Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Maio 22, 2016 11:27 pm

A batalha se estendeu a um nível surpreendente. Vista de fora poderia até mesmo parecer cômica, já que eram praticamente três crianças lutando contra um Principe Infernal. Contudo, internamente, só Ma’Ha e os três sabiam como o vencedor daquela batalha iria definir o rumo das coisas dali em diante. Os três eram incansáveis e a cada golpe, Thomas se sentia renovado a lutar mais e mais. Os seus colegas de combate também não faziam por menos e se empenhavam ao máximo.

Em dado momento, Ma’Ha tomou distância dos três e se pôs de joelhos. Thomas podia olha-lo de cima. E era assim que criaturas que estavam abaixo de Deus deveriam ficar: de joelhos. Principalmente os seres infernais. Escutou as palavras de Ma’Ha, contudo, elas não transmitiam mais a mesma firmeza de antes. O ego do Príncipe estava ferido. Ele não imaginava que poderia ser derrotado pelos profetas. Não sabia o poder que residia em cada lutador presente naquele abismo e isso estava lhe custando sua vida. Thomas não deu ouvidos. Iriam vencer a batalha custasse o que custasse e já estava pronto para investir novamente, quando o tempo simplesmente pariu.

Respirou fundo. Sabia quem era e como ele agia. Já tinha passado por isso uma vez e tudo que Thomas menos queria era ver Crowley ali, mas mesmo assim ele apareceu e parecia bem mais forte do que antes. Uma pequena luz se ascendeu na mente do jovem capitão lhe dizendo que de alguma forma, Crowley tinha voltado para o seu corpo anterior. Que tinha recobrado seus poderes. A aparição dele ali deixava Thomas intrigado. Não confiava nos demônios e sabia que por trás de cada palavra ardil sempre existia um motivo. Se Crowley estava contra sua própria casta, o que ele poderia ganhar com tudo aquilo? Não importava. Certamente os humanos não estavam envolvidos.

Não disse absolutamente nada e quando o tempo voltou ao normal, apagando a presença de Crowley, percebeu que ele não estava mentindo. Segurou a espada com mais força. O embate agora seria bem mais frenético do que antes e eles precisariam estar preparados. -  Costa a costa! Não deixes que ele ataque os flancos. – Comunicou ao grupo e rapidamente se posicionou perto deles. Naquele momento, Thomas pensou consigo mesmo: “Aladiah, se quiser me ajudar, precisa ser agora. A luta não pode acabar em derrota. Não pode! Preciso do seu poder”.

Podia soar um pouco como egoísmo, mas Thomas não poderia perder aquela batalha e usaria tudo ao seu alcance. Estaria atento aos golpes de Ma’Ha e a qualquer poder concentrado que fosse lançado, para que pudesse usar sua armadura e lançar o feitiço contra o invocador. Tinha que confiar em tudo que pudesse naquele momento.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asmodeus em Ter Maio 24, 2016 8:31 pm

Alice foi ordenada por seu pai a dar um fim em seu tio, o choque daquele comando a fez refletir. Do que valeria ele se tornar rei se não resolvesse seus problemas com as próprias mãos? As canções de sua historia contariam sobre o dia em que sua filha e os anjos derrotaram a Mah’a? Isso não é uma coisa que Alice poderia permitir, não deixaria seu pai manchar a própria honra.

- Me desculpe, mas não posso cumprir essa ordem... – Sussurrou enquanto assistia calada a batalha acontecer.

Belphegor se juntou ao ataque, e depois de um tempo outro profeta surgiu e seu pai não fazia nada além de dar conselhos. Sangue, suor e saliva, todos derramados por aqueles que não tinham nada haver com a luta de verdade... A raiva crescia dentro da filha de Crowley enquanto ela olhava para seu próprio pai com desprezo. Os três que batalhavam contra Mah’a começavam a por pressão no mesmo, pareciam estar levando a melhor, até que o príncipe do inferno demonstrou sua verdadeira forma. Alice estava maravilhada com a fúria de seu tio, um verdadeiro lorde demoníaco respeitável, ao contrário de seu pai que estava a cada minuto se demonstrando mais covarde.

O tempo parou e Crowley deu opiniões aos que lutavam ao invés de fazer alguma coisa, e isso foi a gota final para o ódio de Alice.

- BELPHEGOR VENHA A MIM! – Seu berro pode ser claramente ouvido por todos, era notável a seriedade em seu tom, esperava que o anjo não ousasse desobedece-la. Caminhou até o lado de “Aemy“ e continuou a falar. – ESSA BATALHA NÃO É DELES, NÃO MANCHE SEU NOME! SE VAI SER UM REI, LUTE SUAS PROPRIAS BATALHAS.

Aproveitaria a tensão do momento como distração e levaria Aemy e Belphegor para o mundo de ilusões de seu pai.

- Essa luta não é para anjos como vocês... – Disse com um tom triste em sua voz. – Belphegor, você vai tirar esse anjo de dentro da criança, e não vai falhar... Caso falhe vai conhecer a fúria de um demônio de verdade e desejará ter continuado como cinzas.

Após dizer isso voltou para o abismo, ainda tinha mais uma pessoa para tirar da batalha. Se colocou a frente do profeta e disse:

- A realeza irá lidar com seus próprios problemas, profeta, caso tenha alguma objeção terá de lidar comigo a partir de agora. Se pós em posição de batalha, brandindo Albeiron com total firmeza.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Ter Maio 24, 2016 10:09 pm

Castiel não podia deixar de sentir frustração durante aquela batalha enquanto via seus golpes serem defendidos por ele. Mesmo com desvantagem numérica, Mah’A se demonstrava cada vez mais poderoso e aquilo causava fúria no anjo. Como aquele ser vil e desprezível podia ter uma força que se equiparava a deles? E não era como se não estivessem o atingindo, o demônio derramava sangue... E o pior, ele estava se adaptando com uma velocidade absurda aos movimentos deles.

Quando tudo parou e Crowley se aproximou, Castiel não pode evitar um olhar desconfiado. Ouviu as palavras dele sem dizer nada em troca... O homem estava vendendo o próprio irmão? Aquilo era repugnante. Demônios realmente não tinham nenhum tipo de carinho com seus irmãos; os traiam, assassinavam. Tudo isso para que, provavelmente, o outro “príncipe” nojento pudesse virar Rei. Não conseguia sentir nada além de repulsa por aquelas criaturas.

Por um instante teve uma ideia para talvez derrotar Mah’A, agora com a informação de que um profeta precisava desferir o golpe final. Mas antes que pudesse compartilhar ela com os demais, uma voz feminina gritou dentro daquele ambiente. E não demorou para que Belphegor fosse para ficar aos pés de sua dona... Não permitiu que ela se aproximasse, quando ela caminhou na direção de Aemy e Thomas, Castiel recuou alguns passos e fez o profeta fazer o mesmo.

E em um piscar, ele estava em outro lugar com os outros dois. Imediatamente, Castiel cortou a ligação com Belphegor, já imaginava o que estava para acontecer. Observou Belphegor e Alice... E depois a garota desapareceu e apenas os dois anjos ficaram. Um universo alternativo... Mas onde quer que fosse, devia ser apenas em paralelo ao lugar onde estava anteriormente; ainda sentia o outro profeta próximo dele, conectado a sua mente.

“Profeta.” A voz ecoou, ainda conectada com Thomas “Recue. Deixe que os príncipes se matem pelo trono, se Crowley falou a verdade sobre precisar de um profeta para mata-lo, ele só está tentando nos usar para facilitarmos a vida dele. Use isso a seu favor, sozinho você não vai derrotar Mah’A e Belphegor se demonstrou um traidor como sempre.”

- Você deve ter algum tipo de... Prazer em ser o cachorro de alguém, não é? Sempre lambendo os pés daqueles inferiores a você. Você sabe que não será capaz me tirar daqui sem matar a garota. – a expressão ainda era séria, a espada brilhante ainda em suas mãos – A vantagem dessa luta é minha, já que eu posso lutar com tudo o que tenho.

A espada de Castiel brilhou mais forte. Tinha que pensar rápido. Estava em um universo alternativo, precisava dar um jeito de explodir aquilo para ir embora... Não confiava nas capacidades de Belphegor de matar apenas ele. Sabia que caso as coisas dessem errado, tanto Aemy quanto ele morreriam e isso era algo que ele não permitiria. Mas havia algo... Algo que talvez quebrasse todo aquele mundo permanentemente bem ao alcance de suas mãos, talvez aquilo o tirasse dali... Talvez o botão que surgiu fosse um sinal de Deus e ele havia ignorado. Mesmo que desintegrasse junto, talvez fosse forte o suficiente para destruir todos ali e alcançar o próximo mundo, até os dois príncipes poderiam ser atingidos.

- É uma pena, irmão... Quando você veio lutar contra Mah’A, achei que ia buscar sua redenção, mas você é só uma ferramenta para que Crowley e Alice possam dar mais um passo na jornada deles por poder. Ver você assim me entristece, cada vez mais baixo. – e olhou para o anjo, o olhar por um instante demonstrando certo pesar – Mas você não vai me parar.

Castiel gritou e brandiu a espada a frente do seu corpo usando apenas uma das mãos, a energia azulada se desprendendo e indo em direção a Belphegor para que ele tivesse de se esquivar e não houvesse tempo para reagir. Com a outra, ele pressionou o botão da esfera.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qui Maio 26, 2016 2:25 am


válido pro post todo, bjs.

O Abismo profundo e a realidade paralela



Ali em baixo o frio cortou por entre os dois guerreiros e uivou. Thomas não teve tempo de reagir quando viu Mah'A se aproximando das costas de Alice, veloz como uma flecha mas não rápido o suficiente. Os dedos do príncipe do inferno ficaram a centímetros de encostar em uma pena das asas negras de Alice, mas não encostaram. Crowley segurou-o pela garganta e abriu um sorriso, quase simpático. Mas Thomas e Alice conseguiam ver através daquilo. Era um sorriso de loucura ... Insanidade. Os dois giraram conforme a mão de Crowley puxava o irmão para longe, e lançou-o no chão com apenas um braço.
- Parece que eu realmente vou ter que fazer o trabalho - Ele bateu uma mão na outra como se estivesse limpando elas.

- IRMÃO! - Gritou Mah'A em um urro grotesco - OUSAS DESAFIAR A LEI DE NOSSO PAI? -

Os olhos de Crowley brilharam vermelhos como rubis enquanto ele caminhava na direção do irmão e os dois se encararam por um tempo.
- O que você acha que Lúcifer irá fazer quando ascender ao trono do céu ? - Ele levantou um braço e uma lâmina negra surgiu em sua mão, feita totalmente de sombras - A primeira raça que ele vai exterminar serão os demônios, irmão. Ele é um anjo e você deveria se lembrar disso -  E Crowley correu para frente, um vórtice consumiu os dois ao mesmo tempo para dentro de um tecido dimensional, e eles atravessaram para o mundo das ilusões. O abismo ficou silencioso, a neve derreteu nos cabelos de Thomas e pousou na lâmina de Alice, imóvel e pronta para reagir. O profeta conseguia ouvir ecoar em sua mente as palavras de Aladiah " Recue, Thomas. Ouça Castiel " . E o capitão obedeceu.

Aemy estava provavelmente no pátio de um castelo bem a frente de Bel quando viu Crowley e Mah'A caindo do céu juntamente, abraçados, até acertarem o chão com velocidade e força, poeira saltou para o ar em forma de nuvens para todos os lados, juntamente ao sangue de ambos. Crowley estava majestoso como sempre, vestido igual a um lorde mas naquele momento Castiel viu o que ele tinha presenciado a tempos atrás, os olhos da fera.Ao mesmo tempo Alice e Thomas não moviam um dedo para a batalha, mas mantiam as esapdas erguidas, até que começaram a ver ambos os príncipes duelarem, estavam em outra realidade mas ainda sim seus avatares transmitiam a presença em formatos de energia vermelha que brigavam em pleno céu humano.

- VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE IR CONTRA ELE, NÓS PERTENCEMOS AO NOSSO PAI E VIVEMOS PRA SEGUIR SUA PALAVRA! - Mah'A se levantou, atordoado com a queda - ELE JÁ NÃO É UM ANJO A MILÊNIOS, LUCIFER É MAIS DEMÔNIO DO QUE QUALQUER UM DE NÓS.

Crowley se afastou, cambaleando, ele deixou a cratera para trás e se ergueu. E Mah'A correu na direção dele saltando, com as mãos direcionadas a garganta do irmão. Crowley rolou pelo chão fazendo Mah'A agarrar apenas o ar. Ambos se levantaram e trocaram olhares, andando em círculos exatamente como um caçador e sua presa.

- Não seja tolo irmão! Ele só quer nos usar, assim que ele cumprir seu objetivo seremos todos jogados fora - Crowley ergueu os braços de uma forma convidativa - VENHA JUNTE-SE A MIM E REINAREMOS PARA SEMPRE! -

A fúria de Mah'A tornou-se quase palpável com a simples ideia de contrariar o caído, a expressão do rosto contorceu-se, saliva voou pela boca como um cão raivoso e ele apertou o punho, furioso e começou a balbuciar palavras empapadas do mais profundo ódio - TRAIDOR SUJO! - Mah'A avançou contra Crowley, o braço se revestiu em energia negra, bruta que cobriu o membro dele inteiramente, ele socou Crowley de uma forma absurda que fez o príncipe rodar no ar e ser lançado ao chão, ele ficou envolto em poeira e sangue enquanto tentava se erguer

- VOCÊ VAI FALHAR, NEM MESMO O LIDER DOS ANJOS FOI CAPAZ DE TOCAR UM DEDO EM NOSSO PAI... ELE É SUPREMO, ELE É NOSSO DEUS! -

Crowley levantou com o olhar em sangue e Mah'A disparou na direção do gêmeo em uma velocidade anormal, ele socou o estômago do pálido, Crowley arqueou o corpo para frente em uma resposta autômática para a dor, o outro soco do irmão veio diretamente no rosto, quase lançando-o ao chão mais uma vez, mas Crowley se recompôs e o terceiro golpe foi de raspão, direcionado ao peito dele, ambos recuaram e ascenderam até os céus com suas asas, uma feita de penas negras e outra de carne, socos e chutes se entrelaçaram no processo.

- MESMO QUE PASSE POR MIM, VOCE TERÁ TODOS OS NOSSOS IRMÃOS PARA TE SEGURAR, VOCE NUNCA SERÁ CAPAZ DE DERROTAR Agares

Crowley mergulhou nos céus vermelhos, acima do palácio e Mah'A voou atrás dele, as asas batiam a uma velocidade magnífica e eles tinham um palmo de distância um do outro, o primeiro príncipe voou na direção de uma torre de vigia, atravessou uma janela quadrada, encolhendo a asa e saindo do outro lado com uma maestria perfeita de vôo, e Mah'A simplesmente se jogou contra a torre fazendo-a despedaçar e quebrar para todos os lados possíveis. Mah'A mergulhou sobre o irmão que planava o ar e os dois se entrelaçaram e cairam no chão novamente, abrindo outra cratera, dessa vez ambos pousaram forçadamente mas com precisão, se mantendo em pé. Crowley tinha o próprio sangue espalhado pelo corpo, ainda não tinha sequer botado em uso a espada que tinha materializado. Ele respirou fundo - Você ouviu o quê acabou de falar irmão? Você o comparou a Deus! - Crowley se jogou contra o irmão, dessa vez com a espada sacada e mirando para o peito - NÓS, DEMÔNIOS, NÃO PRECISAMOS DE UM DEUS! - Exclamou o rebelde

Mah'A se esquivou quase que automaticamente, jogando o corpo para trás e fazendo a lâmina negra passar por cima de si, Crowley respondeu com uma velocidade e reflexo invejável, trazendo a espada para baixo e abrindo um corte no peito do inimigo. Mah'A subitamente se ergueu e pegou a arma de Crowley com as mãos nuas, sangue jorrou através da pele e da carne, mas a arma foi atirada para longe em pedaços. O príncipe nobre não parou por causa disso, ele chutou o estômago de Mah'A fazendo-o recuar - ELE JÁ PODERIA TER DOMINADO ESSE MUNDO, VOCÊ ACHA MESMO QUE ELE QUER DAR UM LUGAR MELHOR PARA OS DEMÔNIOS? - Agora a voz de Crowley tinha se tornado como a de um verdadeiro demônio, ele carregava a expressão séria e os olhos se encheram do vermelho mais puro e mais verdadeiro de todos, o vermelho pulsante. Crowley ergueu a mão na direção do filho de Lúcifer e com uma onda de energia Mah'A foi impulsionado até ele, as mãos de Crowley se agarraram ao pescoço grosso do irmão, ele abriu as asas e as impulsionou alçando-se no ar, ele levou a presa junto a si e fez com que ele chocasse as costas contra uma parede.

Crowley ergueu-o, apoiando ele em uma parede - Você me dá nojo irmão, em pensar que um dia já lhe considerei alguém de valor - As palavras vieram seguidas de um cuspe no rosto de Mah'A. Os dedos se apertaram contra a carne e ele viu o sangue escorrer pelos dedos, mas Mah'A em um movimento rápido e preciso ergueu uma perna e a trouxe de volta contra  a parede atrás de si, quebrando-a, Crowley perdeu o equilíbrio subitamente e caiu pra frente, novamente o vórtice consume ambos e eles alteram a realidade do campo de batalha.

O Abismo tinha se tornado claro com a energia das auras de ambos se erguendo como duas criaturas mais vivas que eles mesmos, seres que gritavam por guerra, por sangue. Mah'A começou a se alterar mais uma vez, deixando o corpo humano a pele tornou-se vermelha e escamosa e os chifres cresceram rubros, os olhos tornaram-se dois breus e as asas começaram a cair e virar apenas ossos articulados - TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! - Ele berrou, bêbado em ódio, espuma brotava em seus lábios - MENTIRAS! CALUNIAS! DESONRA! - E a criatura monstruosa saltou na direção de Crowley, pronto para dilacerar

Crowley não se moveu, apenas esperava enquanto o inimigo avançava - Você fala de fé e lealdade, mas se esquece que nossa raça é conhecida pelo egoísmo e ganancia. - Crowley pôs os cabelos caídos atrás da orelha e nem Alice, nem Thomas conseguiram olhar para os malditos olhos vermelhos de Crowley, eram dois portais para o próprio inferno - VOCÊ NÃO É UM DEMÔNIO DE VERDADE, É TÃO CEGO QUANTO OS POMBOS DE DEUS! - Ele gritou, e Mah'A não se conteve, avançou em resposta. Três vezes socou na direção de Crowley, a resposta foram esquivas simples e rápidas, Crowley socou o estômago de Mah'A, jogando- o para trás, Mah'A não aceitou recuar e novamente partiu para cima desenfreado e sem qualquer estratégia, foi simples para que seu irmão respondesse com ataques que o debilitasse - VOCÊ NÃO VAI ME IMPEDIR DE LIBERTAR OS DEMÔNIOS, NÃO VAI ME FAZER PARAR AQUI! RENDA-SE OU MORRA! - Gritou Crowley, furioso e os ataques tornaram-se potentes, Crowley passou a revidar com força, o som dos punhos se chocando contra o peito musculoso e vermelho de Mah'A ecoavam pelo abismo e continuaram até lançar Mah'A ao chão, mergulhado em um mar de sangue.

Novamente os dois se disparam um contra o outro, trocando murros e chutes, berros e gritos, o som de costelas se partindo e ossos quebrandos, músculos rasgandos tornou-se constante e absurdo, nenhum dos dois gigantes desisita e ambos continuavam freneticamente batalhando por seus ideais. Novamente, Crowley sobrepôs o irmão lançando-o ao chão, fazendo com que ele mergulhasse em lama, sangue e crânios.

Mah'A se ergueu e nunca houve fúria tão absurda quanto aquela. Ele urrou e as veias saltaram por cima da pele, os músculos errigecidos e grande parte deles a mostra bombeavam sangue por cima das roupas de uma forma nojenta e Mah'A parecia estar simplesmente prestes a perder a mente - MORRER? MATAR! - Mah'A soltou um último urro antes de se lançar contra Crowley, eles rolaram no chão e Mah'A se encontrou em cima de seu irmão, os dentes se direcionaram ao pescoço - CROWLEY O COVARDE, NUNCA VAI CONSEGUIR MATAR NINGUEM COM SUAS PROPRIAS MÃOS! - Ele largou do pescoço que jorrava sangue sem uma parte e passou a socar o peito do pai de Alice repetidas vezes, socou tanto que ele se abriu e as mãos de Mah'A atravessaram, abrindo um buraco. Mah'A se ergueu ainda furioso, e o pé dele se direcionou ao rosto do cadáver, quebrando o crânio dele em pedaços. Ele se afastou e riu, riu desesperadamente e quando acabou, a pele havia voltado a ter a coloração padrão, a fúria diminuia gradativamente.

- Parece que seus truques não te salvaram dessa vez irmão, é uma pena ter que tirar a vida de um dos meus - Mah'A disse, vitorioso. Ele olhou para baixo e sorriu uma última vez, antes que uma espada atravessasse seu peito, cortando por entre ossos, pulmão, carne e seu coração.

- Meus "truques" sempre irão me salvar - Crowley depositou um beijo na buchecha de Mah'A - Eu vou levar seu dom comigo. Durma bem, meu amado irmão - E ele se afastou, a lâmina desencaixou do corpo do príncipe infernal e a expressão de terror e agonia de Mah'A se tornou um vazio, gravado para sempre em seu rosto.

Quando o corpo dele tocou o chão a cabeça tinha se desencaixado e agora se encontrava na mão de Crowley, pendurada pelos cabelos longos. Ele caminhou até Thomas e Alice e lançou-a aos pés da filha

- Seu velho pai não é tão inútil quanto pensa, traga os malditos anjos de volta. - Crowley cuspiu sangue no chão, mas estava intacto, como se nunca tivesse batalhado, e apesar disso ele parecia cansado, Thomas teve um último vislumbre dos olhos feitos puramente de terror, duas ondas de sangue se remexendo envolta de um ponto minúsculo obscuro - Tolices como essas não serão mais toleradas, Alice, trataremos disso mais tarde - Ele se virou para o profeta - Abaixe essa arma, imbecil. A batalha aqui acabou, vá reunir sua corja ... Existe um último conflito a ser tratado - Quando ele acabou de falar o corpo de Mah'A começou a soltar uma energia - Vá agora - E o abismo começou a brilhar mais uma vez, Crowley andou na direção do corpo de seu irmão e mais uma vez tudo ficou branco, como uma tela antes de ser pintada.

A visão de todos ali tinha sido ofuscada, e uma imagem de um portal começou a se desenhar no céu acima deles, um rasgo na realidade e através deles eles conseguiam enxergar a outra profeta, queimando.




Alguns minutos antes, na realidade paralela do abismo.

Belphegor encarou Alice por alguns segundos, e quando ela deixou o local ele se virou para a tal profeta, ouvindo as palavras que ela disse ele respondeu logo em seguida, como se esperasse o ataque - Eu sigo a minha prometida, eu a vejo, ela está lá. O pior cachorro é aquele que segue um dono que nunca sequer viu - Ele riu - Te tirar daí vai ser simples - E abriu um sorriso. Os dois anjos já tinham se encontrado a muito tempo, nos primeiros anos da criação mas nunca tiveram uma relação próxima, Castiel sabia da fama de Belphegor, nos tempos antigos ele era chamado de Bastiel e era um dos anjos mais fortes no céu, mas não chegava a ser um Arcanjo. Ela conseguiu ver Crowley distante, no horizonte e caíndo no céu com Mah'A sobre si.

Castiel começou a canalizar o poder em sua palma para lançá-lo contra Bel, mas assim que apertou o botão ele sentiu a presença de seu pai. Um calor que correu seu corpo de uma forma que só havia acontecido uma vez na sua vida, na criação, agora corria de novo depois de milênios passados, era como se deus estivesse ali com ele. A energia correu através de uma mão pelo seu corpo e foi levada até a outra, e disparou.



A aura de Castiel simplesmente explodiu e se expandiu na velocidade de uma granada quando disparada, afetou as paredes da dimensão e ecoou para o céu, numa rapidez tão absurda que ele não foi rápido o suficiente nem mesmo para piscar e tudo já tinha desaparecido. Cada pedaço daquela parede e da realidade descascou como se ela saísse de dentro de uma caixa, Belphegor sumiu, o castelo sumiu, o chão e o céu sumiram.

De volta ao abismo, presente

E Aemy estava de volta sobre os restos mortais do abismo, caído ao chão Castiel sentiu o poder deixar seu corpo e fazer uma grande deficiência mágica dentro de si, sentia que não era capaz de expelir nem dez porcento do que conseguia antes, aquela dimensão falsa tinha sido totalmente apagada com a explosão. Quando Castiel abriu os olhos de novo a mão estava queimada como se tivesse segurado a mais ardente das chamas e ele viu o mais importante naquele momento. Um dos braços estava faltando, o que lançou a energia, tinha simplesmente sumido sem deixar qualquer rastro.

Crowley, Alice e Thomas estavam caídos no chão, Alice tinha uma dezena de cortes sobre os braços, pernas e nas asas, que tinha instintivamente protegido ela, algumas penas tinham deixado seu corpo e estavam espalhadas pelo chão, sentia uma dor e ardência atravessando cada corte, como se jogassem álcool em suas feridas constantemente, mas a ardência simplesmente não parava, Castiel estava tonto e sentia cada músculo de seu corpo pulsar, ainda sentia vestígios da energia correndo no seu corpo como uma febre, o suor desceu por si e ele soube que estava prestes a cair. Thomas se levantou rapidamente e quando viu Aemy, próxima a si, começar a cair para desmaiar ele correu até ela, a garota pousou em seus braços e o capitão teve que erguê-lá. Thomas estava deplorável, sentia cada músculo de si ardendo e executando um esforço anormal para um garoto de sua idade, só não estava sangrando por quê vestia a armadura no momento do impacto e aquilo havia poupado ele dos cortes, mas sentia a tontura, as dores musculares e o cansaço muito pior. Castiel conseguia ver, afinal, era um anjo mas não conseguia falar mais alto que um sussurro ou se mover, estava totalmente abatido e até a conexão mental com ele era algo doloroso. Crowley tentou se levantar mas assim que se pôs a fazê-lo ele notou que era um esforço que não podia cometer e vomitou sangue, o rosto estava todo vermelho, ele se deixou cair novamente com o peito virado para o alto e o olhar fixo no céu, limpou o sangue da boca com a manga e riu alto.

- Maldito ... Filho de uma puta ... Você usou o fragmento - Ele cuspiu sangue de novo, ergueu uma mão para o alto e a esfera dourada flutuou até a palma de Crowley mas assim que ele encostou no objeto ele se desfez como areia por entre seus dedos, Crowley deixou o braço cair para o lado e ficou ali, deitado. Thomas era o único que conseguia sair dali naquele momento, sabia agora que a armadura tinha que ser desfeita ou teria consequências. A mente do loiro ecoou " Profeta, recue, nem você nem eu aguentaremos mais uma batalha contra um príncipe, leve essa vitória para si, hoje uma das crias de Lúcifer se desfez. É hora de reunir suas forças, hora de reunir seus homens. " Crowley se arrastou até Alice e começou a se por de pé quando estava próximo a ela, quando finalmente conseguiu bateu a sujeira do sobretudo, pegou a lâmina que tinha dado à filha e a fincou no chão para que ela usasse de apoio para se reerguer.

- Sabe o que você desperdiçou? SABE O QUE JOGOU FORA? - Ele gritou para Castiel - Nunca irá entender ... O uso daquilo era... Era... Tch -




Da torre para os arredores da praça


Christine ficou sem entender por um breve momento - Não, não, isso é idiota, você acha que vai conse... - Sarah tinha a calado com um olhar - Deixe ele, Christine - As duas se aproximaram. Christine deu um passo ameaçador para frente - Não, ele me salvou, não vou deixar ele se matar - Sarah também se moveu para frente, se impondo - Isso é uma decisão dele. Christine foi rápida para responder essa - Não se eu estiver aqui - E Christine começou a andar rapidamente na direção dela, provavelmente pronta para impedir Asgard. Sarah começou a falar erguendo uma mão na direção da moça - Ele é um guardião. Ele é a espada a penetrar nas trevas. Ele é a sombra a engolir a luz do caído - Sarah apontou para os demônios, distantes - Eles são a luz do caído, a cria dele - Christine Parou e respondeu - Então é hora de mandar o guardião pelos ares - E riu.

O canhão disparou e Asgard saltou, praticamente no mesmo segundo. Um movimento adiantado e ele seria dilacerado, um movimento atrasado e ele cairia do topo da torre para a morte. Asgard alcançou o pedaço de metal que sobrevoava pondo o pé sobre ele e o corpo inclinou para o lado, a falta de equilíbrio tinha sido o problema, não o tempo. Ele caiu.

E o corpo de Asgard perdeu o controle apenas por um segundo, mas o suficiente para uma garra negra se projetar do guardião e alcançar o objeto esférico, quando Asgard voltou a ser ele mesmo estava pendurado ao objeto enquanto ele avançava na direção do inimigo ele ouviu uma voz na sua cabeça " Se você morrer, eu vou junto, idiota ".

Estava prestes a afundar no chão, ali em cima, no ar, ele estava a mil. Os batimentos cardiacos triplicados segundos antes da munição se enterrar na carne de uma das criaturas e explodir, nesse momento Asgard já estava no chão deslizando sobre pedra e esquivando de estilhaços. Ele sacou a arma, cercado por inimigos. Asgard ouviu o segundo impacto, distante. Um baque surdo seguido de neve saltando no ar, o tiro usado para avisar os companheiros. Asgard observou o cenário a sua volta e os olhos treinados contaram pelo menos uns oitenta deles, criaturas diferenciadas demais para procurar uma característica específica, mas todos eles eram demônios.




OFF: Obrigado Lucas por ter me ajudado ( Feito ) com os diálogos do Crowley Vs Mah'A, merece um leite com biscoito.

__AOD__
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Sex Maio 27, 2016 7:23 pm

Não sentia medo já fazia tempo e nunca fazia algo estupido por motivos óbvios. Aquilo foi estupido. Foi divertido, mas estupido. Agora entendo o que diziam quando entrava naquele estado para lutar, só não sabia que perdia tanta diversão por me manter calmo e focado pronto para matar. Tirando a parte de matar, devo mudar para essa nova forma e me divertir mais.

- Eu sei Loki. - Sorria - Talvez seja a ideia.

Um salto para traz, dando um mortal para traz para desprender do "veículo" que trouxera até ali aumentando a potencia minimamente o impacto ao contato. Com o primeiro toque no chão, rolei uma vez para não prejudicar as pernas ou ter ferimentos maiores com a imprudência do ato que fizera, apos o primeiro rolamento, apoio da perna esquerda e a mão esquerda, deslizei mais alguns centímetros do inicio da minha queda e quando percebi que dava para me levantar, forcei um levantamento rápido, firmando o pé direito e em seguida o esquerdo, sacando rapidamente a espada. (off: "- É HORA DO SHOW PORRA - dizia")

Questões de segundos parado, meu sangue corria mais rápido e a adrenalina parecia só aumentar, sabia que gostava de lutar, mas aquilo estava sendo novo. Logo depois de olhar para as duas crianças em que havia avisado com uma bala de canhão, avancei com o braço negro segurando a cabeça de um mais próximo, rodei para acertar alguns que estavam próximos do demônio em que havia segurado para causar algum dano, enquanto terminava o giro, cortava alguns outros com a espada e finalizava arremessando o corpo na direção dos mais distantes. O sorriso começava a sumir do rosto, para tomar conta uma expressão de seriedade e raiva, mesmo que não estivesse sentindo, mas eles eram o motivo de todo um inferno na vida de muitos, e isso me incluía. Já havia passado por muita coisa até ali e achava que a loucura estava me consumindo, até ver que não era isso, só experimentando os pensamentos.



~~Mundo irreal~~

- Acho que deveria parar de enrolar e entregar logo o que quero. Você está preso comigo e não sei até em que ponto conseguirei manter meus planos em ordem, ou até mesmo mante-los longe de você.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Sex Maio 27, 2016 8:44 pm

E foi como se uma onda de poder percorresse todo o seu corpo por um instante e explodisse com intensidade. Castiel não pode deixar de sentir uma satisfação estranha quando a energia de seu pai pareceu ressoar... Uma sensação de nostalgia e poder veio com força e a energia explodiu em sua mão e foi lançada contra o anjo a sua frente. Não só isso, mas sua própria energia pareceu explodir tamanha a intensidade do poder, como se sua alma tivesse explodido e liberado todo aquele poder em um único instante.

E sentiu a existência de Belphegor ser apagada quase que instantaneamente, uma morte tão rápida que deveria ter sido indolor. O corpo dele foi queimado por completo e nem mesmo cinzas haviam restado. E tudo explodiu junto, a dimensão onde estava simplesmente se rachou e desapareceu diante de tamanho poder. Nem mesmo Castiel havia conseguido acompanhar os resultados daquela ação.

O anjo abriu os olhos, ofegante, o corpo da profeta e ele próprio estavam esgotados. Diante da imagem de seu braço decepado, Castiel imediatamente fez o possível para se erguer a mão e restaurá-lo com o resto de sua energia; não queria que Aemy acordasse daquele modo caso ele perdesse a consciência, certamente seria uma visão traumatizante para a garota. A conexão com Thomas também era desgastante e por isso Castiel a cortou para poupar ambos de sofrimento desnecessário.

Quando o outro profeta se aproximou, o usou como apoio para se manter de pé. Foi só ai que os olhos percorreram ao redor... Os outros dois demônios estavam bem machucados e Mah’A morto. Uma pena que não haviam morrido. Ao menos não pareciam mais estar em condições de lutar... Mas infelizmente ele próprio também não estava e dar o golpe final seria impossível, Thomas também parecia ter sido atingido e não estava em um estado bom. O olhar exausto recaiu sobre Crowley quando ele reclamou... E Castiel sorriu, satisfeito.

- Ver... Você assim... Devo ter feito a escolha certa... – sussurrou, com aquele sorriso cansado ainda no rosto, mas os olhos voltados para Crowley. Ao menos aquela esfera jamais cairia nas mãos de Crowley, sabia que ele a queria desde que o viu através dos olhos de Aemy na prisão e ter a certeza de que Crowley jamais a teria lhe passava um sentimento bom.

- Espere...

Falou para Thomas e olhou ao redor. Buscando algo... E ali estava. Um pouco machucado depois da explosão, mas ainda inteiro. Castiel apontou para o urso de pelúcia que estava jogado no chão há apenas alguns passos dele.

- O urso da garota. – disse, dando passos arrastados, com ou sem a ajuda de Thomas em direção ao urso de pelúcia e o pegou pelo braço sem muita delicadeza – Vamos embora. - e olhou para Crowley e Alice uma última vez. Era uma pena que não fosse capaz de terminar com ambos... Talvez fosse, mas era provável que todos morreriam com a tentiva. Mah'A estava morto... Uma pena que não havia sido responsável pela morte dele. Mas talvez fosse para o melhor... Imaginava que fosse melhor que Thomas usasse restante do poder dele para limpar a cidade do que matar Crolwey.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Sex Maio 27, 2016 9:20 pm

Thomas nunca imaginou que aquela batalha teria uma reviravolta daquelas. Esperava que o curso normal das coisas fluísse como sempre, mas Darwishi já tinha aprendido que naquele Novo Mundo as coisas não seguiam uma ordem natural. Esperava o ataque de Ma’Ha, mas ele não veio. Contudo, uma nova personagem apareceu no local. Os olhos de Thomas estreitaram de súbito ao ver Alice e logo soube que era um demônio e, não obstante, filha de Crowley.

Também parecia bem poderosa pelo fato de ter tirado Belphegor e Castiel do abismo, deixando apenas Thomas ali. O garoto exibiu um sorriso quando ela lhe dirigiu a palavra e Thomas se perguntava qual era o problema dos demônios. Como podiam ser tão idiotas? Porque Thomas recuaria num momento daqueles? Seria uma completa idiotice. Segurou a espada e deu o primeiro passo, quando então a voz de Castiel e logo em seguida a de Aladiah ressoaram em sua mente. Thomas estancou e rangeu os dentes. Tinha uma oportunidade de lutar, bem ali na sua frente. Seu corpo implorava pelo combate, mas naquele momento, agindo como um capitão deveria agir, sua razão venceu e ele simplesmente parou o avanço e desistiu do combate.

Com dois passos para trás, Thomas indicava que havia desistido do combate e fora nesse exato momento que tudo aconteceu. Darwishi presenciou algo que nunca tinha imaginado: o combate entre dois Príncipes Infernais. Num primeiro momento, ficou atônito. O poder era imenso. Suas mãos seguravam a espada com força e sentiu-se inútil, por breves instantes, reconhecendo que sem a ajuda de Aladiah naquele combate, ele provavelmente teria sido destroçado com facilidade por qualquer um dos dois Príncipes. Imóvel, de onde estava, o Capitão somente podia tentar acompanhar com os olhos o decurso da batalha, mas seus ouvidos estavam atentos para os gritos e palavras proferidas por estes e, aos poucos, tudo começou a fazer sentido para Thomas.

Sentiu-se estranho. Por um momento, quase tinha sido manipulado por um demônio. A raiva dentro de si cresceu e a ideia do combate já permeava a cabeça do Capitão, principalmente quando Crowley se ergueu supremo e vitorioso do combate. Ouviu suas palavras e um sorriso de desprezo apareceu no canto do rosto de Thomas. Jamais escutaria nada que viesse da boca de um demônio e muito menos iria se sujeitar a obedecer um deles. O combate agora era inevitável, ou pelo menos seria, não fosse um segundo evento súbito acontecer.

Todo o abismo se encheu de luz e foi tomado por um estrondoso poder cósmico que saiu dissipando tudo que existia na sua frente. Pego de surpresa, Thomas só conseguiu se salvar por causa da armadura que carregava, que absorveu o máximo de poder que conseguia, poupando a vida de Darwishi. Mesmo assim, os danos que seu corpo sofreu ainda tinham sido proeminentes. Seus braços e pernas estavam absurdamente doloridos e cansados, fora as escoriações, cortes e hematomas que levava por todo o corpo. Mas o Guardião não foi o único que tinha sido atingido.

Crowley e Alice também tinham sido afetados. Talvez mais que Thomas. Castiel também estava presente. Fraco e usando suas últimas forças para regenerar o braço perdido na explosão que mais tarde Thomas saberia, havia sido causada por ele com a esfera. Juntando o resto de energia que ainda tinha, seguiu junto a Castiel e lhe ajudou a ficar de pé. Depois de ouvir as palavras do anjo, Thomas sentiu que a situação era cômica. No fim, os dois lados ganharam e perderam. Não tinham mais forças para combater e mutuamente se afastariam. Castiel apenas requisitou que o urso de pelúcia de Aemy fosse resgatado. Feito isso e livres para seguirem, O Capitão saiu dando as costas para Crowley, deixando que suas últimas palavras ecoassem bem antes de serem engolidas pelo abismo. – Espero que você não tema a morte, Crowley, por que da próxima vez que nos encontrarmos, essa vai ser sua única saída do Abismo.

---------------

A subida fora complicada. Castiel se apoiando apenas dificultaria a subida, então Thomas decidiu colocar Aemy nas costas e subir carregando-a. Por sorte a garota era leve, mas naquele estado, para Thomas, tudo era pesado. A armadura pulsava em um brilho doentio. Deveria desfazê-la, mas queria ao menos chegar de volta à Atalaia para fazer isso. Reencontrar seu grupo era prioridade e queria saber se todos estavam bem.

Quando enfim pôs os pés na entrada, viu apenas caos e desordem. Corpos de demônios e soldados espalhados pelo chão, templos destruídos e tudo que a Atalia tinha sido um dia, estava fadado a se tornar apenas escombros em pouco tempo. O que mais lhe chocou, porém, era que a batalha ainda não tinha acabado ali. Uma hora demoníaca ainda se matinha de fervorosamente de pé e toda a raiva de acumulada de Thomas encontrou alívio ali.

Deixou Aemy no chão, descansado e seguiu andando para perto da horda. A armadura ainda pulsava e, chegando perto o suficiente, Thomas liberou o poder da armadura, o poder que sentiu e acumulou no abismo, mesmo que não em sua potência total, mas certamente suficiente para acabar com o mal remanescente. – Morram todos... – Foi a última frase a ser dita.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Sex Maio 27, 2016 10:39 pm

PRAÇA CENTRAL E ARREDORES




A foice de Blake se partiu quando a carta ativou, mas assim que a carruagem se aproximou do capitão da vanguarda ela simplesmente parou na frente dele, e Joker precisou de um segundo para entender. Com a simples força bruta o meio demônio descontrolado ignorou os feitiços que o prendiam e os braços metálicos seguraram com firmeza o animal que dirigia a carruagem e o atirou para o lado, mas o jovem tenente que comandava o carro rodopiou no ar e pousou com suavidade no chão de pedra, os restos de sua invocação saltaram por cima dele, lançando madeira e lascas para vários lados diferentes, mas nenhuma delas relou no guardião.

Com Blake livre e desarmado os olharos se chocaram. Blake e Joker estavam igualmente cansados e feridos, haviam passado por uma sequência de batalhas e intermináveis e agora o corpo começava a cobrar, o cansaço dos músculos queria jogá-los ao chão mas eles se mantiam em pé, com vontade inabalável.
Antes que o duelo continuasse eles ouviram o som do tiro de canhão ecoar mais uma vez, o mesmo que havia derrubado o gigante momentos antes agora disparava a munição de ferro na direção deles, o objeto voou pelo ar e se enfiou no chão próximo a eles, entre a neve e o granito e ficou lá por alguns segundos. Então explodiu. E os guardiões foram ao chão de uma só vez, lançados e perdendo todo o equilíbrio. Quando se puseram de pé, viram exatos trinta demônios avançando na direção deles, criaturas horrendas e em grande quantidade, separando-se como se fossem ordenados, quinze para cada guardião.

Blake e Joker foram cercados pelos infernais, e no centro junto a eles, estava Aegon, desmaiado e o guarda sangrando freneticamente. Os meio-demônio brigaram, rugiram e guerrearam contra o inimigo. Em meio a chuva de sangue Blake só teve um instinto: Matar. A foice havia sido quebrada e ele se sentia de certa forma, vazio sem ela, mas a arma estava destruída e distante demais para ser obtida agora, o brutamonte teve de usar os braços, com apenas os punhos metalizados Blake desmembrou, estraçalhou e matou tudo o que estava na sua frente, por vezes separando corpos demoniacos na força bruta. Joker não era nem de longe tão bárbaro, tão selvagem. Mas era igualmente destrutivo, as cartas rodopiaram, voaram e deceparam, uma delas irradiou em fogo e queimou os que não eram resistentes o suficiente, o manto absorvia cada golpe que chegava a ele de forma que o guardião não sentisse o ataque, quando restou por volta de sete ele já havia se tornado tão rápido na esquiva que nenhum deles sequer conseguia encostar em si.

Quando os dois acabaram a chacina tudo o que restou na praça foram corpos ensanguentados, uma montanha deles se erguia ali no centro e faziam escorrer sangue por toda a rua e calçada. Só haviam dois guerreiros de pé, o Tenente Joker e o Capitão Blake.


O loiro viu quando seu companheiro caiu de joelhos no chão, os chifres se soltaram de sua testa e a pele voltou a cobrir o buraco, a cor do corpo voltou ao normal e deixou o vermelho para trás. Blake sentiu a consciência voltando à si de pouco em pouco e a primeira visão que teve foi a do mar de criaturas mortas envolta de si, os joelhos estavam imersos em sangue assim como o rosto, e grande parte não pertencia a ele. A falta da foice já não existia em seu peito, mas sentiu que o outro ser voltava para as profundezas de sua alma. Mas ainda sim, a batalha não havia acabado. No atravessar da praça, em uma rua conectada ao local existiam uma cerca de setenta demônios, e lutando contra eles existia apenas Asgard.




Myra não soube o motivo no momento, mas assim que viu Asgard saltar no meio dos 70 demônios sozinho ela teve que reagir, o corpo correu para a batalha em um frenesi constante, apesar da mente gritar o suicídio, ela se jogou entre eles e quando notaram, a garota de cabelos roxos já tinha a espada sacada e cortava-os em pedaços, por um momento teve prazer em atravessar carne e ossos, mas aquela era uma missão suicida. Quando alcançou o centro da batalha e atravessou o mar de demônios Myra se encontrou com Asgard, que balançava a espada contra seus inimigos, ela o viu segurar um demônio para lançar nos outros, a distância e o espaço para uma batalha ali eram mínimos e apesar dos guardiões serem treinados para aquilo, era quase impossível sobre a pressão de dezenas deles ao mesmo tempo, não havia para onde esquivar ou escapar e os dois começaram a ser engolidos pela maré vermelha de criaturas, foram puxados para baixo e as criaturas cairam em cima deles, e por um segundo não havia salvação. Seria o fim dos dois.

-x-

A mente de Asgard acendeu mais uma vez, e quando ele pediu para Loki o que procurava ele encontrou a contraparte de sua mente sentado no vazio, meditando - E o que é que você quer, exatamente ? - Ele indagou e olhou para o alto como se observasse algo que Asgard fosse incapaz de ver - Está escurecendo - Ele se ergueu - Muito bem, é hora - O suposto deus abriu os braços e começou a se desfazer em uma sombra negra, ela cresceu gradativamente até o céu e começou a se tornar enorme e assustadora mas Asgard sentiu o calor convidativo daquela névoa obscura, e ela foi até ele. Asgard alcançou a escuridão e perdeu o sentido da visão por alguns segundos, sentiu alguém pegando em sua mão e quando se virou subitamente com o reflexo ele viu a si mesmo, vestido com a máscara de lobo, segurando uma foice e o martelo gigantesco de guerra, com as correntes envolta de seu corpo e o poder queimando atrás das costas. - Você tem trinta segundos para acabar com eles, depois estará por si só - A voz ecoou.

-x-

O guardião despertou subitamente de seu sono, o verdadeiro guardião. A máscara se formou em seu rosto a partir de energia pura, o lobo de chifres se ergueu como um lorde em meio aos demônios e brandiu as armas para os lados, uma dezena de demônios caiu ao lado direito de Asgard e outra dezena caiu ao esquerdo com o corte da foice, decepados. E eles recuaram, Myra continuava caída quando viu Asgard transformado.

Ela não conseguia se mover e quando os infernais se afastaram ela sentiu uma energia correr por seu corpo, uma camada eletrizante que passou por debaixo de sua pele e correu através de seus músculos e ossos, e a aura da garota se projetou para fora do corpo como se ela estivesse em chamas, ela saltou do chão e ficou em pé. Igualmente poderosa, Myra viu seu poder tomar vida própria e ganhar a forma de ... Crowley. Uma réplica monstruosa feita de fogo púrpura que se posicionava a cima dela como uma sentinela, ele brandiu a espada em volta de si e ela ouviu a voz dentro da sua cabeça - Esses são meus agradecimentos, Shawcross - e Myra conseguiu tomar controle do poder. A aura atacou de forma lenta mas bruta limpando uma outra dezena de sua frente.

A batalha tomou um rumo absurdo onde dois guardiões sozinhos destruiam um exército de demônios à sua volta. Myra com uma disperção de aura magnífica e Asgard com o poder de Loki encarnado. Ainda sim, eles pareciam não acabar e uma hora ou outra os dois cairiam, um vacilo e não tinha volta. Por um momento Asgard e Myra sentiram uma linha tênue em suas mentes se conectarem e uma única voz ecoou " Ela é a salvação ... Ela é a purificação através das chamas " Mas eles não reconheceram e a conexão se desfez, deixando para trás apenas uma imagem de Myra, novamente com os olhos negros e chamas a sua volta.


-x-

A batalha durou mais tempo do que pensaram, e quando as energias estavam novamente se esgotando eles viram algo que nunca acharam que viriam outra vez na vida. Thomas irrompeu em meio a batalha de modo absurdo e a armadura que ele trajava liberou uma luz magnífica que cortou por entre eles e os que nem Myra nem Asgard haviam derrubado se tornaram demônios totalmente perfurados, os feixes de luz atravessaram o peitoral das criaturas e fez elas cairem mortas no chão instantaneamente, Darwishi finalizou a luta com um pulsar de brilho vindo de sua armadura e ela começou a se soltar de seu corpo após o ato como quem precisava de um descanso depois de uma luta, e todos eles precisavam.

Os 70 demônios haviam todos caído para três guardiões, eles eram uma pilha de criaturas amontoadas uma em cima da outra enquanto não se desfaziam e eram mandadas de volta para o inferno. Asgard, Myra, Thomas e Castiel/Aemy estavam reunidos novamente e viam na praça central uma chacina tão grande quanto aquela que eles estavam, era uma imagem grotescamente nojenta e eles quiseram vomitar apenas de ver a centena de corpos de infernais que havia restado no chão, um verdadeiro massacre. Blake e Joker estavam apoiados um no outro e tão acabados quanto os outros. Myra e Asgard voltaram a suas formas normais e todos eles se reuniram na praça que agora estava pintada em vermelho, as evidências da batalha ali eram absurdas e estavam por todo local.
Os guardiões finalmente reunidos, com a excessão de Spark, tinham agora que decidir o que fazer, Aegon estava desmaiado no chão e seu guarda moribundo e incapaz de fazer qualquer coisa, até mesmo falar. E com o som de aplausos eles se viraram automaticamente para ver a origem do barulho. A torre de comando não era muito distante dali, uma dezena de canhões estava pendurada lá em cima e no topo triangular estava o demônio que Thomas havia enfrentado tão furiosamente na ponte, Azazel, um dos generais de Alice. Ele saltou da torre e os pés alcançaram o chão com uma leveza surpreendente - Vocês perderam, a Atalaia está destruida e Thomas cumpriu seu papel - Azazel olhou para Thomas e Aemy - Eu virei por vocês dois ainda, Profetas - E ele caminhou para o edifício central, onde Aegon costumava reinar. Esse era o momento de descansar e pensar, e ali naquele momento as palavras de Crowley ressoaram na mente de Thomas mais uma vez, como um sonho antigo. " Você ira matar Aegon, não tem escolha Thomas. Você não vai conseguir, e vai guerrear por mim " Tinha ouvido isso quando Crowley apareceu pela primeira vez a ele, o principe havia previsto o acontecimento e naquele momento Thomas soube que tudo, absolutamente tudo havia sido arquitetado com maestria pelo maldito.

Castiel sentia o braço de volta no lugar, mas fraco como se tivesse o quebrado e precisaria de um tempo até conseguir movê-lo apropiadamente, e ainda sim ele sentia seu poder fraco como uma faísca, talvez tivesse o perdido após usar  quantidade absurda de energia ... Sentia-se fraco. E Aemy estava quase recuperando a consciência, talvez durasse mais vinte minutos antes que ela tomasse a consciência de volta. No breve momento que esteve separado da luta, Castiel sentiu a grande energia que transbordava da sala do trono de Aegon, quatro seres de poder imenso estavam lá.

A SALA DO TRONO

As asas de Alice haviam começado a se regenerar, as penas voltavam a seu lugar de origem e as que haviam caído se desintegravam. Crowley olhou a por um segundo, pôs uma mão no braço da garota, agarrando com força e eles sumiram.

Quando se materializaram mais uma vez estavam em uma sala gigantesca, o teto era uma cúpula e a alada reconheceu aquele local como a sala do trono. Crowley caminhou até o assento do antigo Aegon e se sentou majestosamente, então pôs-se a relaxar e cruzou uma perna sobre a outra de forma aberta e relaxada, uma mão apoiou o queixo do príncipe e ele ficou ali por alguns minutos em silêncio, refletindo. Até que ele começou a rir e se levantou
- Meu plano deu certo, apesar de tudo - Ele se levantou e caminhou de um lado para o outro do salão do general - Infelizmente, não consegui fazer com que Thomas matasse meu irmão, afinal, você não deixou que eu o usasse - Ele falou a última parte sério e lançou um olhar a Alice de que não admitia resposta a esse ponto. Crowley ergueu uma mão ensanguentada até a altura de seu rosto e uma luz lúgubre se projetou, laranja e minúscula - A alma de meu irmão - Ele sorriu - Agora só faltam cinco - Ele riu alto mais uma vez - Você viu ALICE? VOCÊ VIU O DESESPERO NO OLHAR DE MEU IRMÃO? - Ele começou a rir freneticamente. Crowley caminhou até o trono - E agora essa fortaleza que nosso pai sempre se recusou a derrubar tem finalmente sua queda, caída e destruida pelas minhas mãos - Ele apoiou as mãos suavemente sobre a pedra do encosto e começou a empurrar e com uma força descomunal ele se quebrou e caiu no chão, destruído.

- Lembro-me da honra no coração de Aegon, tão... Puro. Lembro-me de como ele se recusava a tornar-se um demônio, de como preferiu a morte a se curvar perante mim. Ele morreu lutando em nome de Richter Maes, patético como era, teve uma morte mais patética ainda. E ainda sim nosso pai viu uma chance de conseguir algo na Atalaia e por isso encaminhou Mephistopheles para assumir o corpo sem vida do general, hah - Ele perambulou novamente quase saltando de felicidade - E agora, eu destrui dois dos seguidores de meu pai - Ele novamente correu até o trono e chutou-o com tanta força que os escombros saltaram até as paredes e fizeram buracos no local onde acertaram.

- Lúcifer nunca contou o motivo de querer a Atalaia, mas agora não importa. Ela está em ruínas ... E Malmorthius será o próximo a ser destruído, coletarei a alma dele também se ele se recusar a se juntar a mim - E Crowley encarou o chão por alguns segundos, Alice conseguiu ver através dele e sentir a tristeza. Antes que o príncipe infernal pudesse continuar eles ouviram o arrastar de correntes e o barulho de alguém pesado entrando na sala, os passos faziam o chão tremer suavemente e um demônio atravessou o arco de onde costumava ficar as portas do cômodo.

Era basicamente uma armadura bruta ambulante, tinha quatro metros de altura e não muito menos de largura, era uma das maiores criaturas que já havia visto, ele carregava um escudo que era a mistura de metal, dente e carne que ainda parecia pulsar e estar viva, de onde escorria sangue e pingava até o chão, o objeto tinha quase o tamanho do homem que o carregava, o que era bem maior do que Alice e Crowley. Na outra mão ele carregava uma espada gigantesca o suficiente para quebrar pelo menos duas árvores de uma só vez, além do fio de corte perfeito que a arma carregava. Albeiron sentiu o odor e se agitou, vibrando suavemente.  

- Príncipe Crowley e sua cria, Alice - A voz bruta como um trovão ecoou pelas paredes - O Príncipe Ahazor manda suas saudações e pede que interrompam agora a tentativa de uma traição, ele diz que nosso pai está disposto a perdoar os crimes de seu filho - Crowley sorriu e caminhou até o gigante de armadura, ele ergueu o braço até o rosto coberto por um elmo que parecia estar fundido a seu rosto - É uma pena que meu irmão tenha te... Transformado. Não há nem mesmo uma consciência dentro dessa lata vazia não é? - Crowley flutuou por alguns segundos e deu um tapa no rosto de metal da criatura - Meu irmão é um monstro, mas não tema, eu te libertarei - E se afastou do monstro.

Do outro lado do salão Azazel irrompeu e ajoelhou perante Crowley - Meu rei. Os últimos demônios remanescentes na Atalaia estão sendo expurgados pelos guardiões, Thomas reuniu seu esquadrão, com exceção do bode e eles estão em posse de Aegon - Crowley se virou para o último general sobrevivente
- Onde está Alastor? -

- No inferno provavelmente, ele foi derrotado em batalha por Mah'A - Azazel era imóvel - Devo buscá-lo? -

Crowley olhou para sua filha de relance - Não, deixe que apodreça - E voltou-se para o gigante de armadura mais uma vez.

- Vá, besta. Diga a meu irmão que se ele quer falar comigo que não seja mandando seus servos nojentos - A armadura gigantesca deu um passo a frente, quase ameaçador - Nesse caso, existe também uma mensagem para Alice Crowley - E ele começou a falar - Os outros príncipes pedem que se una a eles e abandone seu pai, pedem que você seja mais racional que um rebelde, eles clamam o sangue de nosso rei em você e dizem que pode usá-lo para tomar o lugar como um Príncipe infernal, junto a eles e governar o inferno - Azazel intrometeu-se, erguendo o corpo - Não, Alice, você deve vingar a morte de Belphegor. Ele pereceu em batalha por causa de Mah'A e mais ninguém - O general parecia se mostrar indignado e o de quatro metros voltou a falar - Os príncipes dizem que são capazes de trazê-lo de volta, desde que ele jure a lealdade ao verdadeiro e único rei no inferno.



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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Sab Jun 04, 2016 9:09 pm

- O que você fica fazendo aqui dentro? Quero o que o ser humano sempre procura. Poder. Quero ter força o suficiente para enfrentar qualquer desconhecido que aparecer. - Dizer aquilo me fazia sentir certo desespero, ainda mais quando vários demônios faziam pressão sobre meu corpo real. Enquanto estava prestes a gritar, percebi que meu "corpo mental" demonstrava o que acontecia do lado de fora, mostrando hematomas por todo o corpo, além da fadiga começar a se apresentar e me fazer transpirar mais do que o normal. Quando olho novamente para Loki.

Não havia dito mais nada por conta da fadiga e dor que sentia, mas Loki havia sumido e o que o consumira estava vindo em minha direção. Sentia medo, dor e um cansaço além do que conseguia suportar. Mesmo ainda sendo convidativo, não tinha mais força para mover e muito meno para pensar, manter a conversa mental e ainda ter que lutar era acima de minha capacidade, finalmente havia entendido. Consumido pela nevoa, passei um tempo ainda sentindo todos os males que afetava meu corpo, mas repentinamente, estava melhor. A visão de meu reflexo com a mascara de lobo criou uma curiosidade que quase me fazia querer adiantar as coisas para conversar novamente com Loki, já que só tinha trinta segundos.


Surgia abrupto do chão, removendo minhas costas do repouso e sentava para impedir um pouco do impulso do solavanco. Buscava ar como se estivesse escapado de ser morto afogado, com a mão direita no peito e o olhar fixo, revisando se tudo estava no devido lugar e como havia conseguido suportar tanto poder. "O que...foi isso..." era o pensamento quase que constante. Aos poucos começava a ficar mais calmo, e quando finalmente havia conseguido fui de encontro com os outros presentes.

- Como estão todos? - Perguntava para Thomas. Era a melhor forma para tira-lo do peso que sua própria mente estava criando apos toda a situação. Precisávamos acalmar os nervos. Pena ainda não ter criado nada comestível derivado de demônio, tinha ao rodo ali. Talvez fosse um bom momento para começar a pesquisar e criar.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Dom Jun 05, 2016 1:16 am

Castiel sentou no chão e apenas observou o outro profeta ir em direção a batalha novamente. Para Castiel a luta já havia terminado, usar o pouco que restava de sua energia podia ser uma escolha ruim. Olhou ao redor e viu a cidade em um estado deplorável, com várias construções danificadas e escombros.

Com o som dos aplausos, o anjo apenas virou o rosto para observar a origem. Não demonstrou surpresa ao ver aquele demônio vivo... Asqueroso como todos os demônios, provavelmente havia se rastejado para fugir enquanto todos estavam focados em Mah’A. A expressão do anjo não demonstrou preocupação com a ameaça, Azazel parecia só um demônio de baixa categoria já que quase foi explodido com um de seus ataques. Uma luta em que Castiel estivesse recuperado provavelmente não seria um problema.

Logo Aemy iria despertar... E aquilo não era ruim, já que ele precisava de repouso para recuperar suas energias. Mas a situação de tudo era... Complicada. Castiel olhou para o urso em sua mão e pensou que ao menos a profeta encontraria conforto naquele objeto.

Mas a presença em uma das salas o preocupou. Quatro demônios estavam lá... Iriam atacar? Não, imaginava que não. Se fossem já teriam o feito. Se fossem, porém, precisava de algo para tirar Aemy daquele lugar.  Talvez... Talvez aquele leão ainda estivesse por lá. Não sabia bem o que ele era, não conseguia ter certeza se era um demônio ou algo parecido, mas ao menos ele pareceu disposto a proteger Aemy antes. Castiel respirou fundo e se levantou, um pouco desajeitado e olhou ao redor em busca da figura de Alsdram, dando alguns passos para longe do grupo de desconhecidos.

- Alsdram? Ainda está aqui? – o procurou.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Dom Jun 05, 2016 9:26 pm

A batalha finalmente tinha terminado. Ou ao menos era o que parecia. A verdade é os últimos resquícios de sua força tinham sido eliminados e Thomas caiu no chão, sentado, enquanto respirava profundamente aquele silêncio. Silêncio que foi quebrado em pouco tem por Azazel. Thomas não respondeu, mas sorriu para o demônio. Um sorriso débil, de quem sabia que Azazel não era nada mais do que um covarde perdedor. A hora dele ainda iria chegar e Thomas iria ter todas as respostas que quisesse, principalmente as que versassem sobre sua família.

Deixou que o demônio fosse. Não tinha forças para continuar lutando e isso se expressava em seu cansaço ali no chão. Passou algum tempo ali, apenas respirando aquele ar de destruição. No fim, Azazel estava certo. Eu tinha conseguido o que queria, mas a um preço muito caro. A Atalaia estava toda destruída e poucos tinham sido os sobreviventes, mas Thomas enxergava nisso um recomeço e para que o recomeço tivesse início, teria de ser feito do jeito certo.

Juntou forças para levantar e quando o fez, seguiu até Joker e Blake. Os cumprimentou com um aceno de cabeça. Aegon estava debilitado e praticamente morto. Thomas não precisou fazer muito. Sacou a espada e a fincou no coração de Aegon. Se o futuro tinha que chegar, era necessário apagar o passado, mesmo que fosse com sangue. – Ficaremos aqui até recuperarmos nossas forças, o que não irá durar mais do que alguns dias e depois seguiremos viagem. Inspecionem o que restou da Atalaia e com um grupo de pequenos soldados, investiguem todos os cantos. Não gostaria de nenhuma surpresa demoníaca. À noite, descansaremos e poderemos comemorar. – E Thomas falava sério. Sabia que no meio de todo aquele caos, comemorar uma “vitória” mesmo que às avessas, poderia levantar o espírito do grupo.

Dito isso, tinha outros problemas a resolver. Tinha de encontrar Sarah e saber se ela tinha conseguido proteger o selo central ou se tinha perecido como muitos outros. Sempre que Thomas encontrasse soldados remanescentes, daria a mesma ordem que dera para seus soldados: agrupar e vasculhar o que tinha restado. Pensaria que livre de todo o terror que fora aqueles dias de batalha, a noite agradável em comemoração seria bem vinda, pois em breve partiriam e Thomas sabia que não teriam um dia de descanso tão cedo.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Ter Jun 07, 2016 10:22 pm


Ace Number

Let me teach you, the truth about MAGIC





Ficava chocado. Completamente sem reação ao ver Blake ainda se debatendo. O homem já não tinha sua arma, mas a carruagem ainda era facilmente parada em uma mistura de fúria e debilidade. Saltava e voava por cima dele, girando e caindo sobre os pés. A maldição da loucura do demônio não havia sido quebrada. Precisaria de mais força se assim desejasse.

Sentia o corpo doendo infernalmente, cada membro queimava como se em chamas. Cada respiração pesava em meu peito, fazendo os pulmões doerem cada vez que inalava ar. Tudo que precisava seria me deitar, recuperar-me daquela situação, mas Blake estava a minha frente. Ambos nos olhávamos, nos analisando e esperando qualquer um agir primeiro. Estáticos e meio mortos de cansaço e pelas lutas. Focados demais em nos manter vivos, para reparar na esfera que era disparada tão próxima a nós. A sentia. Ouvia o impacto, mas não ousava tirar os olhos daquela figura distorcida. A explosão seca atingia meu corpo protegido pelo manto, forte o bastante para me despertar daquele transe. Em um instante tinha Blake a minha frente, agora via uma horda demoníaca.

Tinha uma missão! Aniquilar os demônios! Olhava por cima do ombro, concordando em silencio com Blake que também se movia, gritava e urrava. Cada criatura a sua frente era desfeita, esmigalhada em poças pastosas e grotescas de sangue e ossos. Cada um de nós tinha uma dezena e metade de criaturas nos cercando, eu próprio girava e corria, todos os movimentos sendo aproveitados, cartas emergiam e atravessavam carne. Em instantes o que observava era um carnaval doentio e fétido. Tínhamos a morte ao nosso lado e tudo envolta de nós parecia ser pintado daquele vermelho nojento. Tudo até mesmo o rosto de Blake parecia lavado. Um rosto que aos poucos voltava a ser o que sempre havia sido, deixando-me livre o bastante dos temores. Por um instante.

Mais criaturas surgiam, mas não eram as únicas. Obervava com grande alivio cada uma daquelas figuras aliadas, cortando e matando os demônios, na mesma ferocidade que nos movíamos há instantes. Todos mortos, banhando a praça com sangue ao som de palmas. Tinha Blake apoiando-se com o braço sobre mim, sua perna horrivelmente destruída pela espada que havia cravado nela, sobrecarregado por todo o peso de sua forma demoníaca. Seguíamos próximos ao capitão enquanto ele realizava sua execução.

- Capitão. A perna de Blake precisa de tratamento de urgência antes que se torne um problema maior. Permita-me buscar alguém que possa auxilia-lo. Informava a Thomas, esperando sua resposta para me por a caminho.


Post: 009 ~ Rename: -X- ~ Location: Atalaia

Notes: -X-  

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Myra em Qua Jun 08, 2016 1:12 am

Não importava o quando lutávamos eles não paravam de aparecer, e quando estava por desistir, escutei a voz de Crowley, um tanto quanto tardio, mas foi o que nos salvou de um fim imediato. A projeção dele encima de minha cabeça aniquilou os demônios a minha frente, podia sentir aquele poder fluindo em meu corpo, eu tinha controle e isso me deixou animada, preparada para mais pancadaria. Não sentia mais aquele cansaço insuportável, mas sabia que uma hora ou outra iríamos cair novamente, e quando está hora chegou, o nosso ilustre capitão voltou para nos acompanhar à uma pequena vitoria no meio de tanta derrota.

Os demônios restantes caíram no chão após o brilho projetado de sua armadura, meu coração se encheu de esperança novamente, não pensei que veria nosso grupo junto novamente, me aproximei de Thomas e Aemy, busquei uma pedra ou um relevo qualquer que não fosse um corpo ensanguentado e me sentei, o capitão também estava sentado, recuperando suas forças e assim que se levantou, prosseguiu com sua missão e perfurou o coração de Aegon com sua espada. Voltou sua atenção para nós e deu suas ordens, me levantei e summonei Eins novamente, depois de muito tempo, ela flutuou à minha volta e se enroscou em meus cabelos, que estavam nojentos, mas ela parecia estar feliz apenas com a minha presença. Arrumei minhas roupas e limpei minhas armas, tentei retirar aquela mistura de suor e sangue do rosto e do cabelo, mas não tive muito sucesso, pronta para ir, chequei uma ultima vez os meus pertences e sai a procura de sobreviventes pela Atalaia.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por A Morte em Qua Jun 08, 2016 10:52 pm

TORRE DE COMANDO ( Thomas )


N:Thomas encontrou Sarah na entrada da torre de comando, junto a uma garota de cabelos escuros que estava se retirando quando ele chegou, e só a filha de Maes ficou ali. Ela lançou um olhar rápido ao garoto, se despediu de Christine e caminhou até ele, estava vestida em roupas nobres e ainda sim as vestes estavam em trapos, ela tinha evidentemente batalhado também - Você é o tal Thomas Darwishi não? Meu pai adorava falar o quão especial você era - A garota riu - É o filho que ele nunca teve. Ouviu falar que você morreu na ponte, parece que eram rumores ... Qual a sua missão aqui, Thomas? –

T:O Capitão pensou que encontraria somente Sarah ali mas esse não foi o caso. De qualquer forma, não importava. Thomas julgou que a outra moça fosse apenas mais um soldado desgarrado. Aproximou-se de Sarah e fez uma leve mesura. Para Thomas era importante tratar com os descendentes de Maes. Tinha um grande respeito pelo general e não seria diferente com sua filha. - Sim, sou Thomas Darwishi, o Capitão da Divisão dos Guardiões da Sombra. Vim para Atalaia para usar como ponto de descanso e arrecadação de suprimentos antes de seguir viagem, mas logo que cheguei, vi que Aegon tinha sido possuído. Então decidi que tomaria a Atalaia, mas... As coisas fugiram um pouco de controle.- Completou, olhando ao redor. - E você, qual sua missão?

N:Sarah sorriu como se esperasse a pergunta - Achar meu pai. Ele sumiu e eu tenho seguido os rastros dele, assim como você, eu vim para a atalaia atrás de Aegon - A garota se sentou em uma pedra - Mas o idiota parece que estava velho demais para se lembrar de qualquer coisa, ou é um belo mentiroso, e olhe só onde ele está agora - Ela respirou fundo - É, parece que fugiram do controle mesmo. Você protegeu o selo central? - Thomas não entendeu de início mas ela riu e jogou um olhar para o bolso do garoto e assim que ele pôs a mão lá ele sentiu um objeto circular e metálico - Dei pra você assim que nos esbarramos quando te vi pela primeira vez. Parece que você o manteve intacto.

T:As palavras de Sarah fizeram Thomas arregalar os olhos e ficar sem palavras por alguns instantes. Ela veio atrás de Maes? Então Maes ainda poderia estar vivo? Aquilo soava como um sonho, mas Thomas tinha que se agarrar à todas as esperanças. - Seu pai ainda está vivo? Todos na Atalaia já perderam a esperança. E novo comandante não é muito astuto ou confiável. Saí de lá com um grupo para procurar pelas armas celestiais, mas pelo que vi ainda me resta um longo caminho. - Acompanhou a visão de Sarah indo se sentar na pedra e permaneceu ali, em pé, como se reverente ao legado de seu tutor. Quando escutou o questionamento de Sarah, não compreendeu, até tocar no seu manto e achar a pedra ali. Se permitiu um sorriso e tinha que admitir que a jogada tinha sido sensacional. E era absurdo como ele tinha sobrevivido à toda aquela batalha. - É, parece que conseguimos. Mas e agora? O que pretende fazer?

N:- Meu pai desapareceu no meio da noite, Tommy - A voz soou triste, ela o chamou do mesmo jeito que Maes o fazia, talvez pelo costume de ouvir o pai se referir a ele tantas vezes pelo nome carinhoso - Eu tenho quase certeza de que ele está vivo, ele seguiu para as ruínas de Salazar e mais adiante mas tive que voltar antes que meus suprimentos acabassem, enfim, eu pretendo continuar atrás dele ... Mas não sei. Eu estive sozinha até aqui e agora que a Atalaia virou um monte de lixo empilhado cheguei a conclusão de que talvez não seja sábio continuar, principalmente antes que ela esteja suficientemente forte para se manter sem a presença de alguém confiável. Se Aerys Deadshot estiver por aí talvez ele me ajude, ou fique e tome o controle ... Alguém precisa assumir o comando e fazer eles se reagruparem, eu não sou uma guardiã e não posso fazer com que eles me respeitem, já você Tommy, é o capitão geral. Aerys estava lá quando meu pai fundou os guardiões, se você achá-lo talvez consiga o apoio necessário, ou talvez nem precise. Mas o fato é: Precisamos reagrupar e reconstruir. Sei que é egoísmo de minha parte e sei que vocês não tem tempo para isso, e que não é sua missão. Mas precisam ficar pelo menos por uma semana até o local se reconstruir, e aí, o que me diz?

T:"Ruínas de Salazar, pensou. Muito longe de onde estavam. Thomas infelizmente não poderia seguir por aquele caminho por ter uma missão a cumprir. - Gostaria de ir procurar com você, mas tenho de seguir para Passagem de Caronte. Tenho que chegar ao outro lado... - E deixou aquela ideia no ar. Contudo, Sarah estava certa. Reconstruir a Atalaia era por demais importante e Thomas acabou aceitando o pedido para ficar. - Bom, posso ficar sim. Meus homens precisam de descanso e poderemos comemorar nossa vitória. Não sei se Aerys ainda está vivo. Mas e você? Vai continuar aqui ou vai seguir caminho também. A Atalaia não tem nenhum dono agora... - Indagou com curiosidade.

N:- Seguirei viagem - Disse decidida - A atalaia decidira seu lider através de uma votação,  até antes de irmos terei prazer em guiar eles, se você me ajudar - E sorriu gentilmente - Agora que estamos entendidos devíamos voltar aos outros, é hora de reagrupar e reconstruir, e não vá perder esse selo aí ... Nós vencemos hoje.




BECO ( Cas/Aemy )



N: Castiel alcançou um beco, distante das outras pessoas, vazio e fantasmagórico. - Você agiu bem, Arcanjo - Rugiu o leão quando apareceu no telhado de uma casa e saltou para o piso do local caindo de frente ao celeste - Você ... Mudou. Sua alma foi atingida, está danificada - Os olhos vividos atravessavam o general angelical e ele pela primeira vez sentiu a aura poderosa e crescente de Alsdram, não era ameaçadora mas não era humana, nem infernal nem divina, nem a de uma criatura mundana, era algo totalmente diferente.

D: A busca não levou muito tempo, logo a voz do leão pode ser escutada. E para a surpresa do anjo, ele parecia até mesmo saber sua identidade.
- Eu só preciso de tempo para me recuperar. – e realmente era nisso que acreditava – O que é você afinal? Não é um demônio, nem um anjo... – e estreitou os olhos, intrigado.

N: Alsdram balançou a juba de um lado para o outro - Almas não se curam tão facilmente, Celeste. Principalmente uma criada a partir da energia de uma galáxia inteira - disse dando informações sobre a criação dos arcanjos que nem mesmo ele sabia - O que sou eu ? - Ele rodeou Castiel - Nós fomos banidos há muitos e muitos anos, tanto quanto o número de estrelas e galáxias no céu, lutamos contra vocês Arcanjos no começo da criação - E deixou que ele arriscasse um palpite, já era obvio que aquela criatura na frente dele era um ser que existia antes mesmo dos humanos e demônios e provavelmente anjos

D: Aquilo era problemático. Por mais que ainda pudesse usar seus poderes, agora ele estaria limitado por causa do tal dano? Poderia colocar tudo em risco, ele próprio e também a garota. Mas como ele sabia daquilo...? - E como isso se cura? – perguntou, sobre sua alma. Se recordava de ter lutado contra criaturas na época de sua criação, mas... Ele? Por que ele havia ajudado Aemy? Aquilo o deixou com certa desconfiança em relação ao leão... Os olhos se fixaram nele, agora achando que não fora uma boa ideia ir até lá. - Se é o caso... Por que ajudou a garota? Imagino que odeie Deus e anjos.

N: - Não sou seu inimigo, Castiel. Muito menos da profeta. Eu fui banido para as profundezas por seu irmão, a estrela da manhã, apesar de já termos nos encontrado antes, Castiel, duvido que se lembre de mim ... Minha forma verdadeira foi aprisionada e esse avatar no qual me encontro é um favor de Richter Maes Demiurgos, apenas estou retribuindo o favor que me foi feito. Sobre sua alma eu farei o possível para descobrir uma maneira, pois as únicas pessoas que sabem a ciência das almas são o seu Deus e a própria Morte, o cavaleiro. Fiz um juramento ao antigo general dos guardiões que protegeria seus discípulos e os relacionados a eles, não tema a segurança de seu receptáculo.

D: - Eu não me lembro. – e, apesar das palavras dele, não depositou tanta confiança nelas. Seria estranho pensar que aquela criatura não guardava alguma magoa... Apesar de não ter sido o responsável por aprisionar eles, havia lutado contra aquelas criaturas. Mas talvez o que ele queria era uma segunda chance para sua raça... Não seria algo estranho de se imaginar. – Entendo. E a alma da garota? Foi danificada também?

N: - Quando uma alma possui o corpo ela sobrepõe a outra, como um escudo. A alma de Aemy está intacta - Ele concluiu - A presença dos inimigos na Atalaia está desaparecendo, estão seguros agora - Ele rugiu para o Arcanjo e naquele momento ele teve uma visão. Castiel viu uma fortaleza, absurdamente gigantesca e dantesca em todos os jeitos possíveis, era feita de blocos negros e as paredes eram simplesmente impenetráveis, e uma voz ecoou na mente dele " Agares " . Depois o cenário todo se alterou para uma floresta onde caveiras se erguiam do chão e a voz ecoou mais uma vez " Somente a foice do cavaleiro pode por seus irmãos para descansar eternamente no abismo " E pela última vez o cenário alterou para uma ilha localizada no profundo mar e uma única palavra brotou " O trono de prata " E os olhos de Castiel se voltaram para o beco construído à pedra, o Arcanjo sentiu o cansaço atingir seu corpo como uma pluma e a última visão que teve através dos olhos da profeta antes de voltar a escuridão foi a de Alsdram parado à sua frente. O corpo adormeceu com ambas as almas escondidas e logo Aemy acordaria, com o braço quase normal e com o urso ao seu lado.




Escombros da Atalaia ( Joker e Blake )


Joker foi rápido para conseguir atendimento médico naquela situação, ele encontrou uma guardiã rápida e ágil que se chamava Loise. A moça se encontrou com Sarah naquela tarde e organizou uma tenda médica no meio dos restos da construção de uma casa. O tenente teve que carregar Blake por algum tempo e já estava absurdamente cansado, sentiu m alívio tremendo quando Loise pegou o fumante e o lançou em uma maca e levou-o direto para a enfermaria, mas quando o loiro ensanguentado se preparou para se retirar ele também foi conta a vontade atirado a uma cama de panos brancos, não teve escolhas e simplesmente não tinha força para contrariar.

Horas mais tarde quando a noite chegou ela permitiu que Joker se levantasse com a ajuda de um outro guardião mas o de braços de ferro continuou internado, os ferimentos na perna e os cortes diversos pelo corpo haviam sido demais para ele mas certamente a pior parte de toda a situação para Blake era a falta de cigarros, naquele momento singular eles haviam acabado.

Blake foi enfaixado na perna e tomou mais remédios naquele momento do que havia tomado em toda sua vida, em um certo momento tiveram que segurá-lo e passar uma espécie de desinfetante na ferida da perna. Joker tomou remédios assim como o companheiro, mas a doze era totalmente reduzida e ele não precisou de esforço para cair no sono.

Quando os dois acordaram a noite já havia caído a algumas horas e Loise permitiu que o tenente se levantasse, com a condição de que alguém o acompanhasse e ele foi levado para junto de Thomas e o grupo. ( Narração livre dos dois aqui, podem inventar o que quiserem para os acontecimentos e tal )




A Atalaia dos Guardiões ( todos )


O sol se pôs no horizonte, abaixando por trás de montanhas nevadas e colorindo a atalaia com raios de luz de tom amarelo e laranja, e a escuridão cresceu conforme a luz do céu apagava gradativamente. Quando a lua finalmente se projetou imponente no céu todos os mortos já haviam sido reunidos na praça central e cobertos por uma bandeira enorme com o símbolo dos Guardiões. Duas fileiras, uma de cada lado, se organizou em volta dos corpos, as luzes locais se projetavam através de tochas e lamparinas carregadas pelos próprios soldados e na extremidade das fileiras Sarah se erguia, trajando o azul dos antigos guardiões.

Não era preciso mais do que um olhar para ver a desolação nos soldados, rostos acabados, sujos e alguns cheios de lágrimas. Ela deu um passo na frente erguendo uma tocha

- Guardioes. Peço perdão, eu não sou um soldado assim como vocês, mas como filha do fundador sinto me apta a falar com a voz de um. E é por ser capaz de fazê-lo que me sinto responsável por cada guerreiro caído no chão aqui, para meu pai cada um de vocês eram seus filhos, e portanto, cada um de vocês é do meu sangue. Hoje nós vencemos, não estou dizendo que não  houve baixas ou mortes mas ... Hoje nós provamos para aqueles bastardos que ficaremos vivos, os guardiões prosseguirão, não importa o que aconteça, NÓS NÃO VAMOS CAIR ! – Gritou Sarah e a Atalaia soltou gritos de animação, pelo menos um terço da população local estava deitado no chão, coberto por um lençol negro e vermelho e ninguém ali sabia tão bem quanto Thomas para onde eles estavam indo.

Spark que não havia se misturado aos outros conseguia ver perfeitamente a intenção de Sarah, ela estava manipulando os sentimentos dos soldados para que eles não se sentissem abatidos depois do massacre, era obviamente, uma estratégia para mantê-los longe do desespero e que de forma ridícula havia funcionado, era como uma magia que ele só havia presenciado antes no pai dela.

Sarah aceitou a ideia de Thomas e organizou um festim, localizado na torre de comando iniciou-se uma comemoração, aquela noite eles não iriam chorar pelos mortos mas sim comemorar a vida. Uma dezena pelo menos ficou bêbada naquele local como nunca haviam ficado antes em sua vida de guardião, outra se atirava ao som das batidas de tambor que supostamente eram para ser algum tipo de música e se deixavam levar pelo som, mas todos de certa forma se divertiam ou pelo menos aparentavam o fazer ( Narração livre aqui, criem o que quiser, usem os npcs se lhe convier e digam como foi para vocês, ou não. Frist pode até vir mas vai ser de cadeira de rodas )

Os dias seguintes seriam puro trabalho duro e esforço para erguer a estrutura do local mais uma vez, Aerys havia sido achado e levado para a enfermaria mas estava ferido demais e simplesmente desacordado. Mantiveram o guardião em lençóis pelo resto da semana e ele acordaria apenas no quinto dia, o guarda de Aegon morreu devido ao ferimento e desfez em pó, exatamente como o seu dono.

Um dia depois.


O vento batia forte naquela noite na Atalaia. Thomas se encontrava sozinho, em uma pedra dos destroços do que um dia tinha sido aquela construção. Roupas limpas e bem alimentado e descansado, agora Thomas apenas refletia nos próximos passos que teria de dar dali em diante. Contudo, não podia fazer isso antes que todos partissem. Todos. O vento trespassou suas vestes e notou a presença de Sarah num dos cantos da construção. Estava na hora. Levantou-se calmamente e ajeitou a espada na bainha e, com passos firmes e decididos, seguiu para o Hall onde faria o discurso em homenagem àqueles que partiram.

O ambiente estava lotado, mas naquele momento Thomas não encarava nenhum deles. Seu pensamento estava nos portões do Céu que não permitiram que nenhuma alma boa passasse. Estariam destinadas a vagar pelo mundo sombrio que era a Terra naquela era e que certamente dilaceraria a esperança de muitos que talvez, ao longo do tempo, se corrompessem. Thomas sabia que a verdade inevitável da morte era essa. Subiu no pequeno tablado improvisado e por fim levantou a cabeça, observando o contingente pequeno de pessoas que existiam ali, todas trajando preto. Sobreviventes. Atrás dele o seu grupo, organizado lado a lado, todos haviam alcançado aquele momento, com a exceção de Aharon Kedar.

“- Eu nunca vi o mundo como ele foi. Nunca vi planícies verdes, lagos cristalinos ou belas criaturas. Nenhum de nós vimos. Do momento que nascemos e até os dias de hoje, a única coisa que vimos foram mortes e incontáveis catástrofes. Então porque lutamos? Lutamos e morremos pelo desejo e pela esperança de um dia poder ver o vislumbre de uma terra livre e abençoada.

- Nos dias que se passaram, presenciei e participei da maior batalha em que já estive envolvido. Meu status de Capitão foi adquirido provando meu valor fora dos muros de Valliheim. Contudo, nunca sem sair dos limites que mostravam nossa segurança. Eu sou diferente de vocês e daqueles que pereceram. Sou uma arma. Sou um mero objeto da vontade de Deus e em segundo lugar da vontade dos homens. Eu e meus soldados... Somos os Assassinos de Deus. Contudo, nenhum daqueles que lutaram bravamente, nenhum dos que defenderam a Atalaia com suas vidas e que não permitiram que os demônios avançassem, nenhum deles era uma arma. Eram homens com filhos, família, sonhos e aspirações. E a morte deles... Isso é algo que eu não consigo perdoar.

- Por cima das colinas, através das árvores, no ar, o que nos espera daqui pra frente é fogo e morte. Eu nunca aceitei essa missão achando que voltaria para Valliheim. Nenhum dos meus também. Mas depois desse dia, nós voltaremos. Voltaremos pelos nossos e para honrar o sangue que foi jorrado em nosso solo. Deus não nos abandonou e eu também não o farei. “

Thomas então ergueu a espada e disse.


“Que em meio as trevas
Eu seja a mudança silenciosa que traz a paz
Que os rastros da escuridão no interior de minha alma se voltem na direção da luz.
Que as águas do Norte lavem meu íntimo de qualquer dúvida de minha missão.
Que os ventos do Sul soprem às minhas costas,
Incentivando-me a seguir em frente quando eu me abater.
Que as Terras do Leste guardem o meu caminho,
E que as chamas do Oeste queimem toda a raiva e maldade de meu coração .
Juro proteger aqueles que aqui vivem,
Juro manter seu sigilo e honrar meus ancestrais que aqui lutaram bravamente.
Que minha fé ecoe na escuridão
E me guie de volta para casa em tempos sombrios,
E que pela minha espada eu viva
E morra,
Assim, eu o Juro.
Assim, eu sou um Guardião das Sombras”

NOTA: Aqui tem um hiato de uma semana, vocês podem falar o que quiserem nessa parte do post, como ajudaram a atalaia, como se recuperaram, o que fizeram com quem falaram, quem comeram blablablabla só sejam coerentes. Valeu Thiago por ter escrito o discurso.

Uma semana depois da queda de Mah’A.


O vento sibilava através das vestes dos guardiões, ali estava o mesmo time que uma semana atrás havia chegado a Atalaia com o objetivo de atravessá-la, tiveram tempo de olhar uma última vez para o local. Grande parte tinha sido remendada com madeira e trapos, haviam limpado os escombros e não havia mais sangue pintando-a de vermelho, e ainda sim, os traços da batalha eram inegáveis. Estava nas torres caídas, estava no vazio que o local havia se tornado e estava até mesmo nas paredes com cortes e marcas.

- É uma pena que irão partir – Disse ela saindo debaixo da tenda improvisada próxima ao portão gigantesco, com uma xícara de chá quente em mãos – Foram extremamente úteis – Disse Sarah sorrindo simpaticamente, como sempre o fazia, e eles haviam realmente trabalhado muito toda a semana, apesar disso, descansaram suficientemente para repor as forças e continuar a missão.

Sarah caminhou até Blake – Tome cuidado com essa perna, ainda não está totalmente curada – E ele sabia muito bem disso, ainda sentia ela explodir em dor quando tentava correr e apesar desse fato, sentia-se extremamente bem, muito melhor do que antes.

Sarah se dirigiu até Asgard – Valeu. Você é doido, mas valeu – Disse se referindo ao salto contra o canhão. Foi até Joker e deu um tapa no ombro dele – Tome conta do seu amigo de ferro, vocês dois ainda darão muito trabalho praqueles malditos demônios – E seguiu para Myra – Mostre a esses rapazes o que é ser guardião – E sorriu, passou até Spark.

- Não abandone-os, Spark, o que seria de um time sem o batedor? – E ela sacudiu os pelos na cabeça de Spark. Andou até a pequena Aemy e a abraçou, as duas tinham desenvolvido uma proximidade amigável na última semana, talvez pelo fato de que quando o leão mandou que ela os encontrasse Sarah fora a mais amigável, definitivamente sabia como falar com uma criança – Tome conta do Biki e ele vai tomar conta de você – Disse calmamente, e por fim foi até Thomas.

- Moleque imbecil – Sacudiu os cabelos loiros, bagunçando-os por completo – Você toma conta da armadura do meu pai – Confirmou a fonte da roupa – Eu seguirei viagem quando tudo aqui estiver resolvido de vez, e encontrarei Maes. Vocês vão e encontrem as armas, tragam-nas até Valiheim.

Sarah abraçou Thomas e se afastou. Caminhou até o portão e o levantou para as tropas passarem, ele se ergueu lentamente e o horizonte se abriu, os campos de neve se estendiam a frente. Renascidos, os guardiões das sombras avançaram.

FIM DE Out of The Darkness, Into the Fire


( Prazo: 12/6 )

__AOD__
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Aehoo em Sex Jun 10, 2016 10:19 am

O festejo foi inspirador. Os homens comeram, beberam e se divertiram. Thomas se divertiu moderadamente. Seus olhos vez ou outra vagam pelos corpos que foram recolhidos ao chão frio, mas não existia nada que pudesse fazer. Eram soldados e morreram defendendo a causa. Bebeu o que podia e preferiu se recolher mais cedo para dormir e encarar com mais coragem o dia que viria. Contudo, não fora uma noite perdida. Comeu, bebeu e riu, se divertiu como há tempos não o fazia e isso tinha valido a experiência de estar ao lado daqueles que eram sua família naquela empreitada.

---------------------------------

A noite depois do discurso fúnebre tinha sido difícil e Thomas não conseguiu dormir. Retornou ao assento de pedra onde estivera antes e simplesmente ficou pensando como seria a jornada mais à frente. Temia pela vida dos seus comandados. A batalha na Atalaia tinha sido dura e até então eles só tinham perdido apenas um membro, contudo, a jornada ficava apenas mais difícil à medida que avançavam. Se perguntava se seu pequeno grupo estaria preparado para seguir adianta. Se perguntava se ele próprio estaria apto a seguir em diante e comandá-los. Não eram perguntas fáceis de se responder e que acabaram custando o sono de uma noite completa.

----------------------------------

Os dias que se seguiram na Atalaia começaram um clima pesado. Depois das festas e bebidas os enterros trouxeram à tona lembranças dolorosas. Contudo, o trabalho ao longo do dia tinha que ser feito e aos poucos as pessoas começaram a adquirir foco. Foram removidos escombros e empilhadas as pedras que poderiam ser usadas na reconstrução. A Atalaia não seria tão majestosa quanto antes, mas isso não era problema desde que recuperasse a segurança ao longo do tempo.

Todos os outros pontos com resquícios impuros foram eliminados e o sangue de guerra foi expurgado das paredes. O ambiente ao longo dos dias se tornou mais apresentável e aconchegante. No fim de uma semana o progresso tinha sido considerável para o pouco contingente que existia ali, contudo, os Guardiões não poderiam mais ficar. Thomas os avisou na noite anterior que os queria cedo no portão e assim todos estavam ali, prontos para seguir. Sarah falou com um por um até chegar em Thomas. As atitudes da garota não conseguiram arrancar um sorriso de Thomas naquele momento, mas Sarah sabia as preocupações que anuviaram a mente do capitão dali pra frente.

- Fique bem Sarah. Completaremos a missão. – Confirmou. Contudo, ainda existia uma pessoa em especial ao qual deveria ser dirigida a palavra. Estava ali, meio escondida com seu urso na mão, segurando-o forte. – Aemy... – Thomas ponderou por um tempo e então continuou. – Se quiser poderá vir conosco. Vai ser muito útil nessa caminhada e prometemos garantir sua segurança. Talvez no fim de tudo a recompensa seja valiosa, mas não posso mentir. O caminho vai ser perigoso. Do contrário, caso não queira ir, ao menos siga com Sarah ao fim de tudo. Vai ser melhor do que ficar sozinha, ainda mais considerando o que existe dentro de você. – E com aquilo ele queria se referia a Castiel.

Thomas não ficaria para esperar resposta. Se Aemy tivesse interesse, poderia se juntar a eles enquanto os portões se abriam. Thomas sentiu o ar gélido e respirou fundo. Um novo desafio se abria, mas certamente nada ficaria no caminho do grupo. Nada
.

(Considero aqui que levei armamentos leves e suprimento pra viagem sendo água e comida os principais)
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Asgard em Sex Jun 10, 2016 5:28 pm

Talvez fosse costumeiro acabar me afastando de todos quando tudo estava bem, mas naquele momento realmente foi necessário. As palavras de Sarah ecoavam por todo o local e mesmo distante pude escutar alto e claro, já que minha maior duvida era o fato daquela chave ter ativado a torre de uma forma que parecia que tudo ali iria explodir. Enquanto acontecia o discurso e o inicio da festa, fui ao alto da torre verificar e descobrir por conta própria o que poderia ser, mas acabei ficando somente com livros e historias de guerras. Não atreveria usar a chave novamente tendo em mente que aquilo poderia ser uma arma de um tiro só. Quando nada mais chamou a atenção, voltei onde todos estavam e procurei por Christine, talvez ela tivesse a resposta, mas no fundo a procurava por outros motivos.
-------------//-------------
Enquanto todos acordavam, estava indo dormir. Havia passado a noite pesquisando sobre a torre e quando Christine adormecera, montei uma cama improvisada para ela e passei o resto do tempo na floresta atras de recursos naturais, possivelmente descobriria alguma coisa que a terra poderia oferecer. Quando o sol era mais evidente que a lua, retornei até Christine, ainda mais cansado, por conta de caças e pelo peso que carregara até ali.
-----------//--------------
Antes da despedida de Sarah para todos nos, a semana havia sido bem calma, mesmo com toda a arrumação e treinos que tivemos. Sempre seguia para a floresta treinamentos em conjunto com alguns soldados que queriam aprender ou melhorar suas agilidades, além de que foi um bom momento para melhorar o condicionamento físico e aprimoramento dos utensílios que criava, mas muitas vezes ficava por lá para aprimorar meu entendimento do poder de Loki e da mão que ele havia me presenteado. Christine e eu acabamos ficando mais próximos, sendo que era a unica que me acompanhava quando fugia para treinar com Loki, ela tomava conta do corpo, mesmo que não precisasse. Tivemos um pequeno caso nos dias finais apos um treino longo, já que o tempo dos dois estava livre.
Antes de encontrar os outros, me preparei da melhor forma e segui até Christine, a encontrei para me despedir e pedir que ela tivesse uma vida normal e com outro, pois sabia que aquela missão era somente de ida. A reação foi conturbada, mas não fiquei para saber mais, a beijei e sai.

...

- Ainda não viu nada Sarah. - Mostrava um leve sorriso.
Por fim, seguia andando ao lado de todos, refletindo sobre tudo, mas sentia paz e ia conversando com Loki, agora mais amigavelmente, sobre essas reflexões.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Gregar em Sab Jun 11, 2016 11:39 pm


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Sentia-me tão descolado naquele festival, que mal me mantinha dentro do salão com todos. As pessoas tinha aquela noite como sendo de festa, como se estivessem se parabenizando por estarem todos vivos. Sabia da importância de se estar vivo, mas havia abandonado a companhia do soldado que me guiava, assim que entrava no salão. Agora, apenas observava a todos a distancia. Estava confuso, triste com grande parte das noticias que havia recebido, e com o que tinha visto. Todos pareciam alegras, mas ao brincar com o pingente por entre os dedos, sentia a sombra da morte. Próxima demais para que não tremesse.

Durante grande parte do tempo restante, sentia o peso dentro do peito, como que se me esmagasse por completo. Um deslize e morreria, era nisso que acreditava. Seria apenas um entre tantos outros, uma gota d'água no mar azul. Sentia-me enjoado com tudo que havia acontecido, doente o bastante para dispensar o convite presencial ao discurso do capitão. Pelo contrário, me mantinha distante dele e de qualquer outro, longe enquanto encarava tudo com O Mundo a meu redor. Encarava a cada alma viva, cada corpo morto, e não conseguia deixar de pensar nas palavras do demônio. Nós nos chamávamos de Caídos. Não tinha sido ideia minha, longe disso. No começo de tudo Raven era nosso líder. Sensato, justo e acima de tudo um guardião de verdade. Sempre quis ser como ele. Nunca deixei de pensar que morrer para salvar seus demais, era a maior honra que poderia almejar, mas agora...

Durante a semana que se seguia, havia sido um fantasma para aquele lugar. Assombrado pela culpa e morte dos outros, vagava sem rumo pelas ruínas, hora ou outra encontrando algum lugar que pudesse ficar sozinho. Música sempre havia nos acalmado, era aquilo que trazia vários de volta quando enlouqueciam. Nyx era uma boa cantora, Raven também era, além disso, ele sempre foi bom com a flauta. Ouvir os dois era como ouvir o couro dos anjos, mas depois de Raven ter partido, Nyx nunca mais cantou, não era mais a mesma. Nenhum de nós ainda era. Eram nesses momentos que me lembrava deles, lembrava-me de todas as crianças das quais cuidávamos, órfãs dos experimentos em sua maioria. Qual seria o fim que eles teriam tido? Entristecia-me enquanto girava as cartas ao meu redor. Elas sempre haviam gostado das cartas. Adorava fazer truques para eles.

Havia sido durante uma dessas apresentações para plateias invisíveis, que pela primeira vez fui observado. Julgava ser o segundo ou terceiro dia, quando observava a pequena face me encarando ao longe. Aemy era seu nome, a pequena garota que dentro de si carregava um anjo. Tão cruel era o destino de alguém tão pequeno. Sorria com tristeza, enquanto girava e fazia com que as cartas brilhassem, brincando com suas formas e molduras. No principio tinha apenas uma pequena plateia distante, que com os dias se passava a se aproximar cada vez mais. Durante o resto da semana, ensinava truques e brincadeira para Aemy. Os mais simples, fazia com que ela conseguisse aprender e reproduzir sozinha, os mais difíceis apenas serviam para impressiona-la, ninguém conseguia fazê-los como eu fazia. Lembrava-me com detalhes cada pequena magia, e aos poucos e juntamente de minha assistente mirim, expandia a plateia, levando a mágica para alguns soldados mais próximos.

Enfim estávamos no ultimo dia. Prestes a continuar com aquela missão, que já não me parecia tão mais insana.  Sarah se aproximava de nós, na saída daquela Atalaia que parecia tão mais bela que anteriormente, os esforços dos guardiões começavam a se pagar e o que julgava ser feito em meses, havia demorado apenas uma semana para serem realizados. Todos estavam próximos de partir, e já convocava as Carruagens para nos guiar até nosso próximo destino, três delas ao total. Acenava em concordância a Sarah, não esperava apenas lutar para proteger a Blake, o faria por qualquer uma daquelas pessoas. Então me dirigia até Aemy, minha assistente mirim de uma semana apenas, ajoelhava-me perante a ela e fazia um truque. O mais comum dos truques de baralho, onde as pessoas escolhem uma carta, e você descobre qual é ela depois.

- Vindo ou não conosco, essa carta vai protegê-la.Só precisa se concentrar e então. Tirava outra carta igual das mãos, um dos pares do Amante. - Poderei ouvi-la onde quer que esteja . Comentava o trecho mentalmente com a garota. - Adoraria sua companhia conosco Aemy, sempre é difícil encontrar boas assistentes de palco. Brincava ainda no tom secreto a nós dois, enquanto me levantava e distanciava-me, as carruagens estavam a nossa frente e apenas esperavam um comando para partirem.


Post: 010 ~ Rename: -X- ~ Location: Atalaia

Notes: -X-  

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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

Mensagem por Phyress em Dom Jun 12, 2016 6:27 pm


- Festa -

Aemy despertou no chão, junto de seu ursinho um pouco machucado... Ficou assustada com o que poderia ter acontecido, seu cabeço desgrenhado. Quando saiu de lá a visão não fora das melhores; a cidade estava arruinada e várias pessoas mortas estavam no chão. Novamente ela sentia aquele cheiro de sangue que trazia lembranças desagradáveis... A pequena chegou a recuar um passo, assustada, mas logo a voz de Biki surgiu e a confortou dizendo que ela havia ido bem, mas que os inimigos eram muitos, e ao menos alguns sobreviveram.

Quando reencontrou o grupo, conheceu Sarah. A jovem era acolhedora e Aemy acabou ficando no mesmo quarto que ela. No início tudo aquilo era estranho; ter um teto, uma cama, comida... Fazia tempo que não experimentava nada daquilo, mas apesar do conforto físico, sentia-se estranha naquele lugar. No dia da festa, a pequena preferiu ficar sozinha no quarto. O som do tambor a incomodava e quando as batidas eram muito fortes a pequena acabava se assustando e abraçando seu ursinho com força.


- Semana -


Nos dias seguintes as pessoas começaram a organizar o local. Aemy optou por ficar no quarto a maior parte do tempo, as duas vezes que saiu foi para ir ajudar os feridos e conversar com Alsdram, mas ela logo voltava para o quarto e observava a cidade pela janela. Dali ela observava as pessoas andando, os corpos que eram encontrados em meio aos escombros, homens que se juntavam em grupos e tiravam algum tempo para conversar... Ainda sim, mesmo que de longe, conseguia notar o quão duras as pessoas ali eram. Sempre com armas e olhares duros no rosto, ouviu os lamentos de alguns deles e o juramento de vingança de outros, alguns se vangloriavam por terem matados inúmeros demônios... Como alguém era capaz de sorrir e rir com tanta satisfação por ter matado demônios e depois de tudo o que aconteceu? Eram coisas que a loira não entendia.

E em meio as pessoas que observava, um deles chamou a atenção. Um rapaz que sempre andava sozinho... Se lembrava dele, havia visto ele junto de Thomas e dos outros quando viu o grupo pela primeira vez. E por dois dias ele se sentava, sozinho e mais afastado, brincando com cartas. Aemy não conseguia ver bem o que ele fazia e por isso decidiu ir até lá no terceiro dia. A princípio observou um pouco escondida, sem coragem o suficiente para se aproximar. E nos outros dias continuou indo assistir aos truques que ele fazia, um pouco fascinada com os truques e o modo como as cartas brilhavam na mão do jovem, cada dia ela se aproximava mais.

Quando notou que o jovem já havia a notado, a pequena apenas se desculpou com o rosto vermelho e pensou em sair correndo, mas Joker se demonstrou compreensivo e gentil, permitindo que ela assistisse aos truques dele de perto e até mesmo passando a ensiná-la alguns truques mais simples; a cada erro a jovem parecia ficar sem graça e dava um sorriso desajeitado. A pequena era bem tímida e não falava muito, mas aos poucos ela ia se sentindo mais confortável com Joker.

Na frente dos outros ela não tinha coragem de tentar nada, ela apenas ajudava Joker como ele pedia. Na verdade, quase sempre ela própria se perdia de suas obrigações e ficava observando os truques com admiração.


- Partida -



No dia anterior ao dia que as pessoas iriam embora daquele lugar, Biki trocou algumas palavras com a garota. Os dois falaram um pouco sobre o rumo que tomariam a partir dali e quando a hora de ir chegou, Aemy foi até os portões junto dos demais. Com o abraço repentino de Sarah, Aemy sentiu o rosto esquentar um pouco, mas retribuiu e concordou com a cabeça, apertando o urso em seus braços.

Ouviu as palavras de Thomas e ficou indecisa. A ideia de andar por ai novamente era um pouco assustadora, se lembrava dos olho vermelhos sempre se esgueirando pelas sombras, das criaturas que tentavam arrastá-la. Mesmo agora tendo algum poder, as lembranças a fizeram dar um passo para trás e olhar para Biki. Quando Joker se aproximou, a garota deu um sorriso tímido e pegou uma das cartas do baralho, alargando o sorriso quando o rapaz acertou qual carta ela havia pego.

- Ah... – e ficou surpresa ao ouvir a voz dele em sua mente – Es... – a voz soou um pouco falha e baixa – Es-espera... – segurou de leve nas roupas de Joker e deu um passo na direção dele. Queria poder ver os truques dele mais vezes, tinha a impressão de que se fosse para outro caminho talvez Joker desaparecesse para sempre e nunca mais poderia falar com ele ou ver sua magia – Eu vou... Eu vou com você... – decidiu, o rosto vermelho e os olhos encarando o chão.

A pequena fez sua escolha, ainda com medo de ter que voltar a andar por aquele mundo caótico. Mas queria poder fazer algo... Junto de Biki e agora Joker, sentia que as coisas talvez fossem um pouco melhores.
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Re: Out of The Darkness, Into the Fire [ FINALIZADA ]

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