir cada mecanismo se movendo dentro de si, alternando-se, girando, encaixando, podia sentir o líquido que substituia seu sangue correr por dentro de fendas e preencher o metal.

- Eu disse, Blake. Você é o mais forte dos guardiões. De todos eles - Guerra girou a espada, fazendo um pequeno malabarismo com a lâmina.

O Cavaleiro se pôs novamente em pose de batalha - Três meses dormindo te fizeram enferrujar - Ele brincou - Está na hora de saber. Você deveria estar morto agora, e daqui a pouco todos os seus companheiros irão morrer. Thomas, Aemy, Joker, Myra, Asgard. Todos eles, estão para serem degolados no topo de uma torre no meio do mar. Mas se você conseguir desbloquear todo o seu potencial poderá mudar o curso do destino - Ele balançou a lâmina e começou a lentamente se aproximar - Você sabe quem são os príncipes do inferno, não?.




Pode criar 3 Skills.

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Re: No Rest for the Wicked

Mensagem por Frist em Sex Abr 07, 2017 5:07 pm

Esse corpo novo não era nada mal, minha força estava em um liminar onde jamais alcançaria sem perder o controle antigamente, mas não adiantaria ter tamanha força, se não conseguir acertar meu adversário. Minha magia de meio-demônio sempre serviu para dar boosts em minhas próprias habilidades, por consequência, talvez conseguisse usá-la para fazer isso com minha própria interface humano-máquina-meio-demônio, ai está algo que vale a pena tentar. Realmente estou enferrujado como antes, mas pelo menos da pra usar essas capacidades excessivas de agora.

- Oe, Guerra! Valeu pelo Upgrade, mas se aquelas crianças estão em apuros, não posso ficar perdendo tempo ao invés de ir salvá-las! Vou testar algo novo que só parece possível graças a você! - O outro cara que se dane, se eu sucumbir mais uma vez para ele, meus companheiros finalmente estarão na merda, ainda mais agora com todo esse aparato. Então vou ter que trancafiá-lo e domá-lo depois. Quem sabe quando tudo isso acabar não fuma um belo charuto pra deixá-lo feliz e arranjo umas pelas coxas de mulheres para aproveitar... "Isso se ainda tiver o big joe" Pensava assustado por não ter verificado as calças - Tsc! Qualquer coisa fico só assistindo! - Dizia para tentar me reconfortar um pouco da possibilidade, talvez nem vivesse tempo suficiente para encará-la.

Deixa a energia demoníaca fluir pelo novo corpo, pelos aparatos mecânicos, os biológicos, inundar o fluído que um dia já chamei de sangue. Concentrava essa energia nas costas, nas solas dos pés e em meus ante-braços. queria moldar as partes, como um dia já havia feito com meus próprios braços, mas dessa vez era diferente, abria fendas, estendia o metal de maneira a deixar a energia concentrada escapar, usaria ela não para atacar o alvo diretamente, mas para garanti que o acertasse com meus punhos - Turbo Boost: Assaut mode! - Dizia para mim mesmo, caçoando em como eu parecia um desses androids super-heróis daquelas velhas revistas de quadrinhos, surradas que as crianças liam "Ironia não?".

Parti agora com toda a velocidade que os "turbos" me proporcionavam, usando das propulções das costas como pirncipal meio de velocidade e a dos pés e antebraços(saindo dos cotovelos), para fazer as manobras. Disparei com um soco frontal contra guerra e após o golpe, continuei a propulção para rodeá-lo com rapidez e tentar o mesmo golpe pelas costas e tentei finalizar me atirando para o alto e usando das propulções para finalizar um mortal e um chute de cima para baixo, no limiar do giro do corpo, para acertar o calcanhar no homem que me transformou naquilo. Não me entenda mal, até que gosto do sujeito, ele tem certa classe vivendo nessas ruínas e conseguindo me fazer ser capaz daquilo, em outra situação talvez o pagasse um uisque ou algo do tipo... mas aqui eu precisava é testar minhas capacidades e ir logo salvar as crianças - Aquelas malditas prodígios em arrumar encrenca! - Dizia pra eu mesmo, enquanto me colocava de pé - Então Sr. Guerra! Algo desse gênero ta bom pra dar umas palmadas em Lúcifer?! - perguntava ironicamente.






Nome: Turbo Boost: Assault mode
Descrição: Blake transforma sua própria tecnologia a seu favor, em prol de levar sua velocidade e capacidades de manobras ao limite. Nesse modo de velocidade extrema, a união de sua nova força à mobilidade o transformam em uma verdadeira máquina de guerra feita para combate destrutivo em linhas de frentes inimigas.
Desmontração Ilustrativa:


Nome: Rage Cannon
Descrição: Distribuindo toda sua energia para a sola de sua mão, Blake se tornou capaz de atirar um feixe concentrado de sua energia e raiva, extremamente destrutivo em linha reta, usando de seus turbos nas costas para que não saia voando por conta do grande empuxo gerado pelo canhão.
Desmontração Ilustrativa:

Nome: Stealth boost: Assassin mode
Descrição: Usando da tecnologia de seu corpo e de sua energia demoníaca, Blake faz com que a luz que incide em seu corpo seja redirecionada por entre ele como se ele não estivesse ali, atravessando o nada, lhe conferindo uma camuflagem quase invisível, o que lhe garante o elemento surpresa para confundir os demais.
Desmontração Ilustrativa:

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Re: No Rest for the Wicked

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