Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Dom Abr 17, 2016 1:54 am

Depois de praticar o mesmo movimento repetidas vezes, meu braços estavam quentes e já começavam a ficar dormentes. E mesmo depois de todas as flechas lançadas, o exercito de areia não se distanciava. Mas no momento em que estava começando a me desesperar, a voz de Crowley me liberou daquela angustia que crescia de pouco em pouco. Pude ver uma cidade no horizonte, quase totalmente tomada pela areia em sua volta, Desespero  avançou e subiu uma colina, e sem conseguir prever o que o cavalo infernal faria, senti o ar envolver meu rosto e passar pelos meus cabelos, neste momento pude fechar os olhos e apenas sentir a brisa...quente e infernal.

Abri meus olhos assim que o cavalo aterrissou no chão, mais inimigos, voltei a atirar novamente, automaticamente, apenas pensando em sobreviver, mas antes que pudesse realmente achar que estávamos salvos por um curto período de tempo, uma onda de areia fez Desespero sumir, nos atirando pra frente. Me levantei rapidamente e procurei uma maneira de fugir, só havia uma saída, pular o muro e seguir até o castelo, como o príncipe tinha falado antes de cairmos. Me preparei para pular, mas a voz de Crowley gritando meu nome, olhei para trás e vi ele sendo sugado pela onda, se segurava no chão com todas suas forças.

- Você só pode estar brincando comigo hah... - me soltei da parede e corri até ele - Só vou tentar te salvar,  porque é minha única saída desse inferno.

O puxei com todas as forças que haviam sobrado em meu corpo, meus braços queimavam, a areia era forte demais, mas não iria desistir ainda. Enquanto o puxava invoquei meu demônio encouraçado - Proteja sua mestra, meu fantoche. - caso a areia ganhasse, ele nos tiraria dali.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Seg Abr 18, 2016 10:37 am

Em meu frenesi de poder demoníaco, eu continuei a atacar aquela monstruosidade com minha arma, a cravaando tão fundo em sua cabeça quanto conseguia e aí veio um problema. Não tive força para sair dali rápido suficiente antes de ser pego e agora me via naquele abraço mortal, rodeado pelos enormes dedos que me apertavam fortemente ao ponto de me tirar o fôlego.

- Aaaaargh! - Gritava tentando tomar força para resistir ao aperto, empurrava com toda força que conseguia, tanto com os braços, quanto com as pernas. Onde estava minha arma? Eu preciso sair daqui, procurei com os olhos, agora que aquela cabeça tinha desabrochado em dois individuos, o guarda, antigo dono de sedenta e o outro homem. Malditos, não via a hora ceifa-los e decepa-los.

Quando vi a foice, não entendia direito como funcionava minha ligação c aquela arma, mas ela precisava voltar a mim, sei que minha selvageria era desejo dela, tanto quanto sua mortalidade era um desejo meu.- Venha a mim, Sedenta!- Se me perguntar agora, bem eu mesmo sei por que chamei a arma, talvez fosse um momento de loucura causado pela sensação de esmagamento, mas eu chamei e ansiava para que ela viesse a mim.

Enquanto isso eu continuava a tentar resistir ao aperto e em acessos de raiva até tentava morder e arrancar tachos de carne daquela enorme mão que me segurava.

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Abr 20, 2016 11:51 pm

Myra

Myra se pôs a puxar o príncipe infernal para fora da areia que avançava lentamente sobre ela, quando a onda de terra pareceu estar pronta para engolí-la o demônio se pôs a segurar a areia mas parecia inutil, então ele simplesmente pegou Myra e Crowley pelo braço e puxou os dois ao mesmo tempo dali, e em vez de se dar ao trabalho de saltar o muro o demônio encouraçado partiu em investida contra a parede diretamente, com os dois em suas costas ele atravessou o concreto e os blocos correndo e mesmo depois de já aparentarem estar salvos ele não parou, até que alcançou uma escadaria enorme. Em frente estava a maior estrutura de toda Sarab. O demônio encouraçado pôs os dois no chão.

Crowley a encarou por alguns segundos com os olhos afiados - Tem minha gratidão - Ele apontou para frente - Nossa saída. Vamos - E começou a subir a escadaria. Eram uma centena de degraus e no final uma grande construção feita totalmente de tijolos amarelos, laranja e vermelho, era uma fortaleza colorida, e conforme ela subia os tijolos ficavam roxos também. Os portões eram feitos de barras de ferro que se cruzavam em quadrados e davam a vista do corredor que era conectado ao portão. Quando alcançaram o final da escadaria estavam cansados, era visível em Crowley, era visível em Myra. Ele andou até uma roda na parede e começou a girar o portão de barra de ferro subiu e subiu, até travar na metade.

- Você primeiro - Assim que Myra passou pelo portão ele começou a descer e Crowley se jogou por baixo dele, quase sendo esmagado - Vamos - Crowley caminhva como uma criatura das trevas, como ele propriamente era. A presença dele ali agoniava Myra, ela sentia como se só a existência dele fosse uma corrupção na terra e ainda sim, precisava dele.

Atravessaram corredores peculiares. Um deles tinha as paredes pintadas com desenhos fantásticos, pinturas realistas - As pinturas, elas mostram a vida de um mago chamado Badyr - E ele explicou sobre a vida de Badyr, um pequeno príncipe que supostamente havia vivido naquele castelo em milhares de anos antes. Atravessaram salões, quartos, corredores, masmorras e tudo ali parecia velho e decrépito, tudo parecia ter sido consumido por areia. Quando finalmente chegaram na sala do trono ... Não era realmente o esperado. O trono era totalmente negro e ficava posicionado atrás de uma mesa de madeira, a sala era estreita como um corredor e as colunas que mantinham-na inteira pareciam prestes a cair a qualquer momento mas o mais impressionante é que havia um homem ali sentado.

- Você vem a esta prisão, Príncipe do inferno? - Perguntou o homem encapuzado. A voz era a de um velho que se esforçava para falar mas Myra não conseguia ver o rosto dele. Ela tomou um susto quando um gato branco subiu a mesa. Já havia visto este gato antes, mas onde? ele a observou quietamente, inclinou a cabeça e miou.

- Não sou mais príncipe, luz do universo. Sou agora rei - Ele ergueu a cabeça.

- Não parece menos príncipe do que antes - Observou o tal luz.

- Abra o caminho - Ordenou Crowley

- Sim ... Meu príncipe - Ele se levantou do trono e jogou algo na fogueira atrás de si e as chamas acenderam em azul e verde. Crowley olhou para Myra e ela entendeu que a fogueira era a passagem. Então ele entrou dentro da lareira e sumiu, consumido pelas chamas, teleportado e só restou o homem ali de pé e Myra

- Já nos encontramos antes? ... Alice é você? ... Não, não. Talvez ... - Ele riu - Como se chama, garota? - O velho encapuzado caminhou até ela, ele cheirava a perfume de rosas, era um aroma realmente agradável e Myra viu uma mecha azul de cabelo escapar pelo capuz - Tome, pegue isto, aceite este presente - Ele tirou um colar do pescoço e entregou a ela. O colar carregava uma safira na ponta, reluzente.





Asgard

Sarah sorriu como se aprovasse a resposta de Asgard e deixou que ele subisse apenas acenando a cabeça. Viu pela janela toda a situação que estava acontecendo na Atalaia. Os demônios estavam se reunindo próximo ao local onde estava com Belphegor alguns instantes atrás e atravessavam um tipo de ponte de madeira que haviam colocado de alguma forma lá, eles estavam indo na direção do gigante. Havia outra tropa de provavelmente cem demônios em algum lugar da Atalaia que estava indo também naquela direção. Quando Asgard chegou ao próximo andar ele teve de se segurar na parede. O som do canhão disparando no andar debaixo fez seu corpo tremer. Os primeiros andares eram basicamente idênticos ao de baixo e conforme subia viu mais canhões mas nenhum soldado que pudesse operá-los.

Foi cinco andares acima que Asgard encontrou algo interessante. Era um único Pilar posicionado no centro da sala com um espaço esférico e um buraco para uma chave logo ao lado. Asgard se aproximou do pilar e viu que dentro de sua camisa algo estava brilhando. As mãos alcançaram os bolsos e lá encontrou uma chave. A chave que havia conseguido um dia atrás dentro das criptas, das paredes do abismo no corpo de um suposto comandante da Atalaia, ela agiu como um imã e escapou de sua mão sendo puxada pelo magnetismo do pilar e entrou na fechadura.

E como algo que Asgard nunca havia visto antes a sala brilhou intensamente em azul e o receptor esférico se ativou. Faltava um objeto, um único objeto que ativava totalmente a sala. Novamente Asgard sentiu a torre tremer sob seus pés, os canhões estavam sendo disparados - Você queria me ver e aqui estou - A voz veio do fundo da sala e Asgard viu Loki se aproximando calmamente, vestido na armadura negra. - Deseja saber o quão eu lhe pertenço, o quão é capaz de usar meus poderes? Bem, acredito que se lembra que eu disse que teria um preço. Nesse momento seu corpo é apenas seu mas se eu te derrotar ... Eu passo a tomar controle. E eu estou sempre acordado, Asgard.




Thomas

Thomas correu e deixou a sala para trás de si. Quando percebeu já estava em outro local. Era um lugar a céu aberto, e o céu em cima da sua cabeça era de um azul tão puro que quase ficou fascinado, um azul que não existia nem em Valiheim. O chão abaixo de si totalmente quadriculado em preto e branco e ele se estendia para o horizonte infinitamente como se simplesmente nunca acabasse. De repente viu algo colossal se mover ao seu lado, era do tamanho de um castelo mas não tinha um formato de tal, era feita de madeira e deslizou sobre o chão quadriculado com uma leveza anormal. Então outra peça colossal de madeira se moveu ao seu lado e quase o jogou para o chão, tremendo em quanto caminhava e fazendo Thomas perder o equilíbrio. Ele reconheceu aquilo depois de um tempo. Era um jogo de xadrez acontecendo a sua volta e ele era menor do que uma formiga comparado as peças. Uma delas se moveu para cima dele, e o engoliu.

Despertou com um susto. Estava dormindo em cima de um tabuleiro de xadrez esculpido em uma mesa de pedra e sentiu o déjàvu atingi-lo. A pequena praça era cercada por colinas verdejantes que se acabavam em florestas verdes e vivas, aquilo era tudo que existia ali. Uma mesa de pedra, duas cadeiras e colinas e florestas. Exceto por uma porta levantada no ar.

- Finalmente te alcancei - A voz de Aladiah soou grave e profunda como o oceano, tal como a de Argo fazia. O homem vestia roupas simples como as de um mortal, tinha cabelos arrepiados e desrregulares, cinzentos como seus olhos.


Suas costas carregavam asas magníficas que se moviam de um lado para o outro docemente, apresentando vida e brilho de uma forma que nunca havia visto em Argo. As asas eram como duas velas de vidro, quase transparentes e existia uma luz dentro delas, uma chama interna que dançava perfeitamente, como uma energia inquieta. Aladiah se mantia ereto como um poste, alto como um rei e sem qualquer expressão no rosto - Foi sábio em seguir meu conselho, Profeta - Ele caminhou em volta de Thomas como se o analisasse - Minha missão é te levar de volta ao seu mundo, profeta - Disse ele chamando-o pelo nome que havia sido misteriosamente conferido a ele - Não pertence a esse local ... Não ainda - Ele o observou e apontou para a mão de Thomas, o anel estava brilhando - Temos que sair logo daqui, em pouco tempo uma centena de anjos irão vir caçar você - Ele riu, algo que parecia basicamente impossível para o homem ali - Parabéns Thomas, é a primeira alma a atravessar os portões trancados do céu - Ele riu como se fosse uma piada, ergueu uma das mãos e uma espécie de mapa astral se desenhou no ar. Eram sete desenhos no ar, brilhantes. A grande maioria parecia um planeta, ou lembrava um.


Ele tocou em um dos "planetas" e o tamanho ampliou, mostrando uma centena de pequenos mundos espalhados em volta de um maior, cada um deles era uma pequena luz semelhante a uma estrela posicionada no ar, eram milhares e milhares de luzes azuis todas próximas umas das outras, belas de uma forma que ele nunca havia visto antes e uma única vermelha, posicionada próxima ao centro onde existia uma luz maior e mais forte que todas.

- A luz em vermelho é onde nós estamos - Ele caminhou em volta do mapa projetado em três dimensões - Temos que chegar aqui - Ele apontou para o centro - E de lá conseguiremos ir para ... - O tal anjo fez um gesto de ampliar e o mapa voltou a se focar em apenas sete objetos flutuantes, ele apontou para o primeiro e mais baixo deles - Aqui - Era um dos que era realmente semelhante a um planeta, exceto pelo fato de estar quebrado, desmoronando - É a sua saída. Entendeu?





Aemy

Castiel logo sentiu as limitações de um corpo de uma pequena garotinha. Apesar de ele aguentar a grande quantidade de energia que ele usava muito bem, ele se sentia de certa forma cansado, como se fosse consumido ali dentro mais do que o normal. O som da batalha rugia ali e ecoava para todos os lados como uma sinfonia absurda e medonha, a espada de luz encontrou o punho de Mah'A no último segundo e Castiel se segurou, os pés afundaram na terra negra abaixo de si em quanto o anjo lutava para se manter de pé e mais uma vez disputava forças contra o príncipe, mas o que antes era dificil tornou-se fácil, Mah'A viu o próprio braço que socava a lâmina perder a forma e tornar-se algo líquido e branco. Mas ele não recuou. O braço perdeu toda a semelhança humana que antes teve e a lâmina branca atravessou o líquido viscoso que era aquilo, o braço tremeu inteiro mas Mah'A estava rindo e rindo. Nesse momento ela não deixou de notar que a bandana dos olhos do príncipe infernal havia caído.


- ISSO! VENHA! FAÇA-ME SENTIR VIVO OUTRA VEZ ! - Ele gritou e a mão boa se dirigiu até o braço gosmento e o arrancou brutalmente em quanto saltava para trás. E por um momento o som do abismo ecoou em risadas histéricas e medonhas até se tornarem amedrontadoras. O grotesco buraco do braço se preencheu com uma massa branca e o sangramento parou. - Por quê vocês ainda tentam salvar esses humanos nojentos? não vê que se corromperam a muito tempo? não vê que são a mácula desse mundo? quando essa dimensão estiver limpa faremos dela um uso muito melhor - Ele abriu o sorriso - Onde está seu deus agora? as crianças dele estão morrendo e ele está o que? ... Dormindo? - Mais uma pausa - ME DIGA, POR QUÊ VOCÊ LUTA? - Ele gritou.





Alice, Joker, Blake.

Alice disparou contra a magia paralisada no ar e a cortou com a lâmina de seu pai, a arma encontrou com o objeto amarelo e era como cortar vidro, se quebrava com uma facilidade anormal. Mas antes que a loira pudesse continuar abrindo caminho para alcançar Aegon, Joker disparou na frente. Só havia um pequeno problema que ele notou apenas em quanto estava no ar: A energia cristalizada continuava ali na frente e ele não teve como avançar, teria conseguido recuar a tempo mas estava planando exatamente do lado de Alice e quase foi separado em dois junto ao obstáculo, Alice em uma espécie de reflexo e susto acertou o estômago do guardião com o punho da espada e Joker começou a cair em queda livre mas o treinamento do tenente permitiu que ele aterrisasse em um escombro e ainda sim, tivesse uma visão boa da situação. Estava posicionado não muito abaixo de Alice.

A distração de Alice não permitiu que ela visse a magia de Aegon sendo lançada por dentro da que já estava no ar e uma centena de estacas douradas foram disparadas contra a demônio, ela teve que recuar para a torre e Aegon fez algo mais nojento do que antes. Ele começou a subir para o céu como uma flecha, parte do corpo dele se encontrava conectado ao organismo gigantesco apenas por uma espécie de carne cilíndrica que o consumia até sua cintura. Quando ele alcançou a altura que desejava ele ergueu a mão para o céu e uma esfera de energia se formou em seus dedos.
Mas o processo todo foi brutalmente iterrompido.

Blake se esperniou, gritou e chamou pela foice em quanto era esmagado pelos dedos nojentos da criatura mas quando olhou para ela a arma simplesmente não se moveu um centímetro. Ele viu a energia dela reagir a seu chamado e a lâmina da foice reluzir com o sangue mas não houve qualquer movimentação. Talvez estivesse perdido naquele momento se não fosse pelos eventos seguintes. Uma grande bola de canhão voou na direção do gigante em uma velocidade considerável e se alojou nas costas dele lançando-o a joelhos. A mão soltou Blake e ele teve uma queda livre até o chão.

O monstro absurdamente grande só não berrou por quê não tinha como, e no seu lugar tanto Aegon como seu guarda gritaram de dor. Aegon voltou a se conectar com a cabeça do monstro diretamente e o gigante tentou se levantar mas mais um tiro de canhão caiu sobre ele e jogou-o ao chão fazendo toda a estrutura da Atalaia tremer com a queda. A torre abaixo dos pés de Alice pareceu que ia desmoronar. Quando Blake alcançou o chão ele sentiu o preço que as pernas pagaram na queda mas estava tão anestesiado em loucura e sangue que se levantou do mesmo jeito e viu Belphegor pegar sua preciosa Sedenta, girar e lança-la para o guardião.

A arma fincou-se no chão de pedra da Atalaia exatamente na frente de Blake.

O terceiro tiro veio e se chocou contra uma casa. Viram os canhões posicionados na torre de comando, distantes. Nesse momento o gigante já estava caído mas ele não se levantou. Aegon se arrastou para fora do crânio partido ao meio e puxou seu guarda de lá e nesse momento a carcaça enorme perdeu a cor e vida e começou a se decompor e feder. Aegon estava banhado em sangue junto a seu guarda e os dois começaram a correr pela Atalaia e naquele momento eles pareceram pequenos vermes insignificantes. Correram mas simplesmente não eram mais rápidos que nenhum de seus inimigos e Joker, Blake, Belphegor e Alice os cercaram em uma praça.

- Venham! Venham todos de uma vez! - Gritou Aegon no meio da praça com o guarda sob um joelho a seu lado.





Prazo: 24/04

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Sab Abr 23, 2016 6:03 pm

Castiel estreitou os olhos diante da sensação de cansaço... Seria o corpo da garota ou o ambiente em que estavam? Talvez fosse melhor terminar com aquela luta o quanto antes. Olhou com desconfiança diante das ações de Mah’A de arrancar o braço... Não sabia que tipo de poderes aquilo poderia possuir, mas ele não podia mais aguardar.

- Por que eu luto? – a expressão permaneceu séria – É verdade que Deus não aparece mais, adormecido, talvez morto, ninguém sabe onde ele está. Mas vocês... Vocês é que são a escória. Tanto que os piores se tornam como vocês, não? – as palavras carregavam um sorriso contido e soavam com arrogância.

A espada começou a brilhar com mais intensidade enquanto Castiel concentrava mais e mais de sua energia em sua lâmina, disposto a dar um golpe final em Mah’A.

- Demônios, anjos... – deixou o ursinho encantado de lado, segurando a espada com toda a força de suas duas mãos agora - Vocês todos são egoístas que só pensam em si. Eu sou aquele que luta pela verdadeira vontade de Deus.

Por mais que muitos talvez não compreendessem aquelas palavras, aquilo era a verdade para o coração de Castiel. Era nisso que ele acreditava. É verdade que muitos tinham duvidas, já que Deus não aparecia há um longo tempo, mas... A vontade dele ainda era a coisa certa a se fazer. O anjo ergueu a espada e os pés afundaram um pouco no chão quando ele tomou a força para se impulsionar para frente

- Vamos acabar com isso, Mah'A!

Se aproximaria de Mah’H rapidamente para desferir seu golpe, mas ficaria atento a qualquer contra investida que o demônio talvez fizesse. Queria atingir o demônio com um golpe bruto e potente, próximo, para que ele não tivesse chances de esquivar.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Sab Abr 23, 2016 6:19 pm

Eu me segurava a Crowley como se fosse minha vida, na verdade era apenas minha saída, assim que tudo acabasse eu tiraria minhas conclusões. Meus  braços queimavam e quando pensei que não iria aguentar, meu demônio nos puxa para perto dele e da uma investida na parede, nunca havia me sentido tão orgulhosa de um de meus fantoches, mesmo sendo nojento eu o abracei e sussurrei em seu ouvido um agradecimento, eu sabia que ele não se sentiria nada, afinal estava apenas sendo controlado.

Ele continuou correndo até chegarmos a uma escadaria, nos colocou no chão e desapareceu, o príncipe agradeceu, pude ver em seus olhos que desconfiava de minhas ações mas estava realmente grato. Voltamos a nossa jornada, as escadas eram multicolor e conforme as tocávamos elas mudavam de cor. Quando finalmente chegamos na entrada da fortaleza, ambos estávamos cansados, agora infelizmente não eram apenas meus braços que queimavam. Crowley  ativou um tipo de engrenagem, que fez os portões se levantarem, passei primeiro e ele quase fora esmagado pelo portão, coisa que seria deveras agradável para mim e para o resto do grupo.

Andamos pelos grandes corredores, eram exóticos e belos, um deles contava uma história a qual Crowley me explicou sobre, continuamos andando e chegamos na sala do trono, era estranha e incomum, possuía um trono negro e por incrível que pareça havia alguém sentado lá. Fiquei atenta a todos os movimentos da sala, mesmo que parecesse vazia, eu sentia algo. O homem começou a falar com o demônio que me acompanhava, me esforcei para ver quem era, mas não obtive sucesso, na verdade o que eu consegui foi levar um susto, de um gato branco que havia subido na mesa, tive um breve memória do felino, mas não conseguia me recordar completamente.

Após Crowley ter sua conversa com o homem encapuzado, ele se levantou e lançou algo na fogueira, fazendo chamas se ascenderem, o príncipe me olhou e finalmente compreendi que aquela era a saída, ele entrou nas chamas e já não estava mais lá, havia sobrado eu, o velho e gato. Quando me preparava para entrar o velho falou comigo - Já nos encontramos antes? ... Alice é você? ... Não, não. Talvez ... Como se chama, garota? -  o fitei e o respondi de prontidão, tinha de sair dali - Não me chamo Alice, desculpe não ser quem você desejava que eu fosse, e me chamo Myra...creio que o sobrenome não importe para alguém que o príncipe do inferno chamou de luz do universo.. - continuei parada e o velho me deu colar, com uma safira na ponta, era uma bela joia, e parecia importante para o velho, a aceitei e a coloquei-a em meu pescoço. Fiz uma reverência e entrei nas chamas, levando comigo o aroma de rosas de seu perfume e a memória de seu cabelo azul.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Dom Abr 24, 2016 7:34 pm

Padronizado, é o que somos. Os primeiros andares eram iguais os outros ao qual passei para poder chegar neles, mas acho que isso é para não fazer ninguém que fosse entrar ali se perder ou atrapalhar os que estariam ocupados. Por serem andares padronizados, poderia fazer um grande estrago trazendo todos os canhões e munições para elas poderem fazer um grande estrago, infelizmente aquilo era um plano ruim.

Antes de chegar no ultimo andar, peguei ingredientes para a combustão da explosão que o canhão oferecia a bala, a fim de pensar em algo mais potente, sem contar que a nova moça conhecida poderia fazer a marca e surtir com um efeito maior em demônios... A marca seria essencial para aprender depois. Ultimo andar. Bela vista se não fosse um exemplo de rebelião com uma imensidão de demônios marchando em direção ao maior dentre todos eles. "Indo em direção... Estranho" Pensava comigo, já que eles provavelmente seriam proveniente dele.

Interrompendo todo e qualquer pensamento em que estivesse tendo, um brilho em meu bolso iluminou o lugar, fazendo com que eu colocasse a mão para diminuir a sua intensidade em meus olhos. Sem ver direito, pude sentir ser uma chave, da qual havia me esquecido e provavelmente iria jogar fora se não fosse por aquela situação. Voando até a fechadura, fiquei pensando oque mais poderia faltar para ativar todo aquele complexo, me fazendo a procurar por ali mesmo o que poderia ser para ativar quando...

- Hum... Belas palavras Loki, mas acho que duvidou bastante das minhas capacidades até agora. Não é por nada, mas ja deve saber dos meus desejos e minhas vontades, não me importo de ter você por aqui mas, eu quero o que você já sabe - Dizia tudo com um leve sorriso no rosto, um sorriso de deboche e escarnio. Loki já havia comentado sobre e eu queria isso: Poder. Havia sentido a força que ele me dera, sabia em parte da capacidade que poderia ter se obtivesse ela por completo, e aquela viagem temporal somente fez aumentar o desejo.

- Se precisarei lutar com você, que comecemos logo, ainda tenho planos a executar
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Abr 24, 2016 9:41 pm

Depois de alguns passos largos, tomou ciência de que não se encontrava mais no mesmo ambiente. Olhando para cima, fora tomado por um céu azul maravilhoso que talvez nunca tivesse presenciado igual na terra, onde o mesmo era coberto por nuvens grossas negras e revolto em tempestades. Quando deu por si, notou que o chão aos seus pés era singular. Preto e branco e subitamente, algo enorme se moveu ao seu lado. Não identificou o que era no instante que viu, mas depois de mais e mais “monumentos” surgirem, se deu conta de aquilo era um jogo de xadrez. Estava no meio de um jogo, apenas uma formiga no rompante que era aquela dimensão. E tal qual um ser desprezível, fora consumido rapidamente.

Quando acordou, o tabuleiro de xadrez era sua cama. O local estava revestido por florestas e colinas. Não conhecia aquele ambiente. Destarte o local simples e rústico, erguia-se uma porta acima de sua cabeça e através dela atravessou Aladiah, que lhe alcançou com sua voz profunda e misteriosa. Aladiah também o chamava de Profeta. Aquilo lhe soou como uma confirmação. Então Darwishi realmente tinha um propósito maior. Escutou com atenção as informações do servo de Argo e memorizou os locais por onde tinha de passar.

Thomas deveria se apresentar mais maravilhado com a aparição e com o poder angélico de Aladiah, mas ele não era o primeiro com quem cruzava. Argo era um deles também e todos em terra sabiam disso. Um Celestes que tinha se juntando a causa humana. Um dos principados. Mas se tinha uma coisa com que se maravilhar, era o fato de estar no céu. Saber que existam os anjos – mesmo que estivessem lhe caçando – e que o mundo podia ter esperança. – Compreendi. E podemos ir o quanto antes. Creio que o Céu seja maravilhoso, mas tenho meus soldados na Terra. Travamos uma batalha da qual não posso me omitir. Contudo, antes de prosseguirmos: Deus vive? – A pergunta saiu embargada de esperança.

Se Thomas vivia por um propósito, compreendia de que ele deveria fazer sentido. Thomas queria saber se estava lutando uma guerra justa, com chance de vitória ou se tudo aquilo era apenas uma missão suicida.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Qua Abr 27, 2016 9:25 am

Lutava contra o aperto, usava toda minha força, mas não fazia aquilo necessariamente para não ser morto, e estranho explicar agora, mas naquele momento eu não lutava por minha vida e sim por conseguir alvejar minha arma e poder ceifar aquelas figuras malditas, eu estava realmente perdido em êxtase e furor. A lâmina respondia a meu chamado mostrando um tom escarlate, mas não se movia, estaria acabado ali? Não conseguiria terminar o que havia começado com esse maldito guarda? E ai que veio o barulho e simplesmente a mão me soltando, tiros de canhão foram o suficiente para fazê-lo me soltar e agora eu estava em queda livre e o chão não demorou para vir.

O monstro cedeu aos tiros e as mesmas silhuetas de Aegon e do guarda estavam agora livres do grande monstro e fugindo por entre as construções da atalaia. Não demorou que eu e aqueles que deveriam ser meus companheiros os cercarmos, sim... finalmente... Pareciam fracos e o desafio desesperado de Aegon se mostrava apenas o ultimo rugido de um velho tigre. Não se deixe enganar, esse é o momento mais perigoso de se enfrentar um felino aos pés da morte, mas não tinha o que temer pois eu com minha foice em mãos novamente estaríamos desempenhando esse exato papel... talvez eu devesse arranjar um grande manto negro... é quem sabe.

- AAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Calma velho homem, o prato principal está apenas começando a ser preparado, até agora só estava amaciando e cortando bem a carne! - Não sei por que lambia os beiços e até mesmo salivava, era como se sentisse o apetite da foice através de mim. Não devia deixá-la esperando muito mais, começaria pelo guarda.
- Você deixou cair isso da torre comigo! - Contrai os braços com força elevando a foice a meu lado e prostrei para frente arremessando a enorme arma a fazendo girar no ar na direção dele, voando sedenta, mas não fiquei ali parado para observá-la, eu parti junto dela, um pouco mais atrás da arma, corria ao lado de seu voo altaneiro e esperando para agarrá-la, queria deixar ele pensar que ela o alcançaria, que ou o cortaria, ou ele até mesmo conseguiria a arma de volta... só que não. Eu sei... eu sei... brincar com comida é feio e mal educado, mas eu estava pouco me fodendo para isso, eu queria mesmo é quebrar tanto todos seus ossos, como sua mente e seu coração antes de ceifá-lo, ninguém mandou ele realmente vir a me acordar, agora ele que lide com isso.

E assim, faltando apenas uns dois passos para alcançá-lo, segurei a foice que voava logo a minha frente pelo cabo e sorri - Brincadeirinha! Isso aqui é meu! - E então eu com força brandi a lâmina curva de encontro ao homem, mirava aquele golpe horizontal em sua cintura com força, queria parti-lo ao meio realmente, o velho a seu lado esperaria, a esse filho da puta uma morte rápida seria piedade de mais, o peso da humanidade iria cair sobre suas costas velhas, e não cabia inteiramente a mim de o fazê-lo. - O que foi? Não está sentindo as pernas? Não... Não... Não... Não se preocupe! Vou te ajudar com essa dor de cabeça também, quer ver? Da pra resolver rapidinho!- E finalmente eu o deceparia com mais um golpe seco e brutal. - Você gosta disso né sedente? Aproveite enquanto estamos livres, logo alguém ou o eu mesmo mais chato vai querer acabar com nossa diversão e ai em seu lugar irei brincar mais com cigarros e fumaça, do que com esses pobres coitados! - Sim claro, eu falava com minha arma o que eu mesmo sentia, meu coração ainda lutava para me controlar, mas eu não ia deixá-lo acabar agora com aquela diversão e tampouco ignorava que aquele velho iria apenas ficar parado vendo tudo aquilo e por isso o chutaria mais para longe logo depois do primeiro corte, afinal tinham mais duas pessoas ali contra eles, talvez contra mim também, mas de começo, contra eles e talvez assim eles me deixariam um pouco em paz naquele momento.

- Agora! É sua vez velho, será que você vai precisar dos braços, ou das pernas para o que vão fazer com você logo mais? Hmm... quebrá-los... cortá-los... arranca-los a força?! Como devo prosseguir com isso? -]
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Abr 27, 2016 11:49 pm

ASGARD

- Não nesse ... Plano - E Loki avançou contra ele veloz e preciso se impulsionando para frente e com o corpo mesmo jogando Asgard para o chão, mas antes que ele sentisse a queda sua mente deixou o corpo mais uma vez e se separou. Estava novamente na dimensão que seu cérebro criou, a imensidão branca e sem qualquer coisa material - Escolha sua arma - Loki se afastou e quando Asgard se levantou do chão ele viu estantes enormes correrem por trás de si e se projetarem para todos os lados, elas carregavam armas de todos os tipos existentes, alguns equipamentos que nunca havia visto antes e até mesmo objetos que sabia que não pertenciam a seu tempo. Havia também equipamentos presos em madeira, prontos para serem usados.

- O que você precisa saber ... É que esse mundo ... Essa dimensão tem regras. Similar a seu mundo, tem as mesmas regras básicas, regras como gravidade. Mas o que realmente importa é o que se pode fazer com elas. Assim como no seu mundo, algumas regras podem ser ... - Ele sorriu - Manipuladas ... Outras podem ser quebradas. Entendeu? -

Loki puxou uma espada de sua cintura, era uma lâmina de puro aço vermelho e um cabo simples de faixas de couro, mas ainda sim era bela. Ele ergueu a lâmina para o alto e ela reluziu mesmo sem ter nenhum sol. Os passos ecoavam naquele mundo - Sempre acreditei que evolução vem de esforço, Asgard. Quer poder? venha pegar - Ele fez a armadura pesada e rûnica desaparecer e no lugar uma de couro leve e flexível apareceu. Mas sem elmo. O rosto sarcástico de Loki abriu um sorriso.

- Tem que aprender a usar sua mente, Asgard - E ele avançou mais uma vez com agressividade e velocidade, a lâmina vermelha direcionada para o peito guardião como uma lança.




THOMAS

- Thomas - Ele disse e pôs uma mão no ombro do garoto, Aladiah era alto - Ele está em seu mundo agora - Aladiah fez a mão passar pelo mapa astral atrás de si e ele desapareceu como se a energia fosse puxada para o anjo mais uma vez, então se afastou do profeta e alcançou a porta que estava parada no ar. Ele a abriu e do outro lado Thomas viu uma grande imensidão branca - Tenho uma mensagem para você, Thomas. De Deus. Mas ela só será entregue quando sairmos daqui - Aladiah entrou na sala branca que existia dentro da porta.

Quando Thomas o alcançou o cenário branco começou a se desfazer e tomar forma como magia. A realidade tomou cor diante os olhos de Thomas como uma criação sendo "carregada" bem à sua frente, se projetando e aprontando em um cenário com florestas e uma absurda construção no centro. No momento Thomas reconheceu aquilo como uma espécie de Núcleo naquele local, ali o mundo se distorcia e perdia o formato normal e ganhava um formato ... Avançado. Era uma espécie de Granito flutuante, quadrados e formas abstratas saiam de lá.

- O primeiro momento que esteve aqui ... Aquele era seu céu. Cada alma que alcança o paraíso existe em seu próprio céu, eu o tirei de lá quando o anel o despertou. Isso que carrega em seu dedo é muito mais do que um simples presente. É um sinalizador, Thomas. Tem sorte de eu ter conseguido te alcançar antes dos outros.

Deram alguns passos na trilha rodeada de verde e colorido de flores - Esse é um dos núcleos do Eden.

Imagem :


É por aqui que sairemos, temos que alcançar - Ele apontou para o objeto flutuante e amedrontador que agora estava disparando raios em diversas direções. Caminharam por mais alguns minutos e o céu foi riscado.

O raio caiu na frente dos dois com uma velocidade absurda, e então veio a luz dourada descendo das nuvens e fazendo o ser celestial tomar forma na frente dos dois. Diferente de Aladiah o anjo que ergueu-se em luz tinha três metros de altura, talvez quatro e estava todo vestido em armadura de ouro mas seu rosto era encapuzado - Finalmente o encontrei - Disse ele com a voz profunda e grave - Entregue-me o humano e deixo você viver, escória -

Aladiah não expressou emoção mas Thomas viu que a voz estava carregada em fúria - Nós deveriamos ser seus pastores, não seus ... Assassinos - A última palavra saiu com nojo. O anjo gigantesco não carregava asas nas costas e ficou quieto por alguns segundos, então ele se pôs em posição de corrida e disparou na direção de Aladiah, o primeiro passo foi lerdo como uma tartaruga, o segundo afundou a terra em baixo de si e o terceiro tornou-se veloz - EU SOU VANDRAEL E A ÚNICA COISA A QUAL EU NASCI PARA FAZER É SEGUIR AS ORDENS! - Berrou em quanto corria, e de repente ele começou a ficar veloz e desapareceu deixando apenas um rastro de luz para trás, ele havia corrido na velocidade da luz na direção de Aladiah.

O anjo pequeno não teve tempo de resposta rápido o suficiente e desapareceu junto do brutamonte, reaparecendo metros atrás e afundado na grama com o gigante socando-o por cima. Ele parou por um momento e virou-se para o jovem capitão, ainda em cima de Aladiah. Vandrael ergueu uma mão e disparou uma rajada de energia tão brilhante quanto a que havia levado ele até aquele mundo. Nesse momento Thomas ouviu uma voz familiar, caótica e imprevisível, como uma outra face de si mesmo " Revenge of The Brotherhood: Blood by Blood " E soube que conseguiria fazer algo, mas o que?.  




AEMY

Sentiu algo humano quando mencionou a palavra de Deus, um arrepio desceu pelo corpo de Aemy e Castiel quase se sentiu desconfortável. De fato, palavras tinham poder - Um morto não pode ter vontade - Respondeu Mah'A. E o Arcanjo disparou na direção do príncipe infernal, o abismo explodiu em luz mais uma vez. A lâmina de Aemy alcançou o peito do demônio em quanto ele recuava e rasgou uma cicatriz vertical nele, em quanto a espada angelical de Castiel se encontrava com a carne da criatura e danificava-a seriamente Castiel quase sentiu o gosto da vitória em seus lábios, mas a situação virou em questão de segundos. A gosma branca que o braço tinha virado surgiu de trás do infernal e caiu sobre Aemy como uma onda engolindo um barco. Castiel era veloz, mas nem tanto. A coisa tocou o rosto de Aemy em quanto ele virava a lâmina instintivamente para o alto e separava a massa em duas.


Quando os dois se afastaram novamente metade do rosto de Aemy estava em sangue, assim como parte do cabelo havia sumido no ataque. O olho direito da garota não estava mais vendo nada. E Mah'A começou a escorrer aquele líquido através dos olhos e orelhas, nariz e boca. Ele começou a vazar aquela coisa e ela cresceu atrás dele como um monstro que estava se projetando, ergueu-se alto como uma torre de marfim atrás do príncipe, e naquele momento de nojenta monstruosidade Castiel notou a diferença de poder entre os dois. A simples repugnante existência de Mah'A ali na sua frente era algo fora do normal, e ele não estava nem começando.




Myra

O homem encapuzado não respondeu quando ela saiu dali, apenas ficou a observando se afastar continuamente. Myra entrou na fogueira e começou a desaparecer como papel queimando, mas ela não sentiu nada além da sensação estranha de ser teleportada. E mais uma vez estava no frio, a neve derretia em seus cabeços e braços como se estivesse ali houvesse um tempo, e Crowley estava na frente dela, sentado com as pernas cruzadas em uma cadeira que mais parecia um trono.
A sala onde estavam era pequena e tinha paredes octogonais feitas de tijolo negro, haviam escadas que subiam e uma porta que levava para fora. - Essa é a torre de comando da Atalaia - Ele girou uma faca no dedo e a fincou no chão, então se levantou. - O que vai fazer a partir daqui é contigo, garota. Seu capitão está morto e... - Ele deu as costas para ela - Um de seus companheiros está lá em cima, só tem que subir os andares para encontrá-lo, tome cuidado garota, uma tempestade está vindo aí. Uma verdadeira tempestade - Crowley deixou o local para trás sem mais nem menos, atravessando a porta de madeira da torre e sumindo na neve.
Mesmo que Myra quisesse ela não havia visto para onde ele tinha ido, ela apenas ficou ali parada na sala ... E sentiu a presença dos demônios que estava controlando há um tempo atrás, aparentemente, eles não estava mais sobre o controle da garota e ainda sim ela sabia onde eles estavam. Era uma centena deles se dirigindo para ... Blake e Joker?




Alice

Alice e Belphegor deixaram os dois guardiões para trás junto de Mephisto, e ouviram um grito de suplica antes de sumirem de vez na neve. Um grito consumido de dor. O céu havia começado a se fechar com as núvens pesadas e cinzentas acima deles - Estranho -  Observou o anjo enquanto elas se aglomeravam em um único local acima da Atalaia. Belphegor e Alice encontraram com um pouco de dificuldade o local onde estavam a algum tempo atrás, a espada de Crowley havia cheirado uma entrada diferente, um portão de ferro circular enterrado em baixo da neve, como uma tampa de um boeiro, com o símbolo de uma lua. Desceram por uma escada de degraus por alguns minutos e encontraram uma porta no final dela, a escuridão era absoluta ali mas não era nenhum impecílio para eles. Atravessaram a porta de ferro e chegaram ao corredor onde haviam encontrado Crowley.

O corredor era poeirento e velho, cada vez que andavam ou falavam nuvens de poeira se levantavam para o alto e o som ecoava brutalmente, todas as celas que estavam por ali eram trancadas exceto uma. A que estava em pedaços graças a lamina de Alice, da última vez que estivera ali Crowley havia se libertado só com o partir da porta, agora ele estava ali na frente do local o qual havia saído, vestido todo em branco ele parecia um fantasma, os cabelos loiros desciam por seu peito e o pouco que ele movia fazia reluzir devido a quantidade de prata em seus dedos e sobretudo. Assim que ele viu Alice ele começou a andar na direção da garota

- Muito bem. Já não sinto a energia nojenta de Mephisto, ele continua vivo? - Ele perguntou, quando obteve a resposta pôs uma mão no ombro de Alice e os três se teleportaram. Quando ressurgiram Alice e Belphegor sentiram o estômago revirar como nunca havia feito antes em um teleporte mas daquela vez foi diferente.


O local onde estavam era tão irreal quanto um sonho, algumas coisas eram quase impossíveis de ver de tão embassadas e nada parecia ser sólido de verdade,parecia mais uma ilusão óbvia - Esta prisão é a mais antiga da Atalaia, o que precisavam prender aqui era simplesmente tão obscuro que ela está dentro do abismo, onde nenhum guardião normal consegue alcançar - Ele sorriu - Bom, estava até eu chegar.

O grupo caminhou por um caminho quebradiço, era preciso saltar entre os rachados do chão para que eles não caíssem, e depois de certo tempo até a gravidade pareceu ser alterada, algumas pedras flutuavam e chegar à construção lá na frente não foi difícil. Do lado de fora era um moinho cinzento e caíndo aos pedaços, sem as hélices que giravam no topo. Mas lá dentro tudo parecia ser maior, um salão gigantesco e luxuoso com um corpo no meio. Havia uma armadura sentada em um trono vermelho.

Imagem:


- Meu corpo, ponha-me de volta nele, Bastiel - Bel pareceu se agoniar com aquele nome e deu um passo para frente, caminhando até a armadura e uma centena de círculos se ativou abaixo dele, círculos que estavam protegendo o corpo, correntes douradas se prenderam nas pernas e nos braços do anjo e as asas dele se ergueram como uma tentativa de se libertar, quando ele começou a gritar e ser puxado para o chão as amarras se quebraram e ele explodiu em luz, o salão todo se iluminou e a magia que protegia o trono começou a evaporar em uma fumaça vermelha como sangue.

E Crowley caminhou nobre como um verdadeiro rei, ele andava como se o chão abaixo de si e tudo naquela dimensão pertencesse a ele, quando pôs a mão no elmo da armadura ela se desfez em sua mão como poeira. E toda a armadura começou a cair para os lados, despedaçando-se. Crowley então pôs ambos os joelhos no chão e as asas esqueléticas em suas costas começaram a ganhar vida e as penas passaram a se materializar, ele deixou de ter o tom cadavérico para um tom mais humano e por um breve segundo Alice viu ele como um verdadeiro anjo, com cabelos loiros e olhos azuis calmos e duas asas brancas e brilhantes. Mas antes que ele se levantasse ele caiu no chão de vez, e gritou de dor e horror, os olhos sangraram e tornaram-se azuis morte, os cabelos adquiriram o preto e as asas se enegreceram como óleo negro escorrendo por uma parede branca.

Crowley se ergueu e as roupas brancas cairám de seu corpo, nu ele abriu os braços e sangue começou a rodear o príncipe até se tornar suas vestimentas, vermelhas e negras. Ele respirou fundo como se não fizesse isso em mil anos e os braços se abaixaram ao lado do corpo - Vamos, minha prole - Ele fez um gesto na direção do que havia restado de Belphegor e a poeira se juntou nas mãos dele, ele então lançou-a ao ar e a poeira se restaurou no corpo do anjo. Ele estava suando e sangrando mas estava vivo. As asas de Crowley se guardaram em suas csotas e o príncipe do inferno, vestido com um corpo, com carne, teleportou os dois dali.

Quando saíram do local estavam em baixo de neve e em cima de ossos quebrados e terra negra. Quase não havia luz ali. - Vamos - Ele caminhou e cada passo que dava fazia um crunch no pisar de restos humanso e demôníacos, Alice compreendeu que estavam no abismo, no fundo do abismo - É hora de um breve encontro de família, Alice - Ele subiu uma rocha e apontou para Mah'A que estava posicionado de costas aos dois, além disso, Alice viu Aemy ali ... Mas ela estava diferente, emanando magia brilhante com a de um anjo - Vou deixar que comande, Alice - Ele disse com a voz confiante, esperando ordens. E Mah'A estava escorrendo uma espécie de líquido através dos olhos, orelhas, nariz e boca. Ele começou a vazar aquela coisa por todos os lados e ela cresceu atrás dele como um monstro que estava se projetando, ergueu-se alto como uma torre de marfim atrás do príncipe, não tomava nenhuma forma específica mas se mantinha grande como um monstro, e naquele momento de nojenta monstruosidade Alice sentiu a espada vibrar, pronta para matar Mah'A. Belphegor sorriu atrás da garota - É um anjo. Dentro da pequena, é um anjo - Ele riu, pronto para saborear o sangue.




Blake e Joker

Joker pareceu dormir por meio segundo e antes que pudesse agir Blake já estava à frente dele cortando o guarda, o tenente simplesmente não havia sido rápido o suficiente para impedir que a foice rasgasse metade da barriga do guarda, mas impediu que ela cortasse o no meio. A canção das lâminas gritou quando espada e foice se encontraram brutalmente, faiscando para os lados, um metal riscou contra outro deixando marcas em ambos. O soldado de Aegon caiu no chão com a barriga sangrando, tentando segurar os orgãos pra dentro de si. Joker sentia a força bruta de Blake e lutava para se manter na posição, mas conseguia segura-lo. O tenente escarlate viu que o companheiro não estava em si, e percebeu também como a foice que ele segurava brilhava em um vermelho mágico. A força de dois guardiões competia e se Joker continuasse apenas impedindo a lâmina de Blake ele perderia, não tinha forças para competir contra os braços metálicos e inumanos do capitão da vanguarda, precisava de uma estratégia diferente.

( Agora é o seguinte, vocês postam e eu dou o resultado, simples. Não tem prazo pra vocês postarem, é livre pra postar quantas vezes quiser a treta até acabar, só lembrem que eu não tô contando mais mana nem hp, meu único calculador é o bom senso )

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asmodeus em Qui Abr 28, 2016 8:29 pm

Alice pensou que aquilo seria muito mais fácil e na verdade seria se não fosse o surto de heroísmo de um dos meio-humanos. Por puro reflexo acabou por acertar com força o estomago do menino com o punho de Albeiron, e aquilo foi tempo o suficiente para Mephisto, o covarde, fugir por sua vida. A fúria era tamanha que ela seria capaz de decapitar o ser que havia salvo seu alvo, mas a chuva de lanças de fogo vindo em sua direção a impediria de faze-lo, além do fato do mesmo ter caído para fora do monstro, com sorte sua vingança seria executada pelo milagre da gravidade. A filha de Crowley pensou em tentar bloquear os projeteis com Albeiron, mas eles eram muitos foi obrigada a recuar para o lado de Belphegor. Mephisto parecia tentar lançar uma esfera de energia concentrada contra eles, mas por sorte uma bola de canhão vindo de um lugar desconhecido acertou o torso da monstruosidade e o fez perder sua concentração. Um segundo tiro foi disparado fazendo a besta cair ao chão e levando consigo grande parte das estruturas ali perto. Alice e Belphegor caíram com as estruturas, mas por sortes os dois possuíam asas, mesmo que as da loira não fossem totalmente funcionais ainda serviam para planar.

Ao chegar ao chão mais um tiro foi lançado contra a besta e os homens que estavam fundidos nela saíram de dentro do corpo, conseguiu ver Belphegor jogar uma arma extravagantemente imensa para um dos meio-humanos, achou aquele ato horrendo, seres tão pequenos como eles não mereciam nenhuma ajuda dos superiores. Agora que a parte mais difícil já estava feita, não tinha interesse algum em executar um cão moribundo, conseguia ver o desespero em meio as berros de Mephisto, ele já estava acabado. Virou suas costas e deu sinal para Belphegor a seguir.

- Vamos, já fizemos nosso trabalho aqui, deixe as sobras para os porcos.

Aquilo tudo já havia levado tempo de mais, já estava na hora de restaurar seu pai a sua grandeza. Levaria o “anjo” de encontro ao corpo aprisionado de Crowley, faria oque fosse necessário para torna-lo completo novamente e então assistiria de camarote o futuro rei do inferno botar um fim a tudo aquilo.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Qui Abr 28, 2016 11:02 pm


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A energia no caminho era simplesmente muito espaçada. Não tinha como atravessar por todo aquele cenário tão rapidamente como desejaria, e durante o caminho ainda acabava por esbarrar na própria demônio, sendo atirando contra o céu, em um ataque não mirado contra mim. Maldição à mulher era forte! Mais do que isso, graças aquela atitude Aegon tinha agora tento e força o bastante para continuar a lutar. Ainda se mantinha se desgraçando cada vez mais, em cada novo momento se tornando mais disforme. Mais próximo de seu lado demoníaco. Maldito fosse o homem! Por quanto mais ele deveria se forçar para simplesmente se sentir satisfeito? Não poderia apenas renegar as trevas que ele passava a adorar?

Estava prestes a lançar uma nova carta quando o barulho seco cortava o ar. Uma explosão balística que atingia as costas do gigante e forçava um grito ensurdecedor do velho e do guarda. E uma nova bala era disparada, seguida de outra. Em instantes o gigante estava no chão, irremediavelmente morto enquanto a dupla que já havia lutado tanto fugia. Estavam desesperados e Aegon chegava a gritar em sua voz repleta de medo. Cercados demais para correrem por muito tempo, feridos e doloridos demais para qualquer coisa além de serem presos.Com ambos poderíamos ter informações preciosas do que realmente acontecia. A mulher já desaparecia, mas não havia gostado de sua aparição. Havia muito para descobrirmos. Temia esse desconhecido. Em mãos aproveitava um quarteto de cartas. Hierofantes. Atirava cada uma delas contra Aegon e seu guarda. Uma dupla contra os braços deles uma contra as pernas. Ligaria ambos impedindo que qualquer um dos dois fugisse. Planejava leva-los para o capitão, ele quem deveria julga-los, mas Blake parecia discordar.

Corria a plenos pulmões quando via o que ele planejava. Colocava-me entre ele e os vilões, com a espada em punho. Sua foice corria rasgando o ar precisava para-la. Com ambas as mãos colocaria o peso contra a foice e Blake. Girando o corpo e forçando o ataque para ser travado entre mim e seu alvo verdadeiro. - Os dois já estão rendidos e incapazes de lutar. O que pensa estar fazendo? Acusava-o com as palavras enquanto o forçaria a recuar girando cartas ao nosso redor. Blake realmente teria sido perdido para seu lado demoníaco? Se sim, seria meu dever não apenas levar ambos para vistoria do capitão, como também teria eu mesmo de para-lo. -Abra os olhos guardião. Lembre-se do que é realmente, não no que está se transformando. Quer mesmo cair ao nível desses dois? Tinha a lamina em punho preparado para lidar com os ataques de Blake, precisava a todo custo mantê-lo longe de ambos, antes que ele caísse em um destino que não poderia ser revertido.


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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Sex Abr 29, 2016 1:12 pm

Castiel quase praguejou quando aquela gosma branca quase caiu sobre o corpo inteiro da pequena... Por sorte os danos não foram tão graves e talvez pudessem ser reparados quando aquela luta acabasse. Teve sorte, imaginava que a proteção que havia posto sobre aquele corpo foi o que havia impedido que os danos fossem maiores.

Não pode evitar de sentir uma repulsa ainda maior pelo demônio... Um ataque asqueroso pelas costas, devia ter esperado algo assim, demônios não tinham honra alguma. Diante das palavras dele, Castiel o fitou... A princípio aborrecido, mas depois o próprio anjo ergueu o corpo, orgulhoso.

- Você deve estar apavorado... Já que é algo que não entende... – e ele abriu um leve sorriso com um brilho determinado nos olhos – A vontade de Deus sempre vai existir... Com ele vivo ou morto. A existência dele é tão grandiosa e intensa que sua vontade espalha e é passada para seus filhos, fazendo nossa existência queimar sempre que lutamos por isso.

E, por mais que soubesse do poder daquela criatura do inferno, Castiel se recusou a recuar. Orgulhoso, o anjo se manteve firme e ergueu o braço, a espada em sua mão se desfazendo e dando lugar para sua esfera de energia habitual. Diante de uma criatura como aquela, aquele tipo de ataque parecia mais apropriado.

- Você entende agora? Por que deve temer Deus? A vontade dele está enraizada em tudo o que ele criou e é por isso que ele vive eternamente. Não importa o que você destrua, ele sempre vai estar vivo através de alguém. Criaturas patéticas e egoístas como vocês jamais seriam capazes de algo assim... Seus sonhos e sua vontade, Mah’A, irão desaparecer junto de seu corpo porque sua existência é insignificante no coração de todos aqueles que te seguem.

Estendeu as mãos para frente, preparado para lançar sua energia contra o demônio e impedir que aquela camada branca lhe atingisse. Sabia que aquele poderia ser o último golpe daquela luta, talvez para ambos ou talvez só para ele próprio, mas Castiel naquele momento estava lutando pelo que acreditava. Mesmo que caísse, sabia que suas palavras eram verdadeiras, seu pai viveria eternamente e sempre haveria alguém que carregaria a vontade dele.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Dom Maio 01, 2016 7:08 pm


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Entendia tudo da pior maneira possível. Blake e sua loucura sangrenta estavam finalmente fazendo sentido. Sua arma. Aquela foice escarlate brilhava. Um tom corrompido, repleto de agressividade e de tudo de ruim. Tinha poucas chances de trazê-lo de volta sem livra-lo daquela arma, mas não teria sua ajuda para tal.

O golpe trocado pesava na lateral do corpo. Mesmo com o ímpeto Blake tinha sido rápido o bastante para fazer um rasgo no estomago do guarda. Se desejasse preservar sua vida teria de ser rápido enquanto suprimia Blake. Não tinha tempo a perder, nem energia o bastante para desprender-me de um combate de ampla escala. Precisaria lidar rápido com a força estúpida de Blake. Tinha de ser mais ágil e mais esperto que o guardião. Devia isso a mim mesmo, como em uma contenda clara do que seria caso aceitasse aquele poder a mesma maneira. Se triunfasse como um humano contra a forma demoníaca de Blake, teria algo claro. A humanidade venceria e não precisaria usar-me do lado negro oculto que tinha dentro de mim.

Em um movimento rápido e único apontava para Blake enquanto uma carta era criada e disparada. Não a havia usado até então. Uma estrela cadente que brilhava pelo céu até se tocar com o peito do homem. A décima sétima carta. A Estrela que assim que tocasse Blake por um segundo que fosse o forçaria para trás. O empurraria direto contra a marca de uma parede distante. Não precisava de muito apenas o bastante para poder desvencilhar-me daquela prisão de armas.

- Se é assim que deseja prosseguir. Que seja! Mantinha a espada em riste, apontada como um dedo acusador contra Blake. - Oito cartas. Com apenas oito cartas isso vai ter um fim Blake.

O homem era uma fera a essa altura, não precisaria me esforçar para que ele viesse até a mim. Não poderia competir com ele em força bruta. Não sabia o estado de sua mente no momento. Precisaria de meus truques. Precisava de magia. Daquela que faz crianças se apaixonarem perdidamente quando menores e não das que matam demônios. Inspirava fundo. Sentia o coração aos saltos. Cada batida ecoando dentro de minha cabeça. Era hora. Criava outra carta na ponta dos dedos. A décima oitava carta. Lua. Aproximava a carta de minha testa e deixava a magia fazer seu efeito.Ficaria pronto, preparado para no pior dos casos ainda precisar abaixar-me para sair do alcance de qualquer ataque que Blake jogasse contra mim, mas estaria parado. Esperando um único momento. Uma distração quem sabe. Ou outro surto que o fizesse voltar-se a golpear a dupla caída no chão. O que viesse primeiro.

Giraria e brincaria na escuridão. Esperava o momento perfeito para o bote. Se Blake não andasse, contê-lo seria muito mais fácil. Tinha meu alvo como uma de suas pernas. Qual delas não me era importante. Apenas inutilizar uma das duas. Esperaria a falta de noção sobre minha posição e estocaria de cima para baixo com a espada. Mirando em seu joelho ou na parte de trás de sua perna. Manteria o ferro de minha lamina preso em sua articulação para que mesmo caso ele não sentisse dor. Ele ainda tivesse o membro travado. Giraria a espada e a manteria fixa. Depois poderia cura-lo, no momento o que importava era para-lo para em seguida me afastar.

- Deixe-me contar uma história Blake. Uma que me contavam em minha infância. Uma sobre um leão e um homem.



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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Qua Maio 04, 2016 11:50 pm

Acompanhando o movimento de Loki, desviava como se ja soubesse seu movimento, mas já estava ali pronto e concentrado para enfrenta-lo com toda a força e da unica e melhor forma que sabia lutar, como um caçador.

- A mente é o mais utilizo Loki, já deveria saber. - Aquelas palavras eram meias verdades, pois pensava até o limite das possibilidades que as situações me proporcionavam, mas agia de formas imprudentes assim que algum pensamento me agradasse, não pensando claramente nas consequências, a menos em uma caçada. Estava no posto em que estava por conta disso, e tudo que me fez levar até ali foi graças a habilidade de caçar e fazer de um combate como caça. Poucos entendem a forma como pensava em relação ao combate quando faço a comparação, mas em uma luta caçamos os pontos fracos do oponente para que ao menos o imobilizemos, e esse é meu trunfo.

Era uma dica valida, mas já imaginava algo para ver se teria algum tipo de controle sobre aquele ambiente. Se a força da mente fosse efetiva, uma espada apareceria voando em direção de minhas mãos, saída de uma das estantes cheias de armas, em seguida arremessaria em Loki e faria isso novamente até conseguir transformar no local, um ambiente em cheio de armar para ser pegas ainda mais fáceis, mas ainda sim, um campo difícil de se movimentar se pisando pelo chão e, talvez, voando, se o que imaginasse funcionasse.

Caso eu estivesse voando nas ideias, pularia nas estantes para agarrar uma lança e uma espada curta, sem perder a atenção em que tinha sobre Loki. Arremessaria a lança em Loki assim que pegasse, já mirando pegar outra para poder combater quando ele desviasse da primeira. A espada curta era apenas uma distração.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Sex Maio 06, 2016 7:04 pm

Deus estava vivo e na terra, por entre os seus. Thomas exibiu um leve sorriso de satisfação por ouvir aquilo. Ele agora sabia que não lutava em vão, que tinha um propósito e que não estaria sozinho na sua árdua caminhada. Nos momentos que precisou, Ele estava lá para lhe ajudar nas suas provações. Satisfeito com o que ouvira e ansiando pelo recado que iria lhe ser direcionado, Thomas seguiu Aladiah e se deparou com um outro ambiente totalmente diferente do anterior. Enquanto o anjo na sua frente lhe explicava os conceitos por trás do Éden, Thomas se permitiu voltar aos primeiros anseios que sentiu quando estava no seu próprio Éden. Seu pai e sua mãe. Então eram assim que seriam recompensados os justos? Ao menos sabia que a morte ali não era o fim e sim apenas o começo.

Interrompeu seus pensamentos quando Aladiah lhe mostrou por onde deveriam sair. O local não parecia tão amistoso naquele ponto e o anjo nunca disse que seria fácil. Pra melhorar a situação, a primeira dificuldade apareceu logo em seguida, no formato de um poderoso combatente que clamou ser Vandrael. A conversa entre ele e Aladiah fora curta, não dando tempo para Thomas compreender a origem do ódio entre os supostos dois anjos. Quando deu por si, Aladiah tinha sido rendido e Vandrael estava erguendo seu braço para dar cabo de Thomas.

Naquele momento, por apenas um segundo, Darwishi pensou que toda a sua oportunidade de regressar ao plano material tinha acabado. Iria falhar ali. Iria falhar duas vezes. Antes, porém, num plano adjacente, sentiu o tempo parar ao seu redor. Sentiu uma voz em sua cabeça com uma risada sarcástica. Podia sentir ser observado por olhos num tom caótico. E aquilo, de alguma forma, era ele. Era um lado que ele não conhecia, mas que advinha do seu subconsciente. Um lado adormecido, talvez do passado ou quem sabe do futuro. Não entendia como se dava a passagem de tempo naquele local, mas Thomas sentiu que não era o fim. Que podia fazer mais.

Ouviu as palavras. Sentiu o poder fluir do seu corpo, mesmo que não o conhecesse e simplesmente não se moveu nenhum centímetro. Ficou ali, estático e se Vandrael prestasse bem atenção naquele momento, veria que no rosto de Thomas existia um sorriso débil. Um sorriso de quem não perderia.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Sab Maio 07, 2016 4:35 am


válido pro post todo, bjs.


( PROFUNDEZAS DO ABISMO PARTE 1 )

Castiel ergueu as mãos da pequena profeta e preparou-se para um golpe final, carregado de poder e ... Morte. Castiel sentiu o cavaleiro próximo a si, balançando sua foice de um lado para o outro, pronto para ceifar mais algumas vidas. Ao menos, se caísse, levaria um dos príncipes do inferno consigo e o anjo sabia que nenhum demônio era capaz de sobreviver à chama do senhor todo poderoso. Mah'A riu em quanto se deformava - De que serve um deus que vive dentro de ti ? - A energia sagrada começou a se projetar - Se ele sempre irá te abandonar! - E gritou enquanto Mah'A avançava correndo na direção de Aemy, a energia chocou-se contra a gosma branca que se colocava para frente , servindo como uma espécie de armadura. Ambos os poderes se chocaram, a luz que queimava a existência separava as partículas brancas e cortava buracos no escudo do príncipe e ainda sim ele não parou de avançar. Castiel sentiu a fraqueza nos braços, no corpo, no receptáculo.

Os braços pesaram, apesar do anjo não sentir dor ele sabia da necesseidade de um descanso. E Mah'A o alcançou, toda a deformação que havia sido formada de seu corpo tinha sumido com a energia de Castiel, metade do príncipe estava totalmente queimada como se ele tivesse sido atingido por um raio.


As mãos dele ergueram a garotinha pelo pescoço e ela começou a flutuar no ar, e de repente não conseguia mais respirar. Castiel por um segundo realmente ouviu a lâmina que cortava o ar, a arma que ninguém mais podia ver. A arma da morte.Ele sabia que não iria para o céu, afundaria no mais profundo dos infernos se morresse ali, não só ele, mas Aemy também. E ele sentiu a mente conectar-se com um outro ser angelical, segundos antes da mente começar a se preparar para quebrar em pedaços - O caminho do justo está cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos perversos. Bendito é aquele que, em nome da caridade e da boa vontade, pastoreia os fracos pelo vale das trevas, pois ele é verdadeiramente o protetor de seus irmãos e o salvador dos filhos perdidos. E Eu atacarei com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos - A voz tomou uma pausa e riu, melancolicamente - E você saberá: meu nome é o Senhor quando minha vingança cair sobre ti - A energia solar desceu dos céus como um tiro de canhão projetando-se sobre a cabeça de Mah'A, torrando-o por completo. Então desceu mais uma vez em segundos, e novamente. E de novo, queimou, queimou e queimou suscetivamente. Os pés de Aemy alcançaram o chão novamente quando o processo acabou e só restou o cheiro de carne queimada subindo.

- Filho da puta - A voz esganiçada de Mah'A gritou. E a casca que cobria sua pele se desfez, revelando sua verdadeira pele. Castiel teve que se assustar, nada até aquele momento havia ferido ele realmente. Ele estava inteiro, as asas verdadeiras se abriram no ar e ele se espreguiçou - Hora de acabar com isso de vez - Ele se virou para observar quem havia o atacado. Um anjo loiro exibia as asas brilhantes - Bel - Ele se apresentou, curvando-se.





( PARAÍSO - PORTÕES DE DIAMANTE )

Thomas sentiu quase como se sua personalidade tivesse mudado por um segundo, que sua mente tivesse sido consumida no exato momento que a energia angelical foi lançada a ele, mas dessa vez ele não temeu e nem sentiu seu corpo desfazer, dessa vez ele revidou. Os olhos de Thomas captaram um garoto pousando uma mão no ombro do anjo musculoso e cheio de armadura em quanto este atirava em Thomas toda aquela energia e o jovem capitão teve que rir como se tudo fosse uma piada que só ele entendesse. A luz chegou à Thomas e entrou em seu corpo exatamente como da última vez quando tinha sido pulverizado, mas ele não sentiu nada, seu corpo brilhou como uma lanterna e apagou exatamente como se estivesse recebendo e liberando, em seguida o Anjo enorme se desfez igual um castelo de areia se desmanchando, ele queimou dentro da armadura dourada e caiu de lado, quando Thomas olhou novamente Neil já não estava mais lá.

- Interessante - Alad levantou com o rosto meio sangrando e bateu as mãos nas roupas, aquela expressão dele parecia ser imutável mesmo com o ferimento sangrento sobre a têmpora - Você está aprendendo, Thomas, está descobrindo como usar o poder de um profeta - Ele começou a caminhar rápido - Venha se continuarmos aqui por muito mais tempo outros o acharão - Quando se aproximaram da construção absurda que centralizava o local Thomas pareceu ser puxado para dentro dela com força, sugado. E estava em um túnel feito puramente de fios longos e prateados, o chão era instável e ele afundava toda vez que pisava, era uma ponte instável.

- Não se perca de mim aqui, é a passagem para a outra parte do céu, a saída. E Thomas, cuidado com o que vê - Ele começou a andar e sumiu como uma fumaça, o que restou fora apenas a sua voz ecoando nos ouvidos do profeta e permitindo que ele conseguisse avançar. O capitão não teve como não ver as imagens que se formavam a sua volta nas paredes do tunel, viu um planeta inteiro queimar em chamas azuis que em alguns segundos se tornaram púrpura, viu um ser embaixo do mar, trancado e viu uma lâmina de prata, junto a uma coroa também de prata.

Quando terminou de ver as imagens já estava do outro lado.  Havia um portão na sua frente, enorme ... Mas estava quebrado em milhares de pedaços. Ainda sim Thomas quase conseguia ver sua forma antiga, dourado e magnífico, rodeado por pilares brancos adornados em ouro - Esse era o portão para o paraíso, Tom - Ele olhou para o lado e viu Argo ali em pé, só ele o chamava daquela maneira. Ele e Maes que o chamava de Tommy, como se ainda fosse apenas uma criança. Aladiah se pôs na frente do portão. O céu acima deles não era azul, era amarelo e laranja com nuvens rosadas, vez ou outra Thomas conseguia ver um raio vermelho riscá-lo de forma magnífica. Toda a cidade ali em volta era mais magnífica do que qualquer coisa que tinha visto, e ainda sim, ela estava em ruínas.

- Tom ... Precisa usar seu anel para atravessar aqui, tome muito cuidado com ele. A armadura que você carrega, ela é conectada ao anel. É capaz de armazenar energia até um certo ponto e libera-la, você só tem que descobrir como o fazer - Ele parou de falar por um momento e ergueu a cabeça para contemplar o antigo portão caído, pondo uma mão sobre o ombro de Thomas e dando uns tapinhas de leve, como fazia antigamente - Vê que está quebrado, não é? isso significa que nenhuma outra alma irá jamais voltar a atravessá-los, pelo menos não por enquanto. Ou seja, se algum de vocês morrer, ou mesmo você ... esse anel ... Carrega o último resquício de energia do portal - Ele se pôs em um joelho. Até, Tom, saiba que sempre acreditei em você - Argo se afastou - Essa não é uma despedida, certamente. Uma vez que a guerra aqui em cima acabar, eu prometo-lhe. Descerei até seu mundo com todo o exército de deus - E Argo abriu suas quatro potentes asas e alçou voo. Thomas não deixou de reparar. Quatro asas, ele havia conseguido mais duas. Só restou Aladiah e o profeta, Thomas viu uma centena de riscos cortando o céu, não eram raios como da última vez, pareciam estrelas cadentes despencando, ou até mesmo meteoros. Mas eram anjos, centenas de anjos desciam o céu até ali - Estão vindo, a guerra aqui está para começar. Vamos, agora - Ele esperou Thomas erguer o anel e abrir o portal azul, era minúsculo mas suficiente para conseguir atravessar saltando, como se atravessasse um anel.
Quando Thomas acordou ele estava caindo.




( PROFUNDEZAS DO ABISMO - PARTE DOIS )

O profeta desceu dos céus como uma estrela despencando, queimando em chamas que não eram capazes de feri-lo ... Ele era as chamas. O vento que corria por seu rosto era quente apesar da neve cair junto a si, Thomas contemplou a Atalaia vista de cima e conseguiu ver seus companheiros, todos eles. Foi só quando ele se inclinou para a entrada do local, onde a ponte havia despencado que ele notou que não controlava o corpo, apenas caia com uma velocidade anormal e cada vez mais rápido, mas quando atingiu o chão neve, poeira e terra saltaram para todos os lados abrindo uma cratera abaixo do jovem capitão, renascido - Vá, Profeta, emprestarei o que resta de minha força -

Cada membro de seu corpo, cada fio e cada músculo que sentia pareciam tão reais que quase quis chorar, mas a coisa mais gloriosa que sentia existia dentro de si. A chama que queimava em sua alma, poderosa. Sabia que Aladiah o acompanhava, dentro dele. Não se lembrava de ter aceitado ser um receptáculo, mas teria o feito em algum momento inconsciênte. Sentiu a retomada súbita do controle de si mesmo - Faça-o pagar, consiga sua vingança, Thomas - A voz do anjo ecoou em sua cabeça e Thomas sentiu que era capaz de materializar a armadura, mesmo que ela houvesse se deteriorizado e sabia que tinha a espada embaiada nas costas.

Aemy sentia o poder que exalava de dentro do garoto que havia acabado de renascer, viu que um anjo residia dentro dele e as três mentes se conectaram quase que automaticamente, os movimentos sincronizados e calculados com uma precisão admirável, sentiram a energia emanar um do outro e Aemy conseguiu despertar mais ainda seu poder, sentiu que um dos limites do corpo da garota haviam sido quebrados enquanto estava perto dos outros dois que carregavam energia sagrada.

À frente de Thomas estava a outra profeta, Aemy brilhando e abrindo asas e reconheceu a existência de algo a mais nela, não era simplesmente a mesma garota. Viu também um jovem loiro que assim como ela, exibia as asas poderosas e mais importante ... Viu Mah'A no centro do ciclo, rodeado pelos três e intacto, então o tal príncipe começou a falar - Antes de começarmos... Alguém quer se retirar? -   O príncipe infernal lançou um olhar para Thomas, tentando entender a presença do garoto ali em seguida lançou outro olhar para Belphegor - Vi os dois morrerem diante meus olhos ... Bem - Ele riu - Não importa, nem mesmo três anjos são capazes de me vencer - Ele abriu os braços e girou como se falasse para uma plateia - VENHAM! - E esperou imóvel um movimento dos três, a batalha finalmente começaria de verdade.


* A resolução tá meio bugada pra caber, só puxar pra uma outra aba pra ver bonitinh *




( A MENTE DO GUARDIÃO )

A espada flutuou na direção de Asgard com leveza e rapidez, encaixando na mão dele perfeitamente, e quando a arremessou ela cortou o ar na direção de Loki e passou rente a ele, o deus apenas deu um passo para o lado e a espada passou diante de seus olhos, ele abriu um sorriso - Ótimo, vamos começar -
As espadas que Asgard lançava choveram sobre a cabeça do inimigo, a facilidade em controlar aquilo era por um momento tão grande que não só algumas espadas sobrevoaram o suposto deus, uma centena delas reagiram ao chamado de Asgard, era quase que literalmente uma tormenta de espadas caindo e fazendo o cenário branco se tornar cinzento e metálico, foi depois de alguns segundos que o guardião viu o resultado. Uma nuvem de poeira se levantou quando o metal parou de se chocar contra o chão. Mas não houve sangue, a contraparte de Asgard se manteve ali, imóvel. Loki e mais duas versões de si, como clones se juntavam para criar um escudo enorme de energia, algumas armas estavam penduradas nele como galhos e algumas haviam sido lançadas metros de distância.


Asgard se lançou nas estantes e viu a gravidade se quebrar diante de seu próprio corpo, ele voou não como havia feito antes, voou literalmente quebrando qualquer regra existente - O último cara que vi fazer isso vestia uma cueca em cima da calça - Riu Loki. Quando a lança chegou a ele os clones deram um passo para trás e o escudo se desfez, Loki rodou em volta de si mesmo e pegou a lança no ar, o giro de seu corpo continuou e ele lançou-a devolta para Asgard, acertando do lado dele, a arma tinha chegado ao guardião na velocidade de um raio. Loki ergueu uma mão na direção da estante e ela se virou fazendo as milhares de armas caírem, mas elas se soltaram a avançaram na velocidade de uma onda, A estante não simplesmente virou, o mundo inteiro virou com ela e de repente tudo estava ao contrário, o capitão da caça se manteve preso a estante que agora era o chão, e o que antes era o chão se tornou o céu.


E quando ele entendeu isso por completo Asgard começou a cair, como se a gravidade estivesse empurrando-o para baixo, enquanto isso Loki se mantia preso ao chão. Era como estar dentro de um cubo mágico, sendo girado uma centena de vezes.Ainda enquanto o guardião caia o tal deus avançou contra ele como uma flecha, Loki estava adaptado aquele local e por isso ele corria no ar como se pisasse em algo sólido, ele segurava uma espada de fogo pronta apra ser brandida contra o corpo de Asgard.




OFF: Myra depende do Spark assim como Gregar depende do Frist, entãoooo PRAZOOO > 14/05

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Seg Maio 09, 2016 1:36 am

Sai do suposto portal e apareci em uma construção familiar, Crowley estava sentado em um trono, mas assim que apareci ele se levantou  dizendo exatamente onde estávamos, como tinha desconfiado era uma parte da atalaia. Ele me atualizou dos acontecimentos, e quando ouvi que o capitão estava morto, perdi os sentidos por alguns segundos, desesperada e temerosa, confesso que havia perdido em parte minha fé,e assim como antes suas palavras me trouxeram de volta ao local.

"Um de seus companheiros está lá em cima, só tem que subir os andares para encontrá-lo, tome cuidado garota, uma tempestade está vindo aí. Uma verdadeira tempestade"

Suas palavras me deixaram confusa, mas antes de poder perguntar qualquer coisa, ele desapareceu na neve. Sem escolhas do que fazer, subi as escadas o mais rápido possível e me deparei com o bode, ele estava coberto de sangue, inspecionei e deduzi que aquele sangue com certeza não era dele. Me afastei um pouco e toquei seu ombro - Spark...o que está acontecendo? Cadê os outros? - olhei ao redor e só podia ver e sentir o caos, ainda sentia os demônios que estava controlando antes, mas esse controle já havia sido desfeito, eles seguiam para Joker e Blake. Sem saber o que fazer olhei para o bode azul - Tenho que ajudar nossos companheiros, você vem comigo? Não sei exatamente onde estão, mas posso senti-los... - disse apontando para a direção onde podia sentir os demônios.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Sab Maio 14, 2016 1:00 pm

- ahahahaha... Ele acha que me surpreende - Caia rindo da situação e da reviravolta que Loki impôs, ainda mais colocando clones para protege-lo. Mesmo que conseguisse aceitar toda aquela situação, era difícil desvincular dos fatores da realidade que já conhecia e por isso acabava impondo ali também. Manter uma verdade que a mente não aceita por completo gastava mais força do que imaginar o que queria ali e foi nisso que me ajudou a lembrar de meu mestre enquanto ainda estava na tribo.

"Calma e leveza. Esvaziar a mente. Paz de espirito. São tudo a mesma coisa, mas quando alcançar esse estado, os limites da mente não existirão" Era a frase de meu mestre antes de eu ir embora de lá. Repetia isso constantemente até sentir atingir o êxtase da calma e simplesmente me fazer parar de "cair" em direção ao que via ser o céu. Sentia o corpo mais leve, os últimos pensamentos se esvaindo, e os instintos aflorando como poucas vezes já havia feito. Estava me colocando na maior forma de concentração que conhecia, na forma que me fez conseguir enfrentar tantos demônios quando nem ao menos tinha conhecimento sobre eles, na forma que me fez virar um guardião.

Quando Loki atacasse, esquivaria colocando no meu lugar uma ilusão da minha imagem, e me posicionaria logo a sua lateral segurando seu pulso ao qual empunhava a espada e socaria suas costelas de forma rápida, precisa e de grande impacto, com intuito de atravessar seu corpo.

"Olhos sem qualquer expressão, assim como seu rosto. Uma aura de inexistência. Sem cheiro, som, nada. Somente o olhar da morte para você, como se a foice dela estivesse trabalhando para que seu alvo não sentisse o desejo de levar almas que a morte emanava." Era o que sempre escutava quando encontrava minha calmaria, e provavelmente Loki visse isso, mas não sabia se funcionava contra deuses, ainda mais com as habilidades dele.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Spark em Sab Maio 14, 2016 10:08 pm

Estava mais calmo. Tomou bastante tempo BASTANTE para se concentrar e por seus pensamentos no lugar. Parte da raiva que sentira ainda estava dentro de si, mas não era o suficiente para fazer atacar um amigo, o demônio havia escapado por entre suas patas, tudo que restara eram um punhado de cinzas e um colar de pedra vermelha. Não confiava muito em um item de origem infernal, mas guardaria consigo para estudos posteriores, amarrou a corrente do colar em seu braço esquerdo tomando todo cuidado para não tocar na pedra, já que não sabia se a gema guardava algum tipo de magia negra ou maldição.

Seu pelo roxo ainda estava rubro com o sangue seco do demônio, se preparava para voltar a batalha quando Myra adentrou a torre.

- Spark...o que está acontecendo? Cadê os outros? -

Estava se esforçando para não mostrar sua raiva e agir de forma civilizada, já havia perdido tempo de mais sendo um animal.

- Eu... não sei, tinham muitos demônios e eu não consegui me controlar... Um general! Tinha um general deles aqui! Eu tentei interroga-lo mas ele não aguentou meus métodos e “morreu” só sobrou isso aqui. – Spark levantou seu braço aonde havia prendido o colar. – Eu não sei para que serve, mas irei descobrir.

Estava sorridente e animado, como um criança, ou pelo menos parecia estar. A pergunta de Myra não o agradou muito e seu sorriso logo foi mudado para uma expressão séria:

- Não, Spark tem outras coisas para fazer... Coisas para descobrir.

O sátiro esperaria a menina sair da torre então iria andar pela atalaia em busca dos soldados feridos, queria indaga-los sobre oque havia acontecido nesse tempo que estava isolado dos outros.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Frist em Sab Maio 14, 2016 11:32 pm


Podia sentir através de minhas mãos o êxtase que Sedenta experimentava ao cortar a carne daquele, parte por... Até a arma se chocar com algo que não era macio. O mesmo homem que havia lutado com o gigante me impedia agora e por mais que forçasse a arma contra ele, ele parecia estar obstinado a não deixá-la terminar o percurso. - Tsc! - Ele falava coisas que não conseguia discernir direito, estava me irritando, se ele não iria sair dali, seria mais uma das refeições de minha foice.

Porém, antes mesmo que pudesse fazer outra coisa uma carta ele fez surgir e algo veio contra meu peito me forçando para trás. Não pude manter o golpe, uma vez que tive de mudar o foco de minha força para não ser arremessado por aqui. E foi nesse meio tempo que levei para me livrar daquilo que ele sumiu de minha vista, algo me dizia que ele ainda estava ali e que aquilo devia ser outro truque, não me importava, agora eu iria acertá-lo e por isso segurei firme o cabo da foice, pisei forte contra o chão ao ponto de levantar um bocado de pó de toda aquela destruição ao redor e golpeei com ela o ar em arco, mas não acertava nada.

Repeti o golpe algumas vezes e nada, aquilo começava a me dar raiva, não era possível, ele estava ali, eu tinha certeza. Foi nesse momento que tive um momento um pouco mais lúcido em pensamento, eu fechei os olhos e comecei a me concentrar em meus sentidos, no estado em que estava eu conseguia sentir o gosto do ar até, então tentaria encontrá-lo, nem que fosse pelo som de seu coração... Mas não foi preciso. A dor quase prazerosa de sua lâmina fincando em minha perna e depois torcendo ao ponto de travar meu joelho, o homem agora havia se afastado e começava novamente a balbuciar coisas, até queria prestar atenção, mas sabe o momento lúcido que acontecia, pois é... foi apenas um lampejo e agora um sorriso de orelha a orelha deformava meu rosto novamente - HAHAHA... A C H E I VOCÊ! -




Agora era minha vez de fazer ele sangrar e ele estava em minha mira, levei a lâmina da foice a espada dele, por onde sangrava e deixava meu sangue inundado por magia demoníaca escorrer pela lâmina... - Bebaaa... agora é nossa vez! - E enquanto seu brilho escarlate irradiava mais, sua base já se deformava em uma espécie de apoio, esse que eu coloquei ao chão e usando como se fosse um de meus membros, usei para me propulsionar contra o inimigo a toda velocidade que conseguia e enquanto me aproximava já agitava "Sedenta" no ar fazendo outro corte em arco, mas dessa vez não ia deixar que ele escapasse tão facilmente e por isso o arco era diagonal, pois mesmo que ele esquivasse desse golpe, eu não ia deixar barato. O fim do arco fincou a arma no chão e usando seu cabo como haste eu redirei o movimento de meu corpo ao redor dele(Pole dance?!) e desferi um soco em direção ao estômago dele, sabe o ar em seus pulmões? Então, eu arrancaria o dele!!

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Maio 15, 2016 2:30 pm

Por apenas alguns segundos, Thomas não era Thomas. Sentiu aquela energia tomar o seu corpo, mas nunca estivera tão calmo como naquele momento. Parecia que o caos dentro de sua mente, de uma forma bem paradoxal, encontrava conforto em suas ações. A energia chegou em seu corpo e Thomas brilhou por inteiro, apagando logo em seguida. Quando abriu os olhos, antes de ver que o Anjo combatente havia desintegrado, Thomas podia ver a si mesmo. Podia ver uma parte sua ali, tocando no ombro daquele anjo. E naquele breve momento, naquele segundo antes dele desaparecer, os sorrisos dados por ambos foram o mesmo. Sarcástico. Irônico. Sádico.

A sensação, porém, foi breve. E a voz a de Aladiah lhe trouxe de volta. Deveria seguir o anjo e o fez sem demora, deixando que a ideia de ser um Profeta e trazer consigo novos poderes reverberasse em sua mente. Talvez isso se mostrasse como uma outra responsabilidade maior.

Se encontrava agora em um túnel de fios prateados. Aladiah já havia sumido por entre a imensidão e Thomas se ateve aos seus conselhos. Viu diversas coisas e muitas delas sem sentido, de forma que preferiu memoriza-las ao invés do que esquecê-las. Sabia que tudo podia ser um sinal para um futuro que talvez não tardasse a chegar. Seguindo a voz de Aladiah não fora difícil sair do Túnel e a visão do local seguinte lhe deixou bastante contente, ao mesmo tempo que profundamente triste.

Portões magníficos se estendiam na sua frente. Porém, destruídos. Era algo lindo. Algo que transmitia paz e imponência. De uma forma que não conseguia compreender, sentiu-se abatido diante daquele local. O ambiente celeste, por algum motivo, deixava Thomas mais frágil. Sua relação sentimental parecia mais aflorada do que na Terra e o isso por vezes o deixava confuso. Mas foi uma voz conhecida que lhe trouxe conforto: Argo. Quando se virou, um dos seus mentores estava ali, de pé, conversando com ele. Thomas ficou sem palavras e simplesmente escutou o que ele tinha pra falar. Ainda naquele ano, Thomas viu um de seus mentores partir e ele simplesmente não podia explicar a sensação de conforto ao tê-lo ao seu lado novamente para lhe indicar o caminho correto.

Olhando para o céu e para o que se aproximava, Thomas agora conseguia entender. Uma guerra celestial estava acontecendo, o que impedia que os anjos combatessem na Terra. Como os portões para o acesso do Éden estavam destruídos, todas as almas que morriam não tinham para onde ir e talvez acabassem sendo corrompidas. O problema era muito mais profundo do que se podia imaginar e a ausência de Deus no plano celestial não era um fato benéfico. Thomas teria que lutar sua própria batalha na terra. Acenando para Argo, Thomas simplesmente seguiu as ordens de Aladiah e em minutos, dera adeus para o Céu.

-----

Quando deu por si novamente estava caindo. O atrito na sua pele não machucava, mas um leve desespero tomou conta de si quando o garoto viu que não tinha controle do seu corpo. A voz em sua mente, porém, lhe deixou mais tranquilo. Aladiah estava consigo. Não sabia quando tinha aceitado ser um receptáculo, mas isso não teria real importância no momento. Em instantes, Darwishi aterrissou no solo e retomou o controle do seu corpo. Ao seu lado, Aemy e ao que parecia, um outro ser com poderes angelicais. Não tinha tempo para descobrir, uma vez que Ma’Ha se encontrava bem na sua frente.

Thomas não cedeu às provocações de Ma’Ha. Simplesmente olhou para os três e disse-lhes. – Nós três. Ao mesmo tempo. Vou ficar responsável por tentar criar aberturas. – Sabia que tinha Aladiah consigo e que teria que utilizar ao máximo os seus poderes combinados ao dele. Teria então, que lutar aquela batalha com tudo o que tinha. Segurou a espada com força e fechando os olhos, se concentrou no anel em seu dedo. Precisava da Armadura e precisava de todo o poder que poderia conseguir. Quando abriu os olhos, foi simplesmente pra avançar em busca da aniquilação do seu algoz.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Seg Maio 16, 2016 6:07 pm

Castiel colocou toda a sua determinação e poder naquela rajada... A luz forte que emanava contra Mah’A colidiu e aos poucos ia perfurando as defesas do príncipe. Mas Castiel não se permitiu sentir satisfação enquanto não visse aquele demônio definitivamente morto. Mas foi então que o anjo notou seu erro; mesmo com toda a sua determinação, o corpo da pequena já estava frágil para lidar com tanto poder e seu golpe fraquejou.

Em sua mente, praguejou quando a mão de Mah’A se fechou pelo pescoço de Aemy. Não só havia fracassado como causaria a morte dela também... E mesmo depois de tudo, Aemy e ele iriam para algum lugar escuro.

Foi então que o inesperado aconteceu... Quem? Foi a pergunta que ecoou em sua mente. Que outro anjo poderia estar ali? As palavras ecoaram pela escuridão e novas rajadas de luz foram lançadas na direção de Mah’A. Quando finalmente foi solto, Castiel recuou e tossiu forte, ofegante enquanto tentava recuperar o ar de seus pulmões.

Quando a casca se quebrou e a forma normal de Mah’A se revelou novamente, Castiel sentiu raiva. Como uma criatura abominável daquelas era capaz de resistir tanto aos golpes de um anjo? Quando Mah’A se virou, Castiel seguiu o olhar dele e avistou o outro anjo. Belphegor. Um traidor. Como ele podia falar aquelas palavras depois de ter se rebelado junto de Lucifer? Não pode evitar de sentir desconfiança da atitude dele.

Mas o mais inesperado foi a aparição de Thomas. Parecia que alguém no céu havia intervindo na morte do profeta e agora havia um anjo dentro dele. E a presença dos outros parecia ter despertado mais seus poderes. Castiel passou a mão sobre o olho da pequena, tentando restaurá-lo e tirar qualquer resquício daquela gosma que pudesse estar sobre ele.

E aquela era a oportunidade que Deus havia dado para eliminar Mah’A. Por mais que desconfiasse de Belphegor, suas mentes agora estavam conectadas e lidaria com ele depois caso fosse necessário. Por agora o objetivo deles era o mesmo.

Continuar com a tática de jogar esferas talvez não fosse uma boa ideia agora que poderia acabar atingindo os demais. A energia nas mãos de Castiel se transformou novamente em uma espada de luz... Sentia mais firmeza nas mãos de seu receptáculo, dessa vez queria sentir sua espada atravessando a carne do demônio.

- Parece que a vontade de Deus é a sua morte afinal. – e encarou Mah’A.

Esperou que o outro profeta avançasse antes. Com a mente dos três conectadas, teriam que tentar atacar Mah’A de modo sincronizado, com ataques rápidos e quase ao mesmo tempo para que ele não pudesse se defender dos três ao mesmo tempo. Também tinha que ficar atento com ataques surpresa que o demônio pudesse fazer... Não se deixaria atingir por ataques sujos novamente. Com a espada em punhos, avançou junto dos outros com o único objetivo de matar Mah'A.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Maio 18, 2016 10:33 pm


PROFUNDEZAS DO ABISMO

Thomas começou a expelir magia de forma inacreditável, como nunca havia feito antes. Ele iluminou todo o abismo naquele momento e a armadura se materializou sobre sua pele, leve como uma pluma, se encaixando como se fosse feita na exata medida do garoto e deixando correr aquela sensação eletrizante em seus ossos, em seu corpo inteiro. E correu, numa velocidade anormal Thomas alcançou Mah'A e a espada chocou-se contra uma barreira novamente, ambas as energias se abalaram para os lados como duas ondas se chocando, exatamente como quando tinha perdido a batalha em cima da ponte, e Thomas teve um déjà vu. Só que dessa vez a lâmina da arma brilhou e cortou o braço de Mah'A em um só golpe fazendo sangue voar para o chão e escorrer no metal.

Castiel/Aemy chegou com igual fúria atacando-o, com o corpo totalmente curado e com a espada de luz ela avançou e mais uma vez a barreira branca como marfim se ergueu na frente para defender o príncipe, e mais uma vez ela se desfez em pedaços perante o arcanjo e a espada tocou o peito dele enquanto o demônio recuava saltando para trás, sem que houvesse pausa ou tempo para respirar Belphegor avançou, ele veio por trás e a espada tentou atravessar as costas de Mah'A. A barreira se ergueu pela terceira vez quase como um reflexo e pela terceira vez ela foi perfurada, a arma de Bel rasgou as costas do inimigo. Ele gritou e a barreira se ergueu como um casulo, uma cúpula. E os três atacaram com as armas brilhantes quebrando a barreira e entrando nela.

A canção da batalha se ergueu alto demais naquele momento e Mah'A em uma velocidade anormal lutou com os três ao mesmo tempo, desviando os ataques de Thomas, defendendo os de Aemy e rebatendo os de Belphegor. Ele parecia estar basicamente dançando entre eles, com uma destreza nunca antes vista. Desviar, Defender, Atacar. O processo se repetiu durante algumas vezes e todas elas os quatro combatentes estavam extremamente próximos uns dos outros, lâminas cortaram por cima da cabeça de Mah'A, dos lados e até por baixo, três espadas ao mesmo tempo contra um único alvo. Toda vez que ele defendia um ataque de Aemy com os braços ou com a barreira ele sangrava, até um momento onde todos eles estavam lutando em uma poça de sangue.

Berros, suor, sangue, carne, metal e lâmina colidindo em um só local. E em um certo momento, Mah'A começou a se adaptar a velocidade dos três ao mesmo tempo e mesmo já com uma centena de golpes ele continuou se esquivando. " Temos... Que... Ser... Mais... Rápidos " Ofegou Belphegor nos pensamentos e os músculos dos guerreiros acelerou. Castiel sentiu-se renovado em quanto balançava a espada na direção do príncipe, o poder angelical correndo através de si, Thomas sentia como se ainda estivesse anestesiado em dores, o que permitia ele trabalhar como nunca. Mas ainda sim, nenhum dos três era rápido o suficiente para alcançá-lo efetivamente, mesmo lutando ao mesmo tempo.

Mah'A empurrou Thomas em um devido momento, passou uma rasteira em Belphegor e enquanto o garoto caia lançou-o contra Castiel, e saltou para trás recuando. O príncipe demôniaco apoiou um joelho no chão quando teve tempo para respirar, o suor e sangue escorriam juntos e pingavam pelos braços, pelo rosto, de cortes superficiais mas que ardiam como o inferno. - Vocês... Estão... Lutando... Com um príncipe... Não são capazes... - A voz esganiçada não parecia nem de longe tão potente quanto antes. Ele caiu no chão tentando se levantar, e com um certo esforço começou a se por, os olhos vermelhos expressavam a violência de um demônio em forma pura, a respiração de Mah'A, o ar à sua volta parecia reverbar, ele esticou as asas em um movimento rápido. E o tempo parou. A neve que caia do céu parou de cair, a fúria de Mah'A ficou imóvel e Crowley caminhou na direção deles, lentamente.

Crowley estava finalmente vestido em suas roupas de costume, o sobretudo negro e vermelho esvoaçando atrás de si junto de seus cabelos negros como a noite, ele era quase uma sombra andante, até mesmo sua pele havia adqurido cores mais rosadas. E os olhos, finalmente eram dois rubis brilhantes na escuridão, assim como os de seu irmão. Mas apresentavam uma potência totalmente diferente da de Mah'A.

- Não vai demorar antes que ele perceba que eu interferi. Vocês não vão conseguir matá-lo, não assim ao menos. Ele é rápido demais quando está sem a armadura, é ... Feroz demais. Precisam de um plano, talvez uma distração - A voz dele soava como a de um nobre, um lorde, ele caminhava como se até o próprio solo debaixo de seus pés pertencessem à ele - E além do mais, só um profeta pode matá-lo - E o tempo voltou a correr - E vocês precisam desse plano ... Agora - E Crowley desapareceu em uma nuvem. Mas de algum modo, eles sentiam-se observados por ele.

Mah'A voltou a se preparar para o segundo turno. Ele se esticou e a pele que estava sobre ele caiu, uma camada de gordura deixando o corpo dele soltou-se no chão quase líquida e o príncipe pareceu mais leve, mais rápido ainda. Ele definitivamente estava bem mais magro e esquelético -




A TORRE DE COMANDO

Asgard parou de cair de súbito, e naquele momento ele percebeu que aquela era a sua mente, a sua dimensão. E trocou de lugar com uma ilusão como se teleportasse, a mão demôníaca atravessou as costelas do suposto deus abrindo um buraco nele, e ele começou a cair e cair, até atingir um chão novo, a perspectiva havia se alternado mais uma vez, só que agora Asgard não teve que se adaptar. A mente estava vazia o suficiente para limpar aquela regra básica da realidade. Era tudo uma questão de ponto de vista, e para o guardião isso não era um limite. Com ambos no mesmo plano Loki estava no chão com um buraco no tronco, mas ele se levantou, meio atordoado e o buraco começou a se fechar com chamas.

- Bom, muito bom. Ganhou dessa vez. - Ele cuspiu sangue no chão pálido, o cenário envolta era inexistente. Uma simples branquidão que existia para todos os lados. - Adaptação ... Imaginação - Ele sorriu - Mas ainda sim - Loki se ergueu como um verdadeiro deus e o ferimento havia simplesmente sumido - Você é mais forte que isso, não no momento, claro, a próxima fase ... É saber que você é ... O que você é - Loki abriu os braços como se falasse para uma multidão - Você acha que isso que está respirando ... É ar? - E Asgard sufocou em menos de um segundo, despertando. Não estava mais perdido em sua mente, estava no mundo real mas assim que a visão voltou para dentro da sala com um encaixe esférico, as memórias se materializaram lentamente. Lembrou-se de uma caixa se abrindo na mente, mas não conseguia lembrar do que havia lá dentro, como um sonho que se desfez depois de acordar.

- Conseguimos! - Ouviu a voz de Sarah alguns andares abaixo e de repente Christine chegou nas escadas e olhou para Asgard - Você tá bem? precisa ver uma coisa - E subiu, passou por ele e alcançou a janela fechada da torre, empurrou-a com brutalidade e começou a apontar para o guardião ver - Lá, é o gigante caído, a Sarah e eu conseguimos matá-lo mas... Lá - Ela apontou para a praça central - Dois de seus estão lutando, mas esse não é o problema - Ela olhou para Asgard por um momento, encarando-o e ele percebeu o que ela queria dizer. Asgard tinha uma noção básica de contagem devido ao treinamento e conseguiu reconhecer pelo menos noventa, ou cem demônios avançando na direção de Blake e Joker, preparando-se para cercar a praça e emboscar os dois - O que você quer fazer? - E Asgard quase pode ouvir a risada de Loki em sua mente.




A PRAÇA CENTRAL



Myra deixou o local em busca dos outros. Mas estava basicamente perdida, o gigante demôniaco havia desaparecido, caído e morto em batalha e talvez encontrasse os outros lá. O caminho estava basicamente como todo o resto da Atalaia, aos pedaços. Tudo o que antes havia sido belo, agora eram apenas destroços, havia restado somente poeira e morte, viu algumas pessoas caídoas no chão, outras desmaiadas mas seu dever não lhe dava tempo para isso. Quando chegou no gigante ela sentiu que estava se aproximando mais dos demônios. O corpo da criatura era a coisa mais absurda que já havia visto em toda sua vida, dois dos quatro braços do ser haviam caído contra uma casa e esmagado-a por completo, o chão embaixo do monstro tinha sido deformado e andar ali era basicamente impossível, ela tinha que o fazer aos saltos de pedra em pedra.

Não encontrou nada ali além de destruição e um rastro de sangue que levava por um caminho, apesar da grande quantidade de sangue ali, aquele em específico era uma poça enorme e grossa. Seguindo por ela Myra achou seus demônios, que já não faziam mais parte de seu controle, a guardiã TEVE que se jogar dentro de uma casa que já nem teto tinha mais, mas ainda mantia uma parede de pé, o suficiente para se esconder e obter uma visão através de uma pequena janela. Era por volta de trinta deles, grandes e médios, brutos. A pequena horda se movia juntamente e observavam algo, também escondidos e direcionados a praça central. Myra teve que fazer um esforço para ver na praça. E ela viu, Blake e Joker travando um duelo, enquanto Aegon e o guarda estavam caídos no chão.

Spoiler:





A ATALAIA

Spark deixou a torre primeiro, a mente estava demorando para retornar ao normal mas ainda sim, se sentia melhor, o suficiente para conseguir falar com os guardas caídos no caminho da Atalaia. O primeiro que encontrou estava em uma rua com uma pedra caída sobre a perna.

- Demônios, uma centena deles ... Indo na direção da praça ... O Capitão Blake e o Tenente Joker... Devem estar em ... - Ele tossiu - Perigo - Terminou a frase e desmaiou. Era apenas um guardião normal, vestido em armadura e elmo de ferro. O segundo guarda tinha as mãos na barriga com um corte anormal nela, jorrando sangue por entre os dedos, empapando as roupas azuis em vermelho - Olá - Disse quando Spark se aproximou, a voz estava obviamente carregada em dor - Você ... Não conheço você - ele riu - Está atrás de informação? Posso te contar o que vi, se fizer um favor para mim, minha esposa está em Valiheim, diga a ela que morri lutando, sei que irei para o céu ... Sei disso. Mal posso esperar para ver os anjos de verdade, encontrar deus ... E descansar - A voz começou a ficar mais fraca e ele pareceu que ia morrer a qualquer momento - Ah, a informação - Pareceu ter esquecido por um momento - Atrás daquela porta, bode - Ele apontou para uma porta de ferro, trancada com correntes, ela estava localizada em uma construção, a única que tinha se mantido em pé naquele quarteirão
- Eu vi um leão entrar lá dentro, acredite se quiser - E ficou quieto - Ele estava falando sozinho eu acho... Algo sobre uma esfera metálica que encaixa na torre de comando... - E o guarda parou de falar, como se tivesse dormido em meio a sangue, mas provavelmente havia morrido.

O último guardião ( CLICKA ) que achou estava descansando apenas, e era com certeza de um posto mais elevado.

- Malditos demônios filhos da puta - Ele resmungou próximo a porta de ferro que o outro tinha indicado. Assim que Spark se aproximou ele pareceu reconhecê-lo - Você aí, veio com o grupo do Capitão Thomas não é? - O homem estava todo vestido em roupas de couro, o suficiente para segurar um ataque leve e nada mais, mas flexível - Aquele maldito moleque loiro derrubou a porra da ponte principal. Mil perdões. É o calor da batalha, meu nome é Daeren, sou o tenente da divisão de defesa ... Ou era, agora não existe mais uma divisão de defesa - Ele puxou uma pedra para usar de mesa e jogou um pergaminho por cima, ele estava todo cheio de manchas de sangue mas ainda dava para ver bem. A maioria dos demônios haviam fugido para a floresta ou batido em retirada, entre eles, as tropas vitoriosas haviam sido as de Alice. E ainda sim, um grande batalhão esperava do lado de fora, parados. Isso incluía demônios tão grandes quanto a própria atalaia. - Ah como eu sinto saudades da cerveja - Ele resmungou.



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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Qui Maio 19, 2016 1:07 pm

Não havia percebido o quão forte estava com aquela nova mão, e não ia perceber tão cedo por estar naquele estado. Quando Loki e eu estávamos no mesmo plano e ele começou a se levantar, ainda estava pronto para conseguir contra atacar e dessa vez seria sua cabeça explodida em vez de suas costelas. Mas, nada aconteceu, somente Loki começou a falar coisas de que me fariam ter raiva depois, pois ainda tinha que passar por mais coisas para obter minhas vontades.

Com a súbita vontade de responder a sua pergunta, levantei subitamente a procura de ar, sentando ereto e com a percepção de que ainda estava no estado de concentração. "Isso é... o real mesmo?" Perguntava, pois a transição era muito sutil e muitas das vezes acabava estando da mesma forma em que estava na mente... Minha mente, claro que estaria daquela forma se tudo o que acontecia com a presença de Loki partia de mim, mas depois de tudo o que aconteceu, pelas transições de tempos, deuses, demônios, essa bagunça toda, minha mente surtava aos poucos pela grande carga que..... Christine....Christine foi uma benção para impedir meu monologo. Suas falas acabaram não tendo nenhuma resposta verbal minha inicialmente. Levantei, peguei a chave para ter garantia de entender a mecânica daquele lugar e puxei Christine para voltarmos ao andar onde Sarah estava.

Subi em um dos canhões virei para elas.
- Atirem neles - Apontando para os demônios que estavam a caminho de Blake e Joker. - Depois neles - Apontando para os mesmo que estavam sendo mirados pelos demônios - Não o acertem, os assuste. - Dando um tempo para pensarem - Agora. - Virando para a direção do lado de fora, para que no momento em que a bala de canhão saísse, iria pular e usar o braço para alcançar a bala e utiliza-la como um veiculo me posicionando em cima dela. Quando próximo dos demônios, me movimentaria entre as balas, com a ajuda do braço para que redirecionasse os tiros em direção ao exercito virando tiros precisos e nos que acabava andando e grupo.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Dom Maio 22, 2016 11:18 pm


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Let me teach you, the truth about MAGIC





Blake estava corrompido. Quebrado por aquela arma maldita. Tinha uma perna a menos, mas era ainda mais agora uma besta, uma criatura maldita que apenas sabia se jogar a matança. Era para isso que nós, meio-demônios havíamos sido criados. O homem a minha frente era apenas o maior exemplo de nossa existência. Cada momento que o observava, sentia a crescente tristeza crescendo em meu peito. Pobre Blake. Salvaria a você Blake. Nem que precisasse mata-lo para tal. Tinha um plano para isso no fim das contas. Cada passo era planejado e claro, como cartas em um baralho. Blake se movia de maneira simples, o que me permitia correr e predizer o que faria, tinha a matança como único alvo verdadeiro. Eu tinha outras sete cartas.

Sua foice desenhava vermelha no ar. Girava em um corte diagonal. Rápida demais para que eu saísse sem ser tocado. O tronco, pescoço e rosto não estavam a seu alcance, mas a medida que a arma corria, uma linha vermelha e dolorosa desenhava meu braço da espada. Não tinha mais a arma, presa na perna de Blake, agora ele se mostrava inerte a comandos, muito ferido e ensanguentado para que pudesse reagir. Blake continuava. Seu punho era pesado, golpeava-me em sequencia. A capa. Meu manto cercava-me como um escudo e repelindo o pior, no momento em que seu punho fazia contato com minhas entranhas. Sentia como se algo se quebrasse dentro de mim à medida que deixava o impacto me atirar alguns metros atrás. Estava vivo e ainda tinha sete cartas.

- Oleão tinha suas presas, suas garras, sua fome. O homem, não tinha nada. Nada além de sua própria mente.

Continuava com o monologo. Blake era sedento. Esperava que saltasse, esperava irrita-lo. Esperava para-lo. Sem as duas pernas ele não poderia correr, apenas se projetar. Tinha uma dupla de cartas na mão, invisível a seu olhar. Enquanto falasse seria visível, ele saberia onde estava. Mesmo que o manto se amarasse ao braço impedindo o pior do sangue de me deixar, se continuasse a falar ele saberia onde estava. Era o que precisava. Queria que ele corresse e saltasse. Então atiraria a dupla das cartas. Pela corrente do Hierofante ligaria Blake até o chão. Seu avanço terminaria em um doloso baque contra a pedra, uma ligação feita de ferro do qual não precisaria resistir mais que um momento. Estava calado, seguindo até ele, em nome da próxima carta em minhas mãos. O poder que atirava a minha frente, saltava por sobre o ar e a Carruagem se erguia. Até Blake! Era essa sua ordem. A carroça do destino que atropelava ao homem a minha frente. Me restavam cinco cartas e um problema.

Sua foice. Precisava tira-lo de contato com ela. Tinha a perfeição para isso. Montado a carroça eu avançava. Apenas para estar próximo o bastante para atirar a nova dupla de cartas. Uma mirava sua perna boa, outra tinha como destino a foice. Sua perna da mais pacifica Temperança. Uma paralisia localizada apenas no membro, um chamariz para o que realmente planejava, a segunda carta que causaria o fim da arma maldita que ele tinha escolhido invocar. A Torre que tudo devastava. O maior signo de azar que disparava contra nada além da própria foice que ele carregava. Quebraria sua foice em suas próprias mãos com aquela carta. Seria então eu e Blake.



Post: 008 ~ Rename: -X- ~ Location: Atalaia

Notes: -X-  

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

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